quinta-feira, agosto 01, 2013

Crónica da Clássica do Cartaxo


Uma Clássica das grandes, a do Cartaxo, realizada no último domingo. «Pico» do verão e de forma (ou lá perto) para muitos dos quase trinta de participantes que arrancaram de Loures. Uma adesão que superou as expectativas, não pela tradição do evento, que é um dos que regista maior entre as Clássicas, mas porque ultimamente as voltas domingueiras têm andado um tanto «desligadas».
 
Para tal, regista-se (e agradece-se) a presença de muitos ciclistas de outros grupos/outras paragens, com destaque para os sempre assíduos Duros do Pedal (embora o camarada Tó Monteiro tenha lamentado a limitação em número [talvez se estivesse a referir mais à «qualidade»], os Roda28 (que formam um coletivo cada vez mais coeso e de bom nível), alguns Ciclismo2640 (com realce para o Senhor Dario) e para alguns Pássaros, com o também «habitué» Vítor Mata à Velha em plano de evidência. Menção, ainda, para os Masters (sob as mesmas cores), Duarte Salvaterra e Pedro Capela, e o aplaudido regresso do meu amigo Jony às lides. Bem haja.

Entre os nossos «Pinas», representação sem motivo para acanhamento. As figuras de proa, Rui Torpes e Ricardo Gonçalves «Ricky», bem secundadas por lote respeitável: os Bruno’s (com o de Alverca a equipar a preceito – bem-vindo!), o Nuno Mendes e o Gonçalo. O Jorge e o Freitas (embora neste o equipamento de outras cores possa significar... «transferência») também marcaram presença, mas curta. E ainda eu... a recear que tivesse de seguir pelo mesmo (encurtado) caminho, mas, afinal (e felizmente) a «cumprir» a Clássica até muito mais tarde do que esperava.

Aliás, esse receio desde cedo se dissipou (ou pelo menos atenuou), ao sentir que a forma física, ainda limitada com apenas duas semanas de treino a seguir a um interregno prolongado, resistia ao exame madrugador que foi o andamento imposto praticamente desde a partida pelo Ricky. Logo em Alverca (16 km): 35,5 km/h de média. Este foi o figurino da Clássica até muito tarde. O possante rolador da Pina Bike a comandar o extenso pelotão, apenas amiúde ajudado/substituído na sua ação. Um trabalho louvável e de grande nível, à imagem do que faz, por norma, o (ausente) Renato Hernandez, mas que nada ficou a dever-lhe. E nem sequer faltaram figuras com qualidade/capacidade para o render, mas que terão preferido (e nada se incomodado) fazer bom aproveitamento da excelente boleia.

Às custas quase exclusivamente daquele líder, o grande grupo percorreu a ligação Alverca-Cartaxo à impressionante média de 39,3 km/h e do Cartaxo-Alcoentre em 38,2 km/h. Média total: 38,1 km/h. Obra! No seio do pelotão, o Dario manifestava um misto de perplexidade com elogio perante a intransigência do seu «instruendo»: «o Ricardo não sai da frente, tem nível 4 para hoje», comentava a um parceiro que parecia cético sobre a intensidade do exercício. Mas o «técnico» esclareceu: «sim, é a nível 4 que ele vai!». A confirmar-se, que resistência!

Chega a Espinheira, e a primeira dificuldade do relevo. Curta, mas quase sempre fortemente atacada... E a regra confirmou-se. No alto, primeiro corte no pelotão, que não demorou a ser fechado. Ultrapassado, sim, mas com marcas que ficam! Para mim, nos metros finais da rampa, o pico de pulso do dia: 182 bpm, e o ritmo embalava, finalmente com outros protagonistas. Até Alenquer e Carregado (onde se registou uma queda de dois elementos devido ao piso molhado numa rotunda, felizmente sem consequência maiores), assomaram-se à dianteira os Roda28 e o Duarte, entre outros que ajudaram a estabelecer uma média de 40,5 km/h desde a Espinheira. Total: 38 km/h!!

Após o Carregado, mais dificuldades. Suave ascensão para Arruda, onde os «principais» começaram a posicionar-se. O Torpes toma a iniciativa à frente do já encurtado grupo (cerca de 20 unidades), mas foi rapidamente rendido por um Roda28, que parecia ter missão específica: forçar o andamento nas partes em subida. Em consequência, o nível de exigência subiu, ainda que a patamar (para mim) suportável.

Após Arruda, então, as cartadas decisivas. O Mata-a-Velha lança-se a caminho do cimo de A-do-Barriga, motivando a primeira grande reação do pelotão após a Espinheira – mas agora já com uma triagem muito mais fina. Começo a vacilar sem surpresa. Mas alguns companheiros Pinas (Nuno Mendes, Bruno de Alverca, Gonçalo) que passam por mim encorajam-me a seguir-lhes a roda, e à passagem pelo cruzamento de Vila Franca (ponto baixo, após a primeira subida) recolo e com a embalagem passo direto...
 
Era tempo de gastar as forças que me restavam – que desde logo se confirmaram fracas e pouco duradouras. No topo de A-do-Barriga, ataca detrás o Capela e fico novamente (e perecendo definitivamente) descolado. Repetem-se os incentivos. Voltou a entrar. E a passar novamente para a frente no início da descida de A-dos-Melros para Alverca. Agora mobilizo o Gonçalo. Inclusive, puxo por ele! Descemos à média de 50 km/h – pulso a 170. O grupo de não mais de 15 unidades esticado atrás de nós. O meu depósito quase na reserva. Mas não desarmo no objetivo final: não deixar o andamento baixar até à entrada do Cabeço da Rosa, onde o Torpes poderia jogar o seu trunfo de trepador.

No entanto, descoordenação ou mal-entendido! Na estrada da Proverba, já em ligação à subida, deparo-me destacado, na companhia de um Duro, dos poucos que resistiam (creio que, além deste, apenas o medalhado Vaqueirinho - no Granfondo Gerês - e o Nuno TDI). Aquele lança-me o repto para insistirmos na ação. Nem lhe respondo (por ser tão óbvio para mim...). Mas o próprio também não estava muito melhor, como se conformaria no C. da Rosa, onde o último a passar por mim...

Retomando: deparo-me, então, destacado, com o grupo principal a cerca de 50 metros e liderado pelo... Ricky! Não era suposto... Enfim, agora não havia volta a dar, senão ir até onde desse. Que foi logo a primeira rampa do Cabeço, a mais rude, quando por mim passa o Mata-a-Velha em grande andamento. Mas não demorou muito tempo para ter resposta de um quarteto, composto pelo André, Tiago Silva [creio], um Roda28 [seria para este o trabalho do seu companheiro em Arruda] e o Torpes, e que na última vez em que tive contacto visual (à saída do viaduto) já era liderado pelo homem-forte da Pina Bike, também ele consagrado no Gerês. O que se passou depois, bom, fica para quem lá esteve contar. O topo do Cabeço da Rosa foi mais do que suficiente para mim naquele dia!

A todos, até 15 de setembro, na Clássica dos Campeões! Com o seu percurso para... «campeões»!

Esta semana, a volta é a de Nossa Sra. da Ajuda, ótima para trepadores, com A-dos-Melros, Mata, «muro» da Sra. da Ajuda, Tesoureira e Ribas no cardápio. Tão-só 80 km, mas certamente q.b. Início por Frielas-Unhos-Sacavém. Hora de partida 8h30. Epá, e com atenção, pelo menos, a 5 minutinhos de tolerância!

terça-feira, julho 23, 2013

Domingo: Clássica do Cartaxo


No último domingo realizou-se a volta de Sintra – Lagoa Azul. Por imperativos familiares não pude acompanhar os participantes, mas não fossem aqueles teria tentado integrar o grupo o mais tempo que me fosse possível, dadas os condicionalismos naturais após um período de longa inatividade (cerca de um mês). No entanto, não posso deixar de apontar que, uma vez comparecendo no ponto de encontro habitual apenas 1 minuto após o horário de partida (8h30), deparo-me apenas com o Pina e o Salvador (a tomarem tranquilo café), depois de terem  perdido o comboio que, demonstrava-se assim, saíra claramente antes do tempo. Mais: poucos minutos volvidos, também o Hugo Arraiolos e o Gonçalo chegavam e sem «composição» para integrar rumo ao destino de Sintra.

Não se compreende a atitude: cinco minutos, no mínimo, são uma tolerância razoável, que permite não deixar apeados alguns que, por um atraso qualquer (e a que ninguém está imune), chegam um pouco mais tarde a Loures.

Feito o reparo, adivinho que a jornada serrana tenha sido agradável. Pelo menos para alguns que deram provas de boa forma. Como é o caso do camarada Carlos Cunha, cujo registo do Strava bisbilhotei no dia seguinte, no Facebook. Desde logo, a atentar no tempo de subida da Lagoa Azul. Não sei se a fundo se não, mas foi praticamente idêntico ao melhor que já consegui naquele exigente troço (no já longuínquo ano de 2009).

Para a semana, Clássica do Cartaxo, uma das mais apetecíveis da nossa temporada. O percurso é o seguinte (clicar para ver) e a partida é às 8h00. Bom, comprometo-me a chegar a horas, mas já não garanto aguentar o ritmo do pelotão a totalidade do percurso. Irei... até onde puder! Os nossos camaradas dos Duros do Pedal irão estar presentes, pois isso devemos homenageá-los com uma adesão dos nossos a condizer com a sua assiduidade.
Até lá, bons treinos         

quarta-feira, julho 17, 2013

Domingo: Sintra-Lagoa Azul

A volta do próximo domingo é a de Sintra, com a já célebre subida da Lagoa Azul. O percurso é excelente, logo hajam (boas) pernas! Não deverão ser as minhas, infelizmente, que venho de um mês inteirinho de «preguicite aguda». Mas estou curado! E em breve, certamente, estas andanças serranas não me farão recear... o empeno.
Mas, no domingo, lá estarei, em Loures, pelo menos à partida...
Porque já vai atrasada a preparação para o Granfondo Skyroad da Lousã!   

sábado, julho 13, 2013

Domingo: Cartaxo-Aveiras-Ota

A volta do próximo domingo é Cartaxo-Aveiras-Ota

sexta-feira, junho 28, 2013

Domingo: Alenquer (Alto de Perrotes)

A volta do próximo domingo é a Alenquer, Alto de Perrotes. O percurso é o seguinte.
Ponto de encontro e horas: Posto de abastecimento da BP, em Loures, às 8h30

sexta-feira, junho 21, 2013

Domingo: Gradil

A volta do próximo domingo é a do Gradil. Eis o percurso

quarta-feira, junho 05, 2013

Domingo, Belas, o último teste para o Grandfondo do Gerês

O último apuro de forma para quem vai participar no Grandfondo do Gerês, no dia 16, é no domingo, a Volta de Belas. O percurso é o seguinte

segunda-feira, maio 27, 2013

António Prates no terceiro lugar no Nacional de contra-relógio

O nosso camarada António «Rodinhas» Prates foi terceiro classificado no Nacional de Contra-Relógio de Masters 50, disputado no último domingo. O novo «medalha de bronze» português da sua categoria fez mais 45 segundos do que o vencedor, José Ferreira, nos 7,1 km do percurso.
Uma proeza que merece todo o destaque! Parabéns!


 

quinta-feira, maio 16, 2013

Supertrepadores!

No domingo, SUPERTREPADORES.

Partida de Loures, às 8h00

terça-feira, maio 14, 2013

Crónica da Marginal-Penina


Na volta da Marginal-Penina tudo me pareceu difícil, feito com sacrifício. Difícil, por aquilo que o meu mau estado físico não me permitiu fazer, e por o que vi outros muito fazer. Desde o início que as más sensações (dores musculares) me assolaram a um nível que não estava à espera depois do aquecimento, a partir de casa, e mantendo-se arreliadoramente até perto do final e levando-me a ter de largar o grupo em Pêro Pinheiro, com pouco mais de 3h00 desde Loures (quase 4h00 no meu total).
 
Logo nos primeiros quilómetros, desde que o Gonçalo passou a imprimir um bom ritmo na subida de Frielas, as dores nas pernas fizeram-se sentir, num forte incómodo. De resto, o andamento, sempre bastante vivo, imposto pela maioria dos elementos do pequeno grupo, em nada me favoreceu. De tal modo que, durante todo o percurso, entre a meia dúzia que compareceu, ter sido eu o ÚNICO a não passar pela frente!! Assumo, não consegui!
Os restantes tiveram um desempenho impressionante (ainda mais, porque, tudo me pareceu difícil, reforço): o Jorge como ainda não tinha visto esta temporada (e com ele partilho alguns sábados bem musculados), o Gonçalo muito forte a rolar, e mais ainda o Bruno Felizardo neste terreno. O Bruno de Alverca também deu o seu contributo mas pareceu ressentir-se do esforço na subida da Penina. O homem do «jersey» da Orica Greenedge (Veloso?) também bastante interventivo e a disputar aquela subida, a maior do trajeto, com o Jorge. E ainda o Gil, mas, pelos vistos, ainda estava pior do que eu, cedendo algures na Malveira da Serra.

Os demais conduziram o míni pelotão a uma média que, em Cascais, fixava-se em impressionantes 38 km/h, com Frielas, Sacavém, Parque das Nações, Av. Infante D. Henrique pela zona ribeirinha de Lisboa até Algés, e toda a Marginal e  estrada do Guincho. E apesar dos semáforos terem jogado contra (a média, e a meu favor...). O meu sacrifício crescia em uníssono com o espanto perante o rendimento dos meus companheiros de jornada, e ainda mais a partir da entrada na estrada do Guincho, de frente com uma ventania de que não há memória...

Felizmente, a subida da Malveira da Serra, também batida a vento, foi tranquila (as condições climatéricas também o desaconselhavam) e permitiu-me chegar com o grupo ao sopé da Penina (cruzamento do Cabo da Roca). No entanto, sem surpresa, logo que a subida se iniciou tive de meter um andamento de poupança. Constrangedor, mas nestes dias...

O Jorge e o «Greenedge» ganharam rapidamente vantagem, que foram reforçando ao longo da subida, seguidos pelo Gonçalo, e este pelo Felizardo. Depois eu, e por último o Bruno de Alverca. A meio da subida, num derradeiro assomo contra as dores limitadoras, decidi forçar até ao alto, ultrapassando o Felizardo e o Gonçalo, e chegando praticamente na roda do duo da frente. Mas foi mais com a cabeça (e o coração!) do que as pernas...

Lá em cima, e nos quilómetros que se seguiram até ao centro de Sintra, temi o empeno. Felizmente, não sucedeu. Para isso, contei, digamos, com um golpe de sorte e uma decisão sensata –encontrar o Luís Hernandez à saída do Lourel, com quem preferi ficar, quando, em Pero Pinheiro, os restantes imprimiram «outro» ritmo... Segui, então, tranquilamente em amena cavaqueira com o primo do Renato e fiz a ligação a Alverca por Lousa, Vale de S. Gião e Bucelas, deixando-o perto de sua casa (Fanhões). Foi uma decisão providencial, porque, como disse no início desta crónica, adotei o andamento mais conveniente para o meu estado nesse dia, acabando mesmo por ter as melhores sensações a partir das 4h30 das 5h15 totais.

Quando terminei a descida do Cabeço da Rosa, cruzei-me com o Jorge, que estava a iniciá-la para chegar a casa. Deixou escapar uma expressão de espanto ao ver-me. Já não esperava, ainda mais naquela direção, àquela hora...                 

sexta-feira, maio 10, 2013

4ª Clássica da Serra da Estrela - o percurso!

Veja o pecurso e todas as informações sobre a Clássica da Serra da Estrela de 2013, a realizar no próximo dia 26 de Maio, em www.classicaserradaestrela.blogspot.com

Entretanto, até lá, ainda temos dois domingos para cumprir. O próximo com a volta da MARGINAL/PENINA, e no seguinte, dia 19, a fantástica SUPERTREPADORES, o último teste (e que teste!) antes do ataque à Torre! Marquem nas vossas agendas!

quarta-feira, maio 08, 2013

Crónica do Barril e... no domingo: Marginal-Penina


A volta do Barril, realizada no passado fim de semana, é daquelas que não engana. Um percurso que inclui a saída de Loures para Lousa até à Venda do Pinheiro, Mafra por Alcainça, e regresso por S. Pedro da Cadeira, Encarnação, Picanceira, Gradil e finalmente Vila Franca do Rosário, impõe um nível de exigência e seletividade elevado. Foi precisamente o que se confirmou, mesmo que o andamento não tivesse sido «inflacionado», à exceção de alguns pontos-quentes.

O primeiro foi a subida para a Venda, após um arranque tranquilo de Loures a caminho de Guerreiros. Os 1,2 km a 6,5% daquela ascensão percorridos a «top», com um registo ótimo a rondar 3.30 minutos – que, no meu caso, implicou um regime cardíaco médio de 170 ppm. O Paulo Bike (triatlo) agitou as águas, o Gonçalo correspondeu, mas foi o André a acertar o passo pesado até ao topo. Aí, sem surpresas, assistiu-se à primeira desagregação do bem composto pelotão.

Mas, sem paragens, apenas com abrandamento do ritmo, o grupo estava novamente reunido à passagem pela Malveira, antes de descer a boa velocidade em direção a Alcainça, para voltar a subir a ritmo certo e moderado até à rotunda da Abrunheira – mas que não impediu que o pelotão chegasse mais uma vez desmembrado.

De tal modo que, alguns quilómetros adiante e deixando Mafra para trás, em Santo Isidoro só restava na dianteira um pequeno grupo: eu, o André, os Brunos (Alverca e Felizardo), o António Prates (Vialonga), o Gil e o Tiago. A ligação a Ribamar, a Casais de S. Lourenço, Barris e S. Pedro da Cadeira fez-se a bom ritmo, numa zona costeira sempre exposta ao vento (apenas com um ligeiro compasso de espera devido a um percalço mecânico). Neste troço, o Felizardo (que até aí envolveu-se em constante picardia com o António) destacou-se algumas dezenas de metros, mas ainda antes do Barril preferiu não insistir na sua ação. Também o André e o Bruno de Alverca trabalharam bem nesta altura.

Chegava-se então a S. Pedro da Cadeira e a Encarnação, e aí as coisas tornaram-se mais intensas. Primeiro, com a chegada de rompante do Paulo Bike, de trás, após longa perseguição em solitário. Mas também de um grupo, com o Pina, o Torpes e o Filipe Arraiolos, entre outros, mas apenas este último passou a integrar o nosso após a «lançada» subida da Encarnação, com meu contributo maior.

Após esta, rápida descida e eis a Picanceira, eu novamente a meter o andamento. Após o casario já éramos apenas um trio, comigo, o Arraiolos e o André, que me rendeu até ao topo da Barreiralva, sem aliviar... Lá em cima, 12m30 a 26 km/h – apenas mais 30 segundos do que o meu melhor registo nessa subida, e apesar de o último topo feito, agora, de forma «tranquila». Boa subida! Na ligação à Murgueira, o António Prates reentrou, demonstrando mais uma vez a sua boa forma, às vésperas da participação no campeonato nacional. [Onde espero que seja feliz, tal como os restantes nossos conhecidos Masters].

A partir da Murgueira, o Gradil e a subida final de Vila Franca do Rosário foram bastante mais moderadas, assistindo-se à reentrada do Bruno de Alverca antes da chegada à Malveira, onde também o Felizardo o fez. Dois bravos, bastante combativos, que ilustram o espírito de superação e de coragem de encarar o desporto. Têm sido parceiros assíduos nas andanças domingueiras, e para mim, além do prazer a sua companhia/simpatia, são referências e exemplos a destacar!
NOTAS:
No próximo domingo, a volta é aliciante: Marginal/Penina – quase uma Clássica! Fica desde já o percurso.

Na sexta-feira, a apresentação oficial da Clássica da Serra da Estrela marcada para o dia 26 de Maio. Notícia aqui, todas as informações úteis em classicaserradaestrela.blogspot.com                   

quinta-feira, maio 02, 2013

Domingo: Barril

A volta do próximo domingo, dia 5, é a do Barril. O percurso é o seguinte.

sábado, abril 27, 2013

Domingo: Sto. Estevão (sentido inverso)

A volta de amanhã, domingo, dia 28, é a de Sto. Estevão, mas no sentido inverso ao tradicional. Ou seja, no Porto Alto em frente até à rotunda do Infantado, e aí duplamente à esquerda para a estrada da lezíria (Sto. Estevão) até Benavente, regressando então ao Porto Alto. 

terça-feira, abril 23, 2013

Dia 25 de Abril: Clássica de Montejunto dos «Duros»

Quinta-feira, dia 25, realiza-se a Clássica de Montejunto dos nossos camaradas Duros do Pedal. A saída de Loures é às 8h30 em «ponto», hora a que aquele grupo estima passar pelo local(bombas da BP), para a concentração, seguindo depois. O percurso é o tradicional para Vila Verde dos Francos e pode ser consultado no blog dos Duros do Pedal.

Entretanto, trabalha-se para a crónica da edição 2013 do Roteiro dos Muros. Mais uma vez, jornada espetacular!

sexta-feira, abril 19, 2013

Domingo: Roteiro dos Muros - 8h00!


No próximo domingo, mais uma edição do já célebre Roteiro dos Muros, com as suas 13 terríveis subidas e uma distância de aproximadamente 100 km.

Esta é, por excelência, uma prova de superação, extremamente exigente. Neste tipo de revelo, ora se sobe (e de forma geralmente abrupta) ou se desce... da mesma maneira. A todos os participantes ressalva-se a importância de adequar o ritmo às suas capacidades, numa auto-avaliação meticulosa e contínua. Não é, de todo, garantido que as boas sensações que se poderá ter durante uma boa parte do percurso (por vezes até mais de meio...) perdurem até final. A qualquer momento tudo poderá mudar! Principalmente após o terrível «muro» da Choutaria, a oitava subida... e ainda faltará tanto para superar. É assim que costuma acontecer! Este Roteiro tem um antes e um depois da Choutaria. Quem ficar «no vermelho» após esta ascensão, enfrentará certamente muitas dificuldades em concluir a volta – que é o seu maior desafio. Pela tradição, há uma certeza: poucos ou nenhuns saem deste roteiro sem a sua «marca».

Como é tradicional, esta é um evento caracterizado pela entreajuda, o incentivo. Durante o maior número de subidas deve respeitar-se neutralizações no alto para reagrupamento de eventuais retardatários. De qualquer modo, igualmente a estes se pede que tenham noção que não podem «atrasar» demasiado e sistematicamente os demais, bem como o normal desenrolar da jornada. A todos, pede-se a consciência que, a qualquer momento, poderão ter de abdicar e seguir em auto-suficiência, ou até, naturalmente, optar por não prosseguir.

Por outro lado, recomenda-se o conhecimento perfeito do percurso, porque, também pela tradição, naquela falta, muitos participantes (que adotem um ritmo diferente do grupo principal) acabam por não cumpri-lo na íntegra, devido a «saltarem» uma ou outra subida. 

O Roteiro dos Muros tem a sua mística muito especial - iremos respeitá-la e perpetuá-la!

ATENÇÃO: partida das bombas da BP, em Loures, às 8h00
O percurso tem 98 km e 13 célebres subidas curtas mas árduas. Para se irem riscando. Aqui fica a lista:
1ª Serra da Alrota
2ª Bucelas (antenas)
3ª Santiago dos Velhos
4ª N. Sra. da Ajuda (Contradinha)
5ª S. Quintino
6ª Casais de S. Quintino
7ª Molhados (Sapataria)
8ª Charneca
9ª Choutaria
10ª Alto da Urzeira
11ª Monte Gordo
12ª Salemas
13ª Ribas de Baixo (Fanhões)

quinta-feira, abril 18, 2013

Crónica de Manique


Quem considera que a recente Clássica de Évora teve um nível elevado - e terá toda a razão! - deveria ter participado na volta «normalíssima» do último domingo, de Manique do Intendente, em que o grau de dificuldade que lhe foi imposto, se não superou o da clássica alentejana, certamente não lhe foi inferior. Para que não subsistam dúvidas - aos ausentes, porque os presentes sentiram-no nas pernas -, bastará o referencial da famigerada média: em 110 km, entre Loures e Alverca (passagem no regresso) estabeleceu-se 37 km/h! Mais: numa distância em que o desnível acumulado é ligeiramente superior ao dos 137 km da Clássica de Évora, e com um grupo que era a quarta parte do que fez a ligação a esta cidade no passado dia 7. Os motivos explicam-se a seguir.

À partida de Loures eram pouco mais de dez elementos. Início a ritmo vivo, de aquecimento musculado, marcado por mim e pelo André. Parceria que se manteve até Alverca, onde não se demorou muito mais tempo a chegar do que na semana anterior, na Clássica eborense. Mote para bom andamento, embora sem que se perspetivasse tão acelerado como quando entraram ao serviço o Capela (integrou-se na variante) e o Carlos Cunha (já em Alverca), que deixaram bem evidente o excelente momento de forma. Ambos monopolizaram, desde meados da ligação a Vila Franca, os esforços na condução do grupo, impondo um ritmo bastante forte e praticamente sem momentos de relaxe. A espaços tiveram colaboração (à altura, diga-se), dos mais disponíveis - André, os Brunos (Felizardo e Alverca), do Jorge, do Carlos Santos, do António (Rodinhas), a minha -, contribuindo para nivelar, bem alta, a velocidade de cruzeiro. De resto, entre o pequeno pelotão encontrava-se ainda o Capitão, o Nuno Garcia, o Gonçalo e o Tiago, entre outros, mantendo-se em número pelo menos até ao carrossel da Espinheira, transposto sob a ditadura implacável dos dois Masters de Alverca, causadora das primeiras vítimas.

De ressalvar, que o revezamento e a cooperação entre ambos nesta tirada denotaram companheirismo e espírito de equipa (de que efetivamente fazem parte), que a reproduzir-se nas competições em que participam ser-lhes-ia naturalmente vantajoso. Aliás, ficou ainda bem patente o aproveitamento desta saída de grupo para testarem as suas capacidades, certamente a pensar nos compromissos competitivos. Reforço: estão muito bem!

A sua «autoridade» nesta volta nunca foi abalada, nem na passagem pela fase nevrálgica do percurso, o troço acidentado entre Manique e Maçussa, que inclui as duas principais dificuldade do relevo do trajeto. Ambos, impuseram o ritmo, experimentaram acelerações e obrigaram sempre os restantes a esforçarem-se. Nos dois topos, acima de tudo no mais íngreme, da Maçussa, o nível de intensidade que ambos exerceram atingiu o auge da jornada, resistindo apenas o André, o Jorge e eu (embora descaindo ligeiramente). E também o jovem Tiago, que «largou» na parte final da subida mas foi a tempo de recuperar na ligação a Pontével. Todavia, os demais não se atrasaram demasiado, reentrando logo que à frente se aliviaram os crenques.

Nota para o empertigamento do Gonçalo (está em boa forma) na aproximação a Manique e do Bruno Felizardo no início do «muro» da Maçussa, onde o Tiago entrou bem, chegou a adiantar-se mas foi traído pela dureza da rampa.

Após demorada neutralização em Pontével, para aguardar pelo Capitão, que acabou por não chegar..., voltou-se ao mesmo figurino - o Cunha e o Capela a colocarem o «cruise control» quase sempre a tocar os 40 km/h, até ao Carregado com generosa colaboração através de numeroso revezamento, mas a partir daí, com o acumular dos quilómetros e do desgaste, continuou a ser eles a passar mais amiúde pela frente. Entre os mais desgastados, eu! Incomodadíssimo com uma forte dor no pescoço (sem mudança de regulações da bicicleta atribuo-a à tensão causada pelo esforço), e ainda com o depósito a entrar na reserva, numa fase em que já ultrapassava as 4h30 de esforço (para o objetivo de fazer 5h00 foi intensidade a mais), decidi abdicar na aproximação a Vila Franca (zona do novo hospital), seguindo em ritmo de passeio até Alverca (a partir de Alhandra na companhia do Jony, que se juntara a nós antes da Azambuja e apesar de acusar a falta de treino, ainda foi a tempo de fazer valer a sua lei no tradicional sprint para a cidade dos touros e dos toureiros). A malta seguiu endiabrada! Pelo menos até Alverca.
Aqui, para mim, 5h00 e 160 km. E... um «ligeiro» empeno.

No domingo... «grande»: Roteiro dos Muros! Toda  a Informação será publicada amanhã.   

sexta-feira, abril 12, 2013

Domingo: Manique do Intendente

Uma semana depois da fantástica Clássica de Évora, regressamos às lides «internas» com a volta de Manique do Intendente, num percurso maioritariamente acessível, embora com algumas passagens mais complicadas como a Espinheira e o «muro» da Maçussa. Além destas, a distância também é significativa (127 km).
O trajeto é o seguinte.
Prevêm-se as as seguintes neutralizações para reagrupamento (que devem ser respeitadas!)
- Alcoentre (após a Espinheira)
- Pontével (depois do «muro» da Maçussa)

NOTA: a data da Clássica da Serra da Estrela deverá ter de ser alterada para o fim-de-semana anterior (dia 26 de maio em vez de 2 de junho), em virtude da realização de uma prova de automobilismo na vertente da Cavilhã. Mais informações em breve, tal como a apresentação do percurso da edição de 2013.
 

terça-feira, abril 09, 2013

Clássica de Évora: a crónica


Não foi o maior, mas, sem dúvida, o melhor pelotão que alguma vez esteve na Clássica de Évora. Os números são esclarecedores: os 136,4 km foram percorridos à velocidade média recorde de 39,7 km/h, a irrisória distância da fasquia de 40 km/h que tinha ficado «prometida» desde o jantar de confraternização de fim de ano e fora reiterada na véspera, nas redes sociais, por um dos ciclistas que mais iria contribuir para estabelecer essa marca: o Renato Hernandez. Mas mesmo para ele não seria façanha fácil sem colaboração, e o homem do Infantado teve-a, ao seu melhor nível. Veio de alguns dos mais renomados ases da bicicleta da nossa região, de diferentes paragens e envergando camisolas distintas, que possibilitaram aos demais – em que me incluo - uma experiência de ciclismo única, invulgar – para a maioria inédita – de fazer uma distância tão grande a um ritmo tão «profissional».

A saída de Loures foi desde logo a grande velocidade, cumprindo-se até Alverca a média de 37 km/h, com os elementos fortes do grupo Pina Bike a liderarem: Hernandez, Ricardo Gonçalves, Rui Torpes (elementos «fortes» do Pina Bike), a que se juntou o André (livre da pressão de não ir até ao final...). Até Vila Franca, o andamento não baixou e após o «pavé», a travessia da ponte marcou o primeiro grande momento de intensidade. Tal como na Clássica de Santarém, a ascensão fez-se a roçar os 40 km/h e a descida a mais de 55 km/h, deixando prever uma passagem difícil pela reta do Cabo. Tal não se confirmou, principalmente pela ausência de vento, que foi um dos fatores positivos desta edição – e que também muito terá contribuído para a alta média final.

Em seguida, em campo aberto, pela vasta lezíria do Infantado até Vendas Novas, outros passaram pela frente, disponibilizando os seus préstimos, como o Duarte Salvaterra e o João Aldeano, que iniciava por estas bandas uma exibição de grande nível, bem coadjuvado por alguns companheiros do Ciclismo 2640, como o João Rodrigues. Nos primeiros postos, além da já referida elite do Pina Bike, também estiveram quase sempre o Vítor Mata a Velha (Pássaros), o Filipe Arraiolos e um ou outro elemento do Roda 28.

Em Vendas Novas, depois de ultrapassada a primeira metade do percurso, a média está estava muito próxima dos 40 km/h e com uma evidente particularidade: o pelotão mantinha-se coeso, sem desgaste aparente para quem seguia no seu seio, desde que bem protegido. Mas uma vez entrada a fase mais irregular do traçado, o regime cardíaco, até aí linearmente a valores aeróbios (Vila Franca foi exceção), elevou-se um patamar para corresponder à intensidade que as locomotivas de serviço continuavam a imprimir.

Após mais 30 km neste registo de velocidade de cruzeiro, do tipo TGV, sem especiais oscilações, deparávamo-nos perante a primeira, talvez a maior, dificuldade do trajeto: a subida de Montemor. Os «principais» assomaram-se à dianteira mas não trouxeram nada de novo, apenas a continuidade do ritmo elevado. Sem acelerações brutais, foi a inclinação e a velocidade (30 km/h) que fizeram a dificuldade nesta transição que, como é tradicional, causou inevitáveis baixas no pelotão. Algumas definitivas, outras temporárias, pois houve quem conseguisse reentrar, à custa de muito esforço, mas que os quilómetros subsequentes, com alteração do figurino, agora com um andamento muito mais instável, agravariam ao ponto de quebrar a resistência.

Foi, então, que começaram as mudanças súbitas de ritmo, os ataques, as tentativas que causar uma cissão no já selecionado grupo da frente – não mais de 15/20 unidades. Todavia, todas as iniciativas invariavelmente condenadas ao malogro. Não seriam autorizados aventureirismos. Alguns dos golpes partiram do Pedro Capela, mas também o Torpes, o Aldeano e o Mata a Velha experimentaram, pelo menos uma vez, tomar o pulso aos restantes. A resposta foi sempre à altura.

A cerca de 15 km de Évora, restam duas elevações mais pronunciadas que, quando bem atacadas, elevam o grau de dificuldade, causando mossa a quem vier com energias contadas. Depois de ter vindo sempre protegido – após uma semana de retoma dos treinos, precedida de duas de quase inatividade receava a falta de ritmo e de capacidade para tão altas cavalgadas, o que no conforto do grande grupo não se confirmaram, tendo sido, para mim, apesar do contrassenso com a média alucinante, uma das mais confortáveis edições desta clássica -, decidi finalmente dar o meu contributo à contenda, aumentando o ritmo nesses dois topos consecutivos. No entanto, quando o fiz rapidamente apercebi-me que havia escassez de carburante nos músculos e no penoso final do segundo topo fiquei à mercê das acelerações que surgissem de trás. Dito e feito, perante o forte esticão, previsível que sucedesse, fui ultrapassado por todos, ao ponto de perder a cauda do grupo, onde fiquei, descaído, na companhia do Hernandez (desgastado ou não nos seus dias!) e do Pedro Vieira. Todavia, não esmorecemos e, em colaboração, reentrámos passado um ou dois quilómetros, ainda a tempo de assistir ao sprint final (desde esse topo ao final cumpriu-se 45 km/h de média!) para a chegada, junto do Evorahotel, onde o experiente e explosivo Mário Fernandes (2640) impõe a sua classe ao Rui Torpes e a mais uns poucos que se fizeram ao aceso despique. No final, o coletivo mafrense parecia comemorar, e tinha plenos motivos, tal como todos os outros que partilharam o asfalto desta fantástica clássica primaveril. Para 2014, ultrapassar a fasquia dos 40 km/h!  

Destaque para as presenças, entre o grupo principal, de outros «Pinas»: Evaristo (o «Fraquinho» não facilita e ainda teve forças para lançar o último quilómetro!), Bruno Felizardo (forte e no seu terreno predileto), Gonçalo (que anda a fazer o trabalho de casa) e do António (prova de veterania com fibra).

quinta-feira, abril 04, 2013

Clássica de Évora no domingo!


Tudo a postos para a Clássica de Évora, já no próximo domingo. Depois dos recordes de participação nas de Santarém e de Santa Cruz, não se fazem meças à adesão à Clássica alentejana, tradicionalmente a mais concorrida, verdadeira rainha da temporada.

O percurso (ver aqui) tem a distância de 135,6 km e é praticamente plano, atravessando o baixo Ribatejo até ao alto Alentejo. Talhado à medida de roladores fortes e possantes, e a sua distância longa não permite contemplações aos menos bem preparados.

O perfil altimétrico vai subindo gradualmente de Vila Franca a Évora, com alguns picos mais acentuados antes e depois de Montemor-o-Novo, nos últimos 30 km, tornando o final da tirada bem mais seletivo. Tanto mais que, nessa altura, o cansaço se vai acumulando. Como diz a velha máxima ciclista, «as dificuldades também se ditam pelo andamento», além de que, tradicionalmente, há que contar com um adversário adicional: o vento.

 
SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR

Pede-se a todos os ciclistas que cumprem escrupulosamente as regras de trânsito, como o respeito pela circulação mais próxima da berma possível, para facilitar a ultrapassagem dos veículos. E nunca ultrapassar o eixo central da faixa de rodagem.

Grande vantagem desta prova, em termos de segurança, é a (quase ou mesmo total) inexistência de cruzamentos durante o percurso. De qualquer modo, deve impor-se, sempre, a máxima precaução em rotundas ou noutros locais em que o convívio com os demais agentes rodoviários se afigure mais complicada.

De acordo com o conceito destes eventos (Clássicas), não há paragens ou neutralizações obrigatórias previstas. Todavia, não querer dizer que não se pare, como, aliás, sucede quase sempre, em casos de força maior: furo, avaria ou para satisfazer necessidades fisiológicas – em que o pelotão para em bloco, tal como volta a partir.

Em todas as situações, pede-se, uma vez mais, para não se promoverem saídas antecipadas, à socapa, ou desrespeitar eventuais paragens coletivas. E que os ciclistas respeitem o local e a hora de partida.

 
À ATENÇÃO DOS ACOMPANHANTES

Pede-se a todos os participantes que levem acompanhantes ou/e apoio de automóvel, que solicitem aos seus condutores para que não sigam em caravana atrás do pelotão. Estas filas são causadoras de congestionamentos de trânsito que se pretendem evitar, e que podem gerar problemas com as autoridades. Pede-se, pois, que os veículos acompanhantes deixem distância suficiente para o pelotão, para permitir que os restantes utilizadores da via possam ultrapassá-los.

 
LOCAL DE PARTIDA

Devido ao elevado número de participantes, o local de partida da Clássica de Évora será, como nos últimos três anos, no INFANTADO (LOURES), no PARQUE DE ESTACIONAMENTO junto à AV. DAS DESCOBERTAS.

 HORÁRIOS:

A partir das 7h15: concentração dos participantes
8h00: PARTIDA para a Clássica de Évora


ATENÇÃO: LOCAL DE CHEGADA

O local de chegada será o do ano passado, cerca de 800 metros mais adiante do que o que era habitual, em frente ao Pingo Doce (ver aqui a diferença). O final será praticamente em frente ao Évora Hotel, no topo de um falso plano ascendente que tem, por objetivo, tornar a chegada um pouco mais seletiva para evitar (ou pelo menos atenuar) o sprint do pelotão massivo, situação que acarreta sempre muitos riscos. Para melhor esclarecimento mais preciso do novo local de chegada, aponta-se para a passadeira de peões que se segue imediatamente ao cruzamento (do lado esquerdo da via, faixa oposta – e que, refira-se, será por onde se fará, após o final, o acesso às piscinas, para os banhos (ver informação a seguir).

 BANHOS E ALMOÇO CONVÍVIO

No final, serão disponibilizados banhos no complexo de PISCINAS MUNICIPAIS DE ÉVORA (ver trajeto desde o local da chegada, que é muito próximo!). O preço, por pessoa, é de 1,35 €. O procedimento será semelhante ao do ano passado: chega-se, dirigimo-nos à receção para efetuar o pagamento e só depois encaminhamo-nos para os balneários.

Depois, está a ser organizado, como habitualmente, um almoço-convívio. Os interessados devem assegurar, o quanto antes, a sua presença através de inscrição para a loja Pina Bike. Contacto: 21.982.0882

quinta-feira, março 28, 2013

Voltas para sexta-feira e domingo

Voltas para amanhã (sexta-feira) e domingo.

Amanhã, sexta-feira, À Volta da Serra, com partida do Tojal às 8h00 (Loures: 7h55).
O percurso é o seguinte

Domingo, Santigo dos Velhos, com partida de Loures às 8h30
O percurso é seguinte

Nota: crónica da Clássica de Santa Cruz em breve 

quarta-feira, março 20, 2013

Clássica de Santa Cruz: antevisão

A Clássica de Santa Cruz realiza-se no próximo domingo, dia 24. O segundo evento do género nesta temporada, após a concorrida e espetacular Clássica da Santarém, tem partida e chegada a Loures (posto de abastecimento da BP, junto ao nó da A8), e a distância total de 124,7 km. A partida é às 8h00. O percurso é o seguinte.

A Clássica de Santa Cruz tem um percurso interessante e exigente, atravessando paragens pouco ou nada frequentadas pelo nosso grupo nas voltas tradicionais ao longo do ano, nomeadamente o setor a partir de Torres Vedras, por A-dos-Cunhados, Vimeiro, Porto Novo, STA. CRUZ, Silveira e Casalinhos de Alfaiate. A morfologia do relevo não tem nada a ver com o da Clássica de Santarém, é bem mais acidentado, com muito mais acumulado e sucessão de subidas que, com a quilometragem já avançada, se tornam seletivas, como são Encarnação, Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e finalmente Vila Franca do Rosário; sem esquecer a inicial, para o Forte do Alqueidão.

Como nas anteriores edições desta Clássica, a tirada será NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 106 – na rotunda do nó da A21 Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como objetivo salvaguardar a segurança – em especial no atravessamento sempre muito congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro, e já perto do final, de Pinheiro de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento de elementos retardatários.

sábado, março 16, 2013

Domingo. Carvoeira, Sra. do Ó

A volta de amanhã, domingo, é a da Carvoeira, Sra. do Ó, com a distância de 95,6 km
O percurso é o seguinte.

Sugerem-se os seguintes pontos de neutralização para reagrupamento.

-Venda do Pinheiro (rotunda da Venda do Valador)
-Abrunheira (rotunda)
-Mafra (após a subida)

quarta-feira, março 13, 2013

Crónica da Ereira


No rescaldo de uma Clássica exigente e rijamente disputada, como a de Santarém, e perante fortíssima ameaça de intempérie – que felizmente não se confirmou –, era previsível que a volta do passado domingo, da Ereira, registasse reduzida adesão. Uma das mais fracas da temporada: não mais do que eu, o Jorge, o Duarte Salvaterra, os Brunos de Alverca e Felizardo e o Fernando Duarte, além de, em breves quilómetros apenas, o Pina (até à saída de Bucelas...), o Gonçalo, o Jorge de Vialonga e o Pedro Fonseca (apanhados algures entre Malveira e Torres, e só até esta cidade...).

De qualquer modo, para quem ainda tinha bem presente as intensidades da Clássica escalabitana, certamente que esta volta, cujo percurso é bem acidentado, com destaque para a subida que lhe dá o nome, a da Ereira, não ficou muito aquém. Arrisco afirmar que, a espaços, sob a oposição do vento forte que se fez sentir e com o empenho colocado nalgumas subidas, chegou a superar-se os pontos máximos de dificuldade da estrondosa jornada de Santarém.

O principal dinamizador do ritmo foi o Fernando Duarte, visitante repetente (após ter estar presente na recente Clássica), a ultimar a preparação para a primeira corrida da época dos Masters, tal como o seu homónimo de apelido Salvaterra. Desde Bucelas tomou o comando do grupo com ímpeto, depois de eu tê-lo levado de Loures, mas mais moderadamente... E esse entusiasmo foi a razão de o Pina ter tido uma passagem tão fugaz no nosso convívio (ele que já estava condicionado pelo horário de regresso): ficou na primeira rampa após Bucelas em direção ao Freixial, sob ritmo forte imposto pelo FD, em parceria com o Bruno de Alverca. Ambos meteram os restantes em respeito, «fechados» na sua roda, durante toda a longa ascensão até à Venda do Pinheiro, feita à excelente média de 28 km/h e com uma desaceleração devido à «oportuna»... para todos nós!: a queda da corrente da Bianchi do Bruno alverquense antes do Forno do Coelho. Deu para respirar!

Da Venda até ao início da subida de Catefica, agora num terreno maioritariamente em «rolante» cumpriu-se uma média de 37,5 km/h, mantendo assim acesa a chama, e que se avivou logo de seguida, a «trepar» para Torres. O FD, que não abdicara da frente do grupo, manteve a toada da primeira subida e causou uma seleção maior: apenas eu cheguei na sua roda... Os demais preferiram certamente poupar algumas energias para o (muito) que ainda faltava. E não tardou. Desde logo, o Sarge, comigo a abrir caminho e o FD a rematar, enquanto os quatro restantes revelavam-se firmes no nosso encalço.

Até que chegou a Ereira, e aí o homem mais ativo do dia mostrou credenciais de trepador, especialmente pela forma como recuperou cerca de 200 metros para mim e para o Jorge, que nos adiantámos no início da subida. O Master não se limitou a fechar esse espaço, passou direto e abriu rapidamente algumas dezenas de metros, e mesmo com um ou outro compasso de espera (dúvidas sobre a direção do percurso) mostrou estar uns bons furos acima dos mais diretos perseguidores. No alto, após nós os três (com o Jorge a desbravar caminho para a boa forma), o Bruno de Alverca não demorou muito mais, tal como o Duarte e o Felizardo.

Encarrilados rumo à Merceana, esperava-nos mais um pitéu do dia: a subida para o Sobral, com uma fortíssima agravante: o vento! Dureza, principalmente a parte final, quando o inevitável FD voltou a forçar o ritmo, comigo a sofrer à sua ilharga – «contra» a ventania que parecia tornar a suave pendente numa de 10%! A coesão do quinteto à chegada ao Sobral foi prova da boa condição física de todos.

E, por último, quando se poderia prever que a subida final para o Alqueidão – para mais batida a vento como estava! – voltasse a elevar os regimes cardíacos, foi a descida para Bucelas que o fez. Motivo: proporcionou-se um corte logo no início, que desencadeou a perseguição. À frente, o trio Felizardo, FD e Duarte; atrás eu e os meus conterrâneos. Mas estes duraram pouco na caçada, deixando-me por conta e risco ainda antes de Arranhó. Pouco depois alcançava os fugitivos à custa de «mil esforços», e estes contavam com o instigador na sua melhor fase do dia: o Felizardo. No entanto, quase em simultâneo com a minha chegada, o Duarte abriu um espaço, e deixou-me com ele, novamente «cortado». Logo voltei à carga, agora beneficiando da sua preciosa para voltar a encostar ao duo, já perto da Bemposta. Neste, o FD agora era agora muito mais levado pelo Felizardo, ao contrário o fizera até esta descida, embora compreensivelmente após tanta energia que desbaratara. Está em boa forma!
Para ele e para todos os Masters da nossa região, boa sorte para a Abertura, já este fim de semana.         

sexta-feira, março 08, 2013

Domingo: Ereira

A volta do próximo domingo é a da Ereira, oportunidade, não muito frequente durante o ano, de passar por essa subida muito interessante, com um grau de dificuldade a impor algum respeito. Aliás, tal como o resto do percurso, que é o seguinte.
Jornada a não perder, se as condições climatéricas assim o permitirem. O que desde já não parece fácil!   

terça-feira, março 05, 2013

Clássica de Santarém: a crónica

Só quem não tem estado atento às «movimentações» nestes primeiros meses da nova temporada terá ficado surpreendido com a participação recorde na primeira Clássica de 2013, Santarém, a rondar os oitenta ciclistas. Mas não só. Também, só quem não tem feito a rodagem em grupos de nível poderá ter-se espantado com o do impressionante pelotão multicolor que se apresentou à partida de Loures, no último domingo. Responderam ao irresistível apelo da competitividade que estes eventos cada vez mais provocam inúmeros elementos de diversas paragens, individualmente ou em grupo, figuras e equipas com nome na praça que prestigiam estas iniciativas totalmente amadoras e sem quaisquer meios organizativos.

Não faltaram Pina Bike, Pássaros, Duros do Pedal, Roda 28, Ciclismo 2640, Almodôvar, muitos outros individuais federados de Estrada e de BTT, e ainda os domingueiros mais e menos treinados – no que foi, muito provavelmente, o pelotão melhor recheado dos últimos anos!

Dia de vento, que soprou sempre lateral – nunca de cara ou de costas – causando um fator adicional de grande relevância à jornada. Desde logo, estar à frente implicou um esforço ainda maior, mas permanecer na roda não significava forçosamente estar em conforto. Impunha-se, para este, correto posicionamento para melhor se abrigar daquele opositor natural que soprou de Sudeste. Ou seja, na primeira parte do percurso, do lado direito; no regresso, do lado esquerdo. Tendência: no primeiro caso, encarreirar para o eixo da via, o que gerou situações menos recomendáveis em que o pelotão chegou a passar os limites da sua faixa, não só aumentando as dificuldades para os veículos em ultrapassar, como o perigo de colisão com os que se cruzavam de frente. Felizmente, não há nada de especial a lamentar, a não ser inevitáveis quedas (sem gravidade) e furos. No regresso, toda a gente queria estar mais à berma possível, mas a redução do pelotão em número facilitou estas operações e não houve mais situações arriscadas.

A média final foram excelentes 37,7 km/h, considerando o vento e o escasso número elementos com capacidade (ou disponibilidade) para «meter» o andamento. De qualquer modo, os primeiros 22 km até Vila Franca foram relativamente moderados (33,6 km/h) e só a partir daí o ritmo se elevou para o patamar descrito. A passagem do empedrado trouxe o caos, mas não, como por vezes sucede, pela velocidade excessiva, mas pela obstrução a esta... Expliquemos: um veículo parado nos metros finais fez com que grande parte do pelotão tivesse de praticamente parar (cheguei a por o pé no chão...), o que poderia, desde logo, deixar muita gente apeada. Muitos - entre eles, eu! - não ficaram porque tiveram de gastar força preciosa para recolar ao grosso da coluna que se alongava já pela ponte Marechal Carmona. Travessia com subida a 40 km/h e descida a 65 km/h, com o pulso a roçar os 180, foi o necessário para não ficar, logo aí, fora de jogo...

Uma vez recolocados – os que o conseguiram... -, rolou-se a 40 à hora até ao Porto Alto, felizmente sem oscilações de ritmo. Nessa altura, já controlavam as operações os que mais o fizeram ao longo da tirada: Sérgio Marques, impressionante na sua «cabra»; e o Renato Hernandez... igual a si próprio. Outros, amiúde, assomaram-se à liderança, como o Tiago Silva, o Ricardo Gonçalves ou o Vítor «Mata a Velha», mas de forma pontual. Houve algumas situações em que, um ou outro aventureiro, chegou a arriscar adiantar-se ao pelotão, mas nunca foram mais de um ou dois minutos de fama. Numa dessas ocasiões, lá para as bandas de Benavente e Salvaterra, o Tiago Silva chegou a ganhar cerca de uma centena de metros, recebendo a companhia do Vítor Faria (Almodôvar), após rápida aceleração, mas o Renato Hernandez não demorou a reagir e a anular a fuga (ou a tentativa...). Mostrando quem mandava! Numa toada inibidora de mais individualismos (38,5 km/h) se fez a ligação de quase 50 km de planura batida a vento lateral até Almeirim e, logo de seguida, ao primeiro ponto quente desta Clássica: a subida para Santarém.

Aí, tal como em 2012, corações a mil por hora! Não só pelo esforço mas também pela adrenalina. Um momento delicado para quem não se posicionou bem no início da curta subida (1,7 km a 4,6%), uma vez que muita gente que o fez (e bem), depois não suportou o ritmo dos mais primeiros e provocou sucessivos  cortes. Nunca se soube quando é a corda partia à nossa frente. Tal como outros, também eu deveria ter entrado melhor e voltei a ter deixar muitas energias naquelas rampas após duas ou três recuperações forçadas. Subiu-se a uma média 30 km/h, e eu a 170 de pulso... – até o pelotão, já selecionado (em parte, definitivamente), alongar-se pelas ruas da cidade escalabitana, antes de se lançar a toda a velocidade em direção ao Vale de Santarém. Pouco antes da abordagem, um dos homens fortes, o Renato Ferreira, teve de abdicar devido a furo. Pouca sorte.

Na subida «do» Vale, mais intensidade! E os mesmos problemas já referidos para quem não seguia entre os 20/30 primeiros. Tal como eu, o Bruno de Alverca, que está em ótima forma mas provou da sua ainda curta experiência nestas andanças... a fundo! Aqui, novo ponto de seleção – e seleção feita! O pelotão emagrecia quase à sua expressão mínima do dia: os tais 20/30 elementos que fizeram a quase totalidade da ligação de regresso, aos últimos e novamente (definitivamente, reforça-se) quilómetros do percurso. Registo impressionante: 40 km de Santarém ao Carregado a... 40 km/h de média! Em Vila Franca, o grupo da frente ainda mais diminuto, ainda assim com 20 abnegados. Aplausos para alguns dos «nossos» domingos: Capitão, Evaristo, António (Rodinhas), Capela, Carlos Cunha, Brunos (de Alverca e o Felizardo), entre os incansáveis Hernandez, Ricky Gonçalves, Rui Torpes, e todas as grandes figuras presentes nesta Clássica.

Até Alverca... «só» 36 km/h. Os carregadores de piano – quase sempre os mesmos... - tinham finalmente de respirar e também já se faziam contas de cabeça... para o grande final.

Grande final, que se «jogou» como sempre nos topos da cervejeira, da variante (Tojal) e no de S. Roque, principalmente nos dois últimos. Após o primeiro não ter provocado mais do que um «abanão» com o sprint vigoroso para a rotunda do Cabo de Vialonga que deixou um elemento adiantado... mas ainda demasiado cedo! Não consegui identificá-lo (estava com equipamento idêntico ao do Vitor Mata a Velha mas não creio que fosse o próprio...) Com os perseguidores a 50 km/h, a sua aventura tinha prazo de validade, e teve fim abrupto com a entrada no topo do Tojal, onde foi uma correria desenfreada (felizmente a faixa de rodagem é dupla e tem separador de betão!) com diversos ataque e contra-ataques, malta que procurou agarrar-se à roda certa, umas sim, outras nem tanto; e outros ainda pura e simplesmente estoiraram. No alto, o figurino era o seguinte: o Hugo Feijão bem destacado e cerca de uma dezena de perseguidores – a que se notava forças quase no limite... Aproveitou o jovem fugitivo, que não mais foi alcançado até ao final (das hostilidades, entenda-se!), à entrada para rotunda do Infantado. Resistiu, mesmo aos mais rápidos e vigorosos caçadores, que chegaram mesmo na sua roda. Foram os que melhor passaram o topo de S. Roque, apenas 6/7 unidades, em representação de quase todas as principais formações referidas no início desta crónica.

Para estes, 4h00 certinhas! Para os restantes, que chegaram a conta-gotas, a mesma «realização» pelo dever cumprido, de mais um empolgante teste de superação física e anímica, como deve ser encarado o ciclismo, mesmo a... brincar às Clássicas!   

Homenagem a todos os participantes desta enormíssima jornada de ciclismo, que abriu o apetite para a próxima Clássica, de Santa Cruz, no dia 24 deste mês, num percurso muito mais seletivo que o de Santarém. Estão todos convocados!                                                     

domingo, março 03, 2013

Clássica de Santarém: grande jornada de ciclismo!

Primeira Clássica da temporada, Santarém, e eis primeira grande jornada de ciclismo do ano, com praticamente uma centena de participantes e o melhor nível de sempre nesta ronda inaugural do calendário. A média fantástica, a roçar os 38 km/h, mesmo com vento adverso, foi mérito de um punhado de atletas de elevadíssimo nível, que conduziu o fortíssimo pelotão, recheado de «nomes», pelas onduladas lezírias ribatejanas. A abnegação, a coragem e o sofrimento foram de todos...
Depois desta «enchente» de... ciclismo, anseia-se desde já pela segunda Clássica da época, Santa Cruz, no próximo dia 24 de março, com um percurso que, como se sabe, tem uma «natureza» bem diferente do de Santarém. E antes da rainha das Clássicas, Évora, no primeiro domingo de abril (dia 7). A época está lançada - e pelo que se viu hoje, em grande andamento!

A crónica da Clássica em breve    

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Clássica de Santarém: antevisão


É já no próximo domingo, dia 3, a primeira Clássica da temporada de 2013: Santarém.

O percurso é o tradicional, a partida de Loures (posto de abastecimento da BP) às 8h00 (em ponto!) e a chegada no mesmo local. Recomenda-se início neutralizado (ritmo bastante moderado) pelo menos até à última rotunda do Infantado, antes de começar a descer para S. Roque.

Nunca é demais recordar que a filosofia das Clássicas é de andamento livre e sem paragens previstas/estipuladas para neutralização de reagrupamento (como nas voltas tradicionais). De qualquer modo, isso não invalida de o pelotão, por acordo do coletivo, fazer compassos de espera e/ou paragens devido a incidente (furo, queda) ou outros motivos que os justificarem – como já sucederam em edições anteriores.

Reforce-se que este evento não tem fins competitivos e deve ser escrupulosamente respeitada, sem compromissos, a salvaguarda da segurança na estrada e da convivialidade, a fim de evitar múltiplos perigos. NÃO VALE A PENA ARRISCAR AVIDA E A DOS OUTROS POR UMA RODA, POR QUALQUER VANTAGEM...

A realização de eventos deste tipo (Clássicas) tem sido, desde há vários anos, um exemplo de promoção ao ciclismo puramente amador, à saudável competitividade entre grupos domingueiros e até de corredores. A preservação e o próprio incremento desta «receita» de sucesso passa, exclusivamente, pela boa consciência, civismo e a máxima responsabilidade de todos os participantes. Aqui não se ganha nada mais que a recompensa pela superação física e psicológica, a noção de pelotão e das incidências inerentes à prática do ciclismo com «empenho elevado», mas pode perde-se MUITO!!
Também, por isso, recomenda-se, vivamente, que esse respeito se estenda à presença e saída no local e hora da partida, e a saída em simultâneo com o pelotão, além de não se atalhar caminho. Aos que decidirem fazê-lo, quer na ida, quer no regresso, pede-se que se respeite os cumpridores, não interferindo no normal desenrolar do evento.

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Domingo... à escolha

A volta do próximo domingo é a do Infantado (percurso), que, recorde-se aos menos «atentos», será o último teste para a Clássica de Santarém, a primeira da temporada de 2013, que se realiza no domingo seguinte, dia 3 de março.

Também este domingo, o camarada Paulo Pais vai reunir as tropas na sua terra, Caneira, para a já tradicional Volta do Arroz Doce. Concentração às 8h45, início às 9h00. Eis o percurso

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Domingo: À Volta da Serra

A volta do próximo domingo é a À volta da Serra, que é como quem diz... dar a volta à Serra de Montejunto sem tocá-la... Uma tentação?! Nesta altura, nem tanto...

O percurso é irregular e a distância já respeitável, por isso sugere-se, pelo menos, um ponto de neutralização para reagrupamento, se necessário (e para quem quiser...)

- Após o final da descida, após a passagem pela Espinheira, até ao cruzamento para o Cercal
 

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Crónica de S. Pedro da Cadeira


A primeira volta do ano com «desníveis» (que se vissem...) foi o primeiro teste ao estado de forma do pelotão. As confirmações de maior ou menor apuro foram algumas, mas a generalidade dos que se apresentaram para a jornada que nos levou lá para as bandas de S. Pedro da Cadeira passou com distinção, até com sujeição aos ritmos elevados que amiúde se impuseram. Para mim, objetivo bem definido: empenhar-me em todas as subidas – meter o meu andamento quando me fosse permitido; ou quando não, tentar seguir os mais rápidos.

Com Guerreiros para aquecer, aproveitámos a boleia que começa a ser habitual do Ricardo Gonçalves até à subida da Venda do Pinheiro (Freixeira), onde o meu passo se revelou «suficiente» para os mais fortes nessa altura, em que se incluíam, à chegada ao topo: Ricardo «Grande», Filipe Arraiolos, André, Jony, Jorge, Capela, Bruno de Alverca e o Felizardo. Subida em 3m50s para mim não é mau registo.

No entanto, no momento em que era suposto (sugerido) aguardar pelos restantes, um pequeno grupo manteve o «passo» (Ricardo Gonçalves, André, Jony e os Brunos) e a partir daí passou a seguir adiantado. O pelotão reuniu-se às portas da Malveira – já com o camarada Paulo Pais na nossa companhia - e até à rotunda da Abrunheira, passando pela subida de Alcainça, a condução voltou a estar quase sempre a meu cargo. Na aproximação ao topo avistámos os «adiantados», com cerca de 1 minuto de vantagem, mas mais uma paragem prevista (na rotunda) dilatou-a ainda mais.

A partir de Mafra, foi a dupla Filipe Arraiolos e João Silva a liderar, fazendo a ligação Paz-Murgueira-Picanceira a muito bom ritmo, em descida mas contra o vento. Depois, na base da subida para a Encarnação voltei ao trabalho e, uma vez mais, conduzi, a solo, o grupo de cerca de 10 unidades até ao alto. Até S. Pedro da Cadeira, os que se atrasaram ligeiramente reentraram graças ao andamento moderado de novo imposto por aquela dupla – e que assim o manteve no pitoresco e irregular troço de ligação à EN8, junto ao Turcifal.

De qualquer modo, nos dois ou três topos mais íngremes do trajeto, o Capela «mostrou-se» pela primeira vez naquele dia, deixando antever que estaria com ideias de «avaliar» as forças até àquele momento em aparente equilíbrio.

Na ligação a Barras, na iminência da longa subida de Vila Franca do Rosário para a Malveira, alcançámos o trio Jony e os Brunos, que, pelos vistos, tinha deixado a companhia do duo Ricardo e André ainda na Encarnação! A cerca de 2 km do arranque da subida, os dois condutores, Arraiolos e João Silva, abandonaram finalmente a missão, reservando-se para a ascensão. Compreensivelmente, após um trabalho meritório. Deixaram-me, a mim e ao Capela (por estarmos nas posições imediatamente atrás), com o «menino nos braços», e numa posição desconfortável, pois que era evidente que ambos pretendíamos dedicar-nos à última subida.

Então, por algumas mas preciosas centenas de metros, surgiu a ajuda do Carlos do Barro, que lamentou, depois, não ter conseguido levar o grupo até mesmo ao início da subida. Mas valeu! Quem o fez (e rendeu) foi o Capitão! Os dois estão em muito boa forma... – e no caso do Carlos saúda-se a sua presença no Grupo (com G grande!), que tem sido, desde há alguns anos, muito mais intermitente que a do militar.

A partir das primeiras inclinações, mais do mesmo: meti andamento e pelo avançado da jornada não surpreendeu que o grupo se selecionasse. Desta vez, não estive à frente muito tempo, já que também previsivelmente o Capela rendeu-me ainda antes de entrarmos em Vila Franca do Rosário, impondo um ritmo exigente. Até que, na rampa para o Vale da Guarda, houve de facto uma surpresa: o Bruno de Alverca ataca! Não foi muito eficaz – ainda era cedo... – mas bastante corajoso e a demonstrar que estava com forças. Todavia, no topo, os jovens atacam: João Silva e Arraiolos. Em sprint, ganhando folgada margem, mesmo ao Capela, o único que respondeu. Mas como não prosseguiram, no final da descida o quarteto já estava de novo reunido. O Bruno atrasou-se com a quebra, mas voltpu a surpreender ao passar direto e mais decidido do que antes. Naquele «longo» quilómetro até à não menos «longa» subida final, manteve-se com uma vantagem de cerca de 20/30 metros, sob perseguição conduzida por... mim (!) e que, apesar de não ter sido fácil, permitiu manter o fugitivo sob controlo. Até à aceleração final dos mais rápidos e pujantes, Arraiolos e João, mas com o Capela a recuperar bem na fase terminal e ainda a alcançá-los.  

n.d.r. (1): logo que chegámos ao alto reconheci ao meu conterrâneo (Bruno) que deveria ter deixado os mais novos e/ou preparados e/ou folgados a tarefa de o perseguir naquela fase final da subida; teria sido mais justo com o seu brilhante esforço; mas, ao invés, com isso ele acabou por ganhar em mim um aliado que fará questão de se redimir em futura ocasião.

n.d.r. (2): o louco do Jorge enganou-se e virou para o Gradil. Quando eu e o Jony (de)esperavamos por ele na Venda, ainda estava a sair de... Mafra. O que é que lhe passou pela cabeça!? Fomos ao seu encontro e apanhámo-lo quase em Alcaínça, acrescentando alguns quilómetros à nossa contabilidade – que na minha foram demasiados...                                      

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Domingo: S. Pedro da Cadeira


No próximo domingo chegam os primeiros desníveis dignos desse nome... com a volta de S. Pedro da Cadeira. Pela frente, um menu já com alguns condimentos. Desde logo, a saída do percurso em direção à Malveira, com Guerreiros e a Venda do Pinheiro para «aquecer». Depois a ligação a Mafra, a descida da Pincanceira, a subida da Encarnação e a partir de S. Pedro da Cadeira (no cruzamento à esq.), a estrada campestre que liga à EN8 perto do Turcifal – e que inclui dois ou três topos respeitáveis. Para culminar, a subida de Vila Franca do Rosário – que já tem muitas histórias para contar...

Pela natureza da volta, sugerem-se os seguintes pontos de neutralização:

-Venda do Pinheiro (ou rotunda da Venda do Valador, antes de chegar a Malveira)

-Rotunda da Abrunheira (antes de descer para Mafra)

-Malveira (na rotunda da AE, no final da subida de V. F. Rosário) 

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Crónica de Sto. Estevão


A volta de Sto. Estevão foi uma das mais concorridas desta ainda jovem temporada. As condições meteorológicas convidavam – finalmente! – e também já se contam os dias para os primeiros desafios do ano. Por isso, encurta-se o tempo para apurar a forma. Entre as muitas figuras, destacava-se o jovem Fábio Silvestre, que foi a sua primeira aparição no nosso grupo esta época.

Por todos estes fatores não espantou que, à saída e durante vários quilómetros, o pelotão preenchesse bem a sua faixa de rodagem. E também que o andamento não demorasse a colocar-se a bom nível de cruzeiro. Praticamente desde o arranque Loures dei o mote para que tal sucedesse, liderando a grande coluna. Mas não demorou muito a que os homens fortes do momento tomassem as rédeas. Neste caso, tornou-se inevitável, por ser um deles também um dos mais disponíveis para as despesas: já aqui o referimos, em crónicas anteriores, o Ricardo Gonçalves. Desde Vialonga até Vila Franca comandou as hostes praticamente sem ajuda – ponto em que a média de 32 km/h refletia o bom ritmo, certo e perfeitamente suportável que se mantinha desde o início. Mas, deparava-se-nos passagem no empedrado e a subsequente travessia da ponte Marechal Carmona, sempre imprevisíveis... Afinal, nada de especial, a não ser uma aceleração quase no topo da ponte a lançar o pelotão para a delicada ligação ao Porto Alto pela reta do Cabo – tanto mais, que fazia vento lateral. De qualquer modo, já não tinha memória de ter passado tão bem, naquele local que me causa sempre tantos azedumes. Boa colocação, sim, mas não só. Boas sensações... e poucos esticões à frente, sem dúvida! E não tanto por se ter rolado devagar, como demonstra a média naquele setor: 41 km/h.

De qualquer modo, o enorme pelotão fracionou-se, dividindo-se em três grupos com cerca de 15 unidades cada. E após natural (e habitual) abrandamento no Porto Alto voltei à cabeça para não deixar o andamento esmorecer demasiado. Levei-o até à saída de Samora, numa fase em que o vento soprava mais frontal. Até que, a cerca de 3 km de Benavente, um buraco «mal avisado» pelos que seguiam nas posições dianteiras causou um furo (felizmente não mais...) ao Bruno de Alverca e a consequente paragem do pelotão. Mas não passou de uma intenção, de um breve abrandamento que deixaria o meu conterrâneo definitivamente para trás, isolado, se ninguém lá ficasse...

Eu e o Jony – e um camarada não identificado – fomos os únicos que aguardámos. Durante cerca de 7 minutos, antes de retomarmos. Assim, a sentença sobre o (bastante) que nos restava do percurso estava ditada: com atraso tal estávamos condenados a perpétuo isolamento!

No entanto, perdeu-se o convívio, a proteção do pelotão (naquele momento de impasse o segundo que se atrasara na Reta do Cabo reentrou), mas ganhou-se um extraordinário e muito produtivo treino em ótima companhia. Elogio, sem imodéstia, ao esforço contínuo em entreajuda constante que permitiu manter uma velocidade de cruzeiro elevada (médias de 38 km/h até Santo Estevão; e de 35 km/h até Vila Franca), apenas com dois ou três ligeiros «alívios» para tentar manter – embora apenas adiar... - um quarto elemento que «apanhámos» algures na lezíria (o outro quarto que referi também ter parado aquando do furo já chegou a Benavente em dificuldades...). Naqueles dois períodos, para mim boa intensidade: 153 e 151 de pulsação media, respetivamente.

Outro «bónus» deste treino: a partir de Vila Franca passámos a ritmo de desintoxicação, e durante uma boa hora, em que chegámos aos arredores de Sta. Iria e voltámos a Alverca para um retemperador café para «celebrarmos a união».

Antes, porém, quando ainda chegámos a Alverca (1ª passagem) cruzámo-nos com o António que deixara o primeiro pelotão algures na Verdelha/Forte da Casa. Juntou-se à toada de descompressão e admitiu ter ficado surpreendido por já estarmos ali... Prova que ao atraso inicial de 7 minutos acumulámos pouco mais... Ou mesmo quase nada! O que, admitamos, foi outra prova e uma boa recompensa para o nosso esforço solidário.

Para a semana, a primeira volta fora da planície: S. Pedro da Cadeira, lá para as bandas do Oeste. Oportunidade para quem quiser tirar o azimute. Em breve, a publicação do percurso e demais informações.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Treinos em altitude...

Algumas vantagens de treinar em altitude!
 
                                          
Fonte Santa (Monte Serves), esta manhã
 
 
  Mato da Cruz, esta manhã