quarta-feira, agosto 22, 2012

Crónica do Parque Eólico da Carvoeira


A volta do Parque Eólico da Carvoeira, no passado domingo, coincidiu com o «pico» do Verão, entalado entre as duas quinzenas do tradicional mês do ócio: agosto. Talvez por isso a adesão de participantes tenha estado abaixo das mais recentes concentrações, para mais considerando o interesse do percurso. De qualquer modo, o tempo convidava mais a uma ida à praia do que a enfrentar, principalmente, as duras rampas, de mais de 15%, que são final de etapa do Grande Prémio Joaquim Agostinho.

No entanto, apesar do encurtado pelotão – era mais um pequeno grupo... – que saiu de Loures (eu, Jony, Bruno, Tiago e Pedro Fernandes), ao que ainda nos primeiros quilómetros se juntaram o Alexandre, o Salvador e o surpreendente Zé (é para continuar a aparecer, camarada!), o andamento foi vivo desde o Tojal para Bucelas, quase sempre estimulado pelo Jony, que o tornou ainda mais intenso a caminho do Vale de S. Gião. Neste setor alcançamos o trio Zé-Tó, Carlos do Barro e Samuel já muito perto da neutralização na rotunda de S. Gião, onde aguardámos, em vão, pelo Salvador que se tinha atrasado na subida face à inclemência do Jony, que insistiu, em quase toda a extensão daquela, num andamento rijo, qual Renato Hernandez, na ausência deste...

A partir daquele ponto, também já com o André (que descia com os Duros, com que nos cruzámos perto de Casais da Serra), rumou-se a Dois Portos pela estrada da Póvoa da Galega e Sapataria, agora com um passo bem mais moderado – e por isso com mais elementos a passarem pela frente. E ainda outro se juntou: o camarada Xico Aniceto, do Ciclismo 2640, uma presença que sempre se saúda!

Quase até ao início da subida principal do dia, para o Parque Eólico, o andamento foi tranquilo, certo, facilitando a integração de todos os participantes na volta. Quase, porque nos derradeiros quilómetros o André forçou o ritmo para não deixar ninguém entrar «fresquinho» na ascensão, e desde os primeiros metros meteu o seu ritmo, destacando-se imediatamente. Apenas o Xico, até ao primeiro «muro», conseguiu acompanhá-lo. Algumas dezenas de metros atrás, eu lidava com pinças as limitações musculares face às fortíssimas percentagens duas principais rampas da subida, no rescaldo de uma semana de treinos durinhos (acima de tudo a véspera). Entretanto, o Jony – que pareceu em recuperação – assomou-se ao meu lado e deixou-me para trás na fase final do segundo «muro», alcançando o topo após o André e o Xico.

Os restantes não tardaram, com o Bruno e o Tiago a demonstrarem que estão em forma e são valores confirmados no nosso grupo, tal como o abnegado Alex, que chegou numa recuperação para aqueles em grande estilo à chegada ao alto (relembre-se que a subida só termina junto às ventoinhas e não no cruzamento...), com o esforço estampado no rosto, confirmando que é um «Pina» de fibra. O Pedro Fernandes e o Zé seguiram-se.

Após a ligação à Ereira, a descida para Casais Brancos e Merceana, o prato seguinte estava pronto a ser servido. Sem os suspeitos do costume, pensou-se que ninguém assumiria despesas muito elevadas, mas foi engano. O André (?!) e o Xico tomaram a rédeas e até este último nos deixar, em Carmões, partilharam a liderança do grupo com um ritmo médio-alto, sempre certinho. Depois, mesmo sozinho, o André continuou a insistir (invulgar nele ou nem tanto, por não sentir «ameaça», na ausência dos ditos... suspeitos do costume), e à passagem pela Freiria tornou o andamento acima do limite para as minhas «doridas» pernas. Mas só para as minhas, porque as dos restantes, com mais ou menos facilidade, não o deixaram muito tempo isolado. O Jony foi o que respondeu mais prontamente, apesar de forçado a fechar o espaço para o André, que se abriu quando abdiquei. De resto, até eu, depois de uns instantes em que os quadríceps ficaram em brasa e tive de arrefecê-los, recuperei mais facilmente do que previa.

Até ao Sobral e depois para o Alqueidão a ordem manteve-se sem mais achaques. E depois, nada melhor que a longa descida para Bucelas para sacudir as pernas...

No próximo domingo, uma das voltas mais interessantes, em minha opinião, da temporada: Ericeira pelo Carvalhal. Bela, intensa, estimulante... como se quer! Em breve, a apresentação.  

     

sexta-feira, agosto 17, 2012

Crónica da Abrigada... Parque Eólico da Carvoeira

A volta da Abrigada voltou a confirmar o atual bom momento de forma dos elementos que, globalmente, se apresentam aos domingos. Todavia, num percurso que teve de quase tudo, as exigências da fase final, coincidentes com a elevação da intensidade do andamento, foram rigoroso exame às capacidades dos participantes, aplicando-lhes uma fortíssima triagem.

O Renato Hernandez apresentou-se à partida, mas desde cedo surpreendeu... Ao contrário do que lhe é habitual, dispensou esforços contínuos à frente do pelotão, preferindo empregar a energia em pontos específicos, cirurgicamente. Diga-se que, acima de tudo, ganhou o pelotão, onde outros intervenientes puderam participar na condução do grande grupo – embora não tantos quanto seria expectável dada a «ausência» do trem do Infantado! Por isso, acabei por passar mais frequentemente que o habitual à cabeça, o que também foi uma prova de subida de forma – e de um dia em que tive, quase sempre, boas sensações.

O primeiro momento de «calor» ocorreu no topo da variante de Alenquer, com o Hernandez e o Jony a imprimirem uma passada vigorosa que causou o estiramento do pelotão, que voltou a compactar-se até à Ota. Para logo voltar a sufocar-se, alongando-se na subida das Marés devido à primeira intervenção «cirúrgica» do Hernandez. Bastante forte! Mas o grosso da coluna resistiu estoicamente – e esta foi, talvez, a principal demonstração do bom nível global.

Da Abrigada à Atalaia andou-se moderadamente em carrossel, promovendo a cavaqueira e laivos de fina ironia sobre os «jovens com pernas que não fazem gastar uma caloria sequer a puxar pelos outros».

Franqueada a Atalaia, os topos do Freixial mostraram muito boas pernas... mas do Jony, que lançou o pelotão, cada vez mais desgastado, sem lhe dar tempo de recuperar o fôlego, em vertiginosa descida até à Merceana. E quando se pensava que haveria esse tempo, embora curto, até ao início da longa ascensão para o Sobral, eis que o Renato volta a surpreender, desta vez antecipando-se, em velocidade – não em esticão -, à frente do grupo, abrindo-se desde logo um espaço que, num primeiro momento, só o Jony fechou – e que mais tarde, quando já era considerável, também o Duarte transpôs com êxito! Estava lançada a subida, ainda um pouco antes de se iniciar...

Na primeira fase da inclinação, a mais acentuada, o trio pareceu coeso, com o Jony e o Duarte bem fechados na roda do Hernandez – que, por instantes, aliviou, permitindo que, de trás, um pequeno grupo encabeçado pelo «puto» Tiago (que me incluía, ao André e ao Bruno) conseguisse encostar aos escapados. Mas foi sol de pouca dura: o Renato voltou à carga. E não apenas os que acabavam de chegar (o Tiago começou a vacilar), mas também os parceiros do batetista tiveram de abdicar, acabando por ser absorvidos pelo nosso quarteto, que agora era eu que conduzia.

Às tantas, o figurino pareceu definido, com o Renato a destacar-se, imparável, e um restrito lote de perseguidores. No entanto, outra surpresa! O líder alivia os crenques ainda antes de começar a subir para Carmões e aguarda pela nossa chegada, desde logo retomando o seu passo mortal... Seria sadismo!

De qualquer modo, a partir desta fase, mais suave, já se tornava menos difícil manter-nos na roda e o único a considerar que ainda era demais foi o Duarte, certamente porque competira na véspera. A subida fez-se em tempo recorde (pessoal), com 17.53 minutos, à média de 32,3 km/h.

A partir do Sobral, onde parei para cumprimentar os camaradas do Ciclismo 2640, passei a integral um grupo de seguia mais atrasado, que inclui o Pina, o Freitas, o Alex, o Felizardo e um estreante, subindo ao Alqueidão tranquilamente e descendo para Bucelas já nem tanto... À média de 50 km/h! Um deleite depois das agruras da ligação Merceana-Sobral!

A volta do próximo domingo é a do Parque Eólico da Carvoeira, onde se acede pela duríssima rampa que é chegada da etapa-rainha do Grande Prémio Joaquim Agostinho. Mas este é apenas o ponto mais quente do percurso, cujo final repete o da semana passada (Merceana-Sobral-Bucelas). A saída é às 8h30, das bombas da Galp, em Loures, junto ao parque da cidade.                       

terça-feira, agosto 14, 2012

Volta do feriado

Volta de amanhã, quarta-feira, dia 15 (feriado nacional... pela última vez!): partida às 8h30 das bombas da Galp, em Loures (junto ao Parque da Cidade). Percurso a definir no momento.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Domingo: Abrigada

No passado domingo, o grupo voltou a «animar-se» em mais uma volta exigente, a de Santana da Carnota. Por ter estado ausente, não poderei redigir a habitual crónica, resumindo-a a alguns destaques que me foram transmitidos por participantes.
Assim, uma semana após a rija Clássica do Cartaxo, o pelotão voltou a rechear-se de elementos com elevado nível de preparação - casos dos repetentes Renato Hernandez e Renato Ferreira, Rui Torpes, Jony, entre outros -, sempre disponíveis a colocar os níveis de intensidade nos píncaros, impondo andamentos que puxam pelo coiro e a forma dos demais. Há que aproveitá-los!
No próximo domingo, a volta é a da Abrigada, com percurso menos seletivo que o das anteriores e que se caracteriza por uma primeira metade mais plana, até ao eixo à Ota, ao que se segue um terreno parte-pernas, no eixo Ota-Abrigada-Atalaia-Merceana. E finalmente, uma derradeira fase mais desnivelada, com as subidas para o Sobral e Forte do Alqueidão, antes de nos fazermos à descida para Bucelas e Loures. Distância total: 103 km. ATENÇÃO: LOCAL DE PARTIDA: BOMBAS DA GALP, JUNTO AO PARQUE DA CIDADE.

Entretanto, com agosto já bem adentro, perfilam-se os derradeiros grandes desafios da presente temporada. Desde logo, antes do especialíssimo Roteiro dos Muros, este ano integrado no calendário domingueiro (dia 16 de setembro), encarreiram-se S. Julião e a sua terrível ascensão ao parque eólico da Carvoeira (imediatamente a seguir à volta da Abrigada, dia 19 de agosto), a Ericeira com a passagem pela interessante subida do Carvalhal (na semana seguinte), Marginal-Sintra, pela famosa rampa da Penina (no dia 2 de setembro, ao que deverei faltar, com lamento...) e Montejunto (por Prajança), que certamente terá presença massiva (os camaradas dos Duros devem juntar-se), a realizar no dia 9 de setembro – uma semana antes do Roteiro dos Muros.

Por fim, a Clássica dos Campeões – no dia 30 de setembro, com o seu superpercurso - será a antecâmara do GranFondo Sky Road Aldeias do Xisto, (dia 3 de outubro), e só depois a temporada culminará na Clássica Pina Bike (dia 21 de outubro), cujo trajeto estará, certamente, ao nível dos pergaminhos deste forte e competitivo grupo de ciclismo.        

sexta-feira, agosto 03, 2012

Clássica do Cartaxo: a crónica


A Clássica do Cartaxo-2012 confirmou o estatuto ascendente desta incursão ribatejana à de terceira mais importante, mais participada e que maior interesse motiva entre as que compõe o nosso calendário, para já apenas atrás da Clássica de Évora e de Santarém. Esta edição, realizada no passado domingo, reuniu uma vez mais um pelotão numeroso e bem recheado, que graças ao contributo de algumas figuras proeminentes teve um andamento digno de uma prova de maior gabarito, com a média final a rondar os 37 km/h.

Devemo-lo a um lote muitíssimo restrito de elementos que abrilhantaram o pelotão com a sua presença destacada e generosa disponibilidade, em especial o inevitável Renato Hernandez e o estreante - mas que dispensa apresentações - Sérgio Marques, triatleta federado com importantes resultados a nível nacional e reputado participante em Iron Man. Praticamente, mano a mano, conduziram o pelotão de cerca de 70 a 80 unidades, impondo um ritmo que poucas vezes permitiu que outros partilhassem a liderança, assegurando nível idêntico. Por isso, aos demais restava resistir à extraordinária e incansável boleia que durou esmagadora parte do percurso, e não apenas quando foi mais favorável a rolar, como durante toda a primeira metade, até ao Cartaxo. Basta dizer que Sérgio Marques apresentou-se com bicicleta de triatlo.

Mas se, pelo seu esforço, foram estas as principais figuras desta Clássica, não terá sido por falta de parceiros com créditos firmados nas andanças do ciclismo amador da nossa região que se mantiveram praticamente sem ajuda na sua tarefa. Esta Clássica terá sido, reforça-se, uma das que mais «bons nomes» reuniu, e que apenas começaram a assomar-se das posições cimeiras na passagem pelo primeiro setor mais seletivo, na Espinheira, onde houve o primeiro abalo à toada reinante, com acelerações e contra-ataques que causaram a primeira grande machadada no pelotão, até bem coeso e compacto. Todavia, a maioria passou e manteve-se integrado.

De qualquer modo, devido a mais constantes alterações de ritmo, à chegada ao Carregado, antes do segundo troço mais acidentado (Cadafais-Arruda) restava a terça parte do pelotão que arrancou de Loures. E esperava-se que até Arruda, muito maior desbaste houvesse. Todavia, se tal sucedeu, não foram tantas como ser de prever, e ocorreram mais pela fadiga acumulada do que pelo andamento. Frise-se que, ainda nesta altura, o comando continuava a ser hegemonicamente partilhado pelo Hernandez e o Marques, que não permitiram que algumas iniciativas ténues fossem muito longe (recordo-me de uma do Vítor Mata-a-Velha...)

Após Arruda, chegava, enfim, o que poderia ser o primeiro ponto quente, a causar mossa entre os melhores preparados: a subida de A-do-Barriga. Contudo, as locomotivas pediram tréguas em jeito de paragem para reabastecimento, logo no início da subida, devido à escassez de líquidos nos bidões. Mas apenas alguns cumpriram (respeitaram!), quando, no mínimo, seria uma questão de princípio, pelas naturais necessidades dos que mais energias gastaram. De qualquer modo, esta situação em nada desvirtua o sucesso da Clássica, apenas lhe retirou, digamos, uniformidade.

No reatamento, encontrava-me num grupo de elite, com o Hernandez, o Marques, o Renato Ferreira, o Rui Torpes, o Jony, e mais um ou outro elemento, que se fez a A-do-Barriga com intensidade. E em que, surpreendentemente, eu dei o mote para animar o ritmo (em melhoria evidente de sensações desde o início da tirada e a anos-luz do empeno da semana transata, em Sto. Estevão). Perto do topo, o Jony rendeu-me em altíssimo regime. No limite!

Desde que o andamento se tornou mais rijo na subida, o Hernandez começou a sentir dificuldades e teve de moderar o ritmo, provavelmente sucumbindo ao cansaço. Justificava-se. E isso tornou-se mais evidente, no Cabeço da Rosa, que subiu em ritmo de contenção. Quem não parecia acusar o esforço era o Sérgio Marques, que subiu à ilharga do Torpes, cujo desgaste não poderia ser comparável – e que demonstra não apenas a categoria do triatleta, como o seu ótimo momento de forma.

No encalço destes, mas a distância crescente, eu e o Renato Ferreira - o que só abona a meu favor, e apesar deste ter mantido um passo nitidamente económico... – como que a antever que no alto estaria o seu pai a aguardá-lo, devidamente apetrechado (de bike) para o levar, em segurança e na melhor companhia que poderia ter, até casa, um pouco adiante, em Bucelas.

Destaco ainda a ótima subida do Tiago (jovem recruta do Pina Bike), que confirmou as boas indicações que tinha deixado na volta de Torres, há três semanas. Parece que o não engana: há ali trepador! Até ao Tojal, ainda reentraram mais alguns elementos (Nuno Mendes, Hernandez, Bruno) dos poucos que subiram o Cabeço da Rosa e que estavam no grupo que neutralizou em Arruda e do que foi alcançado em Alverca (seguiu em andamento moderado). Desconheço as incidências no grupo que nesse ponto preferiu continuar...

Uma última palavra, de conforto, para o ciclista que sofreu uma queda pouco antes de Cruz do Campo. Parece que fraturou o pulso: rápidas melhoras! E ainda para a presença sempre destacada do camarada Paulo Pais. Bem hajas!

 No próximo domingo, a volta é de Santana da Carnota (ver percurso).
ATENÇÃO: ALTERAÇÃO DO LOCAL DE PARTIDA DEVIDO AO ENCERRAMENTO DURANTE O MÊS DE AGOSTO DAS BOMBAS DA BP, POR MOTIVO DE OBRAS. O NOVO LOCAL DE CONCENTRAÇÃO SÃO AS BOMBAS DA GALP, JUNTO AO PARQUE DA CIDADE (LOURES). A HORA MANTÉM-SE: 8H30               

quarta-feira, julho 25, 2012

Crónica Sto. Estevão; Domingo: Clássica do Cartaxo

A volta de Sto. Estevão, no passado domingo, mostrou que o pelotão está num dos melhores momentos de forma na temporada – senão o melhor! -, e evidenciou quão em baixo está a... minha! De qualquer modo, foi por uma conjugação de fatores adversos (a mim...) que se agravou essa diferença – ao ponto de atingir a incompatibilidade (de níveis de rendimento, entenda-se). Foram aqueles (os fatores): o percurso em terreno rolante propiciador de todos os excessos, principalmente os que se desencadeiam desde logo bem cedo... e nunca se sabe quando é que pararão; a presença de um lote de elementos de primeira linha, no pleno das suas capacidades; e ainda em relação ao fator «eu», a fadiga no final da primeira semana de treinos, após o interregno.
Mas, afinal, o que sucedeu? Bom, à parte de logo no Tojal o andamento se ter tornado massacrante, ao ponto de eu ter decidido, com um pragmatismo de que não tenho memória, abdicar de continuar no seio do grupo ainda não tínhamos chegado sequer ao Porto Alto..., pouco ou nada mais há a esclarecer. Mas há números que podem ajudar a perceber melhor: 36 km/h de média desde o Tojal até à ponte de Vila Franca e - acredite-se! - 45 km/h desde aí até... eu sair para o lado da longa fila indiana que o pelotão tinha formado na reta do Cabo, a cerca de 300 metros do Porto Alto, resignando-me a vê-lo desaparecer num ápice, à minha frente, a caminho do Infantado.
Todavia, houve quem também ficasse, o Nuno Mendes, a que me juntei, felizmente, assegurando o cumprimento da totalidade do trajeto da volta, ainda tão pouco estava percorrido. Ele até rolava perto de mim, acabou igualmente por descolar (não sei de voluntariamente ou não; uma vez que me parece em boa forma) e passou, comigo, a formar um duo que em breve se tornou um pequeno grupo com a inclusão do Capitão e do Gonçalo, e de outros mais quatro elementos, que também não resistiram ao ritmo do pelotão.
Neste, enquanto estive presente, destacaram-se o Renato Hernandez, ainda oxigenado pelos ares dos cumes pirenaicos, o Rui Torpes e o Jony, que até (eu) ver... não pareciam querer aliviar os crenques. Reforço o andamento imprimido na reta do Cabo que me fez temer pela integridade física se nele continuasse. O Torpes ainda rendeu o passo castigador do Renato a meio da reta e eu pensei que poderia ser uma questão de resistir mais um bocadinho. Mas quando já estava a ser um... bocadão, eis que o Jony meteu «um dente abaixo» e levou o meu sacrifício a ultrapassar os limites do (des)aconselhável. Então, decidi (pragmaticamente, como disse) abandonar o comboio que continuou a todo o vapor, pelo menos enquanto o avistei - e não foi por muito tempo... Pois, se desde que aliviei até à rotunda do Infantado, o nosso grupo fez 38,5 km/h de média, imagine-se o pelotão!

 E imagine-se... este domingo, a Clássica do Cartaxo. Partida às 8h00 da BP de Loures e o percurso tradicional (clicar para ver). Os camaradas dos Duros do Pedal estão confirmados. Recorde-se que o andamento é livre e não estão programadas paragens – embora estas acontecem logo que se justificar.

ATENÇÃO: sugere-se que o pelotão role neutralizado até à última rotunda do Tojal (Transportes Costa e Baleia), que seria o chamado quilómetro zero. Boa Clássica!

sexta-feira, julho 20, 2012

Domingo: Sto. Estevão-2 (sentido inverso)

A uma semana do regresso das Clássicas, com a do Cartaxo, que tem vindo a motivar crescente interesse e popularidade desde que passou a fazer parte do nosso calendário, realiza-se mais uma edição de uma das mais tradicionais voltas: Sto. Estevão, em segunda versão. Ou seja, o percurso (clicar para ver) faz-se no sentido inverso do habitual (para desenjoar...), seguindo em frente no Porto Alto até à rotunda do Infantado, onde se vira à esquerda e depois, volvidos algumas centenas de metros, após o viaduto (em descida), novamente à esquerda para a estrada de Sto. Estevão até Benavente. Nada que possa enganar!    

quinta-feira, julho 19, 2012

Notícias do Pedal - TV

Já está no ar a edição experimental do Notícias do Pedal - TV, este novo espaço tem como objectivo apresentar as fotos em slide show dos melhores momentos dos eventos de cicloturismo.
Para os utilizadores do MEO, basta carregar na tecla verde e inserir o nº 531450.


 
Revista Noticias do Pedal
Tudo sobre Ciclismo em:
www.noticiasdopedal.com


terça-feira, julho 17, 2012

Crónica de Torres


Antes de mais, pretendo homenagear os nossos «companheiros» que se têm aventurado em provas velocipédicas por terras estrangeiras, prestigiando não só os «nossos», por serem presenças assíduas nas nossas lides domingueiras, como a sua própria nacionalidade. Refiro-me aos que participaram este ano em eventos tão afamados de ciclismo de estrada, como o Quebrantahuesos ou a Etapa do Tour, ou noutros de bicicleta de montanha. Entre eles, Freitas, Filipe Arraiolos, Hugo «Feijão», Ricardo Gonçalves, Pedro Vieira, Edgar Felizardo, Renato Hernandez (honrosa classificação [163.º] na etapa de 200 km que teve «só!» os Col’s do Aubisque, Tourmalet, Aspin e Peyresourde – a não perder hoje, a etapa dos profissionais) – ou a forte delegação dos nossos camaradas dos Duros do Pedal no «Quebra» -, com desempenhos extremamente positivos, de acordo com os seus objetivos e ambições.
No meu caso pessoal, estas numerosas participações muito bem conseguidas «tocam» especialmente, uma vez que desde 1998, ano da minha primeira «internacionalização», tenho estado presente ou, então, assistido com enormíssimo interesse à crescente de adesão de gente conhecida, que quem partilhamos regularmente a estrada. Neste último, caso, sempre com reconhecida mágoa de não estar presente nestas grandiosas clássicas que são, sem dúvida, expoentes máximos do que desportistas como a maioria de nós poderão almejar em termos puramente amadores/não federados.

Regressando às nossas lides domingueiras, no último domingo realizou-se a volta de Torres, por Matacães, que marcou o meu regresso após interregno para férias. Período que, por ter significado também a quase inatividade com bicicleta, resultou, como seria previsível, num retrocesso de forma, que já não era muito famosa desde a paragem em meados de Maio, por motivos de intervenção cirúrgica. A contrastar, o grupo que se apresentou ao serviço era mais do que bem composto. E a forte nortada foi outro «adversário»...
Nos primeiros quilómetros, uma parceria pouco comum assumiu as despesas a caminho de Bucelas e do Sobral, o André (acabadinho de, na véspera, ter dado cartas numa prova em Torres Vedras) e o João Santos (Jony) partilharam esforços à cabeça de um grupo de cerca de 20 ciclistas, enfrentando o vento que soprava a desfavor, a muito bom ritmo. À passagem por Bucelas, já eu fazia contas às agruras por que iria passar na subida do Forte do Alqueidão para permanecer no míni pelotão. Mas ainda antes de a pendente se elevar, na Bemposta, um furo (Nuno Mendes) levou a que eu parasse para a devida assistência. Comigo, mais uns quantos... mas poucos!
Quando retomámos a estrada, o andamento nem por isso foi brando, «obrigando-me» a pedir por diversas vezes ao Jony para refrear o ímpeto da sua plena forma. No Alqueidão, finalmente... lá estavam os restantes, a aguardar.
Agradecimentos feitos, eis-nos a caminho de Torres, pelo desvio de Matacães e Monte Redondo, a ritmo moderado até ao cruzamento de ligação a Sarge, onde surgiram protagonistas que até aí ainda não se tinha assumido, casos dos «masters» Capela e Duarte. Com estes a contribuírem para avivar o andamento, o grupo estirou-se para se manter unido antes de se iniciar a descida para Torres, a velocidade vertiginosa. Ainda assim, apenas o Capitão perdeu o «comboio», tendo sido reintegrado após neutralização à entrada da cidade.
A partir da Variante (Torres) e em quase 20 km seguintes houve, sem dúvida, o momento alto da jornada. Aproveitando o vento agora favorável, o Freitas e o Jorge Damas alinharam à frente do grupo, levando-o a uma média muito próxima dos 40 km/h até à base da subida para Vila Franca do Rosário/Malveira, num desempenho demonstrativo de enorme disponibilidade e excelente momento de forma. De Torres ao início da subida, a média foi de 37,1 km/h; desde Catefica foi 41,3 km/h! Os restantes permaneceram, alguns a custo (em que me incluo), bem encaixados na roda, e têm a agradecer a preciosa boleia. Fantástico trabalho daquele também improvável duo (o camarada Damas, mais forte do que nunca) num terreno que não é propriamente (só) plano!
O resultado óbvio foi a acentuação do desgaste e das diferenças motivadas por estados de forma igualmente díspares na subida de V. F. Rosário, onde o grupo se «partiu» definitivamente, numa inevitabilidade antecipada pelo ataque madrugador do Duarte, a que os mais aptos tiveram de reagir e sem não demorassem algum tempo fechar o espaço. Algo a que já não assisti! Na peugada do fugitivo: André, Capela, Jony e Pedro da Amadora.
O Jorge Damas, desgastado pelo esforço anterior, e o Tiago (novo jovem recruta que se integrou bastante bem: saúda-se!) descaíram, tendo sido alcançados por mim. Após o topo do Vale da Guarda formávamos um trio que cumpriu o que faltava até à Malveira em amena cavaqueira, e a que ainda tiveram tempo de se juntar, na rampa final, para a rotunda da autoestrada, o Jorge e o Salvador (este também num pico de forma nesta temporada), vindos de trás em animado sprint.
Retardatário apenas o Freitas, que subiu no seu ritmo após ter largado ao serviço, e o Capitão, «distanciado» logo que o primeiro o «pegou» em Torres.
Para a semana há muita planura, para Sto. Estevão (versão em sentido inverso), a preparar a Clássica do Cartaxo.            

quarta-feira, julho 11, 2012

Clássica de Fátima adiada! Torres em substituição

Por motivos de logística, a Clássica de Fátima-2012 foi adiada. Em sua substituição, realiza-se a volta de Torres (por Matacães/Sarge), na distância de 93 km (ver gráfico do percurso). Basicamente é o trajeto tradicional para Torres Vedras, com ida pelo Forte de Alqueidão/Sobral e regresso por Vila Franca do Rosário/Malveira. A única alteração é o desvio por Matacães, à direita entre Espera e Ordasqueira, seguindo em frente para Lapas Grandes/Monte Redondo até confluir com a N115, virando à esquerda para Sarge/Torres Vedras. A partir de Torres, o caminho é o conhecido, com passagem pela cidade e saída através da Variante. 
Sugerem-se os seguintes pontos intermédios de neutralização para (eventual) reagrupamento:
1- Sobral de Monte Agraço (rotunda da praça de touros)
2- Torres (Rotunda Norte, após o Torres Shopping)
3- Malveira (rotunda da A8)    

quinta-feira, junho 28, 2012

Crónica de Alenquer


O meu regresso às lides do grupo, após mais de um mês de ausência por motivos de intervenção cirúrgica para debelar «doença de idosos» - entenda-se, varizes... – foi mais positiva do que estaria à espera. Não que a malta me tivesse poupado a esforços impróprios, mas porque, voluntariamente, expus-me àqueles (aos impróprios, sim!) mais do que seria expectável. Tal como o foram as sensações e o rendimento, permitindo-me suportar as cargas e até colaborar com razoável atividade na dianteira do pelotão na fase inicial do percurso, quase totalmente plana (Loures-Alenquer). E nem por isso a velocidade média foi baixa ao ponto de facilitar. Pelo contrário, naquele troço fez-se 33 km/h, sendo que entre Sacavém e Alenquer superou-se mesmo os 34 km/h.

Aí, até onde consegui permanecer no grupo principal, antes de iniciar a zona mais acidentada com a subida para o Alto de Perrotes (Alenquer), houve muita animação, com o Renato Ferreira a estimular o andamento para «valores» sempre muito próximos dos 40 e sempre com companhia interessada em aproveitar a sua roda. Entre as várias alterações de velocidade (sempre progressivas, nunca acelerações violentas), algures próximo de Alhandra destacou-se um trio encabeçado pelo Renato e que se completava com o Felizardo e o Pedro. A esta rutura não foi alheio alguma displicência de alguns elementos que seguiam nos primeiros lugares do pelotão, que por diversas ocasiões deixaram abrir «buracos» proibidos em condições em que o andamento era forte e o vento soprava desfavoravelmente. De qualquer modo, não foi, de todo, uma atitude voluntária, mas sim, segundo me pareceu, resultado de algum «desconforto» em suportar o andamento à frente. Nestes casos, é recomendável passar-se para o seio do grupo – porque na maioria destes casos as consequências são as que sucederam... Adiante.  

O referido trio de fugitivos manteve, com consistência, uma vantagem entre os 100 e os 300 metros para o pelotão, que não facilitou na perseguição. O excelente cooperação entre ambos – embora fosse previsível que com participação mais profícua do campeão nacional de BTT – permitiu-lhe entrar na subida de Perrotes destacados do pelotão, embora já com mais dois elementos, o Pedro da Amadora e o André, que se juntaram aos da frente após o Carregado, saindo do pelotão em condições meio esquisitas (houve um carro que se interpôs, que insistia em oferecer abrigo... sem se perceber a intenção).

Bom, a partir do início da subida, a minha história foi... outra, definitivamente retardatário até ao final da volta. Primeiro, na (agradável) companhia do Alexandre, cuja parceria com um bom tónico para ultrapassar a primeira subida sem grande esforço (e não em solitário, mas em amena cavaqueira sobre as peripécias da recente Clássica da Serra da Estrela), e em seguida, com mais alguns elementos: o Salvador, o Pina (a partir de Santana da Carnota) e ainda um grupo de cerca de uma dezena de unidades que nesta localidade se encontrava parado a retemperar forças, junto a um café. Assim, só o incentivo da presença de todos permitiu-me completar a totalidade o trajeto numa tranquila gestão controlada de esforço, que, de resto, era fundamental após a referida parte inicial em que me excedi...

Este regresso ao grupo, todavia, foi, por ora, fugaz, uma vez que nas próximas duas semanas estarei uma vez mais ausente, mas por motivos bem melhores que os anteriores... De qualquer modo, a atividade não para, e já no domingo cumprir-se-á mais uma volta do calendário: N. Sra. da Ajuda, que é um belo pitéu! (clicar para ver o percurso).                  

sexta-feira, junho 22, 2012

Domingo: Alenquer (Alto de Perrotes)

No próximo domingo, a volta é a de Alenquer, Alto de Perrotes. O percurso (clicar para ver) mistura a planície e algumas subidas interessantes e seletivas, principalmente a principal, de Alenquer para o topo de Perrotes, após uma longa travessia da EN10 e EN1 desde Sacavém. Mas conte-se, igualmente, com as ascensões de Santana da Carnota e Forte do Alqueidão, a partir da Seramena, esta última já com o acumulado dos quilómetros já a pesar...
Aguardo domingo com particular expetativa, porque conto regressar ao convívio do grupo. Embora, obviamente, sem grande expetativa de o poder acompanhar durante a totalidade do trajeto. Principalmente, os que estarão ainda «oxigenados» pelos ares da Serra e outros, pelo que constatei neste meu ainda recente regresso aos treinos, estão rodagem elevada.
Nota: desejos de boa sorte para os «nossos» participantes no célebre Quebrantahuesos, que se realiza amanhã, sábado, nos Pirenéus. A raínha das clássicas ciclodesportivas espanholas.  

segunda-feira, junho 18, 2012

Clássica Serra da Estrela: grande homenagem


Grande homenagem aos bravos do pelotão que participaram na 3.ª edição da Clássica da Serra da Estrela, e que contribuíram para promover e reforçar o estatuto já importante deste evento de ciclismo puramente amador. A adesão foi, uma vez mais, a condizer com os aliciantes e prestígio crescente desta clássica. A todos os que conquistaram a Torre pelas encostas de Manteigas, os mais sinceros agradecimentos.
Já estamos a perspetivar a edição de 2013! E que desde já antecipamos que a subida final será a mítica vertente da Covilhã!  
 

quarta-feira, junho 06, 2012

Domingo: Ota (e mais Clássica da Serra)

Sem informações sobre o que está previsto/programado para amanhã (feriado), adianta-se já que no próximo domingo a volta (Ota, com percurso em sentido contrário ao tradicional) deveria decorrer em toada moderada, para se assimilarem todas as cargas de treino de preparação para a Clássica da Serra da Estrela, na semana seguinte. Isto, para os que estão a fazer planos de estarem presentes na jornada serrana.

Acerca desta, que é o grande momento da nossa temporada, já foi tudo ou quase tudo escrito no blog próprio (classicaserradaestrela.blogspot.com). Até lá, ainda se publicarão informações que forem consideradas úteis, com especial relevância para a localização dos balneários, que este ano deverá passar do complexo desportivo para as piscinas municipais da Covilhã, aguardando-se nos próximos dias por autorização da autarquia local (motivo: o complexo encerra aos domingos às 13h00, hora em que certamente não terão todos os participantes concluído a Clássica).

Pela minha parte, desejo desde já muito boa sorte a todos neste enormíssimo desafio que é mais uma vez o percurso desta Clássica. Que desfrutem na minha ausência (infelizmente, por ainda estar ausente dos treinos, após intervenção cirúrgica)!
Mas, certamente em minha «representação» estará um pelotão à altura do gabarito que o evento adquiriu nos primeiros dois anos, porque, apesar de ainda ser uma criança, já provou que poderá caminhar pelo próprio pé. Para tal, continuará a depender (sempre!) do contributo de todos os que estarão, pela manhãzinha, à partida da Covilhã, à conquista para Torre, pela lindíssima vertente de Manteigas.

A propósito: uma sugestão que só por si é enorme estímulo à presença e, em particular, à realização do percurso na íntegra: a descida final das Penhas Douradas para Manteigas apresenta-nos um cenário estarrecedor sobre o vale glaciar do Zêzere! Desfrutem do prazer único que é o ciclismo de alta montanha! Faço desde já a promessa que no próximo ano não faltarei! Entretanto, pode ser que a Estrela nos reserve ainda um convite lá mais para o final da época... Quem sabe?           

sexta-feira, maio 25, 2012

Domingo: Ereira

ATENÇÃO: PERCURSO E TODAS AS INFORMAÇÕES DA CLÁSSICA DA SERRA
DA ESTRELA 2012 EM CLASSICASERRADAESTRELA.BLOGSPOT.COM

A volta do próximo domigo é a da Ereira, cujo percurso é o seguinte.
Refira-se que no mesmo dia, os Duros do Pedal realizam a 1.ª Clássica das Lezírias, numa distância superior a 200 km. Para mais informações consultar www.durosdopedal.blogspot.com

sexta-feira, maio 18, 2012

Domingo: Barril

Depois da excelente primeira edição da Supertrepadores, segue-se a volta do Barril, este domingo. Aos estreantes, avisa-se desde já que não esperem facilidades! «Descasquem-na» por mim, que estou no «estaleiro»... e estarei durante algumas semanas. Por isso, lá se irá a Serra... E que perda! O percurso será publicado no início da próxima semana e promete estar à altura das primeiras duas edições.


quinta-feira, maio 03, 2012

Alteração de planos!

No próximo domingo, devido ao facto de os nossos camaradas dos Duros do Pedal realizarem a sua anual Clássica de Montejunto (Algueirão/Algueirão), creio que seria recomendável acompanhá-los nesta jornada, uma vez que fazem eles são participantes frequentes, e com grande entusiasmo, nas nossas iniciativas do género.
Como tal, sugeria que a volta dos Supertrepadores «transitasse» para a semana seguinte, no domingo, dia 13, mantendo todo o figurino já descrito.
Quem não estiver interessado em alinhar para Montejunto (subida por Vila Verde dos Francos e percurso habitual por Sobral, Merceana e Atalaia e regresso por Sobral, Pêro Negro, Sapataria - ver blog durosdopedal.blogspot.com), sempre pode fazer a volta que estava marcada para o referido dia 13 (Barril).
A hora de passagem do grupo em Loures (bombas da BP) é às nossas habituais 8h30. Logo, calha bem. Mas seria aconselhável estar lá um pouco antes, não vá perder-se o comboio...      

quarta-feira, maio 02, 2012

Domingo: Supertrepadores

Aí está o percurso para a volta dos Supertrepadores, no próximo domingo, com partida de Loures às 8h00. Como se poderá verificar – até pelo nome -, é uma jornada com grau de dificuldade elevado, a que ao desnível acumulado, de mais de 2700 metros, se junta a distância, a rondar os 140 km.
O percurso pode ser observado aqui, mas nunca é demais descrever os pontos mais importantes de passagem, nomeadamente as oito subidas que o compõem e os quilómetros de passagem. A saber:
-São Romão, desde Alhandra (km 27)
- Mata (km 47)
-Fanhões, desde o Tojal (km 73)
- Montemuro (km 81)
-Alto da Urzeira (km 84)
-Ribas (km 100)
- Malha Pão, desde Loures/Sete Casas (km 115)
- Montemor (Parque de Merendas), desde Loures (km 135)
As demais informações já foram adiantadas no «post» anterior, pelo que será aconselhável, a todos os interessados em participar, lê-las atentamente.  

quinta-feira, abril 26, 2012

Domingo: Pé da Serra (Sintra)

A volta deste domingo denomina-se Pé da Serra – Sintra e é inédita no nosso calendário.
Todavia, trata-se de uma incursão à serra de Sintra, por caminhos quase todos bem conhecidos da maioria, mas percorridos em sentido contrário ao de outras voltas para aquelas bandas. O percurso é o seguinte.
Os pontos quentes serão dois, mas a jornada está cheia de motivos de interesse e de dificuldade acrescida. Quanto aos momentos altos: o primeiro, a subida do Pé da Serra, a partir de Colares; e o segundo a da Penina, desde a Malveira da Serra.
Contudo, o regresso pelo Algueirão, Mem Martins, Belas, Caneças e Montemor, um verdadeiro carrossel, também não será propriamente acessível.
Serão, por isso, estabelecidos dois pontos de neutralização.
1 - Santa Eulália (após a subida do Bocal/Ponte de Lousa)
2- Cruzamento dos Capuchos/Penina
Ou seja, não está prevista neutralização após a subida do Pé da Serra, dado o rápido encadeamento com a subida da Malveira para a Penina, através da descida desde o Cabo da Roca.

 SUPERTREPADORES

Antecipa-se desde já a volta montanhosa do domingo seguinte (dia 6), intitulada de Supertrepadores. Como o próprio nome indica será uma versão alargada, em distância e dificuldades, à bem conhecida e já seletiva volta dos Trepadores – e não tem o formato de Clássica! Pela frente estarão 143 km, com partida e chegada às bombas da BP, em Loures; oito subidas das nossas redondezas com bom índice de dificuldade; para um desnível acumulado superior a 2700 metros. Por isso, adianta-se que a hora de saída será antecipada para as 8h00.
Trata-se, deste modo, de um volta «especial» que deve ser encarada muito seriamente por todos que a pretenderem realizá-la e, principalmente, conclui-la. Uma verdadeira prova de superação, de treino, de preparação, de teste, etc, de acordo os interesses e os objetivos de cada participante.
Por estes motivos, e porque se trata de um percurso extremamente seletivo que impõe/recomenda a que cada participante saiba adequar o seu próprio andamento, não estarão previstos pontos de neutralização. Embora, reforce-se, esta volta não segue os pressupostos de Clássica.
Também, por isso, aconselha-se (vivamente) a todos os participantes o conhecimento exato do percurso, porque é muito encadeado e facilmente se perde «o norte» - muito à semelhança do Roteiro dos Muros. Por outro lado, permitirá, a qualquer momento, a quem pretenda, encurtar ou atalhar, segundo os seus próprios motivos. E sublinhe-se: o traçado muito compacto do percurso a isso propicia, possibilitando diversas variantes ao original. 
O habitual gráfico do trajeto (gpsies) será publicado no início da próxima semana, quando apresentará, com maior detalhe, esta volta que se antevê recheada de aliciantes.

sexta-feira, abril 20, 2012

Domingo: Runa

Este domingo, a volta é de Runa. O percurso é o seguinte



sexta-feira, abril 13, 2012

Clássica de Santa Cruz: alteração do percurso!

ALTERAÇÃO DO PERCURSO DEVIDO A OBRAS!
Devido ao corte da estrada da Mugueira-Tapada de Mafra (motivo: obras), o percurso da Clássica de Santa Cruz sofrerá a seguinte alteração: assim, após o topo da Picanceira, no final curta descida, virar à esquerda para Sobral da Abelheira - atenção descida íngreme! - e no final desta, após uma ponte, logo à direita, em «gancho» a subir, para um troço que vai dar à porta da Tapada (quem participou já este ano na volta do Gradil, conhece-o. Desta feita, obviamente, será feito em sentido inverso. Uma vez na Tapada, entra-se no percurso original, à esquerda para a vila do Gradil.

A Clássica de Santa Cruz - 2012 realiza-se no próximo domingo. O terceiro evento do género esta temporada tem partida e chegada a Loures (posto de abastecimento da BP, junto ao nó da A8), na distância de 120 km, com partida às 8h00.
A Clássica de Santa Cruz tem um percurso muito interessante, suficientemente exigente. A morfologia do percurso desta Clássica nada tem a ver com o das anteriores já realizadas este ano (Santarém e Évora). Obviamente, é mais acidentado, com sucessão de subidas dignas de registo, como são os casos do Forte de Alqueidão (de Bucelas), Encarnação, Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e Vila Franca do Rosário.
Como nas anteriores edições desta Clássica, a tirada será NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 103,3 - rotunda do nó da A21 Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como objetivo salvaguardar a segurança – em especial no atravessamento sempre muito congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro, e já perto do final, de Pinheiro de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento de elementos retardatários.

quarta-feira, abril 11, 2012

Crónica do Reguengo

A volta do Reguengo, no domingo passado, foi disputada em ritmo moderado, mas não foi falha de momentos de animação que fazem sempre o gosto nestas saídas domingueiras.
Talvez pelos compromissos pascais, a adesão não foi tão elevada como noutras ocasiões, principalmente em percursos planos, mas o grupo, de cerca de 15 a 20 unidades, desde cedo assumiu as «responsabilidades» da fase já avançada da época e à cabeça imprimiu-se, desde a variante de Vialonga, após recomendável aquecimento, um andamento de cruzeiro a rondar os 35-40 km/h.
Com este, naturalmente, a coluna manteve-se compacta, mas não demorou a que alguns elementos mais empertigados espevitassem a toada, com ligeiras acelerações que fomentaram cortes que originassem fugas e consequentes perseguições. Uma intenção lúdica que não se critica, aliás, até se aprecia. Digo eu...
Mas todas as primeiras iniciativas causaram cisões no pelotão que deixaram na frente um lote demasiado numeroso e forte para o necessário equilíbrio de forças entre fugitivos e perseguidores. Por isso, o pelotão nunca permitiu que as fugas pegassem. A única ocasião, até ao Carregado, em que foi concedida essa «autorização», coube-a ao André, mas em solitário. Todavia, o jovem abdicou após um ou dois quilómetros em que a vantagem parecia consolidar-se. Sozinho seria uma tarefa árdua, sem dúvida...
Mas, à passagem pelo Carregado, finalmente pegou uma fuga, e totalmente em contraponto com o que referi antes e que seria aconselhável. Ou seja, destacou-se um grupo numeroso e forte. E ainda mais, quando teve o consentimento do pelotão. Estranho, podia pensar-se... Mas houve um motivo: o André estava entre os que ficaram atrás, e como é seu timbre, rapidamente demonstrou que o esforço de perseguição ficaria para... outros. Mas desta vez teve azar. Ninguém se voluntariou, à exceção de um elemento do Ciclismo 2640, que nem se apercebeu da situação e até Azambuja dedicou-se a meter um andamento bom, mas abaixo do que seria necessário a uma perseguição efetiva. Refira-se que, na frente, rolavam elementos como o Filipe Arraiolos (de quem partiu a iniciativa), o Jorge, Runa, Aurélio, Duarte, António...
Logo, o André rapidamente se sentiu «aprisionado» perante a falta de disponibilidade dos que o poderiam levar aos da frente: entre estes, eu, o Freitas, o Alex, o Ruben (que algures tentou fazer a transição «a solo», sem êxito). Mas nunca deu o exemplo, de dar a cara ao vento. Aliás, o elemento do Ciclismo 2640 confidenciou, mais tarde, que, numa altura precoce da fuga, em que não estava consolidada, ele lhe tinha sugerido para não... puxar. Ou seja, acreditando que deveriam ser outros a levá-lo até à frente. Repito: enganou-se e, como referi, ficou «retido» atrás, como eu ou o Freitas e todos os outros...   
De facto, a fuga estava consolidada e ganhava avanço a cada quilómetro. E assim continuaria se, após a Azambuja, quando se entrou na estrada do Reguengo/Valada, os fugitivos não abdicassem, permitindo que o pelotão se reagrupasse. Surpresa: nessa altura já o André abandonara o comboio. Não estava nos seus dias, definitivamente... Tal como na semana anterior, em Montejunto. Depois de duas Clássicas favoráveis. Para Santa Cruz, aguentem-no!
A partir daí e durante longos quilómetros, inclusive no regresso, não voltou a haver mexidas relevantes, apenas um andamento elevado, sob principal responsabilidade do Filipe Arraiolos (excelente forma) e a espaços do Aurélio (idem). Por isso, à chegada a Loures, a média estava em apreciáveis 34,5 km/h.
Ressalva, ainda, para um último momento de «calor». E o mais intenso da jornada: lançado na reta da Sagres (Vialonga), pelo Freitas (magnífico ritmo na subida), «atirei-me» pela Variante a toda a velocidade, primeiro na companhia do Aurélio, e depois na zona do MARL, do António (ótima forma também), numa correria que fixou uma média (deste setor) até Loures de 44 km/h. De trás, ainda vieram o Arraiolos e o Freitas em frenética perseguição que se consumou já no Tojal, e que lhes permitiu lançarem-se, em forte aceleração, no topo de S. Roque, num grande final de jornada, deixando os demais para trás...
Que venha a Clássica Santa Cruz!  (ATENÇÃO: VER ANTECIPAÇÃO E INFORMAÇÕES NO «POST» ANTERIOR)          

Clássica de Santa Cruz

ALTERAÇÃO DO PERCURSO DEVIDO A OBRAS!
Devido ao corte da estrada da Mugueira-Tapada de Mafra (motivo: obras), o percurso da Clássica de Santa Cruz sofrerá a seguinte alteração: assim, após o topo da Picanceira, no final curta descida, virar à esquerda para Sobral da Abelheira - atenção descida íngreme! - e no final desta, após uma ponte, logo à direita, em «gancho» a subir, para um troço que vai dar à porta da Tapada (quem participou já este ano na volta do Gradil, conhece-o. Desta feita, obviamente, será feito em sentido inverso. Uma vez na Tapada, entra-se no percurso original, à esquerda para a vila do Gradil.  

A Clássica de Santa Cruz - 2012 realiza-se no próximo domingo. O terceiro evento do género esta temporada tem partida e chegada a Loures (posto de abastecimento da BP, junto ao nó da A8), na distância de 120 km, com partida às 8h00.
A Clássica de Santa Cruz tem um percurso muito interessante, suficientemente exigente. A morfologia do percurso desta Clássica nada tem a ver com o das anteriores já realizadas este ano (Santarém e Évora). Obviamente, é mais acidentado, com sucessão de subidas dignas de registo, como são os casos do Forte de Alqueidão (de Bucelas), Encarnação, Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e Vila Franca do Rosário.
Como nas anteriores edições desta Clássica, a tirada será NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 103,3 - rotunda do nó da A21 Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como objetivo salvaguardar a segurança – em especial no atravessamento sempre muito congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro, e já perto do final, de Pinheiro de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento de elementos retardatários.

sexta-feira, abril 06, 2012

Domingo: Reguengo (sentido inverso)

Duas semanas depois da Clássica de Évora (cuja crónica... possível... não está esquecida), uma semana após uma animadíssima e extremamente exigente volta de Montejunto, e porque não, a uma semana da terceira Clássica da temporada, a interessante e seletiva, Santa Cruz, eis que o pelotão... rola.
No domingo, a volta é a do Reguengo, mas no sentido contrário ao habitual, com entrada à esquerda na Azambuja (ponte junto a rotunda da estalagem/praça de touros) e regresso por Cruz do Campo. Percurso acessível com relevo simples (atenção que o track do site está no sentido habitual; no domingo será precisamente o inverso). 

quinta-feira, março 29, 2012

Domingo: Montejunto (Vila Verde)

A volta do próximo domingo será a primeira incursão do ano a Montejunto, pela vertente de Vila Verde dos Francos.
O percurso é o seguinte: Loures-Tojal-Bucelas-Arranhó-Forte de Alqueidão-Sobral-Freiria-Carmões-Merceana-Atalaia-Vila Verde dos Francos-Montejunto (regresso pelo trajeto inverso)
Distância: aprox. 115 km

Pontos de neutralização:
-Sobral (rotunda da Praça de Touro)
-Alto de Montejunto

quarta-feira, março 21, 2012

Clássica de Évora: já no domingo!

Tudo a postos para a Clássica de Évora, já no próximo domingo. Depois do recorde de participação na recente Clássica de Santarém, a primeira de 2012, não se fazem meças à adesão à Clássica alentejana, tradicionamente a mais comcorrida, a verdadeira rainha da temporada.
O percurso (ver aqui) tem a distância de 135,6 km - NOVO LOCAL DE CHEGADA!!; ver informações mais adiante - e é praticamente plano, atravessando o baixo Ribatejo até ao alto Alentejo. Talhado à medida de roladores fortes e possantes, e a sua distância longa não permite contemplações aos menos bem preparados. O perfil altimétrico é curioso: vai subindo gradualmente de Vila Franca a Évora, com alguns picos mais acentuados antes e depois de Montemor-o-Novo, nos últimos 30 km, tornando o final da tirada bem mais seletivo. Tanto mais que, nessa altura, o cansaço se vai acumulando. E depois, como diz a velha máxima ciclista, «as dificuldades também se ditam pelo andamento», além que tradicionalmente há que contar com um adversário adicional: o vento lateral após Vendas Novas.

Pede-se a todos os ciclistas que cumprem escrupulosamente as regras de trânsito, como o respeito pela circulação mais próxima da berma possível, para facilitar a ultrapassagem dos veículos. E nunca ultrapassar o eixo central da faixa de rodagem.

ATENÇÃO: EM NENHUM PONTO DO PERCURSO A CIRCULAÇÃO ESTARÁ CORTADA.

Grande vantagem desta prova, em termos de segurança, é a (quase ou mesmo total) inexistência de cruzamentos durante o percurso. De qualquer modo, deve impor-se, sempre, a máxima precaução em rotundas ou noutros locais em que o convívio com os demais agentes rodoviários se afigure mais complicada. É igualmente tradição deste evento, não haver paragens ou neutralizações obrigatórias previstas. Todavia, não querer dizer que não se pare, como, aliás, sucede quase sempre, em casos de força maior: furo, avaria ou para satisfazer necessidades fisiológicas – em que o pelotão pára em bloco, tal como volta a partir.
Em todas as situações, pede-se, uma vez mais, para não se promoverem saídas antecipadas, à socapa, ou desrespeitar eventuais paragens coletivas. E que os ciclistas respeitem o local e a hora de partida.

RECORDE-SE: NÃO É COMPETIÇÃO!

À ATENÇÃO DOS ACOMPANHANTES
Pede-se a todos os participantes que levem acompanhantes ou/e apoio de automóvel, que solicitem aos seus condutores para que não sigam em caravana atrás do pelotão. Estas filas são causadoras de congestionamentos de trânsito que se pretendem evitar, e que podem gerar problemas com as autoridades. Pede-se, pois, que os veículos acompanhantes deixem distância suficiente para o pelotão, para permitir que os restantes utilizadores da via possam ultrapassá-los.

LOCAL DE PARTIDA

Devido ao elevado número de participantes, o local de partida da Clássica de Évora será, como em 2010 e 2011, o PARQUE DE ESTACIONAMENTO junto à AV. DAS DESCOBERTAS, NO INFANTADO (LOURES).

HORÁRIOS:
A partir das 7h15: concentração dos participantes
8h00: Partida para a Clássica de Évora

ATENÇÃO: ALTERAÇÃO DO LOCAL DE CHEGADA

Este ano, a pedido de «várias famílias», o local de chegada foi ligeiramente alterado (confirmar trajecto no GPSIES). Assim, em vez de, como tradicionalmente, em frente ao Pingo Doce está situado precisamente 800 metros à adiante, praticamente em frente ao Évora Hotel, no topo de um falso plano ascendente, e que tem, por objetivo, tornar a chegada um pouco mais seletiva para evitar (ou pelo menos atenuar) o sprint do pelotão massivo, situação que acarreta sempre muitos riscos. Para melhor esclarecimento mais preciso do novo local de chegada, aponta-se para a passadeira de peões que se segue imediatamente ao cruzamento (do lado esquerdo da via, faixa oposta, claro está!) – e que, refira-se, será por onde se fará, após o final, o acesso às piscinas, para os banhos (ver informação a seguir).

BANHOS E ALMOÇO CONVÍVIO

No final, serão disponibilizados banhos no complexo de PISCINAS MUNICIPAIS DE ÉVORA (ver trajeto desde o local da chegada, que é muito próximo!). O preço, por pessoa, é de 2,40 €. O procedimento será semelhante ao do ano passado: chega-se, dirigimo-nos à receção para efetuar o pagamento e só depois encaminhamo-nos para os balneários.

Depois, está a ser organizado, como habitualmente, um almoço-convívio. Os interessados devem assegurar, o quanto antes, a sua presença através de inscrição para a loja Pina Bike. Contacto: 21.982.0882

sábado, março 17, 2012

Domingo: Infantado

A volta de amanhã é a do Infantado. «Enjoy» as planícies! O percurso é o seguinte.

sexta-feira, março 16, 2012

Clássica de Santarém: a crónica

Já se esperava. E confirmou-se! Todos os indicadores deste início de temporada deixavam antever grande participação e elevado nível na primeira Clássica do ano, Santarém, mas a presença de mais 100 ciclistas à partida de Loures e a média final de 37,5 km/h, a demonstrar o gabarito de uma elite entre a maioria em muito boa forma, superam todas as expectativas.

Após esta auspiciosa «reentré» e com a rainha das Clássicas, Évora, a pouco mais de uma semana, a fórmula deste tipo de eventos de ciclismo puramente amador, prova aberta e com andamento livre, atingiu patamar evolutivo máximo nos atuais moldes (sem estrutura organizativa), ou melhor, o ponto de não retorno... Um pelotão de mais de uma centena, durante 150 km em ritmo de competição, a ocupar a faixa de rodagem,  cruzando localidades e rotundas a alta velocidade, não será esticar demasiado os limites da segurança, da legalidade? Tudo correu bem, muitíssimo bem, a repetir, muitas vezes, mas até quando? Até este ponto poderá chegar a organização da carolice, da camaradagem, do «passa a palavra», do blog... Mas daqui para frente, a manter-se ou reforçar-se esta adesão, só resta entrar na «norma», legalizar-nos. Para o bem de todos. Mas à custa de quantos sacrifícios, de que disponibilidade e voluntarismo? E de quem? 
Sobre esse pertinente assunto debateremos em futura ocasião. Passemos à ação!

A média horária fala por si. Mas, desde já, o seu a seu dono. Ou o facto de ser indispensável esclarecer sobre a existência de responsáveis desta proeza, pois contam-se pelos dedos de uma mão. E não precisam de ser todos! Quem é dos poucos, que participam habitualmente nas nossas andanças domingueiras, capaz de puxar, de início a fim (ou quase), um pelotão a uma velocidade de cruzeiro elevadíssima, a roçar os 40 km/h? O Renato Hernandez, está claro! O trem do Infantado voltou a exibir-se ao seu estilo, mas desta vez contou com a parceria do Rui Torpes e durante largos períodos, principalmente na primeira metade do percurso, da assídua colaboração do Ricardo Gonçalves. Eu próprio (e apenas nesta fase do trajeto) dei uma ajudinha – até um raio me trair... As cores do Pina Bike a reluzirem, portanto!

As incidências da «ida» resumem-se em poucas palavras: até Vialonga, o pelotão aqueceu moderadamente (aplaude-se!), mas quando aquele trio decidiu render-me à cabeça, a velocidade fixou-se muito perto dos 40 km/h e assim se manteve, sem especiais sobressaltos, até ao início da subida para Santarém (Portas do Sol). Média 37,2 km/h.

A exceção foi a reta do Cabo... Não sei se há solidários com a minha angústia, mas, para mim, foi (é quase sempre que lá passamos) a parte mais difícil desta Clássica. O vento lateral, o andamento forte e inconstante, a estreia faixa bem asfaltada, o trânsito rasante, a reta interminável, um suplício. Felizmente a ponte de Vila Franca não foi «atacada», nem houve esticões! Após isto, rolou-se com tranquilidade. Com um extenso pelotão a não desarmar. Afinal, o terreno era favorável. Até que chegou Almeirim (Tapada) e a subida, o primeiro ponto seletivo da jornada!

Previsível seria que a toada de grande nível não esmorecesse com a inclinação. E confirmou-se. Só que os protagonistas mudaram. O Freitas assomou-se à dianteira e meteu um passo rijo (mais de 30 km/h) nas primeiras centenas de metros, deixando o grupo estirado antes de deixar a frente exposta ao ataque dos jovens (dos putos, literalmente!). André, Tiago (Cartaxo) e outro elemento, do GES BES (que já tinha participado e dado cartas na Clássica Pina Bike, em 2011), destacaram-se alguns metros, após uma mudança brusca de ritmo, mas não foram mais longe do que isso, com o Hernandez a controlar as distâncias à frente de um grupo. O pelotão, sem surpresas, fragmentou-se, mas quando seria de esperar que ficasse irremediavelmente reduzido à sua parte mais «forte», voltou rapidamente a reagrupar-se e em número muito superior ao que seria expectável – ainda com mais de metade dos seus elementos.

 Bom, para mim, ao chegar na roda do Renato, nos calcanhares do trio da frente, poderá dizer-se que a subida até correu bem. Isto, considerando que se pode ir bem durante 3m30s (1,8 km, a 6%) a 176 pulsações - 30 km/h de média! O pior foi ter saído... meio torcido. Talvez por quebra de glicemia (pouco provável, pois tomei um gel algum tempo antes) ou outra razão qualquer, a verdade é que nos quilómetros que se seguiram as sensações não foram nada positivas – uma espécie de entorpecimento, de mal-estar... que felizmente não teve maiores consequências por ausência de mudanças bruscas de ritmo em todo o trajeto de regresso, mesmo com o Vale de Santarém bem «lançado», mas já sem o frenesim das Portas do Sol, sob o comando, incontestado, da dupla Hernandez/Torpes. Esta liderou a seu bel prazer o percurso de «vinda», cumprindo uma média de 40 km/h «redondos» até Loures.

Todavia, seria pedir demais que a referida dupla – sem dúvida, dos principais protagonistas desta Clássica – não se mantivesse incólume nos quilómetros finais, a partir de Alverca, os últimos 15, onde a sua liderança foi fortemente colocada à prova, e até quebrada, no caso do Renato. Naturalmente, por força da fadiga...

 A contestação começou na subida da Sagres (Vialonga), ainda com a referida dupla, imperturbável, a impor o andamento perante o posicionamento das «trutas» entre os lugares cimeiros. Começaram-se a marcar rodas. Como nada se passou até ao topo, a descida em falso plano descendente da Variante foi invulgarmente tranquila (sem hostilidades, entenda-se). O meu coração chegou a bater a 120 por minuto a... 50 km/h. Acalmia de pouca dura – chegava à rampa do Tojal, habitualmente ponto de decisão ou, no mínimo, de separação definitiva das águas. E foi mais esticada que nunca! Desde a base, um grupo ainda com umas 20 unidades lançou-se, como gato a bofe, pela curta mas acentuada pendente. Só por instantes se baixou dos 30 e tal à hora. Um ataque mais forte do Hugo Feijão (Negrais) estilhaçou tudo... Eu, mal posicionado, pensei que chegara ao fim a minha permanência entre os primeiros, mas mantendo a cadência acabei por beneficiar da quebra dos demais para reentrar no grupo perseguidor ao fugaz fugitivo (agora não mais de 10 elementos) na roda do Filipe Arraiolos (momento de boa forma comprovada). Anulada a fuga, «picou-se» então a toda a velocidade para a segunda rotunda do Tojal, com o Freitas a tentar surpreender, antecipando a subida final, de São Roque. O grupo estirou-se, não lhe permitindo liberdade.

Então, deparava-se a rampa final. E um ataque muito forte do Jony parecia ser «matador», à semelhança do que sucedera o ano passado quando um ciclista do Cartaxo jogou a cartada irresistível naquele mesmo local, e da mesma forma. Mas depois da descida, a escassos 200 metros do final, o mecânico estranhamente aliviou! Só o esgotamento justificaria tão abrupta quebra. O momento em que alcançado por um grupo muito restrito coincidiu com o arranque final, em sprint, do André para o topo do Infantado (rotunda), a que apenas o Rui Torpes (que pilhas!) e o Capela conseguiram responder, sem, no entanto, «fecharem» o espaço de alguns metros. Além destes três, e de mim próprio, após São Roque mantinham-se à frente (passe eventuais lapsos incapacidade no reconhecimento), o Cunha, o António (Rodinhas), o Dario, o Chico Aniceto, Vítor Mata a Velha, o Feijão, o Filipe Arraiolos, o Jorge, estes a chegarem de trás.

No final de 152 km em 4h04m, com o coração ainda a 1000 por hora e a adrenalina nos píncaros, uma única palavra encontrei para classificar o empenho de todos os que, mais depressa ou mais devagar, concluíram esta primeira Clássica de 2012: Insuperável! 

segunda-feira, março 05, 2012

Domingo: Clássica de Santarém

ATENÇÃO: MUITO IMPORTANTE!!!

Em virtude da realização, no próximo domingo de manhã, da Corrida das Lezírias, em Vila Franca de Xira, a circulação naquela cidade vai estar altamente condicionada, inclusive com corte de faixas de rodagem e as autoridades a terem de redirecionarem o trânsito por vias alternativas.  
Por esse motivo, e ainda não se sabendo, à nossa primeira passagem, se os cortes e desvios já estarão instalados (fala-se que só acontecerão a partir des 9h00), fica desde já estipulado que, quaisquer que aqueles sejam e por onde nos dirigirem, todos os participantes da nossa Clássica de Santarém deverão, naturalmente, respeitar a sinalização e moderar significativamente o andamento enquanto não se retomar o percurso original - se dirige à ponte Marechal Carnoma, em direção à Reta do Cabo para o Porto Alto.
De resto, o mesmo deverá suceder no regresso, com a recomendável moderação do andamento e o escrupuloso respeitos das indicações das autoridades de trânsito.
Pede-se, por isso, a máxima compreensão e consciência destes condicionalismos à Clássica, para que prejudiquem o menos possível o seu normal desenrolar. Tenho a plena convição de que, com a adesão de todos a estas indicações, aqueles não constituirão problemas de maior!
Boa sorte para a grande romaria santarena!    

É já no próximo domingo, dia 11, a primeira Clássica da temporada: Santarém.
Esclareça-se que o percurso regressa ao traçado original (ver gráfico), depois da «alternativa» forçada em 2011.
A partida de Loures (posto de abastecimento da BP) é às 8h00 (em ponto!). A chegada será no mesmo local.
ATENÇÃO: chegada não quer dizer o mesmo que meta! Evite-se entrar em sprint pelas bombas, como já sucedeu noutras Clássicas! Neste caso, deverá imperar a razoabilidade: um ciclista isolado ou um grupo (mesmo que apenas de dois elementos) devem considerar concluído o seu esforço após a primeira rotunda do Infantado, no final do último topo.    
Nunca é demais recordar que a filosofia das Clássica é de, início ao fim, em andamento livre e sem paragens previstas/estipuladas para neutralização de reagrupamento (como nas voltas tradicionais). De qualquer modo, isso não invalida de o pelotão, por acordo do colectivo, fazer compassos de espera e/ou paragens devido a incidente (furo, queda) ou outros motivos que os justificarem.
Reforce-se que este evento não tem fins competitivos e deve ser escrupulosamente respeitada, sem compromissos, a salvaguarda da segurança na estrada e da convivialidade, a fim de evitar múltiplos perigos. NÃO VALE A PENA ARRISCAR AVIDA E A DOS OUTROS POR UMA RODA, POR QUALQUER VANTAGEM...
A realização de eventos deste tipo (Clássicas) tem sido, desde há vários anos, um exemplo de promoção ao ciclismo puramente amador, à saudável competitividade entre grupos domingueiros e até de corredores. A preservação e o próprio incremento desta «receita» de sucesso passa, exclusivamente, pela boa consciência, civismo e a máxima responsabilidade de todos os participantes. Aqui não se ganha nada mais que a recompensa pela superação física e psicológica, a noção de pelotão e das incidências inerentes à prática do ciclismo com «empenho elevado», mas pode perde-se MUITO!!
Também, por isso, recomenda-se, vivamente, que esse respeito se estenda à presença e saída no local e hora da partida, e a saída em simultâneo com o pelotão, além de não se atalhar caminho. Aos que decidirem fazê-lo, quer na ida, quer no regresso, pede-se que se respeite os cumpridores, não interferindo no normal desenrolar do evento.                

sábado, março 03, 2012

Domingo: Gradil

A volta de amanhã, domingo, é a do Gradil, a última antes da Clássica de abertura: Santarém (dia 11).
O percurso é o seguinte. E os pontos de neutralização para reagrupamento:
- Sobral (rotunda da Praça de Touros)
- Turcifal (se necessário)
- Murgueira (alto do Gradil) 

quinta-feira, março 01, 2012

Crónica da Carvoeira (Sra. do Ó)

Antes da crónica da volta da Carvoeira (Sra. do Ó), realizada no domingo passado, eis duas notas prévias:

A primeira, uma palavra de «lamento», a título individual e tomando a liberdade de a tornar coletiva, em nome dos demais participantes na referida volta, no último domingo, ao camarada Alex, por quem não aguardámos na neutralização para reagrupamento (que foi respeitada, tal como todas as previstas) na rotunda da Abrunheira, no regresso de Mafra. Por esse motivo, e mesmo com a atenuante de ele não saber (como recomendável) o percurso, perdeu-se, seguindo em frente na Igreja Nova, em direção a Cheleiros (pelo menos teve com companhia). Nada de muito grave e que poderá suceder amiúde, mas, como se apraz, aqui ficam as (nossas) desculpas!

A segunda, tem a ver com mais uma visita do Fábio Silvestre, e que considero dizer «muita coisa» sobre o nosso grupo, cuja «filosofia», invariavelmente, é motivo de controvérsia, ora agradando a uns, ora desagradando a outros. Em princípio, como referi, a presença do jovem campeão nacional de sub-23 e elemento da equipa de promoção da consagrada (e Pro Tour) Leonard-Trek, não teve nada de especial – começa a ser habitual. Só que, pela primeira vez, ele apareceu sem a companhia habitual do André, parceiro de treino e até que agora vinha sendo uma espécie de seu cicerone. Ou seja, retornou ao nosso convívio por iniciativa própria, e daí se poderá retirar ilações mais ou menos óbvias: porque foi bem recebido nas anteriores, porque se sentiu bem, porque foi sempre bem recebido. E bem recebido também inclui o nível do grupo, sabendo-se (se não, calcula-se) que podem não ser consensuais as primeiras impressões entre um grupo «instalado» e quem chega com o rótulo de «competidor», mais ainda, no caso do Fábio, sendo ele um corredor de créditos firmados com a projeção que o jovem (que se revela muitíssimo simpático e humilde) jovem já adquiriu. Por isso, a presença do Fábio deverá (continuar a) ser interpretada como uma honra para o nosso grupo e não deve ser depreciada (ou até mesmo desperdiçada), porque, pelos vistos, ele próprio já se sente em casa, certamente também honrado pela nossa hospitalidade e, porque não, pela «qualidade» de treino que lhe proporcionamos. E isso não é para todos os grupos!

Depois disto, o comentário sobre a volta tem forçosamente de ser pequeno, embora muito «suminho» dela tenha vertido. Ficam apenas as principais considerações sobre os pontos «quentes» da jornada.

Desde logo, a já esmiuçada presença do Fábio Silvestre foi catalisadora. Expliquemos: funcionou, nesta volta, mais do que em qualquer outra em que ele esteve, como barómetro do andamento nos momentos de maior intensidade. A exceção foi a longa ascensão do Tojal/Bucelas/Venda do Pinheiro, em que dividi as despesas com o Jorge, a ritmo moderado e poucas vezes acima disso.

Compareceu um lote de «trutas» de gabarito: além do Fábio, o Hugo Ferro, o Capela, o novel Master Cunha, o Jony, e mais um jovem corredor do Cartaxo. Entre os mais habitués: eu, Jorge, Capitão, Bruno Felizardo, Alex, Pedro Fernandes, Gonçalo.

A questão do barómetro ficou bem explícita na subida principal do dia, Sra. do Ó, quando o Fábio meteu um andamento rijo mas não seletivo para os mais fortes e que todos pareciam respeitar (numa espécie de reserva implícita), até mesmo os que estão em muito boa forma e que estariam nitidamente com «ganas» de se experimentar...

Após o início da subida, a sua fase mais íngreme, permaneciam na roda do Silvestre: Hugo Ferro (um dos que me mais pareceu respeitador...), Capela, Cunha, eu, Jorge e o jovem do Cartaxo. E teve de ser este, provavelmente com maior «confiança» com o Fábio, a perder-lhe o respeito e a atacar, despoletando as hostilidades. No primeiro golpe (violento!), todos responderam, apenas eu e o Jorge ressentimo-nos, perdendo alguns metros. Ele recuperou melhor e deu-me preciosa roda. Tinhamo-los à vista... se eles desacelerassem! Mas não pareciam: os contra-ataques sucediam-se e então cederam os Masters do Pina Bike (Capela e Cunha). Finalmente (e felizmente), o trio da dianteira aliviou quando a inclinação do terreno também, proporcionando num primeiro momento a reentrada daquele duo e, pouco depois, do nosso. Onde eu tinha recuperado a bolha e ainda encabecei o septeto à chegada a Mafra, após mais um ataque a sério do «Cartaxo» já na fase final quase plana e, por isso, sem possibilidades de êxito.
Fica o meu registo na subida a comprovar que não foi «pera doce»: 6,3 km a 3,3%, em 14m21s (26,3 km/h de média e 170 de pulsação).  

E fica-se por aqui... porque já vamos longos. Resta apenas ressalvar mais alguns pormenores no regresso: os 34 km/h de média da Abrunheira à Venda do Pinheiro; e os 44 km/h (!!!) entre a Venda do Pinheiro e Loures, com descida da Freixeira a 75 km/h na roda do Jony. Alucinante!

P.S. Ficou-me na retina a única situação talvez em que o Fábio se «mostrou»: na descida da Foz do Lisandro, trajetórias corretas, simples... Num instante estava ao meu lado, noutro estava fora do alcance. E logo a seguir, não perdendo a embalagem, quando entrou a subida (depois da ponte) apanhou meio fundo de um carro a 30 e tal à hora e... - adeus a todos!