sexta-feira, setembro 16, 2011

Domingo: Montejunto (Pragança)

No próximo domingo, dia 18, realiza-se a volta de Montejunto (Pragança), uma das jornadas mais emblemáticas do nosso calendário, com um percurso exigente que tem como principal «ponto quente» a subida mítica a Montejunto pela «rude» vertente de Pragança: 6 km a 7,5%, com a famosa rampa dos 15%.
A partida de Loures é às 8h30 (não é uma Clássica!) e o traçado, com 130 km, é o seguinte (clicar). Nesta volta teremos a companhia sempre apreciada dos camaradas dos Duros do Pedal. Recebam-nos como merecem...

Nota: homenagem à excelente prestação da equipa Pina Bike no recente contra-relógio Alverca-Reguengos (domingo passado). A formação composta por 11 elementos - incluíndo alguns outsiders de indiscutível mais-valia, como o caso do camarada Vítor Mata-a-Velha (bem haja!) -, e superiormente liderada pelos nossos homens-fortes, os mais assíduos e nucleares na estrutura do grupo - caloroso cumprimento para Pina, Freitas, Salvador, Alex, Gonçalo, Capitão, Zé Henriques, Evaristo «Fraquinho», entre outros -, realizaram a excelente média de 38 km/h, o que demonstra, além de elevado momento de forma individual, o colectivismo indispensável a esta especialidade do ciclismo. A todos, e aos que a cada domingo contribuem para o grupo Pina Bike continue a ser uma referência do ciclismo amador da nossa região, os meus parabéns. Espero, em breve, regressar ao vosso convívio.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Clássica dos Campeões adiada

Por motivos a realização do contra-relógio colectivo Alverca-Reguengos, no próximo domingo, a Clássica dos Campeões, calendarizada para essa data, será adiada.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Domingo: Ericeira (Carvalhal)

A volta do próximo domingo, dia 28, é a da Ericeira (Carvalhal), com o maior ponto quente na «dura» subida do Carvalhal (para Igreja a Nova). Mas é apenas o maior, pois os restantes pontos de interesse da tirada ada têm de mornos e são mais que muitos...
O percurso é um verdadeiro sobe e desce que tem na Ericeira, digamos, um mero ponto de passagem para relaxar por instantes e ver o mar... Desde já se antecipa que o nível do traçado é bastante exigente...
Sem dúvida, uma das voltas mais difíceis e espectaculares do nosso calendário!









sábado, agosto 20, 2011

Domingo: S. Julião

A volta de amanhã, domingo, é a de S. Julião (Parque Eólico)






quarta-feira, agosto 10, 2011

Clássica de S. Romão

No próximo domingo realiza-se a Clássica de S. Romão, com percurso que desde já classifico de bombástico! Simplesmente esmagador... São quase 126 km, num misto de planície e subidas altamente selectivas, com destaque para o «muro» da Ota, para Bugarréus; e o Alto do Agruela, de Vila Franca (a conhecida subida do hospital), antes de atacar a ascensão final, ao santuário de S. Romão (Trancoso/Lameiro das Antas), a partir de Alhandra- ponto culminante da tirada. Imperdível a , mas apenas ao «alcance» dos que estão em grande forma.
Hora de partida: 8h00
Local: Posto de abastecimento da BP (Loures)
Para visualizar percurso, clicar

sexta-feira, agosto 05, 2011

Domingo: Santana da Carnota

No próximo domingo, a volta é a de Santana da Carnota.



sábado, julho 30, 2011

Amanhã (dia 31): Carvoeira (Sra. do Ó)

A volta de amanhã, domingo (dia 31) é a da Carvoeira (Sra. do Ó).
O percurso e, em especial, a longa e inconstante subida da Sra. do Ó (Carvoeira) para Mafra são fantásticos...

quinta-feira, junho 23, 2011

Roteiro dos Muros fantástico; Clássica do Bombarral no domingo

O Roteiro dos Muros preencheu, uma vez mais, uma manhã extraordinária de ciclismo. Excelente grupo, recheadíssimo de trepadores, e alguma gente com créditos firmados na matéria. Acima de tudo, empenho, coragem, espírito de sacrifício e companheirismo. A minha homenagem a todos os participantes e, em especial, aos que, comigo, concluíram o clássico trajecto dos 13 «muros: André, Jorge «Contador», Carlos Cunha e Pedro «ex-Kuota»

E não há tempo para «desaceleramentos» (como diz o outro), pois já no próximo domingo há Clássica do Bombarral. Uma opinião pessoal: o percurso é fantástico (ver em cima), mas exigente... Partida de Loures (BP) às 8h00. Façam-no por mim, que estarei retirado algumas semanas, a... banhos.

domingo, junho 19, 2011

Rescaldo de Sintra e Roteiro dos Muros

Este domingo, realizou-se a volta de Sintra, Lagoa Azul.
Pelotão com poucas mas abnegados ciclistas, ritmo intenso, de muito bom nível, a colocar a média final nos 31 km/h - que, numa volta com este perfil, é assinalável. Subidas «atacadas», a ritmos elevados, e só o exigente encadeamento Lagoa Azul-Cabo da Roca fez diferenças mais significativas, entre dois pequenos em que se dividiu o pelotão na Lagoa Azul.
«Caliente» chegada a Sintra, com o Pedro ex-Kuota, agora Cannondale, a «carimbar» e a mostrar que a troca de montada constituiu, também, um up-grade ao seu rendimento.

Excelente preparação para o Roteiro dos Muros, na próxima quinta-feira.
Partida das bombas da BP, em Loures, às 8h00
O percurso tem 98 km e 13 célebres subidas. Para se irem riscando, conforme se forem ultrapassando, a aqui fica a lista:
1ª Serra da Alrota
2ª Bucelas (antenas)
3ª Santiago dos Velhos
4ª N. Sra. da Ajuda
5ª S. Quintino
6ª Casais de S. Quintino
7ª Molhados (Sapataria)
8ª Charneca
9ª Choutaria
10ª Alto da Urzeira
11ª Monte Gordo
12ª Salemas
13ª Ribas de Baixo (Fanhões)

Nota: esta é, por excelência, uma prova de superação extremamente exigente. A todos os participantes ressalva-se a importância de adequarem o seu ritmo às suas capacidades. As boas sensações que se poderão ter na primeira fase não, de todo, são fiáveis - a qualquer momento, tudo poderá mudar. É assim neste tipo de percurso, em que, ora se sobe (e de forma geralmente abrupta) ou se desce... da mesma maneira.
Como é tradicional, esta é uma prova marcada pela filosofia de interajuda, de incentivo. Durante o maior número de subidas deve respeitar-se neutralizações no alto para reagrupamento de eventuais retardatários. De qualquer modo, igualmente a estes se pede que tenham noção que não podem «atrasar» demasiado e sistematicamente os demais, bem como o normal desenrolar do evento. A todos, pede-se a consciência que, a qualquer momento, poderão ter de abdicar e seguir em autosuficiência, ou até, naturalmente, optar por não prosseguir.
O Roteiro dos Muros tem a sua mística muito especial - iremos respeitá-la e perpectuá-la!

sexta-feira, junho 17, 2011

Domingo: Sintra (Lagoa Azul)

Eis o percurso da volta do próximo domingo, Sintra (Lagoa Azul)

* e não esquecer: na quinta-feira Roteiro dos Muros. Info em breve





quarta-feira, junho 15, 2011

Crónica da Serra já disponível

A crónica da inesquecível edição de 2011 da Clássica da Serra da Estrela já está disponível em http://www.classicaserradaestrela.blogspot.com/
A todos os participantes, a merecida homenagem!

Entretanto, na passada semana e fim-de-semana, acumularam-se muito quilómetros, de treino e em saídas de grupo. Na sexta-feira, dia 10, bem composto pelotão fez a volta da Ota, a um ritmo muito bom, mas sem esticões e acessível à maioria - com oportunidade para «forçar» nos pontos apropriados. O único neste percurso é a «famosa» subida do Vale do Brejo, que foi realizada em tempo recorde (pessoal): 4m02s. Depois de um excelente trabalho do Carlos Cunha na ligação desde a Ota, passei a imprimir o ritmo, lançando a aceleração final. O Jorge «Contador» foi o mais rápido, destacando-se algumas dezenas de metros (e assim fez tempo ainda abaixo daquele que referi), mas teve o surpreendente Zé-Tó, a vir de trás, e a acabar a morder-lhe a roda. Como há muito tempo (anos!) não se via...
Depois, no regresso, os «limitados» em horário que prescindiram de paragem para café em Aveira de Cima imprimiram um andamento muito bom, com médias impressionantes: De Aveiras ao Carregado: 41,5 km/h; do Carregado a Vila Franca (calcule-se!), 43 km/h!

No domingo seguinte, cumpriu-se a volta da Abrigada dentro do mesmo registo: ritmo bom, mas certo durante a maior parte do percurso, a permitir ao imenso pelotão manter TODAS as unidades. Ressalvo a presença de alguns elementos que se têm tornado hábito não acompenharem o grupo principal e que estiveram de «corpo inteiro» nesta volta. De resto, só a partir da Merceana para o Sobral, e depois do Sobral para o Forte do Alqueidão, seguindo de descida alucinante para Bucelas, marcaram intensidades altas - mas ficou bem provado que este é o período em que o nível global do grupo está mais alto. Isso só contribui para que as voltas sejam mais concorridas... e os participantes se envolvam mais.
No domingo, há um bom pitéu: Lagoa Azul (Sintra). O percurso é bem conhecido, mas em breve será aqui publicado.
E marquem já nas vossas agendas: na quinta-feira, dia 23, feriado nacional, estão todos convocados para a edição de 2011 do celébre Roteiros dos Muros. Mais informações nos próximos dias.

quinta-feira, junho 09, 2011

Amanhã, feriado, volta da Ota

Amanhã, sexta-feira, feriado, haverá volta. A da Ota. Partida de Loures às 8h30.

Percurso: Loures-Tojal-Vialonga-Alverca-Vila Franca-Carregado-Alenquer-Ota-Vale do Brejo-Aveiras de Cima-Aveiras de Baixo-Azambuja-Carregado-Vila Franca-Alverca-Vialonga-Tojal-Loures.

sexta-feira, junho 03, 2011

quarta-feira, maio 25, 2011

Domingo: Carmões

No próximo domingo, a volta é a de Carmões, na sua versão mais «elaborada». O percurso ao lado.
nota: para os mais distraídos, recorde-se que estamos a menos de semana e meia do grande repto da temporada - ou, pelo menos, da primeira metade, porque ainda haverá muitos mais desafios por desbravar no ano. Refiro-me à 2.ª Clássica da Serra da Estrela, no próximo dia 4 de Junho, na Covilhã. Pelos ventos que sopram de vários quadrantes, o entusiasmo é crescente para o ataque à Torre pela interminável subida de Seia.

ATENÇÃO: os balneários no final do evento serão, como no ano passado, os do Complexo Desportivo Municipal da Covilhã (estádio). Eis o trajecto desde o parque de estacionamento do Pingo Doce/Mc Donald's (local de concentração, partida e chegada).

(todas as informações (actualizadas diariamente até ao dia do evento, em http://www.classicaserradaestrela.blogspot.com/)

sexta-feira, maio 20, 2011

Domingo: À Volta da Serra

Domingo, a volta é... À Volta da Serra. Eis o percurso

sábado, maio 14, 2011

Domingo: Barril

A volta do próximo domingo (dia 15) é a do Barril. O percurso interactivo é o seguinte:




quinta-feira, maio 05, 2011

Domingo: Clássica do Cartaxo

No próximo domingo (dia 8) teremos mais uma Clássica, a quarta da tempoada 2011: Cartaxo!
O percurso é o que foi realizado em 2009 e 2010
O horário de partida de Loures (BP) é, como habitualmente, nas Clássicas, às 8h00!

sábado, abril 16, 2011

Domingo: Ereira

Amanhã, domingo, a volta é a da Ereira. O percurso.

sábado, abril 09, 2011

Domingo:Clássica de Santa Cruz - 8h00

A Clássica de Santa Cruz 2011 realiza-se amanhã domingo. O terceiro evento do género nesta temporada tem partida e chegada a Loures (posto de abastecimento da BP, junto ao nó da A8) e distância de 125 km, com partida às 8h00

A Clássica de Santa Cruz tem um percurso muito interessante, suficientemente exigente. A morfologia do percurso desta Clássica nada tem a ver com o das anteriores já realizadas este ano (Santarém e Évora). Obviamente, é mais acidentado, com sucessão de subidas dignas de registo, como são os casos do Forte de Alqueidão (de Bucelas), Encarnação, Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e Vila Franca do Rosário.

Como nas anteriores edições desta Clássica, a tirada será NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 103,3 - rotunda do nó da A21 Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como objectivo zelar pela segurança dos ciclistas – em especial no atravessamento sempre muito congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro; e já perto do final, de Pinheiro de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento de elementos retardatários.




domingo, abril 03, 2011

Clássica de Évora 2011: a crónica

Um ano depois de a Clássica de Évora se ter «nacionalizado» - mercê de pontual integração no Desafio Audax da Federação de Cicloturismo –, o regresso às origens locais trouxe ao evento a confirmação de um estatuto intermédio: regional. Pelos indicadores verificados no domingo passado – mais de sete dezenas de participantes, responsabilidade colectiva pela segurança, velocidade, competitividade, desportivismo -, não parecem restar dúvidas de que a «nossa» Clássica das Clássicas reforçou saudável processo evolutivo, sem «muleta» federativa.

Outra prova da projecção e do interesse crescente desta tradicional jornada primaveril de ciclismo puramente amador, organizada pelo grupo Pina Bike, é a adesão cada vez maior de participantes de elevado nível (sem qualquer desprimor dos menos treinados; trata-se apenas de um indicador), facto que não deixa de ser curioso, tratando-se, indiscutivelmente, de um percurso acessível – em distância e desnível acumulado -, em que as superiores capacidades físicas dos atletas não sobressaem (tanto…) como noutros traçados com relevo mais acidentado e/ou maior quilometragem. A verdade é que, embora havendo protagonistas a destacar entre o extenso grupo que partiu de Loures (sob ameaça de chuva que, felizmente, não se confirmou), cada vez mais «gente que anda bem» adere a esta Clássica que tem vindo, ano após ano, a diluir as diferenças entre participantes. Pela terceira edição consecutiva, o evento teve final em pelotão compacto (cerca de uma vintena de ciclistas), ao sprint.

Antes de passar à habitual crónica, um ponto prévio: em resposta ao repto deixado pelo camarada Carlos Cunha em recente comentário, vou procurar voltar «ao registo antigo», empregando um tom mais opinativo, crítico, quiçá acutilante. Comprometendo-me mais, pois claro! Por isso, aos mais susceptíveis, peço que relevem a importância das minhas afirmações, porque, naturalmente, não passam disso mesmo... A ver.

O arranque da descrição pode, desde já, ser controverso. Creio que não! Tomei a decisão de destacar o «resultado final» da Clássica, sem olhar aos meios. Ou seja, valorizando a vertente competitiva. Por isso, dedico mérito maior ao Freitas (Pina Bike), que teve uma prestação perfeita para os seus assumidos intentos: ser o primeiro a cruzar a «passadeira» de meta, em Évora. Para tal, comportou-se como um verdadeiro sprinter, protegido durante todo o percurso (apesar de envolvido em queda) para surgir nos últimos metros a fazer a dificílima diferença para os demais, aplicando superior velocidade terminal, a sua explosão muscular.

Reforço: conseguiu o objectivo a que se propôs (reforço) e isso é indiscutível. Reforço ainda mais: as Clássicas não têm fins competitivos, mas há entre a elite de participantes quem procure ser o primeiro. Certamente, a maioria dos ciclistas que integravam o grupo principal à chegada ambicionava esse feito, mas sabia que só um poderia atingi-lo. Prova disso, o sprint massivo, concorrido e vigoroso!

Mas a história desta Clássica começou a ser ganhar contornos ainda na ponte de Vila Franca, quando o Hugo Ferro (Carb Boom), depois de passar o incómodo empedrado «dinamitou» o pelotão pela travessia acima. A velocidade a subir roçou os 40 km/h e a embalagem da descida mais de 70 km/h: dá para ter uma ideia! Foi o mote para disparar o ritmo da Clássica: a partir daí, o comboio nunca mais abrandou – e já vinha a cumprir a média muito simpática de 35 km/h...

Quem começou a meter «lenha», não posso precisar (eu estava longe da cabeça do pelotão), mas apercebi-me que por lá passaram alguns elementos da Carb Boom, talvez mais amiúde o Hugo e certamente já o Renato Hernandez, a irresistível locomotiva desta Clássica. Sobre o desempenho deste, todos os elogios não chegam, podendo resumir-se, para quem o conhece, numa frase esclarecedora: foi ao seu melhor estilo (ponto!).

Não sei se foi por alturas da passagem pela recta do Cabo, se um pouco mais à frente, o certo é que ele tomou o comando do imenso grupo e foram poucos os que ousaram (sequer!) partilhá-lo. Foi assim até Montemor! E mesmo depois, só rendido ao cansaço e à dureza dos ataques sucessivos, se viu forçado a baixar a guarda. Até então, rendê-lo foi impossível; ir simplesmente ao seu lado era demasiado castigador! Opção mais coerente: deixá-lo na sua tarefa hercúlea e continuar a rolar, na sua roda, a mais de 40 km/h na planície. Não será exagero considerar que a média final, superior a 39 km/h em 135 km, podia ter sido ele a estabelecê-la… em contra-relógio individual!

Mas houve quem não estivesse pelos ajustes. Quem? O João Aldeano, pois claro!, presença destacada na edição de 2011. Antes do Infantado, lança um ataque e ganha cerca de 200 metros. Mas só: o Renato não lhe permitiu mais liberdade. Houve quem discordasse, que devia tê-lo deixado ganhar terreno, criar a ilusão da fuga para o desgastar. Afinal, era um dos homens fortes, dos mais «perigosos». Não foi isso que aconteceu. Nem mesmo quando o Duarte (com as cores Pina Bike – dá para repetir!?) se juntou a ele, saltando bem nas barbas do pelotão. Não era para todos. Coisas de Masters…

Durante cerca de 5 quilómetros, o duo não teve mais de 300 metros de avanço do pelotão, sempre à vista (e como isso é importante para quem persegue...). O Renato foi tendo ajuda, principalmente do Hugo (Carb Boom), mas pertenceu-lhe sempre as maiores despesas. Até que a fuga foi anulada... coincidindo com a grande queda da jornada que envolveu meia dúzia de ciclistas, numa rotunda escorregadia, felizmente sem consequências graves. Apesar de algumas escoriações, todos os acidentados puderam retomar.

Montemor

Pelotão novamente compacto e a impressão geral que não havia possibilidades de escapar enquanto o Renato tivesse força (aquela toda...). Foi assim, mesmo depois de Pegões e a entrada em terreno mais ondulado (o vento favorável também foi seu bom aliado), prosseguindo até à famigerada subida de Montemor – por que todos esperavam...

Andamento rijo imposto pelo Aldeano e pelo Renato, mas suficientemente acessível aos mais fortes. Muitos! Creio que havia «espaço» para experimentar ataques, mas ninguém tomou a iniciativa. Certamente, estaria condenada ao malogro. O «Mata a Velha» ainda passou no alto com cerca de cinco metros de vantagem, sem grande esforço para o próprio e com total permissão do pelotão. Não seria ali, a 30 km de Évora, que as principais figuras iriam jogar os seus trunfos.

Mas também não foi muito mais adiante... Num dos topos à saída da cidade o Aldeano arranca, forte, decidido a fazer estragos. Quiçá a provocar um corte decisivo no grupo. Quebrava-se, finalmente, a ordem imposta pelo Renato, que partir daí sentiu muito mais dificuldades para manter o controlo das operações (entenda-se, a impor o ritmo). E não foi por não ter tentado… O protagonismo que exacerbou durante 100 km faltou-lhe nos derradeiros e decisivos 30. Com toda a naturalidade. Não é um reparo, muito menos crítica, apenas o desejo de saber se aquela força colossal, que parece inesgotável, teria capacidade de «triturar» a concorrência. Noutro tipo de terreno, estou convencido que sim. Talvez, já numa próxima Clássica…

Voltando à estrada: respondi, de pronto, à iniciativa do Aldeano e cheguei à sua roda nalgumas centenas de metros a grande intensidade. Uff… Mas, tal como eu, chegou a reboque todo o pelotão – ou o que já dele restava... Com isso, o Master abdicou, mas não voltou ao conforto do grupo, estava empenhado em desgastar, desgastar... e meteu o ponteiro muito acima dos 40, por vezes, 50... e tal! O Tiago Silva e o seu compadre Dario cooperaram. O primeiro estava a confirmar excelente prestação na segunda parte do percurso e o Dario o seu muito momento de forma.

E eis que, num dos topos mais extensos, houve uma movimentação estranha, casual, que deixou à frente do pelotão uma mancha amarela e negra: os Duros (Hélder e Francisco) e os Ciclomix (Hugo Arraiolos e Feijão). A situação foi bem aproveitada por ambas as formações, que lançaram pouco depois ataque forte, por intermédio do Hélder e do Feijão. Ao que o Francisco procurou juntar-se, com muito esforço e em vão (refira-se que estes dois Duros estiveram mais discretos que na Clássica de Santarém, pelos vistos porque iriam regressar a Loures de… bicicleta, mas acima de tudo pelo «factor» Renato-Aldeano).

Esta iniciativa também foi sol de pouca dura. Eu voltei a assumir as despesas à frente do pelotão, agora levando o Freitas na minha roda. A partir desta altura não podia haver descuidos, nem espaço aos mais fortes. De qualquer modo, quem fechou os últimos metros foi o Tiago Silva, igualmente a rebocar uma coluna que se formara atrás de si.

Até final, foi só… guiar, nada mais havia a fazer para tentar escapar ao grande grupo lançado a velocidade «pornográfica». A média entre Montemor e Évora foi de 43,2 km/h!, para um registo total de 39,4 km/h. Digno de provas de elite.

Na aproximação à chegada, o sprint foi antecipado – ainda a cerca de 500/600 metros do final, motivado pela necessidade de resposta a uma última cartada do Aldeano, sorrateiro junto à berma. Ganhou preciosos 10/15 metros sobre a cabeça do pelotão e parecia conseguir resistir à perseguição.

Disse quem o conhece das lides da competição, que é uma movimentação habitual do João que, por vezes, surpreende toda a gente, obrigando a um sprint menos clássico. Como neste caso, que quase resultava não fosse o derradeiro golpe de força do Freitas, explosivo e muito mais defendido ao longo de toda a jornada, e lançado a grande velocidade pelo seus «co-equipiers», com destaque para o Rui Torpes. São assim os finalizadores natos.

ATENÇÃO: No próximo domingo, Clássica de Santa Cruz (espectacular em 2010!!).

Partida de Loures: 8h00

Mais informações nos próximos dias