quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Domingo: Clássica de Santarém


É já no próximo domingo, dia 1, a primeira Clássica da temporada de 2015: Santarém.

O percurso é o tradicional, a partida de Loures (posto de abastecimento da BP) às 8h00 (em ponto!) e a chegada no mesmo local.

Ressalva-se que, através de informações não confirmadas, a subida de Santarém poderá estar cortada/condicionada ao trânsito e que, por esse motivo, o acesso tenha de se efetuar por um troço alternativo. A confirmar-se, pede-se redobrada precaução na passagem por esse local, e se caso for necessário (o referido alternativa tiver piso em mau estado ou outros perigos), decidir-se pela neutralização até ao final desse condicionamento.

Nunca é demais recordar que a filosofia das Clássicas é de andamento livre e sem paragens previstas/estipuladas para neutralização de reagrupamento (como nas voltas domingueiras normais). De qualquer modo, não invalida que o pelotão, por acordo coletivo, possa fazer compasso de espera e/ou paragens devido a qualquer eventualidade/incidente (furo, queda), ou outros motivos que os justificarem – como já sucederam em edições anteriores e outras Clássicas.

Reforce-se que este evento não tem fins competitivos e deve ser escrupulosamente respeitada, sem restrições, a segurança na estrada, a fim de evitar múltiplos perigos.

A realização de eventos deste tipo (Clássicas) tem sido, desde há vários anos, um exemplo de promoção ao ciclismo puramente amador, à saudável competitividade entre grupos e até de corredores e outros atletas federados. A preservação e o incremento desta «receita» de sucesso depende, exclusivamente, da boa consciência, civismo e máxima responsabilidade de todos os participantes. Aqui não se ganha nada mais do que a recompensa pela superação física e psicológica, a noção de rodar em pelotão e de todas as incidências inerentes à prática do ciclismo... com «empenho elevado». Mas pode perde-se MUITO!!

Também, por isso, recomenda-se, vivamente, que esse respeito se estenda à presença e saída no local e hora da partida, e que esta de faça em simultâneo, em pelotão, além de não se atalhar caminho. Aos que decidirem fazê-lo, quer na ida, quer no regresso, pede-se que se respeite os cumpridores, não interferindo no normal desenrolar do evento! 

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Alteração de volta do próximo domingo

Devido à previsão de condições climatéricas agrestes, nomeadamente as de temperaturas muito baixas, adia-se a Volta do próximo domingo, Caldas 160, que, pela sua distância (superior a 160 km) recomendaria a antecipação da saída de Loures pa...ra as 8 horas e, por consequência, aumentaria a exposição ao pico do frio matinal.
Deste modo, substitui-se por outra com um percurso mais curto (ver abaixo), que permite manter a hora de saída para as habituais 8h30.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Domingo: S. Pedro da Cadeira

A Volta do próximo domingo é a de S. Pedro da Cadeira. O percurso é o seguinte

terça-feira, janeiro 20, 2015

Conversas de Ciclista no Facebook


Dez anos depois, chega a altura da evolução, da modernização, da necessária adaptação às novas tendências de meios de comunicação. Hora de entrar nas redes sociais! No irresistível Facebook.

O blog Conversas de Ciclista arrancou nos primeiros dias de janeiro de 2005, como resultado de uma ideia jornalística, de informar, relatar e abrir o espaço à discussão, ao debate de ideias, principalmente direcionado para as andanças do grupo Pina Bike, ao que me tinha juntado um ou dois anos antes, e a que me mantenho fiel. Sempre!

Na companhia de entusiastas e praticantes inveterados de ciclismo, tornei-me ciclista. Ou uma espécie de... Tornei-me ferrenho, competitivo, solidário, angariador e congregante. Cresci com o grupo e este comigo. Acompanhei as suas dores de crescimento, a adolescência problemática e as crises de adulto. Mas também os momentos de satisfação, das altas cavalgadas, de adrenalina, de tertúlia e camaradagem. E há muito tempo que a sua dimensão me transcendeu!

Tenho muito orgulho de ter assistido a esse desenvolvimentos, de assistir à chegada de muitos elementos, e infelizmente à partida de alguns (saudades do Daniel e do Evaristo), de me encher de orgulho com a fama deste grupo, de ouvir que as manhãs de domingo faziam perder muitas noites de sono, de vê-lo superar largamente os seus limites do seu núcleo original. Nos primeiros anos fazia ao domingo, com o grupo da BP, do Pina, o meu treino de descompressão depois de uma semana “a solo”, atualmente descomprimo toda a semana do empeno do domingo.

Nunca fui corredor – ou melhor, pelo menos, além de fugaz tentativa em 1998, de loucura, devaneio por desconhecimento da realidade da competição (então os Veteranos), em duas ou três corridas apenas um par de meses após a aquisição a minha primeira bicicleta de estrada – a velhinha Masil com as cores do LA Pecol (branca, azul e vermelha). Mas as andanças do Grupo Pina Bike, dos andamentos incertos, castigadores, a falta de fôlego e as dores nas pernas, e de todos os que fazem as Voltas domingueiras serem o que são..., preencheram, desde sempre, todas as minhas expectativas em cima uma bicicleta. Depois das «domingueiras” vieram as Clássicas, depois das Clássicas a presença como equipa nos Granfondos.

Para os mais distraídos, repare-se que nesta espécie de catarse feliz, “a fazer chorar as pedras da calçada”, acabaram rapidamente as referências ao blog, afinal o motivo deste enfado. A partir do segundo parágrafo apenas e só ao Grupo Pina Bike. Omissão óbvia, porque não haveria aquele sem este...

Tudo isto para dizer que o Conversas de Ciclista vai estar, enfim, no “Face”. Com o mesmo objetivo primeiro. Haja disponibilidade do autor nesta nova fase mais mediática da sua existência. Para já, não é adeus, é olá! Obrigado, malta, por esta década! E durante a próxima tenham-me (mais) “respeito”. Na estrada, claro! É que não vou para... novo.        

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Domingo: Infantado

A Volta do próximo domingo, com ameaça chuva e vento moderado de noroeste, é a do Infantado, cumprindo mais uma ronda do programa de pré-temporada, num percurso totalmente plano. Ou seja, sempre a pedalar, e por tradição, forte! Uma espécie de 3 horas de... rolos!  

sábado, janeiro 10, 2015

Quilómetros e... quilómetros

Replico aqui o "post" que publiquei ontem no Facebook, para os não aderentes a esta rede social.

O desafio, ou espécie disso, que o camarada Francisco Oliveira (Chico) lançou há dias aqui, instando a que os seguidores deste Grupo praticantes de ciclismo divulgassem o pecúlio total de quilómetros em 2014 (referindo-o no espaço dedicado nesse post), tem tanto de ingénuo e até de algum lirismo, como de atrevido e ousado. Desde logo, só por estes motivos teve muito mérito. Mostrou (confirmando o que se sabia) que a revelação da quilometragem pessoal constitui, para muitos, um... tabu a preservar, como se fosse o segredo do sucesso. Diz-se do sucesso, porque foram os que, previsivelmente, mais quilómetros têm no odómetro que não responderam ou fizeram bluff, enquanto os que menos batem a estrada/trilhos fizeram despudorado gáudio do fraco pecúlio, atitude que não se deve desvalorizar como justificação (também corriqueira) das suas eventuais debilidades.
De qualquer modo, do "inquérito" conclui-se uma verdade mais ou menos lógica: o volume coincide quase sempre com mais rendimento. No entanto, terão faltado ao repto alguns consagrados do nosso pelotão e da competição que, prevendo terem em comum serem papa-quilómetros, a sua revelação poderia explicar a importância das diferenças de capacidade ou de metodologia de treino, por vezes mínimas mas determinantes, comprovadas no respetivo rendimento/resultados e/ou consistência ao longo da temporada. Além de que poderia ajudar os menor "preparados" a esclarecer (mais) cabalmente as razões (uma das) das discrepâncias que se revelam aos domingos; e até suscitar dúvidas interessantes... - além de que seria, como se percebeu pela relevância do "segredo", um ato de... coragem.

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Domingo: Pontével-Aveiras

Depois da estreia da Volta (curta!) de Coruche I, abertura de 2015, a segunda volta do ano é a de Pontével-Aveiras, com um percurso, de 126 km, que se vai tornando habitual nesta fase inicial do nosso calendário.

segunda-feira, dezembro 29, 2014

Calendário de 2015



Aí está o calendário para a temporada de 2015!

A época que se avizinha tem algumas novidades, embora mantendo o esquema dos últimos anos, com as Voltas domingueiras, as mais competitivas Clássicas (as nossas e as de outros grupos...) e os Granfondo que conquistaram lugar no alinhamento.

Renova-se e, mais, reforça-se, na próxima temporada (ano), o desafio de participação nos Granfondo/Skyroad, que serão mais, elogie-se! O pioneiro Skyroad da Lousã (que transitou de outubro para setembro, dia 13) e o da Serra da Estrela (12 julho), o Granfondo do Gerês (14 de junho) e do Douro (3 de maio), além do estreante Granfondo do Algarve (já no dia 21 de fevereiro).

 A 'natureza' do calendário-2013 mantém-se, embora com algumas estreias: nos primeiros três meses, três voltas grandes em terreno plano antes das Clássicas: logo a primeira do novo ano, no dia 4, de Coruche (Salvaterra), com 152 km (ver percurso) depois o «Caldas 160», no dia 8 de fevereiro (que reproduz a que foi realizado no passado dia 14 de dezembro, com aprox. 160 km); e no primeiro domingo de abril, o Coruche (Grande, por Benfica do Ribatejo), com 176 km (ver percurso).

Neste primeiro trimestre da temporada, mantém-se outras Voltas que se estrearem com sucesso em 2014, com percursos já mais exigentes e estimulantes, como o Ericeira-Assafora (dia 22) e a Voltinha Saloia. Para a malta testar o trabalho desenvolvido há já alguns meses.

A primeira Clássica, a de Santarém, está marcada para o primeiro domingo de março (dia 1), e a segundo, será a rainha, de Évora, três semanas depois (dia 22), e o mesmo intervalo para a terceira, de Santa Cruz (12 de abril).

Ainda em abril (19), teremos a primeira incursão a Montejunto (por Vila Verde), se possível em comum com a Clássica dos Duros do Pedal. Um mês depois, após o Grandfondo do Douro, a estreia da volta das «Três Grandes» (dia 17; ver percurso) e uma semana depois, o célebre Roteiro dos Muros (24), e finalmente a Clássica Pina Bike, a fechar um ciclo exigente que poderá servir de preparação, para o Douro e o Gerês.

Em julho, o rei dos Skyroad, da Serra da Estrela, e a terminar, cá no burgo, a Clássica do Cartaxo (dia 26). Em agosto (dia 23), para muitos, mês de férias grandes, destaque para a Clássica de Montejunto, por Pragança (certamento com os camaradas dos Duros do Pedal).

Em setembro haverá o Skyroad da Lousã, e em outubro, a Clássica dos Campeões, antes de se encerrar a temporada com o tradicional Livramento-Óbidos, organizado pelo camarada Paulo Pais (ainda com data indefinida).

 

  


sexta-feira, dezembro 26, 2014

Domingo: Volta de Alcoentre

A última volta de 2014 é de Alcoentre. O percurso é o seguinte.
Nos próximos dias, a divulgação do calendário da temporada de 2015.

segunda-feira, dezembro 22, 2014

Volta Natalícia: Info


Atenção, a Volta natalícia sugerida para dia 24 (quarta-feira) continua 'de pé' - embora ainda não possa confirmar a minha presença. A hora de saída de Loures será antecipada para as 8h00. 

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Domingo: Sto. Estevão; e proposta para dia 24


A volta da próximo domingo é a de Santo Estevão. O percurso é o seguinte e é por demais conhecido: praticamente (ou totalmente...) plano!

Na terça-feira, dia 24, para preparar o corpinho para assimilar as filhós, e dependendo da disponibilidade de cada um, deixo «à consideração» uma volta incomum, mas que, na única vez que foi realizada, em 2011, deixou boa impressão. Trata-se do percurso, então alternativo devido a obras(143 km), da Clássica de Santarém. Apreciem e digam de vossa justiça.

     

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Domingo: Loures-Foz do Arelho-Loures


No próximo domingo, dia em que está calendarizada a volta domingueira do Reguengo, e num fim de semana em que se realiza do clássico Troia-Sagres (sábado), informa-se que haverá uma saída de grupo longa, entre Loures-Foz do Arelho-Loures, na distância de 187 km. O percurso é o seguinte.

Eis algumas recomendações: uma vez que o andamento é livre, embora recomendando-se moderado, deverá ser inevitável que, com o acumular dos quilómetros (que são bastantes) e de subida (também o relevo, sem ser exigente, é acidentado), a jornada se torne seletiva (participantes com aptidões e/ou níveis distintos de forma neste início de época), forçando a que alguns tenham de adotar o seu próprio andamento, podendo, com isso, não conseguir acompanhar o ritmo do pelotão/grupo da frente. Sugere-se, por isso, o criterioso doseamento do esforço em todos os momentos, e, de preferência, que se arranque para a tirada com a garantir que se ficará acompanhado/integrado com elemento(s) com o mesmo nível de andamento.
A saída de Loures (bombas da BP) está marcada (à hora!) para as 8h00.

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Domingo: Ota

A Volta deste domingo é da Ota (por Sacavém). O percurso é o seguinte

quinta-feira, novembro 20, 2014

Domingo: Lezíria do Tejo

A volta do próximo domingo é a da Lezíria do Tejo, com o seguinte percurso. Segue mais uma 'etapa' desta pré-temporada chuvosa, principalmente durante a semana e ao que os domingos têm escapado.
No último, na Volta de A-dos-Arcos, destaque para o numeroso pelotão, para o ritmo bastante adequado na maior parte do trajeto, apesar de as médias elevadas em plano desmentirem-no...
Na parte final, a partir dos Cadafais para Arruda, na ligação à subida de A-dos-Arcos, sobressaíram as diferenças de forma física - o seu estado e os objetivos nesta fase do ano -, levando a que um pequeno grupo se destacasse, definitivamente, logo nas primeiras rampas após os Cadafais, de um segundo que inicialmente contava com quase o mesmo número de elementos, mas que veio a desmembrar-se, apesar da moderação e da estabilidade do andamento. Mas, também, os da frente(pareceu) que não mantiveram a integridade original.    

sexta-feira, novembro 14, 2014

Domingo: Volta de A-dos-Arcos

A volta do próximo domingo é a de A-dos-Arcos, com um percurso que tem alterações em relação ao dos últimos anos. Resumidamente, em Azambuja (quando antes se invertia o sentido) segue-se em direção ao cruzamento de Aveiras, onde se vira à esquerda até essa vila, seguindo o traçado inverso ao da Volta da Ota até à rotunda. Daqui (3.ª saída) segue-se novamente em direção a Azambuja, onde se volta a tomar a EN3. A partir daqui (deste troço que é novo) o trajeto é igual.   

terça-feira, novembro 11, 2014

Jantar de final de temporada

No próximo dia 28, realiza-se o tradicional jantar-convívio de final de temporada do grupo Pina Bike.
Os interessados deverão inscrever-se na loja Pina Bike ou pelo telefone 219820882, para saber todas as informações (local, hora, preço)
Inscrições sujeitas a pagamento de sinal.

quarta-feira, novembro 05, 2014

Domingo: Sobral-Merceana-Alenquer-Sacavém

No próximo domingo, a Volta é de Sobral-Merceana-Alenquer-Sacavém, e tem um percurso que se insere no contexto de pré-temporada, ainda que, para alguns, se vislumbrem objetivos a curto prazo, como o sempre concorrido Tróia-Sagres, que, por tradição, é o mais importante evento de ciclismo de estrada do inverno - mas que, no próximo, anto terá a forte concorrência do estreante Algarve Granfondo.

Também para estes que entram precocemente na época, as tiradas domingueiras em grupo, mesmo nesta fase de 'defeso' em que é impossível que não  incluem picos de intensidade, como se verificou na última semana, poderão servir para 'aprontar' a longa jornada até ao Algarve, em meados de dezembro.

Regressando à Volta do próximo fim de semana, o início por Bucelas e a subida para o Forte do Alqueidão é importante para marcar a toada do andamento, que se pretende moderada, seguindo-se uma extensa secção em terreno plano até... Sacavém, onde se inicia a segunda dificuldade do relevo do dia, a subida para a Apelação, antes de descer para Loures.    

quinta-feira, outubro 30, 2014

Domingo: Camarnal

Depois da realização da Clássica Livramento-Óbidos, no passado domingo, no próximo (dia 2) arranca, definitivamente, a fase de defeso/pré-temporada de 2015, que culminará com o final do ano, para alguns, durante o mês de janeiro. 

Com isto, inicia-se, de acordo com o que é habitual no calendário de actividade do grupo Pinabike, um período em que as Voltas domingueiras são, na sua esmagadora maioria, em revelo (também maioritariamente) plano. 

O objectivo é, não só a adequação às recomendações de treino nesta fase (de interregno/moderação) da época, como também para promover o colectivismo e o espírito de coesão e camaradagem (convivência) que, no miolo da temporada, é mais difícil de implementar. 

Para tal, também por «tradição», sugere-se a retemperadora paragem intermédia para beber café e, principalmente, que o núcleo do grupo (os elementos mais assíduos; e a todos os interessados) que contribuam para preservar o andamento certo, não necessariamente de passeio, mas isento de cavalgadas e frenesim, em suma, das intensidade que, creio, todos concordarão, não se coadunam com esta fase do ano desportivo.

De qualquer modo, esta recomendação/sugestão/pedido em nada belisca a filosofia que preside às voltas domingueiras do nosso grupo: não há «imposições» ou regras, cada um está livre de impor ou seguir o ritmo que quiser.


No próximo domingo, então, a pré-temporada inicia-se com a Volta do Camarnal, um percurso recente nas nossas lides.  

Crónica do Campeonato do Mundo-2014. Perdão, do Livramento-Óbidos!


A edição de 2014 da Clássica Livramento-Óbidos, organizada pelo camarada Paulo Pais, foi mais um retumbante sucesso, ao reunir várias dezenas de participantes dispostos a contribuírem para uma jornada de sã convivência e momentos de intenso (e imenso!) ciclismo, honrando a denominação simpática por que está a ficar afamada, a de Campeonato do Mundo... As condições meteorológicas desde outono primaveril – ou quase estival... – também ajudaram e foi praticamente sem aquele habitual friozinho cortante matinal que o pelotão arrancou do Livramento em direção a Torres, cumprindo a regra que faz do conceito/filosofia deste evento ser tão peculiar: o andamento «certo», sem desvarios, até à paragem em Óbidos.

De qualquer modo, há andamento certo e... andamento certo. E há que... «metê-lo». Este ano, calhou-me (voluntariamente!) a mim e ao Mário (a partir de Torres, esclareça-se) e com mais intensidade do que nas mais recentes edições. Na primeira parte do percurso, este ano, média 35,8 km/h; em 2013, 33 km/h. E acrescente-se o fator peito ao vento, que, se a memória não me trai, no ano passado, para mim foi inexistente - ou quase. Mas, como disse, a (minha) iniciativa foi voluntária e, acima de tudo, motivada pelas boas sensações de final de temporada – ainda resquícios de forma trazidos do Skyroad da Lousã. Mas não há milagres, e a boa vontade implicou naturalmente desgaste, num terreno ascendente (ainda que suave) e muito aberto ao vento. De resto, reconheço que as sensações (boas) não refletiram a pulsação média algo elevada.

De qualquer modo, repito, não estive sozinho nessa «generosa» função. Acompanhou-me o Mário, que, analisando o desempenho coletivo do regresso (e mesmo excluindo o efeito retemperador da paragem de alguns minutos devido a queda no pelotão na aproximação ao Ameal), arrisco afirmar que foi o homem do dia! Justifico-o, desde logo, ao comparar a sua prestação como a minha, uma vez que, em Óbidos, tínhamos o mesmo nível de exposição ao desgaste: no final, a partir do Turcifal, eu entrei claramente na reserva, enquanto o novo reforço da equipa Pinabike ainda teve pilhas para integrar o grupo da dianteira e liderá-lo até à derradeira rampa. Para mim, o homem da Clássica! Mais uma vez, impressionante! Uma enorme promessa para 2015, mas também uma expectativa de ver como reage ao longo de uma época desgastante.

No entanto, e perdoem-me continuar «a puxar a brasa à (nossa) sardinha», estendo a homenagem à presença massiva de elementos Pinabike, que corresponderam não só ao compromisso/dever de representar um dos grupos domingueiros de maior nomeada da nossa região, mas, acima de tudo, de gratidão e honra à camaradagem, disponibilidade e simpatia de sempre do mentor desta Clássica, o insuperável PP. A todos eles (nós), uma vénia!

Voltando à estrada, eis o rescaldo do regresso, a parte «competitiva», a partir de Óbidos, em que desde logo o andamento foi «livre», e não só após o Bombarral (também contrariamente ao que tem sucedido em pretéritas edições - cuja mudança aplaude-se, embora tenha havido algum excesso de nervosismo, e não só durante este trajeto). Assim, média de 37 km/h contra apenas 32 em 2013, com diversos elementos empenhados em puxar pelo extenso e agora muito mais alongado pelotão. Todavia, foi com a entrada no falso plano ascendente para o Outeiro da Cabeça que se «libertaram os cavalos», embora sem a selvajaria dos piores anos. Foi, de resto, muito à imagem de 2013: andamento certo, sem ataques ou esticões. E com a média idêntica: 37,5 km/h.

Ao invés, na descida rapidíssima que se segue, começaram as movimentações, que animam a toada mas, naturalmente, condenadas, sem exceção, ao insucesso. No topo seguinte, um dos mais desabrigados deste troço até Torres, o andamento elevou-se uns bons furos, e uma solicitação mais forte para fechar um espaço fez-me atingir o pulso máximo do dia (185). Mas quando a contenda parecia definitivamente lançada, ocorre uma queda no meio do pelotão, devido a um furo (rebentamento), que motivou a indispensável paragem.

No reatamento, embora com o grande grupo fracionado pela saída a conta-gotas de alguns elementos, que se meteram ao caminho durante a neutralização, os momentos mais altos estavam reservados para a parte final do trajeto, a partir de Torres, como é habitual. O primeiro topo da Variante daquela cidade foi em ritmo progressivo, não «atacado» desde o início, deixando para o topo final e ligação a Catefica as maiores intensidades. Naquele, meti o andamento mas sem grande seletividade, por dois motivos: primeiro, o Freitas pediu-me para não forçar; segundo, as pernas já não estavam boas para fazê-lo... A seguir, na passagem pelos stands, o Mário rendeu-me e teve a mesma recomendação do Freitas. A este fez bem pedir!... O mesmo já não podia ao Duarte Salvaterra ou ao elemento do Movefree (azul), atacantes, à vez, na rampa final para Catefica, a obrigarem a cerrar fileiras nas suas rodas. A mim, o esforço de fechar espaço de alguns metros acabou-me com o resto...

Na ligação ao Turcifal e à rampa final do Livramento, apenas o corte no grupo da frente, com cerca de 10 unidades (5+5), como resultado, primeiro, de um forcing longo do João Silva e, depois, de mais uma iniciativa intensa do Duarte, e definitivamente, devido a outro ataque do Movefree. Eu e o Duarte ficámos no 2.º grupo; o Freitas e o Mário no 1.º. Na rampa final queimaram-se os últimos cartuchos. Por ter ficado à distância, não sei quem ganhou a camisola de Campeão do Mundo. Mas merece-a, certamente! Será que a partir do próximo ano haverá essa «graça», que propus ao PP?! – haver um jersey arco-íris para «defender» na edição seguinte. Tinha a sua... piada!

                 

                 

quarta-feira, outubro 22, 2014

Coróna da Clássica dos Campeões


A Clássica dos Campeões proporcionou um encerramento de temporada excelente. Permitiu reunir um pelotão respeitável, em número e protagonistas, promover a convivência na primeira fase do percurso e, após esta, viverem-se momentos de ciclismo fantásticos, ao nível dos melhores do ano!

De Loures a Vila Franca cumpriu-se o pré-estabelecido: andamento moderado para evitar «nervosismos» e eventuais cortes que impedissem que se celebrasse, com harmonia e em convívio, a última Clássica de 2014. Mais, esta toada acessível manteve-se até Alenquer. Naquele primeiro troço, sensivelmente até Vila Franca, o pelotão foi liderado principalmente pelo Rui Torpes, Ricardo Gonçalves e António Prates, e a partir daquela cidade, pela dupla inseparável, Freitas e Mário. Foi esta que levou o grande grupo até Alenquer, mas, na Variante, o Torpes passou para a frente para impos, pela primeira vez no dia, um andamento rijo, que culminou com a chegada fortíssima à rotunda do topo da Variante, causando os primeiros cortes mais «graves» no pelotão. Todavia, logo a seguir o Gonçalves parou na berma e fez-se um compasso de espera que permitiu o rápido reagrupamento.

Nessa circunstância, o Freitas e o Mário voltaram, sem hesitação, para a frente do pelotão, liderando com um ritmo muito bom (não excessivo; não leve - recomendável para manter uma toada consistente para o grande grupo) Fizeram-no até à entrada na Espinheira, onde comuniquei-lhes que os renderia na tarefa. No entanto, o Gonçalves antecipou-se e foi ele que impôs o andamento naquele «carrossel», estirando o pelotão e exigindo que se cerrassem fileiras nas rodas. No topo da Espinheira, a média total fixa-se em 32,5 km/h, a mesma que ficara estabelecida até Vila Franca.

Este foi apenas o mote para o que restava... Desde logo, na subida para o Cercal-Barriosa, as maiores intensidades da jornada, com o Torpes a abrir e o Mário a levar praticamente até ao alto, em mais um desempenho de grande nível que demonstrou que o rolador pode «surfar» também fora da sua «praia»: a planície.

Contudo, com o ritmo seletivo, a partir do topo desta curta subida, na frente ficou um grupo restrito formado pelos seguintes elementos (salvo erro ou omissão): eu, Torpes, André, João Santos, Bruno de Alverca, Pedro Pires, Tiago Branco e Carlos Santos (creio que o Gonçalves já não estava...). Mas, agora, ao contrário do que sucedera em Alenquer, não se parou mais... De tal modo, que desde ao alto desta subida até à viragem no cruzamento de Martim Joanes (N-115-1) – onde pouco depois se juntaram os Anicolor do Oeste liderados pelo camarada Paulo Pais -, a média disparou para 41 km/h, com revezamento coletivo na condução do grupo. Grande nível!

A partir daqui, e até já perto da Aldeia Grande, o trabalho passou a ser partilhado exclusivamente entre mim e o Bruno de Alverca, e desde aí fomos rendidos pela coluna do Anicolor até à entrada na subida da Ermegeira-Sarge. Os Anicolor estiveram muito bem e o andamento subiu ainda uns furos... Até ao início da subida média de 40 km/h. Nesta ascensão, 35 km/h até ao topo, com diversos ataques finais, tendo o André como um dos intervenientes. De qualquer modo, após a descida, nas rotundas de Torres, toda a gente reagrupada.

Seguiu-se para Runa, agora com o vento mais frontal, a recomendar (e a impor) moderação. De tal modo, que, nas imediações desta localidade, quando pretendia passar pela frente «vi-me» isolado, o que levou a que entrasse «nestas condições» na dura rampa à saída. Esta situação teve o condão de modificar definitivamente o «establishment», levando a que alguns elementos se lançassem, também isoladamente, na perseguição. O primeiro a chegar a mim foi o Tiago Branco, e logo a seguir o André, que passou direto, motivando o Tiago a tentar apanhar-lhe a roda. Mas não conseguiu... e foi com a minha contribuição que alcançámos o puto já a descer para a Ribaldeira, onde «parámos»... para respirar. No nosso encalço, finalmente o Torpes, com o Pedro Pires na roda, os primeiros a alcançar-nos. Pouco depois, também o Bruno de Alverca. Mas mais ninguém. Todos os restantes, ficaram definitivamente para trás. Foi, assim, uma espécie de despedida antecipada ao abnegado e coeso grupo do Anicolor, que certamente voltaremos a rever no próximo domingo, no imperdível Livramento-Óbidos (dia 26, com partida às 9h00).

Em Dois Portos, nas primeiras inclinações em direção ao Sobral decidi voltar à frente e levar até onde as pernas deixassem. No entanto, rapidamente percebi que não seria longe, ao sentir o quadríceps a prender. De qualquer modo, contrariei a dor e continuei até que à entrada da fase mais aguda da subida, quando o André mudou o andamento, e o Torpes a ser o único a seguir-lhe a roda. O Pedro ainda tentou mas ficou em posição intermédia (creio que não deveria ter insistido, aguardando por mim, e assim poderíamos cooperar). O Tiago e o Bruno estavam recuados. Os dois da frente, todavia, pareciam ter celebrado um pacto de não-agressão e (pareceu) por iniciativa do puto aliviaram o ritmo para que recolássemos – o que só aconteceu já depois do Sobral.

Na subida final para o Alqueidão, o Torpes entrou moderado mas enrijeceu progressivamente o ritmo, ao ponto de no último quilómetro voltar a ficar sozinho com o André. Sem dúvida os mais fortes. Desta vez, o Pedro deu-me a roda e, com a permissão daquele duo, conseguimos chegar em quarteto ao topo.  Após isto, tréguas! E a descida para Bucelas foi... a deslizar!

Grandíssima Clássica!