sábado, março 16, 2013

Domingo. Carvoeira, Sra. do Ó

A volta de amanhã, domingo, é a da Carvoeira, Sra. do Ó, com a distância de 95,6 km
O percurso é o seguinte.

Sugerem-se os seguintes pontos de neutralização para reagrupamento.

-Venda do Pinheiro (rotunda da Venda do Valador)
-Abrunheira (rotunda)
-Mafra (após a subida)

quarta-feira, março 13, 2013

Crónica da Ereira


No rescaldo de uma Clássica exigente e rijamente disputada, como a de Santarém, e perante fortíssima ameaça de intempérie – que felizmente não se confirmou –, era previsível que a volta do passado domingo, da Ereira, registasse reduzida adesão. Uma das mais fracas da temporada: não mais do que eu, o Jorge, o Duarte Salvaterra, os Brunos de Alverca e Felizardo e o Fernando Duarte, além de, em breves quilómetros apenas, o Pina (até à saída de Bucelas...), o Gonçalo, o Jorge de Vialonga e o Pedro Fonseca (apanhados algures entre Malveira e Torres, e só até esta cidade...).

De qualquer modo, para quem ainda tinha bem presente as intensidades da Clássica escalabitana, certamente que esta volta, cujo percurso é bem acidentado, com destaque para a subida que lhe dá o nome, a da Ereira, não ficou muito aquém. Arrisco afirmar que, a espaços, sob a oposição do vento forte que se fez sentir e com o empenho colocado nalgumas subidas, chegou a superar-se os pontos máximos de dificuldade da estrondosa jornada de Santarém.

O principal dinamizador do ritmo foi o Fernando Duarte, visitante repetente (após ter estar presente na recente Clássica), a ultimar a preparação para a primeira corrida da época dos Masters, tal como o seu homónimo de apelido Salvaterra. Desde Bucelas tomou o comando do grupo com ímpeto, depois de eu tê-lo levado de Loures, mas mais moderadamente... E esse entusiasmo foi a razão de o Pina ter tido uma passagem tão fugaz no nosso convívio (ele que já estava condicionado pelo horário de regresso): ficou na primeira rampa após Bucelas em direção ao Freixial, sob ritmo forte imposto pelo FD, em parceria com o Bruno de Alverca. Ambos meteram os restantes em respeito, «fechados» na sua roda, durante toda a longa ascensão até à Venda do Pinheiro, feita à excelente média de 28 km/h e com uma desaceleração devido à «oportuna»... para todos nós!: a queda da corrente da Bianchi do Bruno alverquense antes do Forno do Coelho. Deu para respirar!

Da Venda até ao início da subida de Catefica, agora num terreno maioritariamente em «rolante» cumpriu-se uma média de 37,5 km/h, mantendo assim acesa a chama, e que se avivou logo de seguida, a «trepar» para Torres. O FD, que não abdicara da frente do grupo, manteve a toada da primeira subida e causou uma seleção maior: apenas eu cheguei na sua roda... Os demais preferiram certamente poupar algumas energias para o (muito) que ainda faltava. E não tardou. Desde logo, o Sarge, comigo a abrir caminho e o FD a rematar, enquanto os quatro restantes revelavam-se firmes no nosso encalço.

Até que chegou a Ereira, e aí o homem mais ativo do dia mostrou credenciais de trepador, especialmente pela forma como recuperou cerca de 200 metros para mim e para o Jorge, que nos adiantámos no início da subida. O Master não se limitou a fechar esse espaço, passou direto e abriu rapidamente algumas dezenas de metros, e mesmo com um ou outro compasso de espera (dúvidas sobre a direção do percurso) mostrou estar uns bons furos acima dos mais diretos perseguidores. No alto, após nós os três (com o Jorge a desbravar caminho para a boa forma), o Bruno de Alverca não demorou muito mais, tal como o Duarte e o Felizardo.

Encarrilados rumo à Merceana, esperava-nos mais um pitéu do dia: a subida para o Sobral, com uma fortíssima agravante: o vento! Dureza, principalmente a parte final, quando o inevitável FD voltou a forçar o ritmo, comigo a sofrer à sua ilharga – «contra» a ventania que parecia tornar a suave pendente numa de 10%! A coesão do quinteto à chegada ao Sobral foi prova da boa condição física de todos.

E, por último, quando se poderia prever que a subida final para o Alqueidão – para mais batida a vento como estava! – voltasse a elevar os regimes cardíacos, foi a descida para Bucelas que o fez. Motivo: proporcionou-se um corte logo no início, que desencadeou a perseguição. À frente, o trio Felizardo, FD e Duarte; atrás eu e os meus conterrâneos. Mas estes duraram pouco na caçada, deixando-me por conta e risco ainda antes de Arranhó. Pouco depois alcançava os fugitivos à custa de «mil esforços», e estes contavam com o instigador na sua melhor fase do dia: o Felizardo. No entanto, quase em simultâneo com a minha chegada, o Duarte abriu um espaço, e deixou-me com ele, novamente «cortado». Logo voltei à carga, agora beneficiando da sua preciosa para voltar a encostar ao duo, já perto da Bemposta. Neste, o FD agora era agora muito mais levado pelo Felizardo, ao contrário o fizera até esta descida, embora compreensivelmente após tanta energia que desbaratara. Está em boa forma!
Para ele e para todos os Masters da nossa região, boa sorte para a Abertura, já este fim de semana.         

sexta-feira, março 08, 2013

Domingo: Ereira

A volta do próximo domingo é a da Ereira, oportunidade, não muito frequente durante o ano, de passar por essa subida muito interessante, com um grau de dificuldade a impor algum respeito. Aliás, tal como o resto do percurso, que é o seguinte.
Jornada a não perder, se as condições climatéricas assim o permitirem. O que desde já não parece fácil!   

terça-feira, março 05, 2013

Clássica de Santarém: a crónica

Só quem não tem estado atento às «movimentações» nestes primeiros meses da nova temporada terá ficado surpreendido com a participação recorde na primeira Clássica de 2013, Santarém, a rondar os oitenta ciclistas. Mas não só. Também, só quem não tem feito a rodagem em grupos de nível poderá ter-se espantado com o do impressionante pelotão multicolor que se apresentou à partida de Loures, no último domingo. Responderam ao irresistível apelo da competitividade que estes eventos cada vez mais provocam inúmeros elementos de diversas paragens, individualmente ou em grupo, figuras e equipas com nome na praça que prestigiam estas iniciativas totalmente amadoras e sem quaisquer meios organizativos.

Não faltaram Pina Bike, Pássaros, Duros do Pedal, Roda 28, Ciclismo 2640, Almodôvar, muitos outros individuais federados de Estrada e de BTT, e ainda os domingueiros mais e menos treinados – no que foi, muito provavelmente, o pelotão melhor recheado dos últimos anos!

Dia de vento, que soprou sempre lateral – nunca de cara ou de costas – causando um fator adicional de grande relevância à jornada. Desde logo, estar à frente implicou um esforço ainda maior, mas permanecer na roda não significava forçosamente estar em conforto. Impunha-se, para este, correto posicionamento para melhor se abrigar daquele opositor natural que soprou de Sudeste. Ou seja, na primeira parte do percurso, do lado direito; no regresso, do lado esquerdo. Tendência: no primeiro caso, encarreirar para o eixo da via, o que gerou situações menos recomendáveis em que o pelotão chegou a passar os limites da sua faixa, não só aumentando as dificuldades para os veículos em ultrapassar, como o perigo de colisão com os que se cruzavam de frente. Felizmente, não há nada de especial a lamentar, a não ser inevitáveis quedas (sem gravidade) e furos. No regresso, toda a gente queria estar mais à berma possível, mas a redução do pelotão em número facilitou estas operações e não houve mais situações arriscadas.

A média final foram excelentes 37,7 km/h, considerando o vento e o escasso número elementos com capacidade (ou disponibilidade) para «meter» o andamento. De qualquer modo, os primeiros 22 km até Vila Franca foram relativamente moderados (33,6 km/h) e só a partir daí o ritmo se elevou para o patamar descrito. A passagem do empedrado trouxe o caos, mas não, como por vezes sucede, pela velocidade excessiva, mas pela obstrução a esta... Expliquemos: um veículo parado nos metros finais fez com que grande parte do pelotão tivesse de praticamente parar (cheguei a por o pé no chão...), o que poderia, desde logo, deixar muita gente apeada. Muitos - entre eles, eu! - não ficaram porque tiveram de gastar força preciosa para recolar ao grosso da coluna que se alongava já pela ponte Marechal Carmona. Travessia com subida a 40 km/h e descida a 65 km/h, com o pulso a roçar os 180, foi o necessário para não ficar, logo aí, fora de jogo...

Uma vez recolocados – os que o conseguiram... -, rolou-se a 40 à hora até ao Porto Alto, felizmente sem oscilações de ritmo. Nessa altura, já controlavam as operações os que mais o fizeram ao longo da tirada: Sérgio Marques, impressionante na sua «cabra»; e o Renato Hernandez... igual a si próprio. Outros, amiúde, assomaram-se à liderança, como o Tiago Silva, o Ricardo Gonçalves ou o Vítor «Mata a Velha», mas de forma pontual. Houve algumas situações em que, um ou outro aventureiro, chegou a arriscar adiantar-se ao pelotão, mas nunca foram mais de um ou dois minutos de fama. Numa dessas ocasiões, lá para as bandas de Benavente e Salvaterra, o Tiago Silva chegou a ganhar cerca de uma centena de metros, recebendo a companhia do Vítor Faria (Almodôvar), após rápida aceleração, mas o Renato Hernandez não demorou a reagir e a anular a fuga (ou a tentativa...). Mostrando quem mandava! Numa toada inibidora de mais individualismos (38,5 km/h) se fez a ligação de quase 50 km de planura batida a vento lateral até Almeirim e, logo de seguida, ao primeiro ponto quente desta Clássica: a subida para Santarém.

Aí, tal como em 2012, corações a mil por hora! Não só pelo esforço mas também pela adrenalina. Um momento delicado para quem não se posicionou bem no início da curta subida (1,7 km a 4,6%), uma vez que muita gente que o fez (e bem), depois não suportou o ritmo dos mais primeiros e provocou sucessivos  cortes. Nunca se soube quando é a corda partia à nossa frente. Tal como outros, também eu deveria ter entrado melhor e voltei a ter deixar muitas energias naquelas rampas após duas ou três recuperações forçadas. Subiu-se a uma média 30 km/h, e eu a 170 de pulso... – até o pelotão, já selecionado (em parte, definitivamente), alongar-se pelas ruas da cidade escalabitana, antes de se lançar a toda a velocidade em direção ao Vale de Santarém. Pouco antes da abordagem, um dos homens fortes, o Renato Ferreira, teve de abdicar devido a furo. Pouca sorte.

Na subida «do» Vale, mais intensidade! E os mesmos problemas já referidos para quem não seguia entre os 20/30 primeiros. Tal como eu, o Bruno de Alverca, que está em ótima forma mas provou da sua ainda curta experiência nestas andanças... a fundo! Aqui, novo ponto de seleção – e seleção feita! O pelotão emagrecia quase à sua expressão mínima do dia: os tais 20/30 elementos que fizeram a quase totalidade da ligação de regresso, aos últimos e novamente (definitivamente, reforça-se) quilómetros do percurso. Registo impressionante: 40 km de Santarém ao Carregado a... 40 km/h de média! Em Vila Franca, o grupo da frente ainda mais diminuto, ainda assim com 20 abnegados. Aplausos para alguns dos «nossos» domingos: Capitão, Evaristo, António (Rodinhas), Capela, Carlos Cunha, Brunos (de Alverca e o Felizardo), entre os incansáveis Hernandez, Ricky Gonçalves, Rui Torpes, e todas as grandes figuras presentes nesta Clássica.

Até Alverca... «só» 36 km/h. Os carregadores de piano – quase sempre os mesmos... - tinham finalmente de respirar e também já se faziam contas de cabeça... para o grande final.

Grande final, que se «jogou» como sempre nos topos da cervejeira, da variante (Tojal) e no de S. Roque, principalmente nos dois últimos. Após o primeiro não ter provocado mais do que um «abanão» com o sprint vigoroso para a rotunda do Cabo de Vialonga que deixou um elemento adiantado... mas ainda demasiado cedo! Não consegui identificá-lo (estava com equipamento idêntico ao do Vitor Mata a Velha mas não creio que fosse o próprio...) Com os perseguidores a 50 km/h, a sua aventura tinha prazo de validade, e teve fim abrupto com a entrada no topo do Tojal, onde foi uma correria desenfreada (felizmente a faixa de rodagem é dupla e tem separador de betão!) com diversos ataque e contra-ataques, malta que procurou agarrar-se à roda certa, umas sim, outras nem tanto; e outros ainda pura e simplesmente estoiraram. No alto, o figurino era o seguinte: o Hugo Feijão bem destacado e cerca de uma dezena de perseguidores – a que se notava forças quase no limite... Aproveitou o jovem fugitivo, que não mais foi alcançado até ao final (das hostilidades, entenda-se!), à entrada para rotunda do Infantado. Resistiu, mesmo aos mais rápidos e vigorosos caçadores, que chegaram mesmo na sua roda. Foram os que melhor passaram o topo de S. Roque, apenas 6/7 unidades, em representação de quase todas as principais formações referidas no início desta crónica.

Para estes, 4h00 certinhas! Para os restantes, que chegaram a conta-gotas, a mesma «realização» pelo dever cumprido, de mais um empolgante teste de superação física e anímica, como deve ser encarado o ciclismo, mesmo a... brincar às Clássicas!   

Homenagem a todos os participantes desta enormíssima jornada de ciclismo, que abriu o apetite para a próxima Clássica, de Santa Cruz, no dia 24 deste mês, num percurso muito mais seletivo que o de Santarém. Estão todos convocados!                                                     

domingo, março 03, 2013

Clássica de Santarém: grande jornada de ciclismo!

Primeira Clássica da temporada, Santarém, e eis primeira grande jornada de ciclismo do ano, com praticamente uma centena de participantes e o melhor nível de sempre nesta ronda inaugural do calendário. A média fantástica, a roçar os 38 km/h, mesmo com vento adverso, foi mérito de um punhado de atletas de elevadíssimo nível, que conduziu o fortíssimo pelotão, recheado de «nomes», pelas onduladas lezírias ribatejanas. A abnegação, a coragem e o sofrimento foram de todos...
Depois desta «enchente» de... ciclismo, anseia-se desde já pela segunda Clássica da época, Santa Cruz, no próximo dia 24 de março, com um percurso que, como se sabe, tem uma «natureza» bem diferente do de Santarém. E antes da rainha das Clássicas, Évora, no primeiro domingo de abril (dia 7). A época está lançada - e pelo que se viu hoje, em grande andamento!

A crónica da Clássica em breve    

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Clássica de Santarém: antevisão


É já no próximo domingo, dia 3, a primeira Clássica da temporada de 2013: Santarém.

O percurso é o tradicional, a partida de Loures (posto de abastecimento da BP) às 8h00 (em ponto!) e a chegada no mesmo local. Recomenda-se início neutralizado (ritmo bastante moderado) pelo menos até à última rotunda do Infantado, antes de começar a descer para S. Roque.

Nunca é demais recordar que a filosofia das Clássicas é de andamento livre e sem paragens previstas/estipuladas para neutralização de reagrupamento (como nas voltas tradicionais). De qualquer modo, isso não invalida de o pelotão, por acordo do coletivo, fazer compassos de espera e/ou paragens devido a incidente (furo, queda) ou outros motivos que os justificarem – como já sucederam em edições anteriores.

Reforce-se que este evento não tem fins competitivos e deve ser escrupulosamente respeitada, sem compromissos, a salvaguarda da segurança na estrada e da convivialidade, a fim de evitar múltiplos perigos. NÃO VALE A PENA ARRISCAR AVIDA E A DOS OUTROS POR UMA RODA, POR QUALQUER VANTAGEM...

A realização de eventos deste tipo (Clássicas) tem sido, desde há vários anos, um exemplo de promoção ao ciclismo puramente amador, à saudável competitividade entre grupos domingueiros e até de corredores. A preservação e o próprio incremento desta «receita» de sucesso passa, exclusivamente, pela boa consciência, civismo e a máxima responsabilidade de todos os participantes. Aqui não se ganha nada mais que a recompensa pela superação física e psicológica, a noção de pelotão e das incidências inerentes à prática do ciclismo com «empenho elevado», mas pode perde-se MUITO!!
Também, por isso, recomenda-se, vivamente, que esse respeito se estenda à presença e saída no local e hora da partida, e a saída em simultâneo com o pelotão, além de não se atalhar caminho. Aos que decidirem fazê-lo, quer na ida, quer no regresso, pede-se que se respeite os cumpridores, não interferindo no normal desenrolar do evento.

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Domingo... à escolha

A volta do próximo domingo é a do Infantado (percurso), que, recorde-se aos menos «atentos», será o último teste para a Clássica de Santarém, a primeira da temporada de 2013, que se realiza no domingo seguinte, dia 3 de março.

Também este domingo, o camarada Paulo Pais vai reunir as tropas na sua terra, Caneira, para a já tradicional Volta do Arroz Doce. Concentração às 8h45, início às 9h00. Eis o percurso

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Domingo: À Volta da Serra

A volta do próximo domingo é a À volta da Serra, que é como quem diz... dar a volta à Serra de Montejunto sem tocá-la... Uma tentação?! Nesta altura, nem tanto...

O percurso é irregular e a distância já respeitável, por isso sugere-se, pelo menos, um ponto de neutralização para reagrupamento, se necessário (e para quem quiser...)

- Após o final da descida, após a passagem pela Espinheira, até ao cruzamento para o Cercal
 

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Crónica de S. Pedro da Cadeira


A primeira volta do ano com «desníveis» (que se vissem...) foi o primeiro teste ao estado de forma do pelotão. As confirmações de maior ou menor apuro foram algumas, mas a generalidade dos que se apresentaram para a jornada que nos levou lá para as bandas de S. Pedro da Cadeira passou com distinção, até com sujeição aos ritmos elevados que amiúde se impuseram. Para mim, objetivo bem definido: empenhar-me em todas as subidas – meter o meu andamento quando me fosse permitido; ou quando não, tentar seguir os mais rápidos.

Com Guerreiros para aquecer, aproveitámos a boleia que começa a ser habitual do Ricardo Gonçalves até à subida da Venda do Pinheiro (Freixeira), onde o meu passo se revelou «suficiente» para os mais fortes nessa altura, em que se incluíam, à chegada ao topo: Ricardo «Grande», Filipe Arraiolos, André, Jony, Jorge, Capela, Bruno de Alverca e o Felizardo. Subida em 3m50s para mim não é mau registo.

No entanto, no momento em que era suposto (sugerido) aguardar pelos restantes, um pequeno grupo manteve o «passo» (Ricardo Gonçalves, André, Jony e os Brunos) e a partir daí passou a seguir adiantado. O pelotão reuniu-se às portas da Malveira – já com o camarada Paulo Pais na nossa companhia - e até à rotunda da Abrunheira, passando pela subida de Alcainça, a condução voltou a estar quase sempre a meu cargo. Na aproximação ao topo avistámos os «adiantados», com cerca de 1 minuto de vantagem, mas mais uma paragem prevista (na rotunda) dilatou-a ainda mais.

A partir de Mafra, foi a dupla Filipe Arraiolos e João Silva a liderar, fazendo a ligação Paz-Murgueira-Picanceira a muito bom ritmo, em descida mas contra o vento. Depois, na base da subida para a Encarnação voltei ao trabalho e, uma vez mais, conduzi, a solo, o grupo de cerca de 10 unidades até ao alto. Até S. Pedro da Cadeira, os que se atrasaram ligeiramente reentraram graças ao andamento moderado de novo imposto por aquela dupla – e que assim o manteve no pitoresco e irregular troço de ligação à EN8, junto ao Turcifal.

De qualquer modo, nos dois ou três topos mais íngremes do trajeto, o Capela «mostrou-se» pela primeira vez naquele dia, deixando antever que estaria com ideias de «avaliar» as forças até àquele momento em aparente equilíbrio.

Na ligação a Barras, na iminência da longa subida de Vila Franca do Rosário para a Malveira, alcançámos o trio Jony e os Brunos, que, pelos vistos, tinha deixado a companhia do duo Ricardo e André ainda na Encarnação! A cerca de 2 km do arranque da subida, os dois condutores, Arraiolos e João Silva, abandonaram finalmente a missão, reservando-se para a ascensão. Compreensivelmente, após um trabalho meritório. Deixaram-me, a mim e ao Capela (por estarmos nas posições imediatamente atrás), com o «menino nos braços», e numa posição desconfortável, pois que era evidente que ambos pretendíamos dedicar-nos à última subida.

Então, por algumas mas preciosas centenas de metros, surgiu a ajuda do Carlos do Barro, que lamentou, depois, não ter conseguido levar o grupo até mesmo ao início da subida. Mas valeu! Quem o fez (e rendeu) foi o Capitão! Os dois estão em muito boa forma... – e no caso do Carlos saúda-se a sua presença no Grupo (com G grande!), que tem sido, desde há alguns anos, muito mais intermitente que a do militar.

A partir das primeiras inclinações, mais do mesmo: meti andamento e pelo avançado da jornada não surpreendeu que o grupo se selecionasse. Desta vez, não estive à frente muito tempo, já que também previsivelmente o Capela rendeu-me ainda antes de entrarmos em Vila Franca do Rosário, impondo um ritmo exigente. Até que, na rampa para o Vale da Guarda, houve de facto uma surpresa: o Bruno de Alverca ataca! Não foi muito eficaz – ainda era cedo... – mas bastante corajoso e a demonstrar que estava com forças. Todavia, no topo, os jovens atacam: João Silva e Arraiolos. Em sprint, ganhando folgada margem, mesmo ao Capela, o único que respondeu. Mas como não prosseguiram, no final da descida o quarteto já estava de novo reunido. O Bruno atrasou-se com a quebra, mas voltpu a surpreender ao passar direto e mais decidido do que antes. Naquele «longo» quilómetro até à não menos «longa» subida final, manteve-se com uma vantagem de cerca de 20/30 metros, sob perseguição conduzida por... mim (!) e que, apesar de não ter sido fácil, permitiu manter o fugitivo sob controlo. Até à aceleração final dos mais rápidos e pujantes, Arraiolos e João, mas com o Capela a recuperar bem na fase terminal e ainda a alcançá-los.  

n.d.r. (1): logo que chegámos ao alto reconheci ao meu conterrâneo (Bruno) que deveria ter deixado os mais novos e/ou preparados e/ou folgados a tarefa de o perseguir naquela fase final da subida; teria sido mais justo com o seu brilhante esforço; mas, ao invés, com isso ele acabou por ganhar em mim um aliado que fará questão de se redimir em futura ocasião.

n.d.r. (2): o louco do Jorge enganou-se e virou para o Gradil. Quando eu e o Jony (de)esperavamos por ele na Venda, ainda estava a sair de... Mafra. O que é que lhe passou pela cabeça!? Fomos ao seu encontro e apanhámo-lo quase em Alcaínça, acrescentando alguns quilómetros à nossa contabilidade – que na minha foram demasiados...                                      

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Domingo: S. Pedro da Cadeira


No próximo domingo chegam os primeiros desníveis dignos desse nome... com a volta de S. Pedro da Cadeira. Pela frente, um menu já com alguns condimentos. Desde logo, a saída do percurso em direção à Malveira, com Guerreiros e a Venda do Pinheiro para «aquecer». Depois a ligação a Mafra, a descida da Pincanceira, a subida da Encarnação e a partir de S. Pedro da Cadeira (no cruzamento à esq.), a estrada campestre que liga à EN8 perto do Turcifal – e que inclui dois ou três topos respeitáveis. Para culminar, a subida de Vila Franca do Rosário – que já tem muitas histórias para contar...

Pela natureza da volta, sugerem-se os seguintes pontos de neutralização:

-Venda do Pinheiro (ou rotunda da Venda do Valador, antes de chegar a Malveira)

-Rotunda da Abrunheira (antes de descer para Mafra)

-Malveira (na rotunda da AE, no final da subida de V. F. Rosário) 

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Crónica de Sto. Estevão


A volta de Sto. Estevão foi uma das mais concorridas desta ainda jovem temporada. As condições meteorológicas convidavam – finalmente! – e também já se contam os dias para os primeiros desafios do ano. Por isso, encurta-se o tempo para apurar a forma. Entre as muitas figuras, destacava-se o jovem Fábio Silvestre, que foi a sua primeira aparição no nosso grupo esta época.

Por todos estes fatores não espantou que, à saída e durante vários quilómetros, o pelotão preenchesse bem a sua faixa de rodagem. E também que o andamento não demorasse a colocar-se a bom nível de cruzeiro. Praticamente desde o arranque Loures dei o mote para que tal sucedesse, liderando a grande coluna. Mas não demorou muito a que os homens fortes do momento tomassem as rédeas. Neste caso, tornou-se inevitável, por ser um deles também um dos mais disponíveis para as despesas: já aqui o referimos, em crónicas anteriores, o Ricardo Gonçalves. Desde Vialonga até Vila Franca comandou as hostes praticamente sem ajuda – ponto em que a média de 32 km/h refletia o bom ritmo, certo e perfeitamente suportável que se mantinha desde o início. Mas, deparava-se-nos passagem no empedrado e a subsequente travessia da ponte Marechal Carmona, sempre imprevisíveis... Afinal, nada de especial, a não ser uma aceleração quase no topo da ponte a lançar o pelotão para a delicada ligação ao Porto Alto pela reta do Cabo – tanto mais, que fazia vento lateral. De qualquer modo, já não tinha memória de ter passado tão bem, naquele local que me causa sempre tantos azedumes. Boa colocação, sim, mas não só. Boas sensações... e poucos esticões à frente, sem dúvida! E não tanto por se ter rolado devagar, como demonstra a média naquele setor: 41 km/h.

De qualquer modo, o enorme pelotão fracionou-se, dividindo-se em três grupos com cerca de 15 unidades cada. E após natural (e habitual) abrandamento no Porto Alto voltei à cabeça para não deixar o andamento esmorecer demasiado. Levei-o até à saída de Samora, numa fase em que o vento soprava mais frontal. Até que, a cerca de 3 km de Benavente, um buraco «mal avisado» pelos que seguiam nas posições dianteiras causou um furo (felizmente não mais...) ao Bruno de Alverca e a consequente paragem do pelotão. Mas não passou de uma intenção, de um breve abrandamento que deixaria o meu conterrâneo definitivamente para trás, isolado, se ninguém lá ficasse...

Eu e o Jony – e um camarada não identificado – fomos os únicos que aguardámos. Durante cerca de 7 minutos, antes de retomarmos. Assim, a sentença sobre o (bastante) que nos restava do percurso estava ditada: com atraso tal estávamos condenados a perpétuo isolamento!

No entanto, perdeu-se o convívio, a proteção do pelotão (naquele momento de impasse o segundo que se atrasara na Reta do Cabo reentrou), mas ganhou-se um extraordinário e muito produtivo treino em ótima companhia. Elogio, sem imodéstia, ao esforço contínuo em entreajuda constante que permitiu manter uma velocidade de cruzeiro elevada (médias de 38 km/h até Santo Estevão; e de 35 km/h até Vila Franca), apenas com dois ou três ligeiros «alívios» para tentar manter – embora apenas adiar... - um quarto elemento que «apanhámos» algures na lezíria (o outro quarto que referi também ter parado aquando do furo já chegou a Benavente em dificuldades...). Naqueles dois períodos, para mim boa intensidade: 153 e 151 de pulsação media, respetivamente.

Outro «bónus» deste treino: a partir de Vila Franca passámos a ritmo de desintoxicação, e durante uma boa hora, em que chegámos aos arredores de Sta. Iria e voltámos a Alverca para um retemperador café para «celebrarmos a união».

Antes, porém, quando ainda chegámos a Alverca (1ª passagem) cruzámo-nos com o António que deixara o primeiro pelotão algures na Verdelha/Forte da Casa. Juntou-se à toada de descompressão e admitiu ter ficado surpreendido por já estarmos ali... Prova que ao atraso inicial de 7 minutos acumulámos pouco mais... Ou mesmo quase nada! O que, admitamos, foi outra prova e uma boa recompensa para o nosso esforço solidário.

Para a semana, a primeira volta fora da planície: S. Pedro da Cadeira, lá para as bandas do Oeste. Oportunidade para quem quiser tirar o azimute. Em breve, a publicação do percurso e demais informações.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Treinos em altitude...

Algumas vantagens de treinar em altitude!
 
                                          
Fonte Santa (Monte Serves), esta manhã
 
 
  Mato da Cruz, esta manhã

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Crónica da Volta do Paulo Pais... e próximo domingo!


Eis os apontamentos mais relevantes sobre a volta do último domingo, organizada pelo camarada Paulo Pais, lá para as bandas do Oeste:


1. Ainda a chuva. Madrugadora, encharcou o pequeno grupo de resistentes que, com coragem e/ou uma certa dose de maluquice, a desafiou. Eu, que saí de casa de bicicleta rumo ao Livramento, rapidamente fiquei molhado até aos ossos... Ainda assim, a ritmo moderado, em 1h15m fiz os 35 km até ao ponto de encontro.
 
2. Ricardo Gonçalves: o betetista começa a fazer jus à sua alcunha de «Ricardo Grande» e vai-nos brindando, neste início de temporada, com demonstrações de boa forma impressionantes. O último domingo não foi o primeiro que, em saídas de grupo neste período invernal, foram escassos os períodos em que se manteve ao ritmo daquele, por imprimir andamentos sempre uns bons furos acima. Creio que este facto se deve à sua planificação de treino, e a verdade é que ele pouco parece importar-se por não demorar muito a ficar isolado...

E desde logo nos primeiros quilómetros, à passagem nos topos do Turcifal e motivando «inevitável» aumento da intensidade na perseguição na subida de Catefica. Depois, novamente «a solo» no troço entre Torres e o Bombarral, embora devido a um furo que «forçou» a uma paragem da maioria dos restantes. Mas, mais impressionante foi, após o Bombarral, o andamento que imprimiu. Apesar de alguns dos demais já se encontrarem massacrados por um castigo severo naquele troço – já lá iremos... -, mal se pôs a carregar nos crenques ninguém encontrou forças/coragem para lhe agarrar a roda (houve ainda quem tentasse...) e, mais do que isso, num ápice desapareceu da vista...

Das duas, uma: ou está já num patamar de forma muito próximo do «pico» (desconheço a calendarização dos seus objetivos para arriscar dizer que será algo prematuro), marcando por isso uma acentuada diferença de performance para a maioria; ou sabendo-se que tem um volume/qualidade de treino ao nível dos seus pressupostos competitivos, considerando a sua exponencial evolução nos últimos tempos, estará na forja mais um excelente atleta na nossa região. Muito à imagem e estilo do Renato Hernandez. A confirmar.


3. Menos surpreendente mas igualmente impressionante foi mais uma demonstração de força do João Aldeano, semelhante a tantas outras ao seu melhor... Após o «tal» furo em Torres (que levou a uma paragem de uns bons 10 minutos), retomámos a rota em direção ao Bombarral. Lado a lado, cedo imprimimos um bom ritmo com gradual aumento da intensidade de acordo com as inclinações do relevo, como, primeiro, na passagem pelo Ameal. Mas, até aí, ainda a «meias», depois, na descida, o Arraiolos rendeu-me. Nos 5 km seguintes a velocidade aumentou significativamente, não permitindo grande alívio. Mas o «pior» (ou segundo o meu ponto de vista, o «melhor»...) estava para vir: a parte final, em falso plano ascendente para o Outeiro da Cabeça, onde nunca se baixou dos 35 km/h! – sempre com o mesmo a puxar! De facto, foi precisamente essa capacidade - de puxar àquela velocidade e tanto tempo - que impressionou mais, e não tanto (mas também...) eventual «sufoco terminal» provocado pelo andamento, embora apenas tenhamos chegado três (eu, Arraiolos e Runa) ao topo, na sua roda.

Mas não foi só. Depois de aguardarmos pelos que se atrasaram. Pouco. Eu e o Arraiolos voltámos a animar o andamento, agora no longo falso plano descendente para o Bombarral. Até aos últimos 2-3 km, onde o Aldeano voltou a tomar o comando, desta feita raramente baixando dos... 50 km/h! Os últimos 5 km foram a 47 km/h de média! No Bombarral aguardava-nos o Ricardo. Disse que nos esperava há 5 minutos... ou seja, tínhamos-lhe «rapado» outros tantos. No mínimo!

 
4. Após isto, e abandonando o Bombarral (onde o Aldeano e dois ou três seus companheiros, entre os quais o Pedrix – que se apresentou em... BTT - pararam para tomar café) sucedeu o episódio já narrado da abalada do Ricardo, e quanto a mim, com o «mal» já metido nos músculos, enfrentei, a solo desde a rotunda do Vilar/Rodeio, um desconfortável mas e desintoxicante regresso a casa.

 
Nota: só para me deixar mais (in)conformado, verifiquei que esta temporada, desde o início, no dia 1 de Dezembro de 2012, a 31 de Janeiro de 2013, em relação ao mesmo período da época passada «tenho» menos 34 horas de treino e menos 900 km. Significativo! Em contrapartida tenho mais 4 horas (11% contra 19% do total) em intensidade de nível 4 e o mesmo tempo em nível 5 (2%). Para analisar...

 
A volta do próximo domingo é a Sto. Estevão, com o percurso tradicional. A não ser que se pretenda fazer a da Valada, que, pelos vistos, não foi realizada, devido à chuva, no último fim de semana. Ora bem, não está previsto chover!            

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Domingo: Valada; ou Paulo Pais convida...

 
A volta do próximo domingo é a e Valada (Muge), com a tradicional passagem pela ponte férrea. O percurso é o seguinte, embora ressalve-se a importância das condições climatéricas e/ou o estado do piso (se estiver molhado) na travessia. Sugere-se que, perante esta eventualidade (que não é improvável, pelas previsões meteorológicas atuais), possa ser equacionada a alteração da volta. Por exemplo, para a do Infantado, cujo percurso é o seguinte. A ver...
Nesse mesmo dia, o camarada Paulo Pais organiza uma saída lá para as suas bandas (do Oeste), com partida do Livramento (às 9h00), rumo ao Bombarral por Torres Vedras e regresso pelo Vilar e Sarge. Esclareça-se (a propósito do comentário/dúvida do Pedro Fernandes ao «post» anterior, Crónica de Pontével) que não se trata da já afamada (e adocicada... no final!) Volta do Arroz Doce, que está prevista para o dia 24 de fevereiro. Esta será apenas um aperitivo...

Eu estou a pensar, se não estiver a chover, em estar presente e lanço o repto a quem quiser alinhar também. O Paulo Pais merece-o por muito... Arrancarei de bicicleta, de minha casa (Alverca), cerca das 7h40, e passarei em Bucelas (vindo do Cabeço da Rosa) o mais tardar às 8h00, em direção ao eixo Freixial/Venda do Pinheiro/Malveira. Quem estiver interessado, estarei contactável pelo telefone 92.6523234. 

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Crónica de Pontével


E ao terceiro domingo do ano, as coisas puseram-se sérias... Aos que arriscaram, e bem, desafiar a ameaça do clima após a atemorizadora tempestade do dia anterior, a saída de grupo para Pontével proporcionou alguns dos condimentos das melhores e mais disputadas jornadas da época «alta», lá mais para diante na temporada, já sob o (desejado) sol da primavera.

O arranque de Loures até foi tímido, pouco promissor, apenas com menos de meia dúzia a fazer-se aos mais de 120 km a enfrentar naquela fria e cinzenta manhã, ainda com o piso molhado. No entanto, pouco mais tarde, no cada vez mais costumeiro encontro na Variante, o grupo não só se compôs em número (na ordem das 15 unidades), como desde logo o andamento passou a um nível bem acima. O mote foi dado pelo António (Prates) de Vialonga, que quando foram recolhidos os derradeiros elementos, perto da rotunda do Cabo de Vialonga, já tinha metido a comboio a boa embalagem. E não demorou a que o primeiro condutor recebesse ajuda dos mais disponíveis, com destaque para o Carlos Santos (Azuribike), o Capela, Nuno Mendes, Bruno Felizardo e o seu homónimo de Alverca. Até aos 40 km/h de velocidade de cruzeiro foi um ápice, e à chegada a Vila Franca já a média (desde o início) atingia simpáticos 34 km/h – com 38 km/h desde os semáforos do Pingo Doce do Morgado.
 
E que bem aviada ia a malta! Depois das cautelas no empredrado molhado de Vila Franca, desde aqui ao Carregado meteu-se o ponteiro nos 36, chegando aos 40 até a Azambuja (de média!). Refira-se que as responsabilidades continuaram a ser repartidas pelo quinteto que rendeu o António, que desde aquela altura se... apagou.

À passagem da Azambuja, na iminência de uma ligeira alteração do relevo (para mais ondulado) houve um (previsível, digo eu) abrandamento do ímpeto dos cinco, então, agora com cada elemento a mostrar-se reservado a assumir das despesas. Assim, decidi dar o meu contributo (o primeiro nesse dia, após longos 40 km), e meti alguma intensidade nos topos até ao cruzamento de Cruz do Campo, o último dos quais, o mais exigente (após o cruzamento de Aveiras), contando com o estímulo e depois a... roda do Capela – que iniciava aí uma espécie de «específico», carregando nalguns pontos exigentes do percurso, demonstrando (e exercitando) a sua boa forma já nesta altura. Chegámos a ganhar alguns metros – custando-me o pico cardíaco do dia (183 bpm) – e por vontade do meu conterrâneo a coisa tinha ido até... dar. Mas, «dar»... mais, era coisa que eu, definitivamente, já não podia!

Esta passou a ser a toada da volta: sem prolongados momentos de descanso e muito mais frequentes achaques de intensidade, embora com cada vez menos protagonistas. Pelo menos até ao troço parte-pernas, entre Pontével e Aveiras, dividido entre mim e o Capela, com final musculado no topo de Casais Penedos. Duro!

A partir daí, o alisamento do terreno desde a Ota teve notória influência na moderação do andamento, até ao topo da Variante de Alenquer, novamente bem atacado e ainda pelo irrequieto Capela, que apenas teve resposta, eficaz, do Bruno de Alverca.

Até Vila Franca rolou-se bem, mas sem mais clímax! E desde aí até Alverca, bem mais repousadamente... a recuperar. Como tem sido habitual – e bem! - nesta fase da época.

A partir de Alverca alguns resistentes seguiram pela EN10 até Sta. Iria, transpondo a serra para a Variante (zona do MARL). Na subida, o Carlos Santos impôs um andamento muito bom, levando na roda o Capela, eu e um outro elemento com uma bicicleta «descaracterizada» (talvez um estreante!?), bastante abnegado e que mostrou estar à altura dos acontecimentos. Promissor! A prestação final do Carlos Santos confirmou o seu bom momento. Nas derradeiras centenas de metros da subida, o Capela mudou mais uma vez o ritmo, no culminar de um treino bem puxadinho... 

 
Nota: no próximo domingo a volta é a Valada (Muge), com a tradicional passagem na ponte férrea. Facto que deve ter impor consideração ao estado do tempo nesse dia, e dele depender: é arriscado transpor a ponte com o piso molhado. Se tal suceder, recomendam-se alternativas ao percurso. Talvez a volta do Infantado.

Nesse mesmo dia, o camarada Paulo Pais convida a reunir as tropas no Livramento para uma saída rumo ao Bombarral, Vilar, Sarge, Torres e regresso ao Livramento. Saída às 9h00.  

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Domingo: Pontevel


A volta do próximo domingo é de Pontevel, na distância de 126 km. Deixa-se, no entanto, à consideração dos participantes a ligação final por Sacavém e Apelação. Suprimindo-a pelo habitual regresso a Loures, através da Variante de Vialonga-Tojal, poupam-se cerca de 8 km (e também a subida para a Apelação...).

 
percurso não apresenta dificuldades «de maior», além da distância..., já considerável, principalmente na versão longa. De qualquer modo, a alguns troços de «parte-pernas», a partir da Azambuja até Alenquer - e a facultativa subida de Sacavém para Apelação, que embora suave é a única digna desse nome!

 
Recomenda-se especial atenção ao troço entre Pontevel e Aveiras de Cima, devido a desconhecer-se (eu desconheço!) o estado do piso, que se tem vindo a degradar nos últimos anos. Em caso de estar mau (quem souber, avise com antecipação), existe a alternativa de seguir em frente em Pontevel até à Variante que vem do Cartaxo, e na rotunda virar à esquerda, para Aveiras (deve acrescentar (1 ou 2 km).

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Crónica da Ota


A volta de domingo passado, para a Ota, decorreu «sob influência» da forte intempérie que se abateu nos instantes iniciais, ainda mal o pelotão tinha saído de Loures em direção a Frielas/Unhos/Sacavém. Uma forte (e previsível) bátega de água dispersou-o (ou pelo menos uma parte, que me incluía), afetando decisivamente todo o desenrolar da «tirada».

Após ter arrancado à frente do grupo à saída das «bombas», perante a simultânea chegada de forte aguaceiro), desde logo imprimi um andamento que permitisse, estando encharcado, não arrefecer. Pensei que a maioria me seguisse..., seguindo idêntica «estratégia», mas em Frielas (quando a água caía mais intensamente) reparei que estava sozinho e sem avistar perseguidores. Continuei..., até à entrada de Sacavém, onde parei por «necessidade». Ninguém! Retomei a marcha e quando dei a volta no jardim sacavenense, entrando na EN10, finalmente viva’alma! Um grupo aproximava-se mas..., era pequeno, com não mais de 5 unidades, denunciando que também o pelotão vinha a duas velocidades.

À passagem pela Bobadela, fui então alcançado. Mas quando esperava «alguns», apenas se assomou... um: o Ricardo Gonçalves. Que me colocou rapidamente ao corrente da situação: «A maior parte da malta parou debaixo do viaduto em Frielas, para se proteger a chuva, e nós (o tal quinteto) continuámos. Eu vou acelerar um pouco, eles (ainda o mesmo quinteto) estão quase aí atrás...» E lá foi, com «pressa» tal, que não demorou a desaparecer!

Chegava, então, o grupo, com o Torpes e o Hugo Arraiolos na liderança. Mas também lá estava o Carlos (Azuribike) e o Paulo «Bike». Malta sem medo da chuva! O ritmo era moderado e certinho, ideal face às condições precárias de aderência do piso. Aliás, este desfasamento do pelotão acabou por ter essa vantagem: reduzir o risco de queda/acidente. Mas, na Póvoa de Sta. Iria a sua constituição duplicou em número com as entradas (vindo ao nosso encontro) do Bruno Felizardo, Nuno Mendes, Gonçalo e do Jorge, os dois primeiros não demorando a assumir funções na condução do grupo (onde eu lá passava amiúde) embora, a espaços, provocavam algumas alterações de ritmo que aumentaram a intensidade à toada – e a sua dificuldade.

O Jorge foi o que mais as «sentiu» e antes de Vila Franca já estava distanciado. Perante isso, e depois de uma paragem coletiva para (mais uma) «satisfação de necessidade» decidi aguardar pelo meu conterrâneo e companheiro de treino, adivinhando-lhe dificuldades acrescidas (e irrecuperáveis) naquele dia. Deste modo, acabámos por fazer, praticamente, o restante percurso apenas os dois, sem paragens, a um ritmo de rigorosa gestão de esforço. Apenas, à saída do Carregado, fomos um pequeno grupo (mais um!) composto pelo Bruno de Alverca, Mendes e o inseparável Felizardo (estes dois últimos após terem parado para tomar café na Ota, deixando então o grupo do Torpes/Arraiolos [que seguiram], e onde se juntaram aos restantes que seguiam desde o início atrás [que pararam devido à chuva no viaduto de Frielas], e onde estavam, entre outros, o Freitas, o Zé-Tó, etc.).

Daqueles que acabam de nos alcançar, foi uma espécie de visita de médico. Os rapazes vinham endiabrados, principalmente o Mendes e o Bruno de Alverca (que também lá estava), a exibirem muito boa forma (este último já na semana anterior, na volta da Valada) e não demoraram a seguir o seu caminho. Para a frente estaria o grupo do Torpes; para trás o do Freitas – que aqueles (três) tinham «deixado» lá para as bandas da Azambuja!

Amanhã, apresentação da volta do próximo domingo: Pontével                       
                      

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Domingo: Ota (por Sacavém)

A volta do próximo domingo é a da Ota, por Sacavém... ao início. O percurso é por demais conhecido e não apresenta especiais dificuldades de relevo, destacando-se, como sempre, a tradicional passagem pela subida de Vale do Brejo, uma das mais «batalhadas». Quer seja atacada (como há poucas!) ou docemente transposta, acarreta sempre um inevitável momento de frisson...
De resto, o único ponto de neutralização para reagrupamento será, como habitualmente nesta volta, após o topo desta subida.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Crónica do Reguengo


A primeira saída de 2013 foi típica de inverno, apesar da manhã solarenga (embora fria) que brincou o pelotão, uma vez mais, bastante numeroso à partida de Loures. Diz-se típica desta estação porque não passou sem os inevitáveis furos, a forçarem a impasses e contenções do andamento, mas também teve fases realizadas a bom ritmo, a evidenciar, acima de tudo, que há um punhado de ciclistas em momento de forma adiantado sobre a generalidade. A estes pertenceu o protagonismo em diversos períodos em que impuseram velocidades que a maioria dos demais, nesta altura, consegue (com esforço) apenas acompanhar – e com a preciosa ajuda do terreno ser praticamente todo plano...  

Aos últimos, elogie-se ainda a resistência a algumas mudanças fortes de ritmo que ocorreram no último terço do percurso, com especial atividade dos Masters das nossas bandas – Carlos Cunha, Capela e Duarte -, a exibirem predicados decorrentes da fase de preparação já nitidamente avançada para nova época competitiva. Não só ao liderar o pelotão, mas também a ensaiarem algumas mudanças bruscas de ritmo, colocando-se à prova perante a reação dos restantes elementos do grupo – que foi, reforce-se, até bastante positiva, considerando que estávamos numa fase adiantada da volta, em que havia já bastante cansaço acumulado.

De qualquer modo, não foram apenas aqueles a destacarem a sua boa condição física. Na reta da Valada ficou igualmente na retina a passagem, forte e persistente, do Bruno (Alverca) à frente de um mini-grupo que se tinha atrasado aguardar pela reparação de um... furo. Também este meu conterrâneo já exerce sobre os pedais os resultados de muitos e bons treinos.

No meu caso, muito abaixo... Após mais de uma semana no «estaleiro» devido a uma virose (que correu quase todos lá em casa), realço a ligação entre Vila Franca (Lidl) e Azambuja efetuada a boa intensidade (27 minutos; 35,5 km/h; 160 bpm) em parceria com o Duarte (Bianchi), após um furo deste que nos deixou isolados/atrasados. Foi, para mim, a fase mais exigente da volta, imediatamente seguida da tal (parte final do troço da Valada-Azambuja até Vila Franca; 30 minutos; 38 km/h; e... os mesmos 160), em que os Masters resolveram estimular as hostes. De resto, foram poucos os que os substituíram, apenas me recordando do Paulo Bike (também em forma mais avançada e já duradoura).

Ambos os períodos mencionados causaram-me acentuado desgaste, mas com uma diferença substancial: nesta última limitei-me a seguir nas rodas. Árduo, sim, logo deve-se esperar que tenha algum proveito. Que bem preciso, neste início de temporada bastante intermitente...    

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Domingo: Reguengo

Novo ano, ainda a mesma vida.... Ou melhor, o mesmo tipo de voltas, praticamente planas, que caracterizou o derrareiro mês de 2012. A primeira do calendário deste ano, no próximo domingo, é a do Reguengo, grande parte disputada na lezíria ribatejana profunda. O percurso é o seguinte e não se estebelecem neutralizações para reagrupamento.