quinta-feira, março 01, 2012

Crónica da Carvoeira (Sra. do Ó)

Antes da crónica da volta da Carvoeira (Sra. do Ó), realizada no domingo passado, eis duas notas prévias:

A primeira, uma palavra de «lamento», a título individual e tomando a liberdade de a tornar coletiva, em nome dos demais participantes na referida volta, no último domingo, ao camarada Alex, por quem não aguardámos na neutralização para reagrupamento (que foi respeitada, tal como todas as previstas) na rotunda da Abrunheira, no regresso de Mafra. Por esse motivo, e mesmo com a atenuante de ele não saber (como recomendável) o percurso, perdeu-se, seguindo em frente na Igreja Nova, em direção a Cheleiros (pelo menos teve com companhia). Nada de muito grave e que poderá suceder amiúde, mas, como se apraz, aqui ficam as (nossas) desculpas!

A segunda, tem a ver com mais uma visita do Fábio Silvestre, e que considero dizer «muita coisa» sobre o nosso grupo, cuja «filosofia», invariavelmente, é motivo de controvérsia, ora agradando a uns, ora desagradando a outros. Em princípio, como referi, a presença do jovem campeão nacional de sub-23 e elemento da equipa de promoção da consagrada (e Pro Tour) Leonard-Trek, não teve nada de especial – começa a ser habitual. Só que, pela primeira vez, ele apareceu sem a companhia habitual do André, parceiro de treino e até que agora vinha sendo uma espécie de seu cicerone. Ou seja, retornou ao nosso convívio por iniciativa própria, e daí se poderá retirar ilações mais ou menos óbvias: porque foi bem recebido nas anteriores, porque se sentiu bem, porque foi sempre bem recebido. E bem recebido também inclui o nível do grupo, sabendo-se (se não, calcula-se) que podem não ser consensuais as primeiras impressões entre um grupo «instalado» e quem chega com o rótulo de «competidor», mais ainda, no caso do Fábio, sendo ele um corredor de créditos firmados com a projeção que o jovem (que se revela muitíssimo simpático e humilde) jovem já adquiriu. Por isso, a presença do Fábio deverá (continuar a) ser interpretada como uma honra para o nosso grupo e não deve ser depreciada (ou até mesmo desperdiçada), porque, pelos vistos, ele próprio já se sente em casa, certamente também honrado pela nossa hospitalidade e, porque não, pela «qualidade» de treino que lhe proporcionamos. E isso não é para todos os grupos!

Depois disto, o comentário sobre a volta tem forçosamente de ser pequeno, embora muito «suminho» dela tenha vertido. Ficam apenas as principais considerações sobre os pontos «quentes» da jornada.

Desde logo, a já esmiuçada presença do Fábio Silvestre foi catalisadora. Expliquemos: funcionou, nesta volta, mais do que em qualquer outra em que ele esteve, como barómetro do andamento nos momentos de maior intensidade. A exceção foi a longa ascensão do Tojal/Bucelas/Venda do Pinheiro, em que dividi as despesas com o Jorge, a ritmo moderado e poucas vezes acima disso.

Compareceu um lote de «trutas» de gabarito: além do Fábio, o Hugo Ferro, o Capela, o novel Master Cunha, o Jony, e mais um jovem corredor do Cartaxo. Entre os mais habitués: eu, Jorge, Capitão, Bruno Felizardo, Alex, Pedro Fernandes, Gonçalo.

A questão do barómetro ficou bem explícita na subida principal do dia, Sra. do Ó, quando o Fábio meteu um andamento rijo mas não seletivo para os mais fortes e que todos pareciam respeitar (numa espécie de reserva implícita), até mesmo os que estão em muito boa forma e que estariam nitidamente com «ganas» de se experimentar...

Após o início da subida, a sua fase mais íngreme, permaneciam na roda do Silvestre: Hugo Ferro (um dos que me mais pareceu respeitador...), Capela, Cunha, eu, Jorge e o jovem do Cartaxo. E teve de ser este, provavelmente com maior «confiança» com o Fábio, a perder-lhe o respeito e a atacar, despoletando as hostilidades. No primeiro golpe (violento!), todos responderam, apenas eu e o Jorge ressentimo-nos, perdendo alguns metros. Ele recuperou melhor e deu-me preciosa roda. Tinhamo-los à vista... se eles desacelerassem! Mas não pareciam: os contra-ataques sucediam-se e então cederam os Masters do Pina Bike (Capela e Cunha). Finalmente (e felizmente), o trio da dianteira aliviou quando a inclinação do terreno também, proporcionando num primeiro momento a reentrada daquele duo e, pouco depois, do nosso. Onde eu tinha recuperado a bolha e ainda encabecei o septeto à chegada a Mafra, após mais um ataque a sério do «Cartaxo» já na fase final quase plana e, por isso, sem possibilidades de êxito.
Fica o meu registo na subida a comprovar que não foi «pera doce»: 6,3 km a 3,3%, em 14m21s (26,3 km/h de média e 170 de pulsação).  

E fica-se por aqui... porque já vamos longos. Resta apenas ressalvar mais alguns pormenores no regresso: os 34 km/h de média da Abrunheira à Venda do Pinheiro; e os 44 km/h (!!!) entre a Venda do Pinheiro e Loures, com descida da Freixeira a 75 km/h na roda do Jony. Alucinante!

P.S. Ficou-me na retina a única situação talvez em que o Fábio se «mostrou»: na descida da Foz do Lisandro, trajetórias corretas, simples... Num instante estava ao meu lado, noutro estava fora do alcance. E logo a seguir, não perdendo a embalagem, quando entrou a subida (depois da ponte) apanhou meio fundo de um carro a 30 e tal à hora e... - adeus a todos!                            
                  

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Domingo: Carvoeira (Sra. do Ó)

A volta do próximo domingo é a da Carvoeira (Sra. do Ó), com «epicentro» na interessante subida desde a Carvoeira até Mafra (centro). O percurso, de cerca de 95 km, como qualquer traçado na zona oeste, é desnivelado. Grau de dificuldade... longe de ser baixo!

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Crónica de Santiago dos Velhos

(Parece) redundante afirmar que nesta pré-temporada o nível global da rapaziada (parece) está num ponto de elevação que (não parece, é verdade) sem precedentes nos últimos anos. Por diferentes motivações e objetivos, na globalidade, os participantes nas voltas domingueiras têm evidenciado os resultados de exponencial empenho nos treinos semanais. Sem falsas modéstias ou jogos escondidos, admito fazer parte deles! E muito devo ao estímulo e a motivação ímpares transmitidas pelo meu colega de treinos madrugadores: o Jorge.
Depois dos indicadores prestados no primeiro mês de 2012, fevereiro tem confirmado esse apuro de forma generalizado, mas ainda mais nos ainda mais aplicados. A volta de Santiago dos Velhos seguiu-se a uma bastante animada de Manique do Intendente e foi a mais exigente e seletiva já realizada este ano, a contar para o nosso calendário. E se, na primeira, privilegiou os roladores de exceção, que confirmaram os seus créditos, na segunda, mais que propriamente trepadores, sobressaiu quem está realmente em melhor forma. Foi o primeiro grande indicador a sério para o momento da época.

À nossa espera estava um extenso pitéu, com subidas e descidas para todos os gostos. De terreno plano, muito pouco! Assim, depois do andamento moderado, ideal para aquecer os motores, de Loures até ao início da subida da Venda do Pinheiro (por Guerreiros e Lousa), este trouxe as primeiras intensidades da jornada. E logo grandes! Tempo-canhão entre os primeiros, sem reservas ou poupanças. E desde logo uma profunda seleção no pelotão, entre os mais empenhados (a cumprirem plano de treino estabelecido e/ou a colocarem-se à prova) e os que ainda estão algo distantes de tais capacidades e ambições.

Nesta primeira subida, da Venda, a mais curta mas mais íngreme (2,1 km a 7,5%) destacou-se o grupo que acabou por cumprir a maioria das restantes na referida toada. A saber: Hugo Ferro e Bruno Castro (Carboom), Ricardo Gonçalves, eu, Jorge e o Pedro (Odivelas). O «trepador» (de facto!) mostrou estar alguns bons furos acima dos demais, que procuraram nele uma referência de andamento.
Foi o que sucedeu, durante a longa e irregular subida de Santiago dos Velhos, depois de o próprio ter atacado muito cedo, no final da rampa (de 1 km), a seguir a Bucelas. Arrancou e cavou imediatamente uma vantagem que oscilou entre os 100 e os 200 metros em toda a ascensão, enquanto os perseguidores (os demais já referenciados) se iam «consumindo» um a um, resistindo, no final, àquela distância máxima apenas eu e o Bruno. Em seguida, a conta-gotas, surgiram os restantes, e só alguns bons minutos depois o «grupetto» com cerca de 15 unidades. Tranquilamente... 
De qualquer modo, para estes elementos acabavam aqui as poupanças, uma vez que, imediatamente a seguir, no setor final subida para o Forte do Alqueidão (de Arranhó), contra um vento castigador, revelaram muito maior abnegação em seguir o andamento dos primeiros. Por isso, no Sobral, o pelotão estava compacto. Ou quase. Neste: Jony, Pina, Alex, Felizardo, Vieira e Jorge Damas marcaram presença.

E fizeram o mesmo na ligação a Arruda e aos Cadafais, em ambiente de relaxe e amena cavaqueira, a saborear a manhã solarenga, quase primaveril, antes de se enfrentar novo «prato» do dia: Santana da Carnota. Primeiro troço em suave pendente, mas a bom ritmo, pautado quase sempre pelo Hugo Ferro, a que apenas a espaços, tanto eu, como o Jorge, emprestámos algum contributo. O pelotão preservou a maioria dos seus elementos até ao início da secção final (3 km), para o alto do Casal do Vento, ainda e sempre com o Hugo a meter o passo e a aumentá-lo em cada vez mais árdua progressão. Até que, ele próprio, lançou uma vez mais um ataque, à semelhança do que fizera em Santiago dos Velhos. Desta vez só marcou distâncias à segunda tentativa e não partiu isolado, mas na companhia do seu colega de equipa e de treino, Bruno Castro, também em excelente forma na iminência do início da temporada de maratonas de BTT. Os dois distanciaram-se cerca de 50 metros e consolidaram essa vantagem já depois do final da subida, para um duo de perseguidores constituído por mim e pelo «Ricky» Gonçalves, outro ciclista em nítido ascendente. A situação de ratos e de gatos manteve-se até ao Sobral, a muito boa intensidade, e sem que os roedores fossem alcançados. Para mim, era a segunda perseguição infrutífera do dia! Mas igualmente boa. O meu parceiro não concordava. «Boa, boa era se os tivéssemos apanhado!».

Finalmente, após novo reagrupamento, restava a subida da Seramena para o Alqueidão. E desta vez, para quase todos já foi a fadiga a pesar na decisão de fazê-la ainda a um andamento intenso. O Hugo convidou-me a segui-lo na sua roda e eu aceitei. Agora sem esticões, garantiu. Mas não invalidou de me ter levado ao limite para não o largar, em mais uma extraordinária «série»... quase a ver estrelas! No alto, não surpreendeu estarmos enormemente distanciados dos demais, que aguardámos para uma descida bem lançada (mas sem a cavalgada de outras) até Bucelas.                     

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Domingo: Santiago dos Velhos

A volta do próximo domingo é a de Santiago dos Velhos, com uma distância de 109 km. E já bem exigentes! O percurso inclui diversas ascensões, algumas com níveis de dificuldade mais altos, como é o caso da que dá nome à volta.
De resto, desde a saída de Loures que o trajeto se complica, com a longa ascensão por Guerreiros, Lousa até à Venda do Pinheiro (alto da Freixeira). Depois, a descida para Bucelas e segunda longa (e irregular) subida para Santiago dos Velhos (alto do Lameiro das Antas), para logo voltar a descer para N. Sra. Ajuda (rotunda para variante que segue pelos ferro-velhos até às bombas da BP (depois de Arranhó) e fazer o troço final da ascensão ao Forte do Alqueidão.
Do Sobral para Arruda e daqui para os Cadafais, onde se inicia a terceira longa subida do dia, para Santana da Carnota, mais suave, e depois os três quilómetros finais para o alto da Cruz do Vento e ligação de novo ao Sobral. Finalmente, a subida de Seramena para o Alqueidão e a descida para Bucelas e Loures.

P.S. A crónica da volta de Manique do Intendente não está esquecida. Falta-me é disponibilidade. E que interessante que foi! Procurarei, em breve, publicá-la! 

sábado, fevereiro 11, 2012

Clássica das Lezírias


Elogie-se a decisão dos Duros do Pedal em «descontinuar» a Clássica Tróia-Sagres Primaveril e substitui-la pela estreante Clássica das Lezírias, de características idênticas, mas muito menos implicativa em termos de logística.
Em meu nome pessoal, terei todo o gosto em participar, não só pelo interesse do evento, como também para honrar as presenças assíduas daquele grupo nos maiores eventos do nosso calendário de temporada.     

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Domingo: Manique do Intendente

A volta do próximo domingo é a de Manique do Intendente. Conte-se com quilometragem já de meter respeito (acima dos 125 km) e alguns desníveis que inflacionam a exigência do percurso, como a passagem no carrosel da Espinheira e o topo da Massuça. De resto, o traçado é praticamente plano. 

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

A crónica da Volta do Arroz Doce

Ainda bem que o nosso camarada Paulo Pais faz jus ao nome da volta que promove no início de temporada, servindo aos participantes uma deliciosa sobremesa de arroz do doce no final de uma refeição fortemente condimentada, por vezes até indigesta. Refiro-me à toada da jornada saloia, ao seu pesado andamento, principalmente a partir da segunda metade do percurso que liga a Caneira ao Bombarral (ponto de inversão do sentido de marcha), com regresso ao ponto inicial. Ou seja, as hostilidades (no bom sentido do termo) que se seguiram à saída do Bombarral, onde se cumpriu uma paragem para tomar café, e que só contribuiu para estimular para a cavalgada após uma primeira parte do trajecto em que se respeitou escrupulosamente uma velocidade de cruzeiro acessível. A média de 32 km/h em terreno favorável, apesar do vento moderado, demonstra-o.
O que há para contar, e muito, aconteceu após o reatamento. E foi um deleite para quem gosta de praticar ciclismo a um nível mais elevado, que não deprecia e até aproveita o ensejo de integrar um grupo com um punhado de bons desportistas em atmosfera de companheirismo e competitividade saudável. Mas, acima de tudo, apenas ao alcance de quem se aplica nos treinos. De facto, só mesmo a esses!
O primeiro momento do dia foi o andamento fantástico que o João Aldeano imprimiu desde a saída do Bombarral, pela estrada ondulada campestre de Pêro Moniz e Vilar. Uma exibição de gala até à base da ascensão do Sarge, durante 24 km, à extraordinária média de pouco menos de 40 km/h! O pelotão com cerca de 40 unidades enfileirou-se na sua poderosa roda, procurando manter o maior número de peças, o que, naturalmente, foi uma tarefa hercúlea. Impossível, corrija-se. Inevitável, sem dúvida...
Quando se entrou na subida do Sarge, suave a propiciar altas velocidades, a locomotiva Aldeano abrandou, como que a retemperar forças (não é de ferro...) e deu o protagonismo a outros. Que não se fizeram rogados, diga-se. Eu fui o primeiro a impor o andamento, não deixando cair a intensidade da longa ligação, com uma passo certo. Depois, foram vários a renderem-me, já numa toada mais irregular, com mudanças de ritmo bruscas, ataques e contra-ataques a sucederem com o avanço na ascensão, que provocaram desde logo profunda e definitiva seleção no pelotão.
Um esticão final do Filipe Arraiolos, muito ativo nesta fase, resultou na fuga de quatro elementos – além dele, os jovens André e João Silva, e o João Rodrigues (Carboom), que e destacaram nos últimos metros da ascensão, lançando-se a todo o gás pela descida em direção a Torres Vedras.
Surpreendido e incapaz de seguir o quarteto, integrei-me num trio de perseguidores, com o Estrangeiro e Mário Fernandes, este a juntar-se mais tarde, antes da passagem pelas rotundas de acesso à A8, quase no final da descida. Com estes dois insuperáveis parceiros, fui numa boleia privilegiada, a altíssima rotação, no encalço dos fugitivos. Que sufoco! Para trás, o fosso cavou-se irremediavelmente. Perante o ímpeto fortíssimo dos meus parceiros, não tive outra possibilidade se não manter-me nas suas rodas, resistindo.
O quarteto da frente, entretanto, perdia o João Rodrigues na variante de Torres e passava a trio, com total equilíbrio de forças - isto se também houvesse naquele algum elemento que, tal como eu, não colaborasse. De qualquer forma, algo começava a jogar a nosso favor: na rampa final da variante observámos o início das hostilidades na frente, com o André a querer deixar os companheiros para trás – ou a massacrá-los... Mas teve resposta a contendo, embora repetisse a dose na subida para Catefica. Então deixou de haver condições de cooperação, e cada vez mais próximos, nós agradecemos...
Por isso, com o impressionante trabalho do Mário nas subidas e do Estrangeiro (com a sua «cabra») nas parte mais planas e a descer, aproximamo-nos bastante dos fugitivos, a ponto de, à entrada do acidentado troço final, entre Catefica, Casal de Barbas e Caneira, estarem em linha de mira. Nesta fase, planeava colaborar finalmente no esforço da perseguição, previsivelmente quando as forças dos seus companheiros começassem a escassear com o agravar do sobe e desce. Mas, numa viragem mais apertada, perdi-lhes a roda e deixei a abrir cerca de 30 metros, enquanto também os dois se desagregavam, com o Estrangeiro a destacar-se e o Mário a entrar em perda. Foi pena, porque recuperei bem e, num primeiro momento, alcancei o Mário e dei-lhe a minha roda, e depois, até ao ponto mais alto, juntámo-nos aos homens da frente, que, entretanto tinham deixado escapar o João Silva, que arrancara decidido para o final – apesar de, antes, ter tomado uma direção errada e perdido o rumo!
Depois, enfim, o merecido arroz doce. E que bem que soube! A repetir... a dose.       

sábado, fevereiro 04, 2012

Domingo: à escolha...

A volta de amanhã é a de S. Pedro da Cadeira e marca a reentré nos percursos mais acidentados, após a fase inicial da temporada em que estes foram quase totalmente planos.

Também amanhã, o camarada Paulo Pais vai reunir as tropas na sua terra, Caneira, para a já tradicional Volta do Arroz Doce. Concentração às 8h45, início às 9h00. O percurso será mais ou menos este... 

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Domingo: Sto. Estevão

A volta do próximo domingo é de Sto. Estevão (ver percurso que dispensa apresentações). Refira-se que será a última das total ou praticamente planas, que preencheram os dois últimos meses. Por isso, aproveite-se para continuar a trabalhar bem o endurance, a cadência e tudo o que permitem as condições propícias a rolar. De resto, como sucedeu no passado domingo, uma das melhor coneguidas dos últimos tempos. Sob a batuta do Renato Hernandez (em longa parceria com o Hugo Ferro), com andamento muito regular e moderado, em média que rondou 33 km/h até ao topo que se segue ao cruzamento de Aveiras (EN3), momento em que sucedeu o primeiro momento de grande intensidade, promovido pelo próprio. A quebra de um raio na bicicleta do Freitas, impôs um impasse... e quebra do ritmo. Providencial...
O próprio Freitas, depois, marcou o passo até Pontével e seguiu até Aveiras, sempre bastante regular. E até Alverca foi um passeio, apenas interrompido pelo tradicional sprint de Vila Franca - que foi mais uma aceleração que propriamente sprint.
No meu caso, as maiores intensidades estiveram guardadas para a fase final, a partir da rotunda do Cabo de Vialonga até Loures, quando aproveitei a embalagem, o favorecimento do vento e as ainda abundantes reservas de energia, depois de um longo percurso na protecção do pelotão, que me proporcionou enorme poupança. Perfeito para esta altura da temporada.    

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Crónica do Reguengo e... no domingo: Pontével


A volta de Reguengo, no passado domingo, foi em certas fases do seu trajeto um autêntico exercício de equilibrismo em corda bamba. O motivo foi a precária aderência do asfalto, pela primeira vez molhado após muitas semanas sem chover, tornando-o, nalguns pontos mais críticos, tão escorregadio que chegou a constituir um verdadeiro desafio à lei da gravidade. Passar por estas armadilhas sem cair seria, desde logo, pedir demasiado. Pareciam sabonete debaixo das rodas finas, e mesmo em linha reta foi difícil não perder estabilidade. Por isso, houve quedas, e não foram poucas, embora, felizmente, nenhuma com gravidade. Uns cromados riscados e pouco mais.
À parte destas perigosidades, apenas a lama a pintalgar as máquinas de castanho e a prejudicar a fluidez das engrenagens, principalmente as que tinham a lubrificação descurada.
Mas nada disso impediu que fosse mais uma volta marcada por diversos momentos impetuosos, mas sem atingir a competitividade que deverá estar reservada para tempos vindouros. O fulgor da boa forma (ou em crescendo) de diversos elementos traduziu-se em fases de muito bom andamento, facilitado pela planura do percurso, e pouco recomendável devido ao piso traiçoeiro.
Rolou-se, a espaços mais ou menos longos, a boa intensidade (principalmente para quem passava pela frente), intercalados por outros, não mais curtos, em que se deslizou apenas, permitindo um endurance baixo, neste caso, com primazia aos que se protegiam no conforto do seio do pelotão.
De qualquer modo, o melhor indicador para o ritmo médio da jornada foi o de a maioria dos participantes raramente ter dispensado a roda grande – e quase todos tinham-na engatilhada na abordagem à subida da Sagres, na parte final da volta. Todavia, por via de ordem superior, não foi necessária...

No próximo domingo, a volta é a de Pontével, com trajeto por Azambuja, Cruz do Campo, Pontével, Aveiras, Vale do Brejo, Ota, Alenquer, Vila Franca). ATENÇÃO: no gráfico do percurso, o regresso está por Sacavém e Apelação, mas não é o que está previsto. Será, como habitualmente, pela Variante de Vialonga/Tojal.     

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Domingo: Valada... ou Reguengo (se chover)

Depois de um início de temporada bastante animado e concorrido, no passado domingo, na volta da Ota, segue-se já no próximo a da Valada, por Muge, e a sua tradicional ponte férrea. Todavia, devido aos condicionalismos desta passagem, se estiver tempo chuvoso ou o piso molhado (como se prevê para domingo), a volta é alterada para a do Reguengo, que estava marcada para o dia 1 de janeiro.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Aí está o calendário de 2012!

Aí está o calendário da temporada de 2012! Entre voltas, clássicas e «outras que tais» domingueiras aguardam-nos mais de 6000 km para «bater». Bastante!
A grande novidade da próxima época são algumas voltas «especiais» que, pelas suas particularidades, merecem ter lugar no alinhamento tradicional. Serão poucas, não mais de três, e como o seu nome indica constituirão jornadas com características peculiares, distintas das chamadas Clássicas, que também as têm comparativamente às voltas comuns, em virtude do andamento ser livre de início (ou quase) até ao final. Naquelas não se pretende privilegiar a performance e a competitividade (que todos nós apreciamos), mas outras componentes essenciais da nossa modalidade de eleição. Com a sua filosofia pretende-se, definitivamente, aproximá-las o mais possível do conceito de superação individual ou de treino, conforme as preferências e objetivos de cada participante, com percursos exigentes, de «montanha», para se irem fazendo..., sendo que duas delas estão estrategicamente calendarizadas para poderem constituir apuros de forma para a Clássica da Serra da Estrela, em meados de Junho.
A primeira destas Superespeciais realizar-se-á no dia 6 de Maio (domingo), a Supertrepadores. Nada menos que a conhecida volta dos Trepadores em versão XL e... «hard core». Percurso com 142 km e um elevado desnível acumulado.
Seguir-se-á a Três Subidas a Montejunto (vertentes de Vila Verde dos Francos, Abrigada e Pragança), num percurso compacto, concentrado nas vertentes da Serra, em constante sobe e desce, e que rondará os 80/90 km, com partida e chegada de Alenquer (a confirmar).
A última será o já afamado Roteiro dos Muros, numa fase mais tardia da temporada (16 de Setembro), cujo percurso é conhecido de muitos, com cerca de 100 km e os seus célebres 12 árduos Muros!
Além destas, as Clássicas, num total de oito: Santarém, Évora, Santa Cruz, Serra da Estrela, Fátima, Cartaxo, Campeões e Pina Bike.
Os desafios estão lançados, desde já com a certeza de uma época bem preenchida, e que, depois de o seu arranque ter sido «prejudicado» pela quadra festiva (dia 1 ao domingo), encarrila no próximo fim de semana (dia 8) com a volta da Ota (início por Frielas/Sacavém).               
   

sábado, dezembro 24, 2011

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Crónica de Sto. Estevão

A volta do passado domingo ficou marcada pela queda do camarada Zé-Tó, à saída de Alverca, que lhe causou a fractura de uma vértebra lombar. Felizmente, apesar da gravidade da lesão, encontra-se bem e mentalizado/preparado para enfrentar um longo período de quase imobilização e de recuperação. Em nome de todos os companheiros destas andanças, fortíssimo desejo de rápidas melhoras.
À parte deste lamentável acidente, a jornada foi uma proveitosa experiência de ciclismo. Teve um pouco de tudo: pelotão numeroso, andamento moderado, andamento intenso. Chegou a rolar-se a 40 km/h a mais de 160 e também abaixo de 120 de pulso (ora à frente, ora no seio do pelotão). Mas, pare-se tudo! A 50 km/h... no plano – puxados por uma foguetão chamado Fábio Silvestre, jovem promessa do ciclismo nacional, recém-contratado por uma das melhores equipas do pelotão internacional, Leopard-Trek/Radio Shack, que nos honrou com a sua presença.
Uma experiência única, que, só por si, valeu a pena o esforço de 4 intermináveis minutos a 48 km/h e 175 de pulso de média. Impressionante a velocidade, e a ideia de estarmos a seguir àquele imposto por um veículo movido pela força humana. No fundo, uma demonstração de enormíssima capacidade atlética. Que o corredor português tenha sorte neste arranque de carreira ao mais alto nível mundial. O convite fica, para, em futuras ocasiões, voltar ao nosso convívio.
Mas os elogios não podem restringir-se ao Fábio. Seria uma injustiça a outro fenómeno da natureza: o Renato Hernandez, que não foi tão espectacular, não colocou, por alguns minutos, o andamento da estratosfera mas manteve-o, ao seu estilo, sempre vivo durante a esmagadora maioria do tempo. Com a disponibilidade de sempre, ele, sem dúvida, é a locomotiva.
Aliás, esta volta reuniu diversas «figuras» da nossa praça (ocasiões destas são comuns só no pico da época...), mas pelo que a maioria (excepção aos dois já visados) deu a parecer, cumprem escrupulosamente programas de pré-temporada e evitaram passar pela frente, tanto mais que, para tal, seria necessário estar ao nível do andamento imposto pelo Hernandez, o que - assegurou-o, porque fi-lo amiúde – implicava subir o regime cardíaco a patamares que, apenas em período de tempo muito breve, podem ser recomendáveis a esta altura do ano. Aliás, o exemplo do Fábio foi esclarecedor: curto e intenso! Quanto à locomotiva, já alguém o viu, alguma vez, passar voluntariamente a... carruagem?
As duas próximas voltas coincidem com os dias de Natal e Ano Novo, por isso, deverá haver um familiar interregno até à primeira semana de 2012, embora as voltas estejam marcadas. A próxima será a seguinte. E a inaugural do próximo ano, será, como sempre, a de Valada (Muge).
De resto, nos próximos dias será apresentado o calendário da época de 2012, com algumas novidades...                         

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Domingo: Sto. Estevão

A volta do passado domingo marcou presença apenas um pequeno grupo, um quinteto que arriscou sair para a estrada face às instáveis condições meteorológicas. E em boa hora o fez, já que, quanto ao clima, a não ser alguns pingos tímidos logo nos primeiros quilómetros, S. Pedro fez questão de dar tréguas e reteve a água lá por cima.
Por outro lado, foi uma volta subjugada ao «factor» Renato Hernandez, o que, como diz o outro, se sabe logo do que se está a falar. De qualquer modo, a locomotiva carburou em regime de pré-temporada e embora sem perder créditos, impondo o andamento em 99,9% do percurso e de em nenhuma ocasião ter descravado a talega (às tantas fiquei na dúvida se seria um 50, e se assim fosse ainda menos surpreenderia), só poucas vezes elevou o ritmo acima da fasquia do moderadamente intenso, permitindo desfrutar de longa boleia em regime de treino de aeróbio. Creio que os seus «passageiros», alguns adequando, com critério, o ritmo às suas pretensões/capacidades, de acordo os vários momentos da tirada, beneficiaram todos de uma manhã proveitosa.
As duas únicas fases de maior intensidade foram o último quilómetro da subida para o Forte de Alqueidão (de Bucelas) e na vertente oposta, desde a Seramena.

No próximo domingo, a volta é a Sto. Estevão. O percurso é sobejamente conhecido. Todavia, aqui se exibe.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Crónica das últimas voltas e a do próximo domingo

No passado domingo e hoje quinta-feira, feriado, realizaram-se duas voltas sob a égide do «defeso». Efectivamente, foi assim muito mais a recente do que a anterior. Esta, tradicional da Ota, e a segunda para Banavente com passagem pela estrada da lezíria até à antiga Estalagem do Gado Bravo (na Recta do Cabo).
De facto, para a Ota foi bem mais evidente o empertigamento, em especial de alguns elementos que atravessam momento de forma mais apurado ou, pura e simplesmente, estiveram mais predispostos a imprimir ritmos mais intensos em fases pontuais do trajecto. Um deles, o momento mais alto desta jornada, como habitualmente, a subida de Vale do Brejo, foi, imagine-se, «galgada» num tempo apenas 11 segundos superior à melhor passagem por ali já realizada (de 11 de Junho passado - tempo pessoal numa volta de grupo, esclareça-se). Até poderia, para alguns, o ritmo não ter sido «terminal», é verdade que já são tantas as vezes que se sobe com a faca nos dentes!, mas, afinal, o cronómetro não mente. Um dos colegas do Pedro Fernandes deu cartas no arranque fina. Por ser fino como um trepador e ter-se mostrado rápido como um sprinter numa subida de implica muito mais músculo que força-resistente, denota que tem... nível. 
Por seu turno, a volta de feriado foi novamente a rolar, mas para o Porto Alto, Samora, Benavente e atalho pela estrada da lezíria, e quase sempre ao sabor do vento: andou-se quando estava de feição, refreou-se quando estava... de banda. A excepção (com vento lateral) foi a primeira passagem na recta do Cabo, quando tomei a iniciativa de imprimir, à cabeça do pelotão, uma velocidade de cruzeiro de 35 km/h, por ser recomendável enfileirar, por motivos de segurança, naquela estrada, até aos feriados, sempre bastante congestionada.
De resto, quando o vento esteve de costas foi um deleite rolar a «bater» os 40 km/h, e ainda mais se tiver sido na... rodinha. Realce para a elogiável disponibilidade do Pedro Figueiredo e do Edgar (dos Ciclomoinas, dos quais alguns elementos brindaram-nos com o prazer da sua camaradagem nesta manhã fria e de densa neblina), que, em parceria, conduziram durante 10 km na estrada da lezíria o comboio à média de 38 km/h, permitindo aos seus «passageiros» uma excelente cruzada em bastante razoável conforto. A rapaziada, desinibida e, reforço, bastante disponível, demonstrou que chega e sobra para impor andamento num grupo que tem fama (e felizmente proveito!) de geralmente ser exigente e selectivo em relação quem o integra e mais ainda, em quem o comanda! Por isso, foi um sinal positivo, até para quebrar alguns mitos...   

No próximo domingo, as características da volta alteram-se, com a entrada em terreno mais acidentado. O percurso resume-se no seguinte: Loures-Bucelas-Sobral-Arruda-Carregado-Alenquer-Merceana-Sobral-Bucelas-Loures.             

terça-feira, dezembro 06, 2011

Feriado para Benavente - Estrada das Lezírias

A volta da próxima quinta-feira, feriado, é de Benavente - Estrada das Lezírias. Percurso totalmente plano com cerca de 90 km, para se fazer em menos de três horas. Ideal para este ainda início de pré-temporada. É o seguinte 

sábado, dezembro 03, 2011

Domingo: Ota

A volta de amanhã, domingo, é a da Ota. Início e regresso por Tojal e Vialonga (Variante). Distância: 113 km

quinta-feira, novembro 24, 2011

Domingo: Marginal-Alcoitão

A volta do próximo domingo é a da Marginal (Alcoitão). O percurso é o seguinte.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Domingo: Santo Isidoro

No próximo domingo, a volta é a de Santo Isidoro, para as bandas da Ericeira. Vamos lá a ver se o tempo ajuda... O percurso é o seguinte.
Pontos de neutralização para (eventual) reagrupamento:
Venda do Pinheiro
Carapinheira (rotunda)
Alto de Santo Isidoro (cruzamento junto à estrada nacional)
Malveira

quarta-feira, novembro 09, 2011

Jantar de fim de temporada

No passado domingo, não pude comparecer à chamada para a volta de grupo, logo a crónica... só virtual. A não ser que entre os digníssimos participantes haja se predispusesse à narrativa. Porque há quem se ajeite e bem... Fica o repto!
Entretanto, já se aproxima o próximo fim-de-semana, infelizmente com prognósticos de mau tempo. Enfim, aguardemos... A volta é a de A-dos-Arcos, e eis o percurso.

IMPORTANTE: JANTAR DE FIM DE TEMPORADA

Convite a todos os interessados que este ano connosco «palmilharam» muitos quilómetros de estrada!
Dia 18 (sexta-feira), no restaurante Cantinho d'Arruda (perto do Sobral)
Marcações, com antecedência, na loja Pina Bike, ou através do telefone: 219820882

   

quinta-feira, novembro 03, 2011

Crónica de um feriado... torreense


A volta da passada terça-feira decorreu sob auspício de um «defeso»... musculado. Esperemos que não tanto! A ida e volta a Torres, com paragem para cafezinho, poderia ter sido inteiramente salutar se não se abrissem válvulas em determinados (demasiados!) momentos do percurso, que fizeram a intensidade subir a níveis pouco recomendáveis e a demonstrar, por outro lado, que os níveis de forma em final de temporada (quase início de próxima) estão bastante elevados. Pelo menos, a da maioria dos elementos do grupo que fez à estrada em dia de feriado e excelentes condições meteológicas para a prática da modalidade.
Com a presença do Renato Hernandez à partida havia desde logo a certeza que músculos, de facto, não faltariam. O grupo (porque não chegava a pelotão...) não se intimidou (ou, pelo menos, não deu parte fraca) e procurou passar o melhor possível a subida de A-dos-Melros, a ritmo fortemente progressivo imposto pelo ciclista da Carboom. O Ricardo Gonçalves ainda lhe fez companhia, à ilharga, mas às tantas percebeu que era dose demasiada...
Mais tarde, na aproximação ao Sobral, desde Arruda, o figurino não se alterou, agora com os desgastes infrigidos na primeira subida a causarem selecção no grupo, que chegou bem dizimado à entrada Este daquela localidade.

Até Torres, já se teve de temporizar nalguns topos (na Barreiralve, principalmente) para que alguns, já mais desgastados, não perdessem o comboio... Em Torres, sem o Renato e o Ricardo, e do Rui e do Mota, por esta ordem de «disposição» para enfrentar o regresso à base (compromisso de horário), cumpriu-se a promessa de aquecer a goela com cafeína e mandar umas larachas ao balcão.
O regresso foi menos musculado, mas nem por isso em passeio. Andamento bom à saída da cidade deu o mote para a subida para Catefica, sempre em grupo compacto e com esforços partilhados (por alguns mais disponíveis...), de tal forma que, no Turcifal, já dobrávamos o Rui e o Mota, este a cumprir zelosa gestão de energias. Dos dois RR’s, obviamente, nem sombras, embora algumas avistamentos-fantasma provassem que o cansaço não afectava a boa disposição. Ou já seria alucinação?!

Até ao início da subida para Vila Franca do Rosário rolámos a velocidade de cruzeiro bem embalada e naquelas inclinações houve tempo e espaço para diversos «clientes» mostrarem serviço. Primeiro, o António de Vialonga a liderar até à Parabólica (começo da fase mais dura), depois o Pedro da Amadora a levar até à saída de Vila Franca (sem dúvida, muito bom andamento!), passando a «bola» ao Capela, que imprimiu mais genica até ao topo do Vale da Guarda. Aí, com ele, apenas restavam eu e o Pedro, embora o Alexandre reentrasse na ligação à rampa final, onde se assistiu a uma típica aceleração de fraquinhos sem músculo: ou seja, de gente que não tem na capacidade de explosão o seu ponto forte. Os anti-sprintosos, portanto!
A partir da Malveira até Bucelas, favorecidos pela declive do terreno, finalmente deslizou-se a baixa intensidade, só se voltando a experimentar forças no «obrigatório» topo final da fábrica das rações.

A volta do próximo domingo é a seguinte.
Pontos de neutralização:
- Sobral (rotunda junto à Praça de Touros)
- Alenquer (sugerida paragem para café)
- Vila Franca (provavelmente após o... inevitável sprint)         

domingo, outubro 30, 2011

Crónica de uma fuga à antiga

Uma fuga à antiga! Ora que bela maneira de começar o «defeso»! A escapada do André e do Pedro Fernandes foi o ponto alto da volta deste domingo, que marcou a entrada no denominado «defeso» da pré-temporada, animando-a!
De qualquer modo, não foi esta que marcou, para a maioria dos participantes, os momentos de maior intensidade desta volta com relevo acessível e cerca de 120 km, que teve como epicentro o Cartaxo. O meu registo cardíaco pelo Polar não mente: foram as fases que se seguiram à anulação da fuga (após Azambuja, no topo da EN3, após o cruzamento de Aveiras, a caminho de Cruz do Campo) e entre Alenquer e Vila Franca, no regresso, duas ocasiões em que se deu, de facto, corda a alguns excessos.
Todavia, foi, como referi, a fuga duradoura e corajosa do André e do Pedro (principalmente deste, porque o André a estas aventuras chamas-lhe um figo...), como há muito não se via nesta etapas planas. Nasceu, com bastante aportunidade,
nas imediações da Castanheira, manteve-se em linha de mira do pelotão durante grande parte da sua duração, raramente ultrapassando 400 a 500 metros de vantagem, por isso, quase sempre controlada pelo grande grupo, que, todavia, nunca pôde dar tréguas. A demonstrá-lo, a média até à sua anulação (durou cerca de 20 km), foi de expressivos 37 km/h.Por isso, a iniciativa teve inteiro mérito e merece rasgados elogios.Mérito, igualmente, para a coordenação do pelotão, que geriu muito bem os esforços, embora apenas uma minoria dos seus elementos tenha contribuído efectivamente para o trabalho de perseguição. A natureza do do percurso, com longas rectas descampadas, que permitiram manter os fugitivos à vista, facilitou sobremaneira a tarefa. O objectivo, creio, seria anular a fuga antes da paragem (prevista) no Cartaxo. Aos fugitivos, faltou apenas um pouco mais.
Mas, reconheça-se, até para o André seria extremanente difícil resistir à caçada final do pelotão quando entraram os topos (suaves) a seguir à Azambuja. Talvez, por isso, tenha sido o primeiro a abdicar – e assim deixou o prémio da combatividade para o Pedro, que bem o mereceu! Está bruto, o homem!
Nota indispensável ao trabalho do Ricardo Gonçalves (Ricky): pertenceu-lhe a fatia de leão na condução do pelotão, a demonstrar que está em óptimo momento de forma.

A volta para a próxima terça-feira (dia 1, feriado) é para Torres. Percurso seguinte. Partida das bombas da BP às 8h30.

Neutralizações para reagrupamento:
- Alto de A-do-Barriga
- Sobral (jardim)
- Torres (centro: paragem para cafezinho)
- Malveira (alto de Vila Franca do Rosário)

sábado, outubro 29, 2011

Clássica Pina Pike: a crónica

A temporada 2011 despediu-se em grande com a 1ª. edição da Clássica Pina Pike, que cumpriu um percurso interessante e selectivo que serviu perfeitamente aos pressupostos do numeroso e motivado pelotão que arrancou de Loures à conquista da Serra Alta, em Matacães, e chegou, em «happy ending», no alto do Cabeço de Montachique, após 120 km de intenso ciclismo.
Mais uma vez, vários grupos e «individuais» de diversas proveniências aderiram à iniciativa, contribuíndo para reforçar o prestígio das Clássicas do nosso calendário. A todos, sincera homenagem.
De resto, o comportamento responsável, produdente e solidário de todos os participantes foi fundamental para que se cumprisse, em rigor, o andamento moderado nos primeiros quilómetros da jornada, até Alenquer, de modo a compatibilizar as diferenças de capacidade física dos intervenientes, permitindo a TODOS sentirem-se bem integrados num pelotão de nível.
De qualquer modo, não se pense que a fase inicial foi passeio. Com a ajuda do vento favorável, neste troço de 35 km atingiu-se média superior a 33 km/h – com inteiro mérito para a disponibilidade do Freitas e do Pina (grandes exemplos, em dia em que teriam presença breve), a conduzir o grande grupo sem atropelos ou nervosismos. No passo certo!
Em Alenquer, abriram-se as hostilidades, de acordo o estipulado – com o que seria previsível... O sinal de que o figurino iria mudar, e rapidamente!, foi a aproximação aos lugares de cabeça dos homens-fortes ainda no interior da cidade, sem perder mais tempo para meterem andamento selectivo no «comboio».
O primeiro foi o André, logo nos topos a caminho de Porto da Luz, a fazer a primeira selecção. O «puto» ainda se distanciou algumas dezenas de metros, mas o pelotão nunca lhe permitiu mais liberdade. Ainda eram muitas as forças de perseguição e o terreno não beneficiava os aventureiros.
De qualquer modo, na liderança das maioria das caçadas colocou-se, sem supresas, o Renato Hernandez, aqui ou ali, com a restrita colaboração. O ritmo não abrandou até a Atalaia, com o parcial desde Alenquer a subir para os 36 km/h de média. Já não era para todos, está a ver-se...
Sempre a subir, de Atalaia para as imediações de Vila Verde dos Francos, com o andamento em alta – ainda e sempre os mesmos protagonistas a «inflaccioná-lo» -, não surpreeendeu que, algures, o grupo cedesse perante apenas e só... os dois elementos que se previa serem os mais fortes: André e Renato. Distanciaram-se algumas dezenas de metros perante a imediata (e possível) reacção do pelotão, mas durante algum tempo a vantagem aumentou paulatinamente e chegou a parecer na iminência de se solidificar. Ou seja, a fuga prestes a pegar... Pensei, de facto, que a confirmar-se, estaria ali um bico de obra, uma situação que poderia a desenhar-se como definitiva. Tanto mais, que os perseguidores com capacidade para continuar a fazê-lo durante muito mais tempo pareciam estar a escassear à cabeça do pelotão.
No entanto, não houve entendimento entre o duo de fugitivos e depois de estarem controlados acabaram por ser rapidamente absorvidos depois de um esforço adicional do Duarte Salvaterra, a 65 km/h pela descida depois de Vila Verde – não voltassem os «perigosos» ter mais ideias... Estavamos prestes a dobrar a rotunda do Rodeio. Média desde a Atalaia: 36,5 km/h. O pelotão estava reduzido «à nata».
Viragem à esquerda para Torres e... vento de cara! Os ímpetos retraíram-se. O André «desapareceu» e deixou a dianteira ao Renato que, igual a si próprio, manteve um andamento moderado até Torres, com uma passagem «higiénica» pelo Sarge que não fez a «mossa» que se antevia. A média neste sector desceu para 33 km/h. (n.d.r. diversos elementos do Ciclismo2640 entram nesta ligação, entre estes, o camarada Paulo Pais, o Mário Fernandes, o Xico Aniceto, o Sérgio e o Pedrix).
Até Torres e daqui ao início da subida de Matacães (Zurrigueira), serviu apenas para reaquecer os motores antes de enfrentar o grande manjar desta Clássica - que não defraudou as expectativas!
Com o ritmo já lançado a 30 km/h em falso plano ascendente, logo que a estrada empinou, o André desferiu o seu golpe. Único, certeiro e decisivo. Levou apenas a companhia de um elemento (GesBES), com que se manteve até ao final, sem que mais fossem alcançados. Dois de outro campeonato!
Atrás, foi o desbarato total. Logo na primeira rampa pareciam setas apontadas ao céu, mas os rigores das pendentes que se acumulavam obrigou a maioria a refrear a violência com que carregavam os crenques. Permaneci, com surpresa minha, na roda do Renato – que, abrasado da Maratona de BTT de Santarém (Festibike) da véspera, teve de salvar os anéis e progredir com ponderação. Pena que essa ponderação não estivesse muito mais tempo ao alcance das minhas capacidades, e na segunda rampa da Zurrigueira tive de o largar. E fazer-me à vida, que tormenta!
Após 4,7 km à média de 4,5%, três passagens de 300/400 metros a mais de 18% e média de pulsação de 176, no alto da Ereira deparei-me na companhia do Pedrix e de outro elemento (laranja), com possibilidade de alcançar um grupo de 6/7 elementos. Ao longo da descida da vertente de Casais Brancos, até apanharmos à entrada da Merceana, tive de deixar a pele: 6,5 km a 43 km/h e 160 pulsações. Uff! E estava logo aí a longa subida para o Sobral!!
Recuperar, retemperar forças, proteger-me no semi-conforto do grupo e rezar para que este não estivesse... com ganas! Felizmente, não estava. Mas tinha elementos com enorme disponibilidade, casos do Xico Aniceto, do Sérgio (naturalmente mais «frescos») e dos Duros Vaqueirinho e Pinarello (soube depois que estes dois tinham atalhado e contornado a Zurrigueira – maldade!!).
À passagem por Carmões, avistámos o Jorge. Tinha descaído do primeiro grupo (o dos mau-maus!). Como foi possível? Estava em nítidas dificuldades, ao ponto de o termos ajudado a integrar o nosso. Onde o Pedro da Amadora estava a dar as últimas, vítima de um esvaziamento. Estes não perdoam, quando batem, deixam-nos a pé! Não me apercebi onde, mas ficou algures a caminho do Sobral e teve certamente penoso final de manhã.
Graças ao trabalho incansável dos referidos elementos do meu grupo (que era o segundo nesta fase), atingimos o Sobral com «elan», descemos a Cabeda e ligámos a Pêro Negro, onde os 2640 se despediram. Reforço-lhes o elogio: excelente trabalho desde a Merceana, que me menteve sempre no limiar anaeróbio, entre as 160 e as 170, excepto nas descidas. Valeu, malta rija do Mafra!
À chegada a Sapataria, entra o Renato que tinha parado com o Runa para abastecimento, e durante dois terços da subida que se guiu imprimi bom ritmo (ou o que podia...), apenas na derradeira fase assomando-se quem se esperava: o Hernandez.
Mas também este é... humano! No término de um fim-de-semana intenso, encontrava-se bastante desgastado e até ao Vale de S. Gião fez o favor de nos levar em conforto, ainda resistindo metade da subida final, até às mudanças bruscas de ritmo imprimidas pelos dois Duros, bem correspondidas pelo Eurico e o seu parceiro alverquense, e ainda melhor pelo renascido Jorge, que carimbou (neste grupo) no alto do Cabeço de Montachique. É assim mesmo Contador!
À nossa espera, o André (segundo o seu «relógio» há 10 minutos: não espanta!) e o Pina, que confirmou a passagem de alguns elementos do primeiro grupo perseguidor, entre eles, o Capela, que esteve em dia... sim!
Os demais chegaram a conta-gotas: alguns a queixarem-se dos valentes empenos. Mas quem não os teve!? Fazem parte. Eu tinha-o, mas também uma enorme satisfação por uma jornada de grande ciclismo!
Chegou o defeso, é hora de recarregar baterias! O ano já vai longo, e 2012 virá cheio de renovados desafios.
Média final 31,5 km/h.

Domingo entra o «defeso»

Amanhã, domingo, a volta é a do Cartaxo-Aveiras-Vale do Brejo-Ota (baptismo à pressão) e a primeira do denominado «defeso». O percurso é o seguinte (atenção: no gráfico, devido a erro informático, não está correcta a ligação entre Azambuja e o Cartaxo; e também a saída do Cartaxo em direcção a Aveiras de Cima, que se fará pela Variante, como nesta Clássica.

Os pontos de neutralização são os seguintes:

- Cartaxo (rotunda; paragem sugerida para café)

- Ota (se necessário)

ATENÇÃO: MUDANÇA DE HORA NO DOMINGO! OS RELOGIOS ATRASAM-SE 1 HORA

sábado, outubro 22, 2011

A menos de 24 horas da Clássica Pina Bike, vamos esperar que não... chova! Caso contrário, este seria um factor extremamente condicionador do bom desenrolar do evento, uma vez que há muito tempo que não há precipitação e as estradas ficariam do tipo... manteiga. Perigosíssimas! Enfim, aguardemos que não!

Por motivos de indisponibilidade, ainda não tinha tido oportunidade para actualizar a «prosa» sobre as incidências do passado fim-de-semana, em particular, o domingo «gordo». Em resumo, marcámos presença no evento do Paulo Pais (Livramento-Óbidos) - desde já agradeço o Dario pelo video! -, mas devido a outros compromissos (no meu caso), um grupo ficou-se pelo Bombarral, regressando, como tinha sugerido na véspera neste blog, por uma parte (importante) do percurso da Clássica de amanhã, com o objectivo de fazer o reconhecimento da secção nuclear do traçado: a passagem por Matacães e a Serra Alto (Zurrigueira).
Para informação a todos os participantes da Clássica, refira-se que a subida é, sem dúvida, difícil, bastante selectiva, com passagens de algumas centenas de metros a pendentes muito íngremes, claramente acima dos 15%. Sobe-se por patamares, com fases mais suaves e até a descer (num destes sectores o piso encontra-se algo degradado), e há três fortes inclinações, cada uma com cerca de 500/600 metros no máximo, mas, a maioria, bem duras. A zona é lindíssima!
Logo, na minha opinião, estaremos perante a Clássica da nossa temporada que tem a fase intermédia mais selectiva. E, por isso, recomenda uma abordagem cautelosa à fase anterior do trajecto e não menos zeloso critério na enfrentar a fase que se segue. É altamente recomendável não entrar na reserva na Zurrigueira e garantir que não se sai dela... isolado. Porque será suicídio (tentar) fazê-lo! - ou seja, procurar resistir, em solitário, à longa subida da Merceana para o Sobral e ligação final após a descida da Cabêda, ainda com os pontos quentes derradeiros para ultrapassar: Sapataria e Cabeço de Montachique.
Bom, o mais importante será desfrutar do magnífico percurso e do convívio, relembrando que, na fase inicial (como está estipulado) entre Loures e Alenquer, deve-se imprimir andamento moderado que permita cumprir a ligação sem nervosismos e promovr a sã convivência neste evento de final de época.

A hora da partida, recorda-se, é às 8h00.

Local: Posto de abastecimento (BP) de Loures
Que não chova!

sexta-feira, outubro 14, 2011

Clássica Pina Bike: o percurso!

A Clássica Pina Bike, que se realiza no próximo dia 23 (domingo), pretende ser uma referência do elevado nível que atingiram as lides velocipédicas puramente amadoras e não-federadas da nossa região. Mais que o estimulante percurso, a jornada que encerrá a temporada de Clássicas do calendário Pina Bike de 2011 terá como objectivo primordial congregar, em saudável convivência, participantes oriundos das mais diversas, grupos e equipas ou «individuais» que têm contribuído para dinamizar o ciclismo nos últimos tempos na nossa região – e cuja extraordinária evolução este evento pretende homenagear.
Por esse motivo, o trajecto da Clássica Pina Bike foi tido em especial conta (refira-se que será diferente todos os anos), integrando longa fase inicial em terreno plano, entre Loures e Alenquer (35 km), em que se pretende que o andamento seja adequado a preservar a coesão do pelotão durante o mais tempo possível, sem nervosismo e tensão que os ritmos elevados (mesmo a rolar) e os esticões sempre proporcionam. Refira-se que esta «ideia» partiu do camarada Tó Monteiros e dos seus Duros e foi muito bem recebida no seio do nosso grupo.
Como tal, conter o ímpeto da «alcateia» até Alenquer parece pretensão legítima e fácil de concretizar, sem prejuízo para o interesse e a filosofia própria das Clássicas. E partir de Alenquer, então, abrir-se-á a estrada ao ritmo livre.
O percurso segue em direcção à Merceana, em terreno ondulado, mas não se «chega» lá. Cortamos à direita no cruzamento de Olhalvo (45,5 km) e continuamos em topos cada vez mais prolongados para Atalaia (49,5 km) e Vila Verde dos Francos (55 km).
Após esta vila, passando ao lado da entrada para a subida de Montejunto, desce-se para Rodeio (rotunda, 57,6 km), voltando à esquerda para o Maxial (64 km), seguindo-se para o alto do Sarge (70,3 km) até Torres Vedras (73 km) à rotunda da A8, onde se gira à esquerda em direcção à EN9 (Ordasqueira).
Pouco depois desta localidade, sai-se da EN9 à esquerda para Matacães (atenção, cruzamento antes de lomba, com pouca visibilidade!), onde começa a fase nuclear desta Clássica, com inédita passagem pela Serra Alta (direcção Ribeira de Matacães) e o «muro» da Zurrigueira (81 km) atingindo-se o cume da famosa Ereira (84 km – a ligação vai confluir no interior desta localidade, junto às bombas de combustível, onde se vira à direita para a tradicional rampa final do trajecto habitual desta subida).
Depois, desce-se por Casais Brancos (atenção ao empedrado e curva perigosa no interior) até voltar a encontrar a EN9, em Paiol, rumando à esquerda, no cruzamento (perigoso!) para a Merceana, onde se inicia a longa subida que nos levará ao Sobral (100 km).
Nota: esta fase do percurso poderá revelar-se fundamental para encarar, em boas condições, o que ainda restará. Um desgaste descontrolado poderá invalidar a sua boa conclusão: a subida tem cerca de 10 km, não é selectiva e leva ao êngodo, por permitir «encaixar» mesmo em rodas velozes, o que leva a níveis de intensidade contínuos e elevados.
À saída do Sobral, desce-se pela Cabeda (e não directamente por Feliteira, para evitar mais um cruzamento sem visibilidade no final desta descida) até à N374, em direcção a Sapataria, Póvoa da Galega e Vale de S. Gião, aqui se iniciando a derradeira subida, para o Cabeço de Montachique (Alto do Andrade) - o grande final e local de neutralização (120 km).
Restará, então, descer para Loures e concluir a Clássica (128 km).
Refira-se que, em várias fases do percurso, há possibilidade de seguir por atalhos que encurtam a distância. Mais uma vez se recomenda que, cada participante, decida a abordagem à Clássica em conformidade com as suas condições físicas, apelando à consciência que todos (principalmente os que poderão desconhecer os «cenários» por onde iremos passar) deverão ter em relação à exigência do traçado/distância, que, sem o «factor» andamento, é perfeitamente acessível a um nível de condição física médio, desde que se adapte devidamente o esforço às capacidade próprias.
A hora de partida é às 8h00, e o local, o posto de abastecimento da BP, em Loures. A chegada, após a neutralização no alto do Cabeço de Montachique, será neste mesmo local.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Cronica de Alenquer

Os equipamentos branco e negro eram mais que muitos, esbatendo a cor do extensa e esfomeado pelotão que se fez à estrada no domingo para a volta de Alenquer. Esfomeado, entenda-se como bem mais motivado e unido que nos últimos tempos, o que é sempre razão de elogio.


A fase inicial do percurso foi semelhante à da volta do fim-de-semana anterior (Belas) e foi abordada da mesmíssima forma: andamento moderado até passar o topo de Unhos, velocidade de cruzeiro estabilizada nos 35 km/h até Alenquer (naquele dia, a ligação pela EN10 interrompeu-se na rotunda dos Caniços, em Sta. Iria). E se há uma semana tinha sido maioritariamente o Freitas a impor o ritmo desde os primeiros quilómetros, este domingo foi o Ricardo Gonçalves que chamou a si essa tarefa, conduzindo com mestria o grande grupo, apenas a espaços curtos com colaboração (minha, do Capela, do Duarte – escassos para tão recheado pelotão). À excepção de mim, a disponibilidade dos restantes foi prova evidente de bom momento de forma.


Em Alenquer, a média fixa-se em apreciáveis 33 km/h, sem grande esforço para... os que não passaram à frente!


Após a rotunda de entrada na cidade, o Freitas tomou a dianteira e lançou a subida a um ritmo selectivo, na ordem dos 30 km/h. E logo que surgiu a primeira rampa (a mais íngreme de toda a ascensão) desmoronou-se a coluna, tocada pelo esforço adicional (e imprevisto) a que tinha sido submetida. Quando a estrada impinou destacou-se imediatamente um grupo de 6/7 unidades, de outro, de igual número, que procurou perseguir – ou atenuar as diferenças imprimindo seu próprio ritmo. No primeiro, sobressaiu o Mário Fonseca, com renovada BTT, em celebrada visita à capital com pontual regresso ao convívio do grupo que se habitou às suas façanhas com uma máquina «estranha» ao tipo de terreno. Não esteve diferente dos seus melhores dias, marcando presença na frente em todos os momentos de intensidade desta volta. Em Perrotes, não facilitou e foi dos poucos que não perdeu fulgor com a extensão imprevista (ou talvez não...) da subida. A verdade é que esta pareceu ter sido, por alguns, demasiado «atacada» no início.


Por isso, no alto as diferenças entre os que logo se adiantaram e os que geriram melhor o esforço foram quase irrelevantes. Houve, ainda, entre os que se lançaram em cavalgada madrugadora, alguns que vieram a perder bastante terreno...


A «subida» que mais surpreendeu foi a do Evaristo, que teve a ousadia de entrar com os primeiros e conseguiu manter andamento muito certo e constante até ao final. A prestação do Capela também foi positiva, mas partindo de trás, do grupo que eu integrava inicialmente para chegar ao topo a morder a roda dos mais rápidos. Já o Pedro da Amadora manteve as boas indicações da volta de Belas, e tal como o jovem João Silva, o Jorge «Contador» e o Ricardo Gonçalves, chegou entre os primeiros.


Ressalvo, igualmente, os esforços desenvolvidos pelo Alex e o Gonçalo, que se mantiveram durante grande parte da subida comigo, no grupo secundário, não perdendo muito após a necessidade de refrearem o ímpeto.


Depois da neutralização para reagrupamento e de uma ondulada ligação a Santana da Carnota, de novo... em subida. Andamento progressivo, a permitir de quase toda a gente se mantivesse perto da frente até muito perto do cume. De qualquer modo, às tantas o Duarte assumiu as rédeas e elevou o nível, abrindo a estrada para a aceleração final, em sprint, em que o jovem corredor João Silva «carimbou», após o Pedro da Amadora ter aberto as hostilidades, procurando surpreender. Todavia, era um final de subida para músculos mais explosivos.


Após a ligação ao Sobral e ao Alqueidão – esta com os mais frescos e em melhor forma a destacarem-se na subida: Duarte, João Silva, Jorge, Pedro, Ricardo Gonçalves, Capela, com este a causar impasse forçado ao furar a cerca de 300 metros do topo do Forte. Atrás, os restantes, já abatidos, não estavam para mais correrias... não houvesse ainda a descida para Bucelas como «happy ending». A média não atingiu os 50 km/h das mais rápidas, mas pouco faltou. Ainda, por cima, o grupo dividiu-se logo no início e o gato teve de se esforçar (muito...) para apanhar o rato.


No final, em Loures, a média da volta rondava os 32 km/h, fruto da motivação generalizada. Mas, contra ventos e tempestades, a verdade é que todos arrancaram juntos, fizeram-na e acabaram juntos. Ou quase...


No próximo domingo, o camarada Paulo Pais vai reunir as tropas no anual Caneira-Óbidos-Caneira (aprox. 110 km). A hora de partida é às 9h00.


PERCURSO DA VOLTA DO INFANTADO (DOMINGO, DIA 16)


Por cá, realiza-se a volta do Infantado, 100% a rolar, antes da Clássica Pina Bike, no dia 23. O percurso – que promete! – será apresentado na próxima sexta-feira.



sexta-feira, outubro 07, 2011

Domingo: Alenquer (Alto de Perrotes)

A volta do próximo domingo é a de Alenquer (Alto de Perrotes). A fase inicial do percurso é igual à da volta de Belas, do passado fim-de-semana, com passagem por Frielas, Unhos e Sacavém e ligação pela EN10, embora se continue pela EN1 até Alenquer, onde se inicia a principal subida do dia, para o Alto de Perrotes.
Os pontos de neutralização previstos são os seguintes:
- Alto de Perrotes (52 km)
- Alto de Santana da Carnota (60 km)
- Forte do Alquieidão (facultativo: 71 km)

quarta-feira, outubro 05, 2011

Crónica de Belas

Nota prévia: endereço votos de boas e rápidas melhoras ao Carlos (de Sta. Iria) e ao Cunha, que esta manhã foram vítimas de aparatosa queda no decurso do Cascais-Fátima. Apesar da imagem arrepiante, estão bem, felizmente.



A volta do passado domingo, Belas, superou as expectativas, quanto ao percurso, a adesão e o empenho dos participantes. Desde logo, em relação ao trajecto, a afirmação da sua «espectacularidade» por um dos participantes na volta que melhor poderiam avaliar do seu compromisso entre equilíbrio e grau dificuldade, o Hugo Ferro, foi o barómetro que faltava: 104 km e 1300 metros de acumulado não traduzem a exigência, mas quem conhece certamente reconhece-o como autêntico sobe e desce em forma de «parte pernas».



Para maior equilíbrio, uma longa parte inicial «rolante» (30 km), com o extenso pelotão a deslizar a uma boa média (32 km/h) maioritariamente sob o comando do Freitas, que exibiu disponibilidade inexcedível, e não apenas nesta fase madrugadora do percurso. A partir do Tojal, com a entrada nos «topos» e nas subidas, este «Pina» continuou a liderar as operações, impondo um ritmo bastante apropriado (reforce-se, apropriado!), com o pelotão bem escudado nas suas costas. De Bucelas ao Vale de S. Gião, em claríssimo ascendente, a média esteve sempre perto dos 30 km/h e, no alto, ainda em pelotão compacto, o que diz bem do nível global dos presentes, com apenas um elemento «sacrificado»: o Filipe, do Infantado.



Por ele, também eu me vi... sacrificado, fazendo a ligação Póvoa da Galega/Milharado/Venda de forma um pouco aziaga, em solitário, porque fui o único a cumprir a neutralização. Espera em vão: o homem libertou-me rapidamente por não estar em condição de acompanhar o grupo. Até à Venda, fiquei com menos energias e uma certeza: o pelotão não aliviou, pelo contrário, o andamento deverá ter engrossado! O facto de o Salvador ter descaído demonstra-o. Alcancei-o antes do ponto de neutralização, onde, então (e felizmente), todos aguardaram.



Entre a Venda e o alto da Carapinheira, os protagonistas mudaram. Assumiram-se, enfim, os trepadores. O Freitas começou a dar mostras (compreensíveis) de fadiga e foi o Hugo Ferro, o Cunha, o Capela e outros a intervirem na frente. Também à chegada à rotunda, o pelotão já mostrava sinais de menor coesão. De qualquer modo, a espera foi mínima, antes de reatar o andamento em direcção a Cheleiros.



A partir de Alcainça, um inesperado vento lateral fez-se sentir, afectando o avanço da grande coluna, onde os novos líderes continuaram a assumir as despesas. Com a entrada na subida de Cheleiros, primeiro ponto verdadeiramente selectivo do percurso, as diferenças foram relevantes. Destacou-se na dianteira um pequeno grupo composto por Hugo Ferro, Bruno Castro, Capela, Cunha, Jorge e Pedro Kuota. Atrás, eu reunia tropas do meu nível: Quim, Vidal, Pedro (Carboom) e Alex (Pina Bike). No final, ficámos com a convicção de que não fizemos uma subida que envergonhasse! Pelo contrário. Estavam estabelecidas as hierarquias para o que faltava percorrer.



Os restantes já aparentavam mais sofrimento e a maioria acabou por «atalhar» pelo eixo Pêro Pinheiro-Sta- Eulália, dando por finda a sua participação na volta – que, pela natureza do seu traçado, além da exigência física, acaba também por um interessante teste à resistência anímica. Um dos melhores exemplos disso foi o Capitão, que enfrentou, com galhardia, não menos complicada fase final de tirada nos «picotos» de Sabugo, Belas, Cabeças e Montemor.


Então, a cada inclinação mais acentuada do terreno, as águas separavam-se inapelavelmente. Os detrás, em que me incluia, sem capacidade para seguir os da frente (ainda e sempre o mesmo sexteto), concentravam-se em gerir e coordenar esforços. Os dois camaradas da Carboom estiveram em destaque, tal como o Alex, em boa forma e com uma enorme... atitude. Como ainda não lhe reconhecia! O Capitão idem... A todos a minha homenagem.



Na frente, o grupaço digladiava-se, com o Hugo Ferro e o Cunha a mostrar um must de capacidade. De qualquer modo, os demais só cediam em situações terminais – e apenas ligeiramente. Em Belas, os homens da frente tiveram de apenas refrear o andamento para que reentrássemos. Houve quem deixasse escapar alguma surpresa por nos termos despachado tão depressa, o que só abona em nosso favor. Serve como elogio «indirectos» que, quando se anda atrás, dá sempre mais algum alento...



A partir de Belas, o figurino manteve-se, embora eu tivesse experimentado uma passagem musculada pela dianteira, e logo à ilharga do Hugo(!), na aproximação a Caneças. Foi uma experiência interessante, intensa e fugaz, que serviu para sentir o gostinho dos ritmos altos de que ainda me sinto incapaz. Por isso, às primeiras centenas de metros das principais inclinações à entrada de Caneças abandonei o comboio bem embalado, e que se manteve a todo o vapor, rumo à estação final. Não sem que antes causasse uma (única) vítima na élite de seis (que já eram cinco, após a saída do Pedro da Kuota depois de Belas): o Capela, que cedeu nos metros finais, em Caneças, e ficou por sua conta...



Na abordagem à rampa de Montemor, acompanhava-me o Alex e o Pedro Carboom (creio...), mas este não resistiu ao rude quilómetro e já não estava connosco quando «encostámos» ao Capela na descida para Loures, após uma profícua colaboração... entre Pinas!



Média final superior a 29 km/h é de enaltecer.



A volta do próximo domingo é de Alenquer (Alto de Perrotes). O percurso é o seguinte. Descubram as semelhanças com o de Belas...



E recorda-se que a Clássica Pina Bike vai realizar-se no dia 23 de Outubro. O percurso (e que percurso!) será divulgado nos próximos dias.

Clássica Pina Bike: dia 23 de Outubro

O próximo dia 23 de Outubro é a data (enfim...) correcta da Clássica Pina Bike. Desculpem as «moléstias» com anteriores enganos...
Revelação do percurso nos próximos dias.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Domingo: Belas

A volta do próximo domingo é a de Belas, uma das mais antigas mas, ao mesmo tempo, menos efectuadas do nosso calendário. E não por falta de interesse. Pelo contrário. Este ano acrescida de cerca de 30 km planos, na fase inicial (ver tabela e percurso), tem, a partir do Tojal em direcção a Bucelas (entrada no traçado original: 70 km), imparável sobe e desce... até ao último metro! Destaque para a pouco «batida» subida de Cheleiros e a ligação «parte pernas» entre Pêro Pinheiro e Belas, e as subidas finais de Caneças e de Montemor (1 km a 8%), antes de descer vertiginosamente para Loures. Conte-se com uma volta exigente, sem dúvida!

Por isso, os pontos de neutralização voltam a ser fundamentais (actualizado):
- Vale de S. Gião (rotunda)
- Venda do Pinheiro (rotunda)
- Carapinheira (rotunda)
- Alto de Cheleiros (Pêro Pinheiro)
- Belas (centro)

terça-feira, setembro 27, 2011

Oeste: a crónica

Há quem diga que a região Oeste tem os seus encantos... mesmo que, por vezes, escondidos. E não é que, quando mal se espera, ainda nos surpreende! A volta do passado domingo, para as bandas da Malveira, Torres Vedras e Mafra – no Oeste (quase) profundo -, trouxe inesperadas emoções, que (mais que) animaram o compacto e coeso pelotão de dez unidades que saiu de Loures.

Arrisco que nunca a testosterona atingiu «picos» tão elevados como nesta jornada saloia, e há ocasiões em que anda mesmo aos saltos! E não disparou pelos motivos custumeiros: o frenesim das grandes cavalgadas. Pelo contrário, a toada foi bem calma, a espaços apenas moderada para os melhores treinados e raramente fora do alcance dos que se apresentaram condicionados, de que sou exemplo. Mas há «outros» factores exógenos que fazem disparar as hormonas masculinas, está-se a ver quais. E que factores, meus amigos, que desplante, que atrevimento ainda regado por agitada noite saloia! Nada de mais ou de mal que os ciclistas, essa espécie respeitadora de brandos custumes, não soubesse controlar, e bem lidar. Sem qualquer espanto, os nossos estiveram à altura (não literalmente) das solicitações e preveniram-se de eventuais danos colaterais. Mas não sem tenaz resistência do inimigo, que parecia disposto a elevar o tom do confronto até consequências, senão últimas, muito perto de sê-las!

Os pormenores do que se passou ficam no segredo de compreensível espírito de «unidade», apenas se ressalvando que os que, por diversos e quiçá justificados motivos, deixaram de presenciar (e vivenciar) tal «experiência», algo de verdadeiramente incomum perderam...

Parante isto, (não, não me arrancarão mais nada!), diria que a volta foi monótona. Talvez, mas só por isso! Porque há muito (e descontando o trimestre em que tive ausente) não corria tão bem, em que tudo se passou de acordo com os cânones das «boas práticas» velocipédicas em grupo. Para tal, contribui a referida coesão do minipelotão (10 unidades à partida, nove à chegada com a ausência do ainda debilitado Morais, que «mandou seguir» os demais após a neutralização de Catefica).


De início, o ritmo foi tranquilo, para mim afrodisíaco (ai, ai) para tomar a liderança em toda a subida de Guerreiros – imagina-se, logo quando previa que daí dificilmente passaria integrado no grupo. Desde já agradeço aos demais elementos a oportunidade de fazer toda a volta a um excelente nível.


A máquina aguentou em Guerreiros, mas já não na subida para a Venda (Freixeira), mais íngreme e castigadora, em que «meti» rapidamente o meu andamento, observando, detrás, a tenacidade dos restantes em continuarem agrupados apesar do incremento paulatino do ritmo pelos mais disponíveis do momento. Entre os que estiveram presentes, destaco a boa forma e disponibilidade do Cunha e do Duarte, que, após o reagrupamento na Venda, fizeram uma ligação a ritmo fantástico entre a Malveira e o Turcifal, a uma média a roçar os 40 km/h, com momentos a 45 km/h, beneficiados pela quase ausência de vento. Esforço maior, só a eles coube, porque todos iam embalados nas suas rodas.


Na subida de Catefica, a minha falta de pernas voltou a manifestar-se, mas não o suficiente para demorar o grupo, a partir desta altura reduzido a nove elementos.


Tranquilamente atravessou-se Torres e desde a saída desta cidade até uma (tal) paragem (imprevista) para tomar café em Coutada, rolou-se em amena cavaqueira e... algo mais.


Regressando à estrada, deparou-se-nos Encarnação: óptimo ritmo de subida imposto, a «mielas», pelo Jony e o Duarte, a levar-nos rapidamente ao topo e a lançar-nos rapidamente para o vale da Picanceira. Uma vez na mais longa e empenhativa ascensão da jornada, o pelotão separou-se como ainda não sucedera até aí. Em dois: à frente, um grupo liderado pelo Rui Torpes integrava o inevitável Cunha, o Capela e o Filipe Arraiolos. Atrás, sem capacidade (ou interesse) de perseguição, o Jony, o Duarte e o Jorge permitiam que tanto eu como o Alex resistissemos a toda a subida. Ainda que, em ambos os (nossos) casos, com manifesta dificuldade e à custa de muito esforço – mas não demasiado exagerado.


Na rotunda da Barreiralva, altura para nova neutralização, a distância não era significativa. Mais uma prova do equilíbrio, harmonia e coesão com que se desenrolou a tirada.


Até ao final, a tradicional chegada «intensa» a Malveira, em que apenas eu claudiquei – apenas o Torpes, segundo ele, para «moralizar o seu chefe-de-fila»; e o Jony, solidário com as minhas limitações, permaneceram voluntariamente atrás -, ainda que a curta distância do pelotão. E a descida divertidíssima para Bucelas (pelo Freixial), a alta velocidade e constantes ataques, todos sem sucesso, e culminados com sprint massivo para o derradeiro topo. Tudo com cabeça, segurança e espírito aguerrido. Em Bucelas, mais cafeína, agora sem motivos externos, a não ser o adiantamento em relação ao horário previsto de passagem. Afinal, a média final superava os 29 km/h. Tranquilamente...


Para a semana, a volta é a de Belas. Excelente percurso, por caminhos pouco habituais!! Até ao final da semana, a será divulgado o seu traçado, bem como o da Clássica Pina Bike, marcada para o dia 23 de Outubro, no encerramento, em grande e são convívio, da temporada de 2011.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Classica Pina Bike: grande fecho de temporada!

ATENÇÃO, ERRO NA DATA: JÁ RECTIFICADO!



Acertem as vossas agendas! A Clássica Pina Bike 2011 que encerrará o calendário deste tipo de voltas na presente temporada, prevista para dia 2 de Outubro, será adiada para o dia 16 seguinte, em parte, em virtude da realização, no dia 5, do tradicional Cascais-Fátima.



A primeira edição da Clássica Pina Bike (evento com traçado que será diferente todos os anos) tem um percurso aliciante, que, para já, ainda se mantém no segredo dos Deuses. A sua revelação, na íntegra, será feita em breve, neste blog, mas podemos adiantar que terá distância total de quase 130 km, com início e chegada a Loures (posto de abastecimento da BP), embora com os 10 últimos apenas de ligação (neutralizados).



A jornada, como referi, tem um percurso muito interessante, com «ponto alto» na passagem da Serra Alta, entre Matacães e a Ereira, e o seu famoso «muro» da Zurrigueira. Todavia, nesta altura ainda estarão cumpridos cerca de 80 km de um traçado que, uma vez mais, respeita a norma das Clássicas: misto com longa fase inicial plana, acentuação gradual das dificuldades e «grande» final! - no Alto do Andrade, vertente do Cabeço de Montachique.



Em breve, todas as informações sobre o percurso e horário.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Domingo: Oeste

A volta do próximo domingo é a do Oeste, um prato bem condimentado, bem conhecido e que não prevê digestão fácil. Por isso, mais do que moderada deglutinação - entenda-se andamento -, impõem-se neutralizações para reagrupamento, importantíssimas para reunir maior número de comensais... durante mais tempo.
Pontos de neutralização para reagrupamento previstos:
-Venda do Pinheiro (alto da Freixeira)
-Catefica (rotunda da A8)
-Murgueira (café junto à estrada)


















segunda-feira, setembro 19, 2011

Crónica de Montejunto (Pragança)

O meu regresso às lides do grupo, após prolongada ausência foi do tipo, toca e foge. Ou melhor, toca e fica... logo pendurado! E nas primeiras dificuldades. Mais do que seria previsível, estava previsto. Além da completa incompatibilidade entre a minha condição física e o nível minimamente exigível para integrar, a «tempo inteiro», uma volta do grupo, o percurso era altamente selectivo. Nada menos que Montejunto, por Pragança. Olha que oportuno!


De qualquer modo, esta breve aparição – esperemos que seja, definitivamente, para retomar, devagarinho... – serviu, acima de tudo, para matar saudades do convívio com o pelotão, do matraquear dos carretos, dos esgares de esforço, da amena cavaqueira, ainda que debaixo do silvo do vento quase ciclónico que soprava na longa ascensão do Forte do Alqueidão. Factor que ajudou a precipitar o meu abandono, por alturas de Arranhó, altura em que não resisti à minha incapacidade actual de atender uma chamada e de manter o ritmo de um grupo de bom nível que começava a aquecer motores após alguns impasses iniciais devido a furo antes de Bucelas.


Ressalvo, a presença dos Duros do Pedal, do camarada Tó Monteiro, de alguns dos mafrenses do Ciclismo 2640, entre os quais o Xico Aniceto, o Sergio e o Pedrix (por relato de terceiro, já que não cheguei a durar até à sua entrada), e ainda do Vítor Mata-a-Velha, que, pelo segundo fim-de-semana consecutivo, veio ao nosso encontro (integrou a equipa Pina Bike no recente contra-relógio por equipas, Alverca-Reguengos).


Mas também alguns de habituais nas andanças domingueiras do nosso grupo, casos do Jorge «Contador», Alex, Cunha, Jony, Nuno Garcia, Capela, André, David, entre outros. Todavia, estes foram escassos, quando comparados com adesão massiva dos homens do conjunto de Algueirão – como é habitual e de louvar, não só quando jogam em casa, mas, principalmente, sempre que se deslocam a outro reduto. Eis grande exemplo para outros grupos!


Sobre as incidências da volta, sei pouco. E apenas, uma vez mais, por relato de terceiros, que a volta foi marcada pela oposição do vento e que a subida a Montejunto, pela dura vertente de Pragança, terá sido interessante, bem atacada por todos, mas naturalmente com os trepadores mais conceituados a imporem os seus galões, acompanhados dos restantes que se apresentarem em forma.


Espero na próxima crónica – já na jornada de domingo que vem - possa chegar um pouquinho mais longe no relato... Seria bom sinal!

sexta-feira, setembro 16, 2011

Domingo: Montejunto (Pragança)

No próximo domingo, dia 18, realiza-se a volta de Montejunto (Pragança), uma das jornadas mais emblemáticas do nosso calendário, com um percurso exigente que tem como principal «ponto quente» a subida mítica a Montejunto pela «rude» vertente de Pragança: 6 km a 7,5%, com a famosa rampa dos 15%.
A partida de Loures é às 8h30 (não é uma Clássica!) e o traçado, com 130 km, é o seguinte (clicar). Nesta volta teremos a companhia sempre apreciada dos camaradas dos Duros do Pedal. Recebam-nos como merecem...

Nota: homenagem à excelente prestação da equipa Pina Bike no recente contra-relógio Alverca-Reguengos (domingo passado). A formação composta por 11 elementos - incluíndo alguns outsiders de indiscutível mais-valia, como o caso do camarada Vítor Mata-a-Velha (bem haja!) -, e superiormente liderada pelos nossos homens-fortes, os mais assíduos e nucleares na estrutura do grupo - caloroso cumprimento para Pina, Freitas, Salvador, Alex, Gonçalo, Capitão, Zé Henriques, Evaristo «Fraquinho», entre outros -, realizaram a excelente média de 38 km/h, o que demonstra, além de elevado momento de forma individual, o colectivismo indispensável a esta especialidade do ciclismo. A todos, e aos que a cada domingo contribuem para o grupo Pina Bike continue a ser uma referência do ciclismo amador da nossa região, os meus parabéns. Espero, em breve, regressar ao vosso convívio.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Clássica dos Campeões adiada

Por motivos a realização do contra-relógio colectivo Alverca-Reguengos, no próximo domingo, a Clássica dos Campeões, calendarizada para essa data, será adiada.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Domingo: Ericeira (Carvalhal)

A volta do próximo domingo, dia 28, é a da Ericeira (Carvalhal), com o maior ponto quente na «dura» subida do Carvalhal (para Igreja a Nova). Mas é apenas o maior, pois os restantes pontos de interesse da tirada ada têm de mornos e são mais que muitos...
O percurso é um verdadeiro sobe e desce que tem na Ericeira, digamos, um mero ponto de passagem para relaxar por instantes e ver o mar... Desde já se antecipa que o nível do traçado é bastante exigente...
Sem dúvida, uma das voltas mais difíceis e espectaculares do nosso calendário!









sábado, agosto 20, 2011

Domingo: S. Julião

A volta de amanhã, domingo, é a de S. Julião (Parque Eólico)






quarta-feira, agosto 10, 2011

Clássica de S. Romão

No próximo domingo realiza-se a Clássica de S. Romão, com percurso que desde já classifico de bombástico! Simplesmente esmagador... São quase 126 km, num misto de planície e subidas altamente selectivas, com destaque para o «muro» da Ota, para Bugarréus; e o Alto do Agruela, de Vila Franca (a conhecida subida do hospital), antes de atacar a ascensão final, ao santuário de S. Romão (Trancoso/Lameiro das Antas), a partir de Alhandra- ponto culminante da tirada. Imperdível a , mas apenas ao «alcance» dos que estão em grande forma.
Hora de partida: 8h00
Local: Posto de abastecimento da BP (Loures)
Para visualizar percurso, clicar

sexta-feira, agosto 05, 2011

Domingo: Santana da Carnota

No próximo domingo, a volta é a de Santana da Carnota.