Espaço aberto à opinião dos ciclómanos sobre ciclismo. De simples entusiastas da modalidade aos que a praticam. Sítio de tertúlia, onde fluem conversas de ciclistas sobre ciclismo.
quinta-feira, outubro 21, 2010
Volta(s) do próximo domingo
No mesmo dia e à mesma hora, o camarada Paulo Pais reúne as tropas no Livramento, para a anual romaria a Óbidos, com regresso ao local de partida. A distância é de 103 km. O arranque está previsto para as 9h00.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Domingo: Carvalhal
Este domingo, a volta é a do Carvalhal
quinta-feira, setembro 23, 2010
Domingo: Enxara do Bispo... e S. Romão
Por ser um dos trajectos que se iniciam por Pinheiro de Loures, a caminho de Guerreiros, Lousa e Venda do Pinheiro, sobe praticamente desde o arranque. Após, isso, a montanha russa não pára mais.
Em minha opinião, é uma volta estimulante, no seguimento das últimas, de A-dos-Loucos e Montejunto, por Pragança, que, por juntar desnível acumulado significativo (cerca de 1600 metros, semelhante ao de Montejunto, da semana passada!) e 100 km de distância, adquire grau de exigência elevado. Arrisco dizer que não fica atrás da dificuldade das duas referidas voltas, talvez até mais se se considerar a ascensão final para S. Romão, a culminar uma ligação complicada e extensa, em subida, desde Arruda dos Vinhos.Até lá, para trás terão ficado pontos quentes como Guerreiros, Venda do Pinheiro (Freixeira), Enxara dos Cavaleiros, Sapataria, Tesoureira e o Forte de Alqueidão (desde a Quinta do Paço). Não são subidas muito selectivas para trepadores natos, mas para quem tiver pernas fortes e, na ocasião... boas. E há longas descidas, como a de Vila Franca do Rosário, Sobral para Arruda e de Lameiro da Anta para Bucelas (Santiago dos Velhos). Para respirar, quem sabe?
terça-feira, setembro 21, 2010
Crónica de Montejunto
Este foi o ponto mais alto (literalmente!) da volta deste fim-de-semana, que teve noutros de inegável relevância também a contribuição para uma enorme jornada de ciclismo. Desde logo, o numeroso pelotão, nivelado por cima e pejado de figuras. A prova dessa elevada bitola foi a subida para o Forte de Alqueidão, com andamento de excepção desde a Bemposta para tempo abaixo dos 23 minutos: o meu «personal best». Corrijo, o melhor em que estive presente, pois a minha participação foi... nula! A proeza tem autor: o Renato Hernandez, que, embora a espaços coadjuvado, pautou sempre o andamento. E todos sabem como é difícil – até na roda – fazer os mais de 11 km sempre no prego. O Rui Torpes, que foi um dos poucos que se assomou à ilharga do Renato, reconheceu que a diferença de estar à frente e no conforto do pelotão era de 20 pulsações. Bom, por isso é que, apesar do ritmo elevado, passei mais ou menos incólume, com a pulsação abaixo do limiar anaeróbio (média de 162). Grande diferença em relação à semana transacta (eis os benefícios de se fazer qualquer coisa durante a semana). Além disso, a demonstrar o nível médio elevado do grupo, o facto de este se apresentar compacto à chegada ao Alqueidão.
Tempo no alto: 22m53s, menos 33 segundos que o anterior melhor e nova marca a bater.
A descida do Sobral para a Merceana foi tranquila, apenas polvilhada de algumas acelerações do Jony, que, quando lhe apetecia, destacava-se perante estranha permissividade do grande grupo. Ou seja, depois do Alqueidão, quem se daria ao trabalho de substituir o Hernandez nessa tarefa? Como ele não reagiu, relaxou até, todos aceitaram a sua atitude, como se de um «chefe» se tratasse.
Todavia, do Jony, naquela altura, eram apenas ameaças. Porque depois de se acumular mais desgastes no Freixial do Meio e na Atalaia, na descida de Vila Verde dos Francos para o Vilar, aproveitou um adiantamento do Freitas para atacar, agora... a sério. No pelotão, no mesmo tipo de terreno, a mesma estranha parcimónia. E provavelmente o mesmo pensamento anterior: «se o Renato não se mexe...». O grupo ainda avistou a junção do duo à passagem pelo Vilar, mas num ápice esfumou-se.
Até à subida de Martim Joanes foi em ritmo de passeio, interrompido, aí, por surpreendente iniciativa do Carlos Cunha, que levou o grupo a alcançar «um» duo, mas não o original: o Xico Aniceto substituía o Jony, que partira em solitário.
No momento da junção, outro imprevisto: o pelotão «encostou» e manteve-se na roda do duo. Estranho! Estaria a confundir o Xico com o Jony? Improvável! Ninguém queria assumir a perseguição, com Montejunto ali tão perto. E foi no ritmo calmo, pausado, que estes levavam que se cumpriu a ligação a Pragança, desde logo com a convicção que alcançar o fugitivo seria missão mais que improvável.
Entrada em Pragança e a estrada apontada ao céu. O Freitas movimentou-se mas logo abdicou. Passou a localidade e o ligeiro descanso, para logo voltar a empinar. O grupo da frente continha-se, e a primeira aceleração veio do... improvável Pedro. As respostas de alguns, embora progressivas, quebraram a unidade, destacando um quarteto: Pedro, Luís (TNT), Torpes e André. Vinte metros atrás: eu, Renato e Carlos Cunha. Mais atrás, o Carlos Gomes e o Mário.
Abordagem à famosa rampa dos 15% e mais uma surpresa! O Jony logo ali à frente, em ritmo de... paragem. E parou mesmo. Entretanto, na frente o Luís e o Pedro descaiam e eram absorvidos por nós. O nosso grupo, agora quinteto, o Renato passa mal nos metros finais do primeiro segmento da rampa, antes do pequeno descanso, para o segundo, mais curto. E tal como o Pedro e definitivamente o Luís, perdem alguns metros para mim e para o Cunha – e juntos enfrentamos a ligação ao quartel e à fase final da subida. Nesta, o Cunha ganha alento e eu, para não perder a sua roda, «passei ao lado» do recomendável descanso. Quando o terreno se elevou novamente (estávamos aos mesmos 20 metros do Torpes e do André) senti as pernas a vacilarem, a hipotecar o resto da subida. Esvaziava-se o gás para uma eventual aceleração final, restava-me ligar o «cruise control».
Em consequência, tive de largar o Cunha e fui engodo aos perseguidores. Traiçoeiro, no caso do Pedro, que se esforçou demasiado para chegar à minha roda e cedeu abruptamente. Mas encorajador para o Renato, que vinha em crescendo. Tinha-o já na minha roda à entrada dos 300 metros finais, enquanto alcançava o Cunha (agora em nítida perda) e não demorou muito a retemperar forças – também porque se fazia tarde. Ultrapassou-me, levando-me a procurar a sua roda, que segurei apenas por instantes. Nos derradeiros 100 metros, limitei-me a não perder muito e aproveitar o estímulo que foi mais uma das suas demonstrações de força.
O meu tempo foi de 21m48s (médias de 15,5 km/h e 182 de pulso). Já fiz mais depressa (menos 42 s) na mesma volta em Agosto de 2008, numa subida em que persegui, à morte, o indomável Hélder Calado até ao quartel. Foram 4 km que não se esquecem! Quando o alcancei, olhou-me e disse: «não fazia sentido ires aí atrás a sofrer...». Nesse momento, a montanha fez-se azul, de muito sofrimento e, vá lá, um niquinho de... RAIVA! Até ao alto, só se não pudesse. E não pude... Logo nessa altura tinha o mundo de mostrar como é ingrato!!
Resta dizer que, na frente, o duo Torpes/André (pareceu) que não se desfez, apesar de várias tentativas do primeiro. E que quase todos os participantes alcançaram, triunfalmente, o cume da serra.No longo regresso a Loures, os protagonistas mudaram: ainda que o Jony continuasse a mostrar serviço no seu terreno predilecto, surgiram o Carlos Gomes, o Alexandre e outros a encabeçar o pelotão a grande velocidade, culminando no tradicional sprint de Vila Franca, disputado metro a metro pelo Cunha e o Jony. Finalmente, na subida da cervejeira, juntei-me ao Torpes e isolámo-nos até Vialonga, após o camarada Alex me ter levado em bandeja de ouro.
quinta-feira, setembro 16, 2010
Domingo «gordo»: Montejunto (por Pragança)
De resto, o trajecto até ao início da subida não é fácil. Pelo contrário. O Sobral via Alquidão, Merceana pelo Freixial do Meio e de Atalaia para Vila Verde são locais bem conhecidos, mas a ligação Vilar, Martim Joanes e Rocha Forte (em torno da vertente norte da serra) não é muito menos acessível. O regresso é por Abrigada, Ota, Alenquer, Vila Franca, Alverca, Vialonga e Tojal. Mais suave... portanto. Para «limpar». Tá-se mesmo a ver!
A partida de Loures é às 8h30.
quarta-feira, setembro 15, 2010
A-dos-Loucos: a crónica
No entanto, os primeiros maus tratos, eu próprio me infligi, devido a uma saída tardia de casa que me forçou a aquecimento em contra-relógio, massacrando os músculos presos, adormecidos pelo longo ócio.
À chegada à rotunda do Infantado fico surpreendido com a coluna numerosa que se aproxima, quando àquela hora grande parte dos elementos mais fiéis do grupo estariam a caminho de Reguengos, estes, sim, em legítimo contra-relógio. Mais impressionado fiquei ao reparar que à cabeça do pelotão sobressaiam o Samuel e o Polícia em amena cavaqueira. E o Carlos do Barro logo atrás. Dou meia-volta e integro-me, encontrando-me lado-a-lado com o Steven, que não demora a fazer luz sobre as minha dúvidas: «Os teus ainda ficaram nas bombas! A malta vai para Sto. Estêvão». Agora, sim, tudo mais... habitual. A única imprecisão foi o facto de também os «meus» já ali estarem. Nem sabia quais e quantos, mas quando os caminhos dos dois grupos separaram, no Tojal, apercebi-me que não eram muitos mais que os dedos de uma mão.
Até Bucelas, o ritmo foi moderado, a cargo do Renato Hernandez, permitiu colocar a conversa em dia, ainda sobre as incidências da Clássica da Serra, com o Carlos Gomes, Jorge e o Pedro como intervenientes. Entretanto, o Mário também se mostrou, e então comecei a fazer contas de cabeça. Que rica companhia! Se estes bons companheiros estivessem «virados», seria o cabo dos trabalhos. Não demorei muito a ter essa confirmação.
A partir do Freixial, o Renato apertou e logo, muito! Começámos a andar como loucos, na rampa da Chamboeira acima dos 30 km/h. Tudo agarrado à sua roda. A locomotiva está de regresso! Num ligeiro «descanso» da subida relaxei, deixando abrir um ou dois metros, e para o Forno do Coelho fiquei a vê-los. Passaram todos os que já sabia estarem ali, e olhei para trás para descobrir alguém com que partilhar o resto da subida. Em vão. Não havia mais ninguém!
Às tantas, o Jorge e o Pedro, em extraordinária forma (ai os erros da Serra!), meteram uma abaixo e ninguém os seguiu, incluindo o Hernandez. O Mário optou por descair para me rebocar. Uma mota! Na Venda estávamos todos reunidos.
Na ligação ao Milharado manteve-se a intensidade, com o Hernandez sempre a imprimir o andamento e grupo a esforçar-se por manter a unidade. Após a Póvoa da Galega, pouco antes de reentrar no percurso em sentido inverso, o próprio lançou a seguinte laracha: «viemos dar esta voltinha para aquecer, hem». Pois...
Nesta toada, num ápice chegámos a Bucelas e preparámo-nos para enfrentar o Cabeço da Rosa, pela Romeira. Ritmo crescente, a terminar no limite. O Hernandez a dominar. Agora parecia ser o Mário em dificuldades. Retribui-lhe a ajuda da Chamboeira, mas disse para não me apoquentar, que só precisava de... «embalar». Talvez a subida fosse demasiado curta para o ritmo demasiado alto. Na sua terra, o Jorge «ordena» uma paragem por... necessidade. E no reatamento, em voz baixa reconhece a «disponibilidade» do Renato, para ele, desconhecida. Até agora.
Enfim, A-dos-Loucos. Primeiro ponto a favor da minha causa própria contra o empeno: a maioria parecia desconhecer a subida. Aos primeiros metros, o Renato exteriorizou a surpresa: «Onde é que estava escondida esta beldade?».
Numa atitude que o Carlos Gomes define como «até queimar o sangue», passei a imprimir o ritmo do grupo na fase inicial, a mais dura da ascensão. Fi-lo como pude, sempre em crenques, porque as pernas não suportavam que pedalasse sentado. Conduzi até a pendente aliviar e até à primeira mudança de velocidade. Esta veio do Contador de Alverca e foi esmagadora. Ninguém a suportou, até final. Os restantes subiram com ligeiras distâncias, e uma enorme surpresa: o Pedro entre as feras! Na cauda, eu e o Gomes, a tentar minimizar os prejuízos. Ainda assim, no alto a nossa desvantagem não era... demasiada.
Ah, com isto esqueci-me (por simpatia) de mencionar que, entre Alverca e Alhandra, se juntou a nós o Pedro Fernandes. Os cumprimentos foram breves, tal como o convívio, e só no final da subida se deu pela sua falta. Afinal, não demorou muito.
De A-dos-Loucos saltou-se para Mata, colocada especialmente neste final de percurso só para... estragar. Para meter nojo. E se a subida dos Loucos foi às apalpadelas, esta, por ser bem conhecida, foi atacada quase desde o início. Ainda assim, o grupo manteve-se compacto até ao primeiro descanso, altura em que o Gomes denuncia intenções: «Já estou despachadinho». E abre. Eu não demorei muito mais a seguir-lhe o exemplo, durei apenas até à curva cotovelo, quando o Hernandez esticou.
No entanto, este acabou por ser vítima da sua afoiteza. Em resposta, o Mário arranca imparável e tanto o Jorge como o Pedro (mais uma vez excelente!) seguem-no. Entre todos, distâncias de cerca 15 a 20 metros – mas lá na frente alguma coisa estava para acontecer. O Jorge passa à contra-ofensiva e dobra o Mário. E o Pedro mantém-se em progressão. Para trás fica definitivamente o Hernandez, depois estou eu e a seguir o Gomes, que encontrou o seu ritmo. Finalmente, o Pedro Fernandes.
O pequeno Contador de Alverca ainda explodiu para os metros finais, num registo de subida que rondou os 11m30s – ou seja, a «top». Está rijo, o homem!
E este domingo há Montejunto, por Pragança, com a sua famosa rampa dos 15%. Até lá conto estar melhor. Pelo menos, que a lástima deste final de semana.
quinta-feira, setembro 09, 2010
Domingo: A-dos-Loucos

segunda-feira, agosto 30, 2010
Crónica da Abrigada
A primeira metade do percurso decorreu a ritmo vivo, ainda que moderado e sem grandes oscilações. Devemo-lo, principalmente, à acção do Freitas, cuja presença foi assídua na dianteira do pelotão. Em longa fase plana, rolou-se quase sempre em redor dos 35 km/h, não permitindo, assim, distância suficiente a que a dupla Capitão e João do Brinco, em fuga desde muito cedo (a seguir ao Tojal), pudesse durar. Pouco depois da Castanheira do Ribatejo seria anulada.
Agora, em pelotão compacto, fez-se a ligação a Alenquer, onde o topo da variante serviu, como é habitual, para ter acelerar o pulso. Entrava-se num sector em que a planície dava lugar a terreno mais acidentado, uma espécie de parte-pernas.
A partir da Ota passei para a frente do pelotão, em parceria com o Bruno (Carb Boom), partilhando a condução do grande grupo até à Labrugueira, a bom ritmo (32 km/h de média neste sector). Esta exposição ao desgaste permitiu-me aferir atéque ponto estaria recuperado da virose que me adoentou no início da semana. O veredicto foi dúbio: recuperado, sim, mas ainda debilitado.
Por isso, quando se deu a renovação à frente do pelotão, com a entrada ao serviço do Jorge e do Carlos Cunha na aproximação à subida da Atalaia, senti-me com os depósitos meio vazios. A prova foi que, logo à saída da Aldeia Galega, no início da longa ascensão para o Sobral, as movimentações entre os mais fortes (e até aí resguardados...) deixaram a descoberto a minha incapacidade para os seguir. Pois, a perda de alguns metros numa aceleração inicial revelou-se irrecuperável.
Foi o Jorge que deu o mote (o Contador de Alverca está em forma e «apontada» à serra!), mas o Bruno deu-lhe seguimento, fraccionando totalmente o pelotão que se transformou rapidamente em pequenos grupos com andamentos descompassados.
Na frente ficaram cerca de 6/7 elementos depois de se terem «perdido» alguns, vergados ao ritmo de respeito. Na perseguição, reuniu-se um trio em que me incluía, com o Renato Hernandez (saudado regresso!) e o Alex, e que cedo percebeu que a recolagem ao grupo da dianteira seria tarefa homérica, apesar do enorme esforço partilhado – que valeu bem a pena! Impressionou-me o Hernandez, que a cumprir uma fase de regresso às lides, ainda longe da capacidade que lhe reconhecemos, mostrou que a força e a fibra são-lhe inatas. Merece elogio também o Alex, pelo esforço que fez, sem desistir nunca, para se manter no duo, numa prova que é dos tais com espírito de sacrifício.
Depois do reagrupamento no Sobral, a subida para o Alqueidão teve os mesmos protagonistas e voltou a demonstrar a lei dos mais fortes. Entre estes, desta vez, houve diferenças. O Contador de Alverca deu novamente largas ao invejável momento de forma que atravessa e na fase final da subida meteu um passo sério que apenas o (nosso!) conterrâneo Carlos Cunha conseguiu acompanhar.
Por fim, a descida para Bucelas, como sempre convidativa a cavalgadas. Desta vez, começou a meio gás, mas acabou em grande estilo com sprint lançado para mano-a-mano entre o Freitas e o... surpreendente Cunha. Não se fez a média louca de há uma semana (50 km/h), mas não faltou velocidade e adrenalina. Sempre nos limites da segurança e do desportivismo.
Entrámos na semana final da contagem decrescente para a Clássica da Serra da Estrela, a realizar no próximo sábado, na Covilhã (8h00). Está tudo a postos e a máquina está em marcha... imparável.
À atenção de todos os que preparam a sua participação, resta privilegiar a recuperação através de um equilíbrio entre actividade e descanso, e que cada um se consciencialize do desafio enorme e engrandecedor que tem pela frente, e principalmente do seu elevado nível de exigência. Que ninguém duvide: esta primeira Clássica da Serra tem um traçado de eleição – que pouco ou nada fica a dever às grandes «marchas internacionais». Vamos, acima de tudo, desfrutar!
Todos os pormenores sobre o evento em: www.classicaserradaestrela.blogspot.com
quinta-feira, agosto 26, 2010
Domingo: Abrigada
O percurso da Abrigada (104 km) não apresenta grandes dificuldades, apenas um «parte-pernas» a partir desta localidade, pouco antes de metade do percurso (46 km) e após a primeira fase quase totalmente plana, por Alverca, Vila Franca e Alenquer. O sector mais exigente vem a seguir, com a suave mas longa subida da Merceana para o Sobral, e a continuação para o Forte de Alqueidão, num traçado semelhante ao final da volta da Serra de S. Julião, no passado domingo.
ATENÇÃO: Novas informações sobre a Clássica da Serra da Estrela: instruções sobre procedimento no decurso do evento (www.classicaserradaestrela.blogspot.com)
quarta-feira, agosto 25, 2010
Crónica de S. Julião
A saída de Loures foi mais intensa que o recomendável para este tipo de voltas... normais. Principalmente, a partir do momento em que o André decidiu apertar o passo e o pelotão sair em sua perseguição. O Salvador ainda o acompanhou algum tempo, mas apercebeu-se que o «puto» tinha intenções de não aliviar e, previdente, deixou-se descair para o grupo, que procurava não perder o fugitivo de mira.
Até Bucelas, se o ritmo foi «um pouco acima» quando se iniciou a subida, no Freixial tornou «muito acima». Pelo menos, para metade do pelotão que imediatamente se dividiu. À frente, um grupo (Mário, Torpes, Jorge, Pedro e um conterrâneo de Alverca «Palmeira-Tavira» que, com outro companheiro, já confirmaram a presença na Clássica da Serra da Estrela) tentou reduzir a distância para o André, mas a maioria viria a abdicar antes do Forno do Coelho, deixando apenas o Mário e o Rui Torpes na perseguição. No segundo grupo, encarreguei-me de gerir o andamento de forma a que todos (Alex, Gonçalo, Salvador, Evaristo, Capitão...) seguissem e sem perder muito tempo para a dianteira. Creio que foi conseguido.
Após a rotunda de Vale de S. Gião, juntámo-nos aos restantes que perseguiam o André, que se mantinha isolado. E continuei à frente, em ritmo moderado, revezando-me com o Alex. Na subida do Milharado, eis o André... em sentido contrário. Abdicara da sua iniciativa de «não parar mais» e adiante... abdicou mesmo de continuar a volta, rumando a outras paragens, provavelmente para cumprir mais a preceito o treino previsto.
No alto da Sapataria, o pelotão estava praticamente compacto e assim rolou a caminho de Dois Portos, Runa, Carvoeira e Curvel, onde iniciou a dura subida para o Parque Eólico. Na aproximação, o falso plano fez uma primeira selecção, que as pendentes iniciais da subida acentuaram. Na frente: Jorge, Torpes, «Palmeiras», Mário e eu – que, à entrada da segunda rampa, cedi à fraqueza muscular. O Mário também descaiu alguns metros em relação ao trio, que se manteve quase compacto até final. Entre os três, segundo me apercebi, as diferenças foram mínimas (ou nenhumas) e, por engano, não foram até ao final (ventoinhas), cortando à esquerda na placa... Serra S. Julião.
Mais relevante foi o facto de os restantes que subiram (Pedro, Capitão, Evaristo, Salvador, Filipe) terem tido uma prestação esplêndida, de muito bom nível.
No regresso, a partir da Merceana o grupo voltou a partir-se. Os mais fortes «foram-se», formando-se, atrás, um quinteto em que me integrei, sempre na roda, a tentar atenuar a debilidade física. Ficaram, então, além de mim, Salvador, Evaristo, Alex e Filipe.
E foi uma subida, como diz o outro, entretida! Primeiro, alguns (que me abstenho de identificar...ehe!) definiram como prioridade não deixar o Capitão reentrar, ele que metera um passo de gestão desde o início, libertando os demais. Ou seja, deveria ser quem menos se importava...
Segundo, depois de constatar que o Capitão era carta fora do baralho, o grupo não demorou a atiçar-se, embora o Alex e o Evaristo fossem os mais despreocupados, colaborando no andamento. Apesar de algumas maldades, o quinteto manteve-se compacto até ao Sobral e assim atacou a subida para o Alqueidão, onde, na parte final, o Salvador acelerou definitivamente, levando apenas o Alex na roda. Os restantes ficaram, com o Filipe a acusar o esforço.
Mas foram poucos os metros que se perdeu (perdemos) e quando nos juntámos a todo o pelotão (que aguardava no alto) passámos... directos! Aproveitando o vento favorável, meti o comboio, do Alqueidão a Bucelas, à média de 50 km/h! Foi divertido, como é sempre descer ali, a alta velocidade e com muito pedal, mas não foi, para mim, certamente, boa ideia. A partir dali, kaput!
A caminho do Tojal, o inesgotável Mário definiu, por defeito, o meu estado: «Também estás num dia mau?» Pior que isso, meu caro, muito pior!
Notas importantes:
A hora de partida da Clássica da Serra da Estrela (www.classicaserradaestrela.blogspot.com) foi antecipada
para as 8h00, no mesmo local da Covilhã (parque estacionamento
do McDonalds)
A volta da próxima semana será a da Abrigada. Mais informações em breve.
quinta-feira, agosto 19, 2010
Domingo: Serra S. Julião (Parque Eólico)
As principais dificuldades estão no troço Bucelas-Vale de S. Gião, na subida do Milharado (de Póvoa da Galega), na aproximação e dura «trepadela» ao alto da Serra de S. Julião (2,2 km a 7%, com rampas acima dos 15%) e no regresso, da Merceana para o Sobral e da Seramena para o Alqueidão. Ou seja, recomenda-se alguma contenção. Tanto mais, que as andanças da Clássica do Cartaxo ficaram para trás e terão deixado marcas - como em mim!
Nota: já está confirmado o local para banhos no final da Clássica da Serra da Estrela (www.classicaserradaestrela.blogspot.com): será no Centro Desportivo da Covilhã, por trás do Hospital. Não terá custos.terça-feira, agosto 17, 2010
Clássica do Cartaxo: a crónica
(*) Não posso deixar de enaltecer mais uma extraordinária prestação do Mário, com a sua BTT, por constituir um «handicap» inquantificável face às ligeiríssimas máquinas de estrada. Tem feito hábito nos últimos domingos, mas continua a impressionar! Enquanto se mantiver fiel ao seu «tractor», o seu desempenho será sempre de uma «classe» à parte.
Informa-se, desde já, que a Clássica do Bombarral (outra das que promete, após os elogios recolhidos na sua 1ª. edição, em 2009), marcada para dia 29 de Agosto, foi adiada para data a definir, em virtude da proximidade da Clássica da Serra da Estrela, no fim-de-semana seguinte (dia 4). No seu lugar haverá uma volta igualmente a definir.
Entretanto, no próximo domingo, realiza-se a volta da Serra de S. Julião, com a sua famosa ascensão ao Parque Eólico da Carvoeira, habitual chegada de uma das etapas do GP Joaquim Agostinho.
E continua a contagem decrescente para a Clássica da Serra da Estrela. Todas as informações em classicaserradaestrela.blogspot.com
quarta-feira, agosto 11, 2010
Domingo: Clássica do Cartaxo
O percurso é o seguinte: Loures, Tojal, Alverca, Vila Franca, Carregado, Azambuja, Cartaxo (p/ Aveiras pela variante), Aveiras de Cima (dir. p/ Alcoentre), Alcoentre (esq. p/ Alenquer), Espinheira, Alenquer, Carregado (à dir. p/ Arruda), Arruda (p/ Alverca), A-do-Barriga, A-dos-Melros, Alverca, Cabeço da Rosa, Bucelas, Tojal, Loures.
Informações úteis:
1- Ao chegar ao Cartaxo, vira-se logo na 1ª rotunda à esquerda; seguindo até à terceira rotunda. Nesta vira-se à esquerda para Aveiras de Cima, pela variante. Entre a entrada no Cartaxo e Aveiras são 10,5 km.
2 - Em Alcoentre, à saída, vira-se na primeira rotunda à esquerda para a Alenquer/Espinheira.
3 - A passagem por Arruda faz-se pelo caminho habitual. Da estrada do Carregado, vira-se à direita junto à cooperativa vinícola e depois na próxima rotunda à esquerda. Passar pelas lombas e os semáforos, antes de pequena subida. Na 1º rotunda segue-se em frente, em direcção ao Centro de Saúde e Escola (nova rotunda), descendo-se para 3ª rotunda (Praça de Touros/Mata) e desta, ainda em frente para 4ª rotunda. Aí é, vira-se à direita para Alverca, por A-do-Barriga e A-dos-Melros.
4- A passagem em Alverca faz-se por trás da urbanização da Quinta da Formigueira (viragem à direita junto à Telepizza); cerca de 300 metros adiante novamente à direita para o viaduto da A1 e imediatamente à esquerda para a estrada da Proverba (Bom Sucesso) até ao cruzamento da Nacional 116, virando à direita p/ Cabeço da Rosa.
5- Nunca é demais recordar que, por ter categoria de Clássica, a volta tem características diferentes das «normais» de domingo. A principal é a ausência de neutralizações predefinidas (normalmente, aguarda-se após um troço selectivo), a não ser que sejam decididas pelo «colectivo», pelos seguintes motivos: furo, queda, necessidades fisiológicas, incluindo paragem para reabastecimento de líquidos - que será imprescindível com o calor que se feito sentir. Neste último caso, os locais não são pré-estabelecidos. No momento, de acordo com o desenrolar da «situação», decide-se.
Exclusivamente para a divulgação do evento criou-se o «blog» específico, para consulta e troca de informações. O endereço é classicaserradaestrela.blogspot.com
segunda-feira, agosto 09, 2010
Crónica da Carnota
As pulsações começaram a subir (e se o clima abafado não bastasse...) ainda antes da primeira subida do dia, Alverca para A-dos-Melros, por iniciativa do João do Brinco na condução do pelotão. Óptimo ritmo (em Alverca a média ultrapassava os 32 km/h), antes de abdicar à passagem por Alverca, tomando um atalho que o levou à Carnota mais rapidamente.
No grupo principal, o Freitas tomou o comando e fê-lo com ímpeto, marcando o «Tempo» na maior parte da subida para A-dos-Melros, antes de ser substituído pelo Jorge e, na fase final, pelo camarada do Sporting (Kuota), quando nem o terreno mais plano permitiu reduzir o esforço. Resultado: uma boa apalpadela à maioria dos elementos do pelotão.
Em bom andamento desceu-se para Alhandra e rolou-se até Cadafais, onde se inicia a longa subida para a Carnota, primeiro em falso plano e só os últimos 3 quilómetros mais duros. O Freitas voltou a tomar as rédeas após o Carregado e iniciou a subida na liderança do grupo, que cerrou fileiras na sua roda. O Pina (atravessa uma boa forma sem precedentes) e o Gonçalo (sempre activo e empenhado) ainda passaram pela frente, fugazmente, mas o maior volume do trabalho esteve a cargo do Freitas, que o terminou, esgotado, ainda a 2/3 km do início da subida. Nessa altura, teve no voluntarioso Jorge (sempre em elevado nível!) seguidor à altura, conduzindo o pequeno grupo que se seleccionou a alta velocidade! Demasiado cedo para o que ainda faltava. Por isso, na subida, quando o André, a cerca de 1 km do alto, lançou o primeiro ataque, o Contador de Alverca não pôde responder. Apenas eu e um estreante trepador da Carb Boom (parecem cogumelos, sempre a nascer...) conseguimos alcançá-lo, após uma tenaz recuperação, mas, ao segundo esticão, a 200 metros do alto, foi irresistível.
Mais tarde, a chegada ao Forte do Alqueidão (da Seramena) serviu de ensaio a uma iniciativa do duo Paulo Pais-Mário que vingou no início da estrada da Tesoureira, após um excelente trabalho do Salvador (que está a passar uma boa fase, em que a sua influência é, para si, efectivamente compensadora) na descida do Sobral, à frente do pelotão.
A perseguição ficou a meu cargo, contando com precioso auxílio do Gonçalo nas descidas. Com a fuga controlada, a junção deu-se a cerca de 1 km de Casais da Serra, onde o André voltou a acelerar sem oposição do já muito restrito grupo. De resto, acabei eu por responder. Depois do topo, o Freitas ganha alma e atrás dele os que se ainda de aguentavam!
No próximo domingo realiza-se a Clássica do Cartaxo, na distância de 143 km. Desde já, está confirmada a presença dos nossos camaradas Duros do Pedal, de Massamá, e certamente, de uma representação de respeito do Ciclismo2640, de Mafra. Vamos recebê-los com a reverência que merecem!
Recorde-se que a hora de partida é às 8h00, das bombas da BP em Loures.
Entretanto, começa a contagem decrescente para a Clássica da Serra da Estrela. Os interessados começam a aumentar. Aguarda-se que muitos mais se juntem, à partida da Covilhã, no próximo dia 4 de Setembro.
Exclusivamente para a divulgação do evento criou-se o «blog» específico, para consulta e troca de informações. O endereço é classicaserradaestrela.blogspot.com
Bons treinos!
quarta-feira, agosto 04, 2010
Domingo: Santana da Carnota
Algumas dicas úteis:
Alerta-se para o facto que, no alto da A-do-Barriga, o percurso seguir para Alhandra (à direita) e não para Arruda (à esquerda), como poderá induzir em erro, em virtude de ser o caminho mais curto e lógico. De resto, já houve ocasiões em que o pelotão, após se fragmentar na subida desde Alverca, escolheu caminhos opostos e provocou desencontros irremediáveis. A sugestão, para evitar lapsos (porque há sempre alguém que não sabe o traçado...), é cumprir uma neutralização no alto.
Outro local onde poderá haver enganos é na ligação à Tesoureira, a partir da descida do Sobral, no cruzamento à direita pouco depois da Quinta do Paço. O que por vezes sucede, é que com o ímpeto e a velocidade da descida (e já alguma vontade, naquela fase avançada da tirada, de chegar a casa...), passa-se o local directamente para Bucelas.
terça-feira, agosto 03, 2010
Crónica da Carvoeira
Quando o pelotão principal que partiu de Loures foi interceptado pelo grupo encabeçado pelo camarada Paulo Pais - e que incluia o Rocha, o Jonas, o Sérgio e o Marco Silva, a maioria em excelente forma! -, já vinha algo «tocado» da longa subida desde Bucelas, realizada a ritmo irregular e acima do (que considero) recomendável para início de volta com traçado tão acidentado. Assim, a chegada de novos elementos coincidiu com período de desejada (e consequente) acalmia e até Mafra só foi interrompido, como é habitual, na passagem de Alcainça à Abrunheira.
A subida da Carvoeira para Mafra, pela Sra. do Ó, foi o momento alto da tirada, em disputada ascensão entre meia dúzia de ciclistas, mas outros contribuíram para o desfecho com igual mérito. Algum estímulo acrescido resultou de uma curiosa situação: o Rui Torpes apresentou-se com estreante equipamento da Pina Bike, que logo ao arranque de Loures motivou algumas farpas no seio do pelotão. Eram oriundas da surpresa... quase geral.
No entanto, essa indumentária acabou por transformá-lo em chefe-de-fila (as suas reconhecidas capacidades atléticas justificam-no) para a principal subida do dia, beneficiando de improvisado trabalho de equipa. O Freitas foi o impulsionador e reuniu as tropas em poucos metros, já em pleno atravessamento da Ericeira, onde encorajou, primeiro, o Salvador «Viveiros de S. Lourenço» a um trabalho de grande nível na condução do pelotão até bem dentro da subida da Foz do Lizandro (Pobral). Em seguida, o próprio substitui-o e manteve o andamento vivo – e ainda mais ao entrar na subida em ritmo altamente selectivo. Após as primeiras centenas de metros, abriu para que eu entrar ao serviço, no intuito de levar o já reduzido grupo em «alta rotação».
O Torpes, apesar de se ter antecipado no ataque (por desconhecimento da subida), conseguiu uma consolidada vantagem após a gradual quebra dos seus perseguidores (Jorge e Marco Silva, os principais) mas acabou por se deter numa das primeiras rotundas, ainda antes do final da subida. Por isso, os mais destacados reagruparam-se (além daquele trio, o Sérgio, o André e eu), mas por meros instantes, porque as forças já eram escassas para manter a unidade em nova aceleração nos derradeiros 500 metros. Média da subida: 27 km/h!
Mais tarde, na agreste ligação entre Igreja-a-Nova e Alcaínça voltou a haver forte movimentação, agora com a participação do Paulo Pais e do Mário (com a sua... BTT). A correria manteve-se até à Malveira, numa espécie de «forçar, forçar até partir...», que elevou a intensidade e a adrenalina aos píncaros.Finalmente, o grupo mais restrito que desceu para Bucelas não perdeu o ímpeto e demonstrou que nesta fase da temporada o nível de forma global está bem elevado.
Espera-se que a aprimorar para as estimulantes Clássicas do Cartaxo (no dia 15) e da Serra da Estrela (4 ou 5 de Setembro).
No próximo domingo: Santana da Carnota
quinta-feira, julho 29, 2010
Clássica da Serra da Estrela - 2010
A Clássica, a disputar no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro) tem percurso (ver em anexo) que se inicia na Covilhã (parque de estacionamento do McDonald’s) em plena alameda que liga a EN18 ao centro da cidade, e segue-se por esta estrada nacional em direcção a Belmonte, num trajecto com alguns desníveis. Apenas 5 km após esta cidade, e continuando pela mesma estrada, «eleva-se» a primeira subida da etapa, Gonçalo, com 10 km a 4,7%. A inclusão desta ascensão no percurso foi sugerida pelo camarada Manso «Cancellara», dinamizador desta jornada serrana, e sobre ela, adianto, não tenho qualquer conhecimento. Segundo o próprio, arranca com as inclinações mais fortes e vai suavizando à medida em que subimos na cota, sempre com uma pendente que diz ser algo irregular. A subida atravessa as localidade de Gonçalo e de Seixo Amarelo, culminando com a intercepção da N18-1 que liga Guarda a Valhelhas, já em pleno Parque Nacional da Serra da Estrela.
A descida tem 13 km para Valhelhas, que conheci em 2009, na Super-Clássica Guarda-Torre-Guarda, na companhia do Rui Torpes (e da sua mulher), do Xico Aniceto e do Vasa, e tem algumas parte técnicas mas um declive moderado.
A partir de Valhelas, vira-se à direita para Manteigas, onde se chega após 16 km de falso plano (progressivamente) ascendente. Nesta ligação, que convida a velocidade elevadas não convém cometer exageros!
Em Manteigas inicia-se a segunda montanha do dia, Penhas Douradas: 15 km a 4,4%. Ou seja, longa mas suave. Sem dúvida, uma montanha rolante, sem inclinações fortes e uma pendente regular! Conheço-a apenas em descida, e adianto desde já que é... fantástica! Faz a transição da cota de 760 metros para a de 1414 metros, elevando-se praticamente sobre Manteigas através de um emaranhado de pequenas rectas e ganchos e proporcionando um esplêndida visão do Vale Glaciar do Zêzere, que vai ficando debaixo dos nossos pés...
A partir de Penhas Douradas (e da passagem próximo do seu Observatório Meteorológico), desce-se para o Sabugueiro saindo da N232 que continua para Gouveia. Depois deste cruzamento (à esquerda), são 5 km em descida até ao Sabugueiro (a aldeia mais elevada de Portugal Continental) numa estrada com piso irregular e muito desabrigada.
A junção com a subida Seia-Torre faz-se antes do Sabugueiro, ainda em descida acentuada (a tal passagem características desta subida, por onde irá passar uma das etapas da Volta este ano), para logo se iniciar a subida final para a Torre (imediatamente a seguir à aldeia). Serão 17 km a 5,5%, e para o poucos que não conhecem esta subida, a percentagem média de inclinação está longe de reflectir a sua dificuldade.
Nos 5 km seguintes ao Sabugueiro, é a doer e sem tréguas! Surge, então, uma descanso que antecede a passagem pela Lagoa Comprida. Depois, a pendente torna-se irregular, com secções bastante inclinadas e outras brandas, chegando mesmo a descer-se. A aproximação à Torre faz-se por patamares...
No cume de Portugal Continental, estaremos com cerca de 110 km... e etapa praticamente concluída. Todavia, resta voltar «vertiginosamente» para a Covilhã, em descida íngreme e com troços muitíssimo técnicos. Aí, os grandes descedores vão estar em palco privilegiado.
Quanto à data do evento, coloca-se desde já à discussão. Domingo (dia 5) é o dia original, mas a antecipação para sábado permitiria aos que têm de regressar a Lisboa e, especialmente, aos que têm de trabalhar na segunda-feira, desfrutar de um dia de descanso ou uma viagem mais tranquila para as suas casas (alerte-se que a duração da prova não deverá ser inferior a 5 horas, à (melhor) média prevista de 25 km/h).
Em relação à hora do início: aponta-se, inicialmente, para as 9h00 (quer seja no domingo ou no sábado).
quarta-feira, julho 28, 2010
Domingo: Carvoeira (Sra. do Ó)
Destaco, na volta de Sto. Estevão, alguns sectores realizados a boa velocidade, e a razoável média final a rondar os 34 km/h. Nomeadamente, a média superior a 37 km/h no extenso troço entre o Porto Alto e a rotunda do Infantado. Até aí, o andamento foi bastante moderado (média de 30 km/h) e após isso situou-se em torno dos finais 34 km/h.
Sem grandes oscilações de ritmo, o pelotão manteve-se quase sempre compacto e só os topos a partir de Sto. Estevão ao Infantado, e mais tarde a passagem na ponte de Vila Franca, provocaram alguma desagregação, compensada, nos primeiros, com a elogiável neutralização do grande grupo.
No próximo domingo, a volta apresenta relevo bastante mais acidentado, com o característico «parte-pernas da região saloia, num percurso que tem como principal ponto quente a subida da Carvoeira para Mafra, desde a Sra. do Ó. (ver itinerário no final da página)
Entretanto, a pouco mais de um mês da Clássica da Serra Estrela (fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro), adianta-se, desde já, que a edição deste ano terá a opção por um percurso diferente, mais longo e com maior desnível acumulado que o tradicional Fundão-Torre (Covilhã)-Fundão. Ficará ao critério de cada ciclista, a escolha entre um e outro traçado. Uma verdadeira jornada de alta montanha, à atenção de todos os apreciadores das provas de superação.
Amanhã, apresenta-se o percurso (grande) e demais pormenores sobre a tirada.
sexta-feira, julho 23, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
Domingo - extra-calendário: Roteiro dos Muros
O link com o traçado está em abaixo, mas ficam desde já descritas as principais passagens:
Loures para Lousa, à direita para Montachique (cruzamento da A8), Bucelas (direcção Sobral), direita para Serra da Alrota; Bucelas, esquerda para Santiago dos Velhos, esquerda para Contradinha/N. Sra. Ajuda; em frente para Louriceira; esq. para A-dos-Arcos; direita p/ Seramena; direita para S. Quintinho; Sapataria, esq. para Póvoa da Galega; direita para Charneca; Venda do Pinheiro esq. para Ponte de Lousa; dir. p/ Bocal; direita para Choutaria; Montemuro, Lousa, esq. p/ Salemas; esq. p/ Cabeço Montachique; esq. para Lousa; dir. p/ Venda; esq. para (Rua Casais do Vais); Montemuro à dir. para/ Rogel; à esq. Sto. Estevão das Galés; à esq. para Sta- Eulália; à esq. para Ponte de Lousa; à dir. para Loures.
http://www.gpsies.com/map.do?fileId=wfpregojwugbcfrk
Para os interessados, a partida será, como habitual, das bombas da BP, em Loures, mas às 8h00 em «ponto», com saida em direcção a Pinheiro de Loures.
De qualquer modo, para quem não quiser alinhar nos Muros, a volta de Runa mantém-se
Percurso: Loures-Alverca-Vila Franca-Alenquer-Merceana-Carvoreira-Runa-Dois Portos-Feliteira-Pêro Negro-Sapataria-Póvoa da Galega-Vale de S. Gião-Montachique (Cabeço)-Malha Pão (Sete Casas)-Loures.

