Espaço aberto à opinião dos ciclómanos sobre ciclismo. De simples entusiastas da modalidade aos que a praticam. Sítio de tertúlia, onde fluem conversas de ciclistas sobre ciclismo.
sexta-feira, março 16, 2012
Clássica de Santarém: a crónica
segunda-feira, março 05, 2012
Domingo: Clássica de Santarém
Em virtude da realização, no próximo domingo de manhã, da Corrida das Lezírias, em Vila Franca de Xira, a circulação naquela cidade vai estar altamente condicionada, inclusive com corte de faixas de rodagem e as autoridades a terem de redirecionarem o trânsito por vias alternativas.
Por esse motivo, e ainda não se sabendo, à nossa primeira passagem, se os cortes e desvios já estarão instalados (fala-se que só acontecerão a partir des 9h00), fica desde já estipulado que, quaisquer que aqueles sejam e por onde nos dirigirem, todos os participantes da nossa Clássica de Santarém deverão, naturalmente, respeitar a sinalização e moderar significativamente o andamento enquanto não se retomar o percurso original - se dirige à ponte Marechal Carnoma, em direção à Reta do Cabo para o Porto Alto.
De resto, o mesmo deverá suceder no regresso, com a recomendável moderação do andamento e o escrupuloso respeitos das indicações das autoridades de trânsito.
Pede-se, por isso, a máxima compreensão e consciência destes condicionalismos à Clássica, para que prejudiquem o menos possível o seu normal desenrolar. Tenho a plena convição de que, com a adesão de todos a estas indicações, aqueles não constituirão problemas de maior!
Boa sorte para a grande romaria santarena!
É já no próximo domingo, dia 11, a primeira Clássica da temporada: Santarém.
Esclareça-se que o percurso regressa ao traçado original (ver gráfico), depois da «alternativa» forçada em 2011.
A partida de Loures (posto de abastecimento da BP) é às 8h00 (em ponto!). A chegada será no mesmo local.
ATENÇÃO: chegada não quer dizer o mesmo que meta! Evite-se entrar em sprint pelas bombas, como já sucedeu noutras Clássicas! Neste caso, deverá imperar a razoabilidade: um ciclista isolado ou um grupo (mesmo que apenas de dois elementos) devem considerar concluído o seu esforço após a primeira rotunda do Infantado, no final do último topo.
Nunca é demais recordar que a filosofia das Clássica é de, início ao fim, em andamento livre e sem paragens previstas/estipuladas para neutralização de reagrupamento (como nas voltas tradicionais). De qualquer modo, isso não invalida de o pelotão, por acordo do colectivo, fazer compassos de espera e/ou paragens devido a incidente (furo, queda) ou outros motivos que os justificarem.
Reforce-se que este evento não tem fins competitivos e deve ser escrupulosamente respeitada, sem compromissos, a salvaguarda da segurança na estrada e da convivialidade, a fim de evitar múltiplos perigos. NÃO VALE A PENA ARRISCAR AVIDA E A DOS OUTROS POR UMA RODA, POR QUALQUER VANTAGEM...
A realização de eventos deste tipo (Clássicas) tem sido, desde há vários anos, um exemplo de promoção ao ciclismo puramente amador, à saudável competitividade entre grupos domingueiros e até de corredores. A preservação e o próprio incremento desta «receita» de sucesso passa, exclusivamente, pela boa consciência, civismo e a máxima responsabilidade de todos os participantes. Aqui não se ganha nada mais que a recompensa pela superação física e psicológica, a noção de pelotão e das incidências inerentes à prática do ciclismo com «empenho elevado», mas pode perde-se MUITO!!
Também, por isso, recomenda-se, vivamente, que esse respeito se estenda à presença e saída no local e hora da partida, e a saída em simultâneo com o pelotão, além de não se atalhar caminho. Aos que decidirem fazê-lo, quer na ida, quer no regresso, pede-se que se respeite os cumpridores, não interferindo no normal desenrolar do evento.
sábado, março 03, 2012
Domingo: Gradil
O percurso é o seguinte. E os pontos de neutralização para reagrupamento:
- Sobral (rotunda da Praça de Touros)
- Turcifal (se necessário)
- Murgueira (alto do Gradil)
quinta-feira, março 01, 2012
Crónica da Carvoeira (Sra. do Ó)
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Domingo: Carvoeira (Sra. do Ó)
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Crónica de Santiago dos Velhos
Depois dos indicadores prestados no primeiro mês de 2012, fevereiro tem confirmado esse apuro de forma generalizado, mas ainda mais nos ainda mais aplicados. A volta de Santiago dos Velhos seguiu-se a uma bastante animada de Manique do Intendente e foi a mais exigente e seletiva já realizada este ano, a contar para o nosso calendário. E se, na primeira, privilegiou os roladores de exceção, que confirmaram os seus créditos, na segunda, mais que propriamente trepadores, sobressaiu quem está realmente em melhor forma. Foi o primeiro grande indicador a sério para o momento da época.
À nossa espera estava um extenso pitéu, com subidas e descidas para todos os gostos. De terreno plano, muito pouco! Assim, depois do andamento moderado, ideal para aquecer os motores, de Loures até ao início da subida da Venda do Pinheiro (por Guerreiros e Lousa), este trouxe as primeiras intensidades da jornada. E logo grandes! Tempo-canhão entre os primeiros, sem reservas ou poupanças. E desde logo uma profunda seleção no pelotão, entre os mais empenhados (a cumprirem plano de treino estabelecido e/ou a colocarem-se à prova) e os que ainda estão algo distantes de tais capacidades e ambições.
Nesta primeira subida, da Venda, a mais curta mas mais íngreme (2,1 km a 7,5%) destacou-se o grupo que acabou por cumprir a maioria das restantes na referida toada. A saber: Hugo Ferro e Bruno Castro (Carboom), Ricardo Gonçalves, eu, Jorge e o Pedro (Odivelas). O «trepador» (de facto!) mostrou estar alguns bons furos acima dos demais, que procuraram nele uma referência de andamento.
Foi o que sucedeu, durante a longa e irregular subida de Santiago dos Velhos, depois de o próprio ter atacado muito cedo, no final da rampa (de 1 km), a seguir a Bucelas. Arrancou e cavou imediatamente uma vantagem que oscilou entre os 100 e os 200 metros em toda a ascensão, enquanto os perseguidores (os demais já referenciados) se iam «consumindo» um a um, resistindo, no final, àquela distância máxima apenas eu e o Bruno. Em seguida, a conta-gotas, surgiram os restantes, e só alguns bons minutos depois o «grupetto» com cerca de 15 unidades. Tranquilamente...
De qualquer modo, para estes elementos acabavam aqui as poupanças, uma vez que, imediatamente a seguir, no setor final subida para o Forte do Alqueidão (de Arranhó), contra um vento castigador, revelaram muito maior abnegação em seguir o andamento dos primeiros. Por isso, no Sobral, o pelotão estava compacto. Ou quase. Neste: Jony, Pina, Alex, Felizardo, Vieira e Jorge Damas marcaram presença.
E fizeram o mesmo na ligação a Arruda e aos Cadafais, em ambiente de relaxe e amena cavaqueira, a saborear a manhã solarenga, quase primaveril, antes de se enfrentar novo «prato» do dia: Santana da Carnota. Primeiro troço em suave pendente, mas a bom ritmo, pautado quase sempre pelo Hugo Ferro, a que apenas a espaços, tanto eu, como o Jorge, emprestámos algum contributo. O pelotão preservou a maioria dos seus elementos até ao início da secção final (3 km), para o alto do Casal do Vento, ainda e sempre com o Hugo a meter o passo e a aumentá-lo em cada vez mais árdua progressão. Até que, ele próprio, lançou uma vez mais um ataque, à semelhança do que fizera em Santiago dos Velhos. Desta vez só marcou distâncias à segunda tentativa e não partiu isolado, mas na companhia do seu colega de equipa e de treino, Bruno Castro, também em excelente forma na iminência do início da temporada de maratonas de BTT. Os dois distanciaram-se cerca de 50 metros e consolidaram essa vantagem já depois do final da subida, para um duo de perseguidores constituído por mim e pelo «Ricky» Gonçalves, outro ciclista em nítido ascendente. A situação de ratos e de gatos manteve-se até ao Sobral, a muito boa intensidade, e sem que os roedores fossem alcançados. Para mim, era a segunda perseguição infrutífera do dia! Mas igualmente boa. O meu parceiro não concordava. «Boa, boa era se os tivéssemos apanhado!».
Finalmente, após novo reagrupamento, restava a subida da Seramena para o Alqueidão. E desta vez, para quase todos já foi a fadiga a pesar na decisão de fazê-la ainda a um andamento intenso. O Hugo convidou-me a segui-lo na sua roda e eu aceitei. Agora sem esticões, garantiu. Mas não invalidou de me ter levado ao limite para não o largar, em mais uma extraordinária «série»... quase a ver estrelas! No alto, não surpreendeu estarmos enormemente distanciados dos demais, que aguardámos para uma descida bem lançada (mas sem a cavalgada de outras) até Bucelas.
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Domingo: Santiago dos Velhos
De resto, desde a saída de Loures que o trajeto se complica, com a longa ascensão por Guerreiros, Lousa até à Venda do Pinheiro (alto da Freixeira). Depois, a descida para Bucelas e segunda longa (e irregular) subida para Santiago dos Velhos (alto do Lameiro das Antas), para logo voltar a descer para N. Sra. Ajuda (rotunda para variante que segue pelos ferro-velhos até às bombas da BP (depois de Arranhó) e fazer o troço final da ascensão ao Forte do Alqueidão.
Do Sobral para Arruda e daqui para os Cadafais, onde se inicia a terceira longa subida do dia, para Santana da Carnota, mais suave, e depois os três quilómetros finais para o alto da Cruz do Vento e ligação de novo ao Sobral. Finalmente, a subida de Seramena para o Alqueidão e a descida para Bucelas e Loures.
P.S. A crónica da volta de Manique do Intendente não está esquecida. Falta-me é disponibilidade. E que interessante que foi! Procurarei, em breve, publicá-la!
sábado, fevereiro 11, 2012
Clássica das Lezírias
Elogie-se a decisão dos Duros do Pedal em «descontinuar» a Clássica Tróia-Sagres Primaveril e substitui-la pela estreante Clássica das Lezírias, de características idênticas, mas muito menos implicativa em termos de logística.
Em meu nome pessoal, terei todo o gosto em participar, não só pelo interesse do evento, como também para honrar as presenças assíduas daquele grupo nos maiores eventos do nosso calendário de temporada.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Domingo: Manique do Intendente
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
A crónica da Volta do Arroz Doce
O que há para contar, e muito, aconteceu após o reatamento. E foi um deleite para quem gosta de praticar ciclismo a um nível mais elevado, que não deprecia e até aproveita o ensejo de integrar um grupo com um punhado de bons desportistas em atmosfera de companheirismo e competitividade saudável. Mas, acima de tudo, apenas ao alcance de quem se aplica nos treinos. De facto, só mesmo a esses!
O primeiro momento do dia foi o andamento fantástico que o João Aldeano imprimiu desde a saída do Bombarral, pela estrada ondulada campestre de Pêro Moniz e Vilar. Uma exibição de gala até à base da ascensão do Sarge, durante 24 km, à extraordinária média de pouco menos de 40 km/h! O pelotão com cerca de 40 unidades enfileirou-se na sua poderosa roda, procurando manter o maior número de peças, o que, naturalmente, foi uma tarefa hercúlea. Impossível, corrija-se. Inevitável, sem dúvida...
Quando se entrou na subida do Sarge, suave a propiciar altas velocidades, a locomotiva Aldeano abrandou, como que a retemperar forças (não é de ferro...) e deu o protagonismo a outros. Que não se fizeram rogados, diga-se. Eu fui o primeiro a impor o andamento, não deixando cair a intensidade da longa ligação, com uma passo certo. Depois, foram vários a renderem-me, já numa toada mais irregular, com mudanças de ritmo bruscas, ataques e contra-ataques a sucederem com o avanço na ascensão, que provocaram desde logo profunda e definitiva seleção no pelotão.
Um esticão final do Filipe Arraiolos, muito ativo nesta fase, resultou na fuga de quatro elementos – além dele, os jovens André e João Silva, e o João Rodrigues (Carboom), que e destacaram nos últimos metros da ascensão, lançando-se a todo o gás pela descida em direção a Torres Vedras.
Surpreendido e incapaz de seguir o quarteto, integrei-me num trio de perseguidores, com o Estrangeiro e Mário Fernandes, este a juntar-se mais tarde, antes da passagem pelas rotundas de acesso à A8, quase no final da descida. Com estes dois insuperáveis parceiros, fui numa boleia privilegiada, a altíssima rotação, no encalço dos fugitivos. Que sufoco! Para trás, o fosso cavou-se irremediavelmente. Perante o ímpeto fortíssimo dos meus parceiros, não tive outra possibilidade se não manter-me nas suas rodas, resistindo.
O quarteto da frente, entretanto, perdia o João Rodrigues na variante de Torres e passava a trio, com total equilíbrio de forças - isto se também houvesse naquele algum elemento que, tal como eu, não colaborasse. De qualquer forma, algo começava a jogar a nosso favor: na rampa final da variante observámos o início das hostilidades na frente, com o André a querer deixar os companheiros para trás – ou a massacrá-los... Mas teve resposta a contendo, embora repetisse a dose na subida para Catefica. Então deixou de haver condições de cooperação, e cada vez mais próximos, nós agradecemos...
Por isso, com o impressionante trabalho do Mário nas subidas e do Estrangeiro (com a sua «cabra») nas parte mais planas e a descer, aproximamo-nos bastante dos fugitivos, a ponto de, à entrada do acidentado troço final, entre Catefica, Casal de Barbas e Caneira, estarem em linha de mira. Nesta fase, planeava colaborar finalmente no esforço da perseguição, previsivelmente quando as forças dos seus companheiros começassem a escassear com o agravar do sobe e desce. Mas, numa viragem mais apertada, perdi-lhes a roda e deixei a abrir cerca de 30 metros, enquanto também os dois se desagregavam, com o Estrangeiro a destacar-se e o Mário a entrar em perda. Foi pena, porque recuperei bem e, num primeiro momento, alcancei o Mário e dei-lhe a minha roda, e depois, até ao ponto mais alto, juntámo-nos aos homens da frente, que, entretanto tinham deixado escapar o João Silva, que arrancara decidido para o final – apesar de, antes, ter tomado uma direção errada e perdido o rumo!
Depois, enfim, o merecido arroz doce. E que bem que soube! A repetir... a dose.
sábado, fevereiro 04, 2012
Domingo: à escolha...
Também amanhã, o camarada Paulo Pais vai reunir as tropas na sua terra, Caneira, para a já tradicional Volta do Arroz Doce. Concentração às 8h45, início às 9h00. O percurso será mais ou menos este...
sexta-feira, janeiro 27, 2012
Domingo: Sto. Estevão
O próprio Freitas, depois, marcou o passo até Pontével e seguiu até Aveiras, sempre bastante regular. E até Alverca foi um passeio, apenas interrompido pelo tradicional sprint de Vila Franca - que foi mais uma aceleração que propriamente sprint.
No meu caso, as maiores intensidades estiveram guardadas para a fase final, a partir da rotunda do Cabo de Vialonga até Loures, quando aproveitei a embalagem, o favorecimento do vento e as ainda abundantes reservas de energia, depois de um longo percurso na protecção do pelotão, que me proporcionou enorme poupança. Perfeito para esta altura da temporada.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Crónica do Reguengo e... no domingo: Pontével
De qualquer modo, o melhor indicador para o ritmo médio da jornada foi o de a maioria dos participantes raramente ter dispensado a roda grande – e quase todos tinham-na engatilhada na abordagem à subida da Sagres, na parte final da volta. Todavia, por via de ordem superior, não foi necessária...
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Domingo: Valada... ou Reguengo (se chover)
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Aí está o calendário de 2012!
sábado, dezembro 24, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Crónica de Sto. Estevão
À parte deste lamentável acidente, a jornada foi uma proveitosa experiência de ciclismo. Teve um pouco de tudo: pelotão numeroso, andamento moderado, andamento intenso. Chegou a rolar-se a 40 km/h a mais de 160 e também abaixo de 120 de pulso (ora à frente, ora no seio do pelotão). Mas, pare-se tudo! A 50 km/h... no plano – puxados por uma foguetão chamado Fábio Silvestre, jovem promessa do ciclismo nacional, recém-contratado por uma das melhores equipas do pelotão internacional, Leopard-Trek/Radio Shack, que nos honrou com a sua presença.
Uma experiência única, que, só por si, valeu a pena o esforço de 4 intermináveis minutos a 48 km/h e 175 de pulso de média. Impressionante a velocidade, e a ideia de estarmos a seguir àquele imposto por um veículo movido pela força humana. No fundo, uma demonstração de enormíssima capacidade atlética. Que o corredor português tenha sorte neste arranque de carreira ao mais alto nível mundial. O convite fica, para, em futuras ocasiões, voltar ao nosso convívio.
Mas os elogios não podem restringir-se ao Fábio. Seria uma injustiça a outro fenómeno da natureza: o Renato Hernandez, que não foi tão espectacular, não colocou, por alguns minutos, o andamento da estratosfera mas manteve-o, ao seu estilo, sempre vivo durante a esmagadora maioria do tempo. Com a disponibilidade de sempre, ele, sem dúvida, é a locomotiva.
Aliás, esta volta reuniu diversas «figuras» da nossa praça (ocasiões destas são comuns só no pico da época...), mas pelo que a maioria (excepção aos dois já visados) deu a parecer, cumprem escrupulosamente programas de pré-temporada e evitaram passar pela frente, tanto mais que, para tal, seria necessário estar ao nível do andamento imposto pelo Hernandez, o que - assegurou-o, porque fi-lo amiúde – implicava subir o regime cardíaco a patamares que, apenas em período de tempo muito breve, podem ser recomendáveis a esta altura do ano. Aliás, o exemplo do Fábio foi esclarecedor: curto e intenso! Quanto à locomotiva, já alguém o viu, alguma vez, passar voluntariamente a... carruagem?
As duas próximas voltas coincidem com os dias de Natal e Ano Novo, por isso, deverá haver um familiar interregno até à primeira semana de 2012, embora as voltas estejam marcadas. A próxima será a seguinte. E a inaugural do próximo ano, será, como sempre, a de Valada (Muge).
De resto, nos próximos dias será apresentado o calendário da época de 2012, com algumas novidades...
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Domingo: Sto. Estevão
Por outro lado, foi uma volta subjugada ao «factor» Renato Hernandez, o que, como diz o outro, se sabe logo do que se está a falar. De qualquer modo, a locomotiva carburou em regime de pré-temporada e embora sem perder créditos, impondo o andamento em 99,9% do percurso e de em nenhuma ocasião ter descravado a talega (às tantas fiquei na dúvida se seria um 50, e se assim fosse ainda menos surpreenderia), só poucas vezes elevou o ritmo acima da fasquia do moderadamente intenso, permitindo desfrutar de longa boleia em regime de treino de aeróbio. Creio que os seus «passageiros», alguns adequando, com critério, o ritmo às suas pretensões/capacidades, de acordo os vários momentos da tirada, beneficiaram todos de uma manhã proveitosa.
As duas únicas fases de maior intensidade foram o último quilómetro da subida para o Forte de Alqueidão (de Bucelas) e na vertente oposta, desde a Seramena.
No próximo domingo, a volta é a Sto. Estevão. O percurso é sobejamente conhecido. Todavia, aqui se exibe.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Crónica das últimas voltas e a do próximo domingo
De facto, para a Ota foi bem mais evidente o empertigamento, em especial de alguns elementos que atravessam momento de forma mais apurado ou, pura e simplesmente, estiveram mais predispostos a imprimir ritmos mais intensos em fases pontuais do trajecto. Um deles, o momento mais alto desta jornada, como habitualmente, a subida de Vale do Brejo, foi, imagine-se, «galgada» num tempo apenas 11 segundos superior à melhor passagem por ali já realizada (de 11 de Junho passado - tempo pessoal numa volta de grupo, esclareça-se). Até poderia, para alguns, o ritmo não ter sido «terminal», é verdade que já são tantas as vezes que se sobe com a faca nos dentes!, mas, afinal, o cronómetro não mente. Um dos colegas do Pedro Fernandes deu cartas no arranque fina. Por ser fino como um trepador e ter-se mostrado rápido como um sprinter numa subida de implica muito mais músculo que força-resistente, denota que tem... nível.
Por seu turno, a volta de feriado foi novamente a rolar, mas para o Porto Alto, Samora, Benavente e atalho pela estrada da lezíria, e quase sempre ao sabor do vento: andou-se quando estava de feição, refreou-se quando estava... de banda. A excepção (com vento lateral) foi a primeira passagem na recta do Cabo, quando tomei a iniciativa de imprimir, à cabeça do pelotão, uma velocidade de cruzeiro de 35 km/h, por ser recomendável enfileirar, por motivos de segurança, naquela estrada, até aos feriados, sempre bastante congestionada.
De resto, quando o vento esteve de costas foi um deleite rolar a «bater» os 40 km/h, e ainda mais se tiver sido na... rodinha. Realce para a elogiável disponibilidade do Pedro Figueiredo e do Edgar (dos Ciclomoinas, dos quais alguns elementos brindaram-nos com o prazer da sua camaradagem nesta manhã fria e de densa neblina), que, em parceria, conduziram durante 10 km na estrada da lezíria o comboio à média de 38 km/h, permitindo aos seus «passageiros» uma excelente cruzada em bastante razoável conforto. A rapaziada, desinibida e, reforço, bastante disponível, demonstrou que chega e sobra para impor andamento num grupo que tem fama (e felizmente proveito!) de geralmente ser exigente e selectivo em relação quem o integra e mais ainda, em quem o comanda! Por isso, foi um sinal positivo, até para quebrar alguns mitos...
No próximo domingo, as características da volta alteram-se, com a entrada em terreno mais acidentado. O percurso resume-se no seguinte: Loures-Bucelas-Sobral-Arruda-Carregado-Alenquer-Merceana-Sobral-Bucelas-Loures.
terça-feira, dezembro 06, 2011
Feriado para Benavente - Estrada das Lezírias
sábado, dezembro 03, 2011
Domingo: Ota
quinta-feira, novembro 24, 2011
Domingo: Marginal-Alcoitão
quinta-feira, novembro 17, 2011
Domingo: Santo Isidoro
Pontos de neutralização para (eventual) reagrupamento:
Venda do Pinheiro
Carapinheira (rotunda)
Alto de Santo Isidoro (cruzamento junto à estrada nacional)
Malveira
quarta-feira, novembro 09, 2011
Jantar de fim de temporada
Entretanto, já se aproxima o próximo fim-de-semana, infelizmente com prognósticos de mau tempo. Enfim, aguardemos... A volta é a de A-dos-Arcos, e eis o percurso.
IMPORTANTE: JANTAR DE FIM DE TEMPORADA
Convite a todos os interessados que este ano connosco «palmilharam» muitos quilómetros de estrada!
Dia 18 (sexta-feira), no restaurante Cantinho d'Arruda (perto do Sobral)
Marcações, com antecedência, na loja Pina Bike, ou através do telefone: 219820882
quinta-feira, novembro 03, 2011
Crónica de um feriado... torreense
A volta do próximo domingo é a seguinte.
Pontos de neutralização:
- Sobral (rotunda junto à Praça de Touros)
- Alenquer (sugerida paragem para café)
- Vila Franca (provavelmente após o... inevitável sprint)
domingo, outubro 30, 2011
Crónica de uma fuga à antiga
Todavia, foi, como referi, a fuga duradoura e corajosa do André e do Pedro (principalmente deste, porque o André a estas aventuras chamas-lhe um figo...), como há muito não se via nesta etapas planas. Nasceu, com bastante aportunidade, nas imediações da Castanheira, manteve-se em linha de mira do pelotão durante grande parte da sua duração, raramente ultrapassando 400 a 500 metros de vantagem, por isso, quase sempre controlada pelo grande grupo, que, todavia, nunca pôde dar tréguas. A demonstrá-lo, a média até à sua anulação (durou cerca de 20 km), foi de expressivos 37 km/h.Por isso, a iniciativa teve inteiro mérito e merece rasgados elogios.Mérito, igualmente, para a coordenação do pelotão, que geriu muito bem os esforços, embora apenas uma minoria dos seus elementos tenha contribuído efectivamente para o trabalho de perseguição. A natureza do do percurso, com longas rectas descampadas, que permitiram manter os fugitivos à vista, facilitou sobremaneira a tarefa. O objectivo, creio, seria anular a fuga antes da paragem (prevista) no Cartaxo. Aos fugitivos, faltou apenas um pouco mais.
A volta para a próxima terça-feira (dia 1, feriado) é para Torres. Percurso seguinte. Partida das bombas da BP às 8h30.
Neutralizações para reagrupamento:
- Alto de A-do-Barriga
- Sobral (jardim)
- Torres (centro: paragem para cafezinho)
- Malveira (alto de Vila Franca do Rosário)
sábado, outubro 29, 2011
Clássica Pina Pike: a crónica
Domingo entra o «defeso»
Amanhã, domingo, a volta é a do Cartaxo-Aveiras-Vale do Brejo-Ota (baptismo à pressão) e a primeira do denominado «defeso». O percurso é o seguinte (atenção: no gráfico, devido a erro informático, não está correcta a ligação entre Azambuja e o Cartaxo; e também a saída do Cartaxo em direcção a Aveiras de Cima, que se fará pela Variante, como nesta Clássica.
Os pontos de neutralização são os seguintes:
- Cartaxo (rotunda; paragem sugerida para café)
- Ota (se necessário)
ATENÇÃO: MUDANÇA DE HORA NO DOMINGO! OS RELOGIOS ATRASAM-SE 1 HORA
sábado, outubro 22, 2011
A menos de 24 horas da Clássica Pina Bike, vamos esperar que não... chova! Caso contrário, este seria um factor extremamente condicionador do bom desenrolar do evento, uma vez que há muito tempo que não há precipitação e as estradas ficariam do tipo... manteiga. Perigosíssimas! Enfim, aguardemos que não!
Por motivos de indisponibilidade, ainda não tinha tido oportunidade para actualizar a «prosa» sobre as incidências do passado fim-de-semana, em particular, o domingo «gordo». Em resumo, marcámos presença no evento do Paulo Pais (Livramento-Óbidos) - desde já agradeço o Dario pelo video! -, mas devido a outros compromissos (no meu caso), um grupo ficou-se pelo Bombarral, regressando, como tinha sugerido na véspera neste blog, por uma parte (importante) do percurso da Clássica de amanhã, com o objectivo de fazer o reconhecimento da secção nuclear do traçado: a passagem por Matacães e a Serra Alto (Zurrigueira).Para informação a todos os participantes da Clássica, refira-se que a subida é, sem dúvida, difícil, bastante selectiva, com passagens de algumas centenas de metros a pendentes muito íngremes, claramente acima dos 15%. Sobe-se por patamares, com fases mais suaves e até a descer (num destes sectores o piso encontra-se algo degradado), e há três fortes inclinações, cada uma com cerca de 500/600 metros no máximo, mas, a maioria, bem duras. A zona é lindíssima!
Logo, na minha opinião, estaremos perante a Clássica da nossa temporada que tem a fase intermédia mais selectiva. E, por isso, recomenda uma abordagem cautelosa à fase anterior do trajecto e não menos zeloso critério na enfrentar a fase que se segue. É altamente recomendável não entrar na reserva na Zurrigueira e garantir que não se sai dela... isolado. Porque será suicídio (tentar) fazê-lo! - ou seja, procurar resistir, em solitário, à longa subida da Merceana para o Sobral e ligação final após a descida da Cabêda, ainda com os pontos quentes derradeiros para ultrapassar: Sapataria e Cabeço de Montachique.
Bom, o mais importante será desfrutar do magnífico percurso e do convívio, relembrando que, na fase inicial (como está estipulado) entre Loures e Alenquer, deve-se imprimir andamento moderado que permita cumprir a ligação sem nervosismos e promovr a sã convivência neste evento de final de época.
A hora da partida, recorda-se, é às 8h00.
Local: Posto de abastecimento (BP) de LouresQue não chova!
sexta-feira, outubro 14, 2011
Clássica Pina Bike: o percurso!
Por esse motivo, o trajecto da Clássica Pina Bike foi tido em especial conta (refira-se que será diferente todos os anos), integrando longa fase inicial em terreno plano, entre Loures e Alenquer (35 km), em que se pretende que o andamento seja adequado a preservar a coesão do pelotão durante o mais tempo possível, sem nervosismo e tensão que os ritmos elevados (mesmo a rolar) e os esticões sempre proporcionam. Refira-se que esta «ideia» partiu do camarada Tó Monteiros e dos seus Duros e foi muito bem recebida no seio do nosso grupo.
Como tal, conter o ímpeto da «alcateia» até Alenquer parece pretensão legítima e fácil de concretizar, sem prejuízo para o interesse e a filosofia própria das Clássicas. E partir de Alenquer, então, abrir-se-á a estrada ao ritmo livre.
O percurso segue em direcção à Merceana, em terreno ondulado, mas não se «chega» lá. Cortamos à direita no cruzamento de Olhalvo (45,5 km) e continuamos em topos cada vez mais prolongados para Atalaia (49,5 km) e Vila Verde dos Francos (55 km).
Após esta vila, passando ao lado da entrada para a subida de Montejunto, desce-se para Rodeio (rotunda, 57,6 km), voltando à esquerda para o Maxial (64 km), seguindo-se para o alto do Sarge (70,3 km) até Torres Vedras (73 km) à rotunda da A8, onde se gira à esquerda em direcção à EN9 (Ordasqueira).
Pouco depois desta localidade, sai-se da EN9 à esquerda para Matacães (atenção, cruzamento antes de lomba, com pouca visibilidade!), onde começa a fase nuclear desta Clássica, com inédita passagem pela Serra Alta (direcção Ribeira de Matacães) e o «muro» da Zurrigueira (81 km) atingindo-se o cume da famosa Ereira (84 km – a ligação vai confluir no interior desta localidade, junto às bombas de combustível, onde se vira à direita para a tradicional rampa final do trajecto habitual desta subida).
Depois, desce-se por Casais Brancos (atenção ao empedrado e curva perigosa no interior) até voltar a encontrar a EN9, em Paiol, rumando à esquerda, no cruzamento (perigoso!) para a Merceana, onde se inicia a longa subida que nos levará ao Sobral (100 km).
Nota: esta fase do percurso poderá revelar-se fundamental para encarar, em boas condições, o que ainda restará. Um desgaste descontrolado poderá invalidar a sua boa conclusão: a subida tem cerca de 10 km, não é selectiva e leva ao êngodo, por permitir «encaixar» mesmo em rodas velozes, o que leva a níveis de intensidade contínuos e elevados.
À saída do Sobral, desce-se pela Cabeda (e não directamente por Feliteira, para evitar mais um cruzamento sem visibilidade no final desta descida) até à N374, em direcção a Sapataria, Póvoa da Galega e Vale de S. Gião, aqui se iniciando a derradeira subida, para o Cabeço de Montachique (Alto do Andrade) - o grande final e local de neutralização (120 km).
Restará, então, descer para Loures e concluir a Clássica (128 km).
Refira-se que, em várias fases do percurso, há possibilidade de seguir por atalhos que encurtam a distância. Mais uma vez se recomenda que, cada participante, decida a abordagem à Clássica em conformidade com as suas condições físicas, apelando à consciência que todos (principalmente os que poderão desconhecer os «cenários» por onde iremos passar) deverão ter em relação à exigência do traçado/distância, que, sem o «factor» andamento, é perfeitamente acessível a um nível de condição física médio, desde que se adapte devidamente o esforço às capacidade próprias.
A hora de partida é às 8h00, e o local, o posto de abastecimento da BP, em Loures. A chegada, após a neutralização no alto do Cabeço de Montachique, será neste mesmo local.
quarta-feira, outubro 12, 2011
Cronica de Alenquer
Os equipamentos branco e negro eram mais que muitos, esbatendo a cor do extensa e esfomeado pelotão que se fez à estrada no domingo para a volta de Alenquer. Esfomeado, entenda-se como bem mais motivado e unido que nos últimos tempos, o que é sempre razão de elogio.
A fase inicial do percurso foi semelhante à da volta do fim-de-semana anterior (Belas) e foi abordada da mesmíssima forma: andamento moderado até passar o topo de Unhos, velocidade de cruzeiro estabilizada nos 35 km/h até Alenquer (naquele dia, a ligação pela EN10 interrompeu-se na rotunda dos Caniços, em Sta. Iria). E se há uma semana tinha sido maioritariamente o Freitas a impor o ritmo desde os primeiros quilómetros, este domingo foi o Ricardo Gonçalves que chamou a si essa tarefa, conduzindo com mestria o grande grupo, apenas a espaços curtos com colaboração (minha, do Capela, do Duarte – escassos para tão recheado pelotão). À excepção de mim, a disponibilidade dos restantes foi prova evidente de bom momento de forma.
Em Alenquer, a média fixa-se em apreciáveis 33 km/h, sem grande esforço para... os que não passaram à frente!
Após a rotunda de entrada na cidade, o Freitas tomou a dianteira e lançou a subida a um ritmo selectivo, na ordem dos 30 km/h. E logo que surgiu a primeira rampa (a mais íngreme de toda a ascensão) desmoronou-se a coluna, tocada pelo esforço adicional (e imprevisto) a que tinha sido submetida. Quando a estrada impinou destacou-se imediatamente um grupo de 6/7 unidades, de outro, de igual número, que procurou perseguir – ou atenuar as diferenças imprimindo seu próprio ritmo. No primeiro, sobressaiu o Mário Fonseca, com renovada BTT, em celebrada visita à capital com pontual regresso ao convívio do grupo que se habitou às suas façanhas com uma máquina «estranha» ao tipo de terreno. Não esteve diferente dos seus melhores dias, marcando presença na frente em todos os momentos de intensidade desta volta. Em Perrotes, não facilitou e foi dos poucos que não perdeu fulgor com a extensão imprevista (ou talvez não...) da subida. A verdade é que esta pareceu ter sido, por alguns, demasiado «atacada» no início.
Por isso, no alto as diferenças entre os que logo se adiantaram e os que geriram melhor o esforço foram quase irrelevantes. Houve, ainda, entre os que se lançaram em cavalgada madrugadora, alguns que vieram a perder bastante terreno...
A «subida» que mais surpreendeu foi a do Evaristo, que teve a ousadia de entrar com os primeiros e conseguiu manter andamento muito certo e constante até ao final. A prestação do Capela também foi positiva, mas partindo de trás, do grupo que eu integrava inicialmente para chegar ao topo a morder a roda dos mais rápidos. Já o Pedro da Amadora manteve as boas indicações da volta de Belas, e tal como o jovem João Silva, o Jorge «Contador» e o Ricardo Gonçalves, chegou entre os primeiros.
Ressalvo, igualmente, os esforços desenvolvidos pelo Alex e o Gonçalo, que se mantiveram durante grande parte da subida comigo, no grupo secundário, não perdendo muito após a necessidade de refrearem o ímpeto.
Depois da neutralização para reagrupamento e de uma ondulada ligação a Santana da Carnota, de novo... em subida. Andamento progressivo, a permitir de quase toda a gente se mantivesse perto da frente até muito perto do cume. De qualquer modo, às tantas o Duarte assumiu as rédeas e elevou o nível, abrindo a estrada para a aceleração final, em sprint, em que o jovem corredor João Silva «carimbou», após o Pedro da Amadora ter aberto as hostilidades, procurando surpreender. Todavia, era um final de subida para músculos mais explosivos.
Após a ligação ao Sobral e ao Alqueidão – esta com os mais frescos e em melhor forma a destacarem-se na subida: Duarte, João Silva, Jorge, Pedro, Ricardo Gonçalves, Capela, com este a causar impasse forçado ao furar a cerca de 300 metros do topo do Forte. Atrás, os restantes, já abatidos, não estavam para mais correrias... não houvesse ainda a descida para Bucelas como «happy ending». A média não atingiu os 50 km/h das mais rápidas, mas pouco faltou. Ainda, por cima, o grupo dividiu-se logo no início e o gato teve de se esforçar (muito...) para apanhar o rato.
No final, em Loures, a média da volta rondava os 32 km/h, fruto da motivação generalizada. Mas, contra ventos e tempestades, a verdade é que todos arrancaram juntos, fizeram-na e acabaram juntos. Ou quase...
No próximo domingo, o camarada Paulo Pais vai reunir as tropas no anual Caneira-Óbidos-Caneira (aprox. 110 km). A hora de partida é às 9h00.
PERCURSO DA VOLTA DO INFANTADO (DOMINGO, DIA 16)
Por cá, realiza-se a volta do Infantado, 100% a rolar, antes da Clássica Pina Bike, no dia 23. O percurso – que promete! – será apresentado na próxima sexta-feira.
sexta-feira, outubro 07, 2011
Domingo: Alenquer (Alto de Perrotes)
Os pontos de neutralização previstos são os seguintes:
- Alto de Perrotes (52 km)
- Alto de Santana da Carnota (60 km)
- Forte do Alquieidão (facultativo: 71 km)
quarta-feira, outubro 05, 2011
Crónica de Belas
Nota prévia: endereço votos de boas e rápidas melhoras ao Carlos (de Sta. Iria) e ao Cunha, que esta manhã foram vítimas de aparatosa queda no decurso do Cascais-Fátima. Apesar da imagem arrepiante, estão bem, felizmente.
A volta do passado domingo, Belas, superou as expectativas, quanto ao percurso, a adesão e o empenho dos participantes. Desde logo, em relação ao trajecto, a afirmação da sua «espectacularidade» por um dos participantes na volta que melhor poderiam avaliar do seu compromisso entre equilíbrio e grau dificuldade, o Hugo Ferro, foi o barómetro que faltava: 104 km e 1300 metros de acumulado não traduzem a exigência, mas quem conhece certamente reconhece-o como autêntico sobe e desce em forma de «parte pernas».
Para maior equilíbrio, uma longa parte inicial «rolante» (30 km), com o extenso pelotão a deslizar a uma boa média (32 km/h) maioritariamente sob o comando do Freitas, que exibiu disponibilidade inexcedível, e não apenas nesta fase madrugadora do percurso. A partir do Tojal, com a entrada nos «topos» e nas subidas, este «Pina» continuou a liderar as operações, impondo um ritmo bastante apropriado (reforce-se, apropriado!), com o pelotão bem escudado nas suas costas. De Bucelas ao Vale de S. Gião, em claríssimo ascendente, a média esteve sempre perto dos 30 km/h e, no alto, ainda em pelotão compacto, o que diz bem do nível global dos presentes, com apenas um elemento «sacrificado»: o Filipe, do Infantado.
Por ele, também eu me vi... sacrificado, fazendo a ligação Póvoa da Galega/Milharado/Venda de forma um pouco aziaga, em solitário, porque fui o único a cumprir a neutralização. Espera em vão: o homem libertou-me rapidamente por não estar em condição de acompanhar o grupo. Até à Venda, fiquei com menos energias e uma certeza: o pelotão não aliviou, pelo contrário, o andamento deverá ter engrossado! O facto de o Salvador ter descaído demonstra-o. Alcancei-o antes do ponto de neutralização, onde, então (e felizmente), todos aguardaram.
Entre a Venda e o alto da Carapinheira, os protagonistas mudaram. Assumiram-se, enfim, os trepadores. O Freitas começou a dar mostras (compreensíveis) de fadiga e foi o Hugo Ferro, o Cunha, o Capela e outros a intervirem na frente. Também à chegada à rotunda, o pelotão já mostrava sinais de menor coesão. De qualquer modo, a espera foi mínima, antes de reatar o andamento em direcção a Cheleiros.
A partir de Alcainça, um inesperado vento lateral fez-se sentir, afectando o avanço da grande coluna, onde os novos líderes continuaram a assumir as despesas. Com a entrada na subida de Cheleiros, primeiro ponto verdadeiramente selectivo do percurso, as diferenças foram relevantes. Destacou-se na dianteira um pequeno grupo composto por Hugo Ferro, Bruno Castro, Capela, Cunha, Jorge e Pedro Kuota. Atrás, eu reunia tropas do meu nível: Quim, Vidal, Pedro (Carboom) e Alex (Pina Bike). No final, ficámos com a convicção de que não fizemos uma subida que envergonhasse! Pelo contrário. Estavam estabelecidas as hierarquias para o que faltava percorrer.
Os restantes já aparentavam mais sofrimento e a maioria acabou por «atalhar» pelo eixo Pêro Pinheiro-Sta- Eulália, dando por finda a sua participação na volta – que, pela natureza do seu traçado, além da exigência física, acaba também por um interessante teste à resistência anímica. Um dos melhores exemplos disso foi o Capitão, que enfrentou, com galhardia, não menos complicada fase final de tirada nos «picotos» de Sabugo, Belas, Cabeças e Montemor.
Então, a cada inclinação mais acentuada do terreno, as águas separavam-se inapelavelmente. Os detrás, em que me incluia, sem capacidade para seguir os da frente (ainda e sempre o mesmo sexteto), concentravam-se em gerir e coordenar esforços. Os dois camaradas da Carboom estiveram em destaque, tal como o Alex, em boa forma e com uma enorme... atitude. Como ainda não lhe reconhecia! O Capitão idem... A todos a minha homenagem.
Na frente, o grupaço digladiava-se, com o Hugo Ferro e o Cunha a mostrar um must de capacidade. De qualquer modo, os demais só cediam em situações terminais – e apenas ligeiramente. Em Belas, os homens da frente tiveram de apenas refrear o andamento para que reentrássemos. Houve quem deixasse escapar alguma surpresa por nos termos despachado tão depressa, o que só abona em nosso favor. Serve como elogio «indirectos» que, quando se anda atrás, dá sempre mais algum alento...
A partir de Belas, o figurino manteve-se, embora eu tivesse experimentado uma passagem musculada pela dianteira, e logo à ilharga do Hugo(!), na aproximação a Caneças. Foi uma experiência interessante, intensa e fugaz, que serviu para sentir o gostinho dos ritmos altos de que ainda me sinto incapaz. Por isso, às primeiras centenas de metros das principais inclinações à entrada de Caneças abandonei o comboio bem embalado, e que se manteve a todo o vapor, rumo à estação final. Não sem que antes causasse uma (única) vítima na élite de seis (que já eram cinco, após a saída do Pedro da Kuota depois de Belas): o Capela, que cedeu nos metros finais, em Caneças, e ficou por sua conta...
Na abordagem à rampa de Montemor, acompanhava-me o Alex e o Pedro Carboom (creio...), mas este não resistiu ao rude quilómetro e já não estava connosco quando «encostámos» ao Capela na descida para Loures, após uma profícua colaboração... entre Pinas!
Média final superior a 29 km/h é de enaltecer.
A volta do próximo domingo é de Alenquer (Alto de Perrotes). O percurso é o seguinte. Descubram as semelhanças com o de Belas...
E recorda-se que a Clássica Pina Bike vai realizar-se no dia 23 de Outubro. O percurso (e que percurso!) será divulgado nos próximos dias.
Clássica Pina Bike: dia 23 de Outubro
Revelação do percurso nos próximos dias.


