A Volta deste domingo é da Ota (por Sacavém). O percurso é o seguinte
Espaço aberto à opinião dos ciclómanos sobre ciclismo. De simples entusiastas da modalidade aos que a praticam. Sítio de tertúlia, onde fluem conversas de ciclistas sobre ciclismo.
sexta-feira, dezembro 05, 2014
quinta-feira, novembro 20, 2014
Domingo: Lezíria do Tejo
A volta do próximo domingo é a da Lezíria do Tejo, com o seguinte percurso. Segue mais uma 'etapa' desta pré-temporada chuvosa, principalmente durante a semana e ao que os domingos têm escapado.
No último, na Volta de A-dos-Arcos, destaque para o numeroso pelotão, para o ritmo bastante adequado na maior parte do trajeto, apesar de as médias elevadas em plano desmentirem-no...
Na parte final, a partir dos Cadafais para Arruda, na ligação à subida de A-dos-Arcos, sobressaíram as diferenças de forma física - o seu estado e os objetivos nesta fase do ano -, levando a que um pequeno grupo se destacasse, definitivamente, logo nas primeiras rampas após os Cadafais, de um segundo que inicialmente contava com quase o mesmo número de elementos, mas que veio a desmembrar-se, apesar da moderação e da estabilidade do andamento. Mas, também, os da frente(pareceu) que não mantiveram a integridade original.
No último, na Volta de A-dos-Arcos, destaque para o numeroso pelotão, para o ritmo bastante adequado na maior parte do trajeto, apesar de as médias elevadas em plano desmentirem-no...
Na parte final, a partir dos Cadafais para Arruda, na ligação à subida de A-dos-Arcos, sobressaíram as diferenças de forma física - o seu estado e os objetivos nesta fase do ano -, levando a que um pequeno grupo se destacasse, definitivamente, logo nas primeiras rampas após os Cadafais, de um segundo que inicialmente contava com quase o mesmo número de elementos, mas que veio a desmembrar-se, apesar da moderação e da estabilidade do andamento. Mas, também, os da frente(pareceu) que não mantiveram a integridade original.
sexta-feira, novembro 14, 2014
Domingo: Volta de A-dos-Arcos
A volta do próximo domingo é a de A-dos-Arcos, com um percurso que tem alterações em relação ao dos últimos anos. Resumidamente, em Azambuja (quando antes se invertia o sentido) segue-se em direção ao cruzamento de Aveiras, onde se vira à esquerda até essa vila, seguindo o traçado inverso ao da Volta da Ota até à rotunda. Daqui (3.ª saída) segue-se novamente em direção a Azambuja, onde se volta a tomar a EN3. A partir daqui (deste troço que é novo) o trajeto é igual.
terça-feira, novembro 11, 2014
Jantar de final de temporada
No próximo dia 28, realiza-se o tradicional jantar-convívio de final de temporada do grupo Pina Bike.
Os interessados deverão inscrever-se na loja Pina Bike ou pelo telefone 219820882, para saber todas as informações (local, hora, preço)
Inscrições sujeitas a pagamento de sinal.
Os interessados deverão inscrever-se na loja Pina Bike ou pelo telefone 219820882, para saber todas as informações (local, hora, preço)
Inscrições sujeitas a pagamento de sinal.
quarta-feira, novembro 05, 2014
Domingo: Sobral-Merceana-Alenquer-Sacavém
No próximo domingo, a Volta é de Sobral-Merceana-Alenquer-Sacavém, e tem um percurso que se insere no contexto de pré-temporada, ainda que, para alguns, se vislumbrem objetivos a curto prazo, como o sempre concorrido Tróia-Sagres, que, por tradição, é o mais importante evento de ciclismo de estrada do inverno - mas que, no próximo, anto terá a forte concorrência do estreante Algarve Granfondo.
Também para estes que entram precocemente na época, as tiradas domingueiras em grupo, mesmo nesta fase de 'defeso' em que é impossível que não incluem picos de intensidade, como se verificou na última semana, poderão servir para 'aprontar' a longa jornada até ao Algarve, em meados de dezembro.
Regressando à Volta do próximo fim de semana, o início por Bucelas e a subida para o Forte do Alqueidão é importante para marcar a toada do andamento, que se pretende moderada, seguindo-se uma extensa secção em terreno plano até... Sacavém, onde se inicia a segunda dificuldade do relevo do dia, a subida para a Apelação, antes de descer para Loures.
Também para estes que entram precocemente na época, as tiradas domingueiras em grupo, mesmo nesta fase de 'defeso' em que é impossível que não incluem picos de intensidade, como se verificou na última semana, poderão servir para 'aprontar' a longa jornada até ao Algarve, em meados de dezembro.
Regressando à Volta do próximo fim de semana, o início por Bucelas e a subida para o Forte do Alqueidão é importante para marcar a toada do andamento, que se pretende moderada, seguindo-se uma extensa secção em terreno plano até... Sacavém, onde se inicia a segunda dificuldade do relevo do dia, a subida para a Apelação, antes de descer para Loures.
quinta-feira, outubro 30, 2014
Domingo: Camarnal
Depois da
realização da Clássica Livramento-Óbidos, no passado domingo, no próximo (dia
2) arranca, definitivamente, a fase de defeso/pré-temporada de 2015, que
culminará com o final do ano, para alguns, durante o mês de janeiro.
Com isto, inicia-se,
de acordo com o que é habitual no calendário de actividade do grupo Pinabike,
um período em que as Voltas domingueiras são, na sua esmagadora maioria, em
revelo (também maioritariamente) plano.
O objectivo é, não só a adequação às
recomendações de treino nesta fase (de interregno/moderação) da época, como
também para promover o colectivismo e o espírito de coesão e camaradagem (convivência)
que, no miolo da temporada, é mais difícil de implementar.
Para tal, também por
«tradição», sugere-se a retemperadora paragem intermédia para beber café e,
principalmente, que o núcleo do grupo (os elementos mais assíduos; e a todos os
interessados) que contribuam para preservar o andamento certo, não
necessariamente de passeio, mas isento de cavalgadas e frenesim, em suma, das
intensidade que, creio, todos concordarão, não se coadunam com esta fase do ano
desportivo.
De qualquer
modo, esta recomendação/sugestão/pedido em nada belisca a filosofia que preside
às voltas domingueiras do nosso grupo: não há «imposições» ou regras, cada um
está livre de impor ou seguir o ritmo que quiser.
No próximo
domingo, então, a pré-temporada inicia-se com a Volta do Camarnal, um percurso recente
nas nossas lides.
Crónica do Campeonato do Mundo-2014. Perdão, do Livramento-Óbidos!
A edição de 2014 da Clássica Livramento-Óbidos, organizada
pelo camarada Paulo Pais, foi mais um retumbante sucesso, ao reunir várias
dezenas de participantes dispostos a contribuírem para uma jornada de sã
convivência e momentos de intenso (e imenso!) ciclismo, honrando a denominação
simpática por que está a ficar afamada, a de Campeonato do Mundo... As
condições meteorológicas desde outono primaveril – ou quase estival... – também
ajudaram e foi praticamente sem aquele habitual friozinho cortante matinal que
o pelotão arrancou do Livramento em direção a Torres, cumprindo a regra que faz
do conceito/filosofia deste evento ser tão peculiar: o andamento «certo», sem
desvarios, até à paragem em Óbidos.
De qualquer modo, há andamento certo e... andamento certo. E
há que... «metê-lo». Este ano, calhou-me (voluntariamente!) a mim e ao Mário (a
partir de Torres, esclareça-se) e com mais intensidade do que nas mais recentes
edições. Na primeira parte do percurso, este ano, média 35,8 km/h; em 2013, 33
km/h. E acrescente-se o fator peito ao vento, que, se a memória não me trai, no
ano passado, para mim foi inexistente - ou quase. Mas, como disse, a (minha) iniciativa
foi voluntária e, acima de tudo, motivada pelas boas sensações de final de
temporada – ainda resquícios de forma trazidos do Skyroad da Lousã. Mas não há
milagres, e a boa vontade implicou naturalmente desgaste, num terreno
ascendente (ainda que suave) e muito aberto ao vento. De resto, reconheço que
as sensações (boas) não refletiram a pulsação média algo elevada.
De qualquer modo, repito, não estive sozinho nessa
«generosa» função. Acompanhou-me o Mário, que, analisando o desempenho coletivo
do regresso (e mesmo excluindo o efeito retemperador da paragem de alguns
minutos devido a queda no pelotão na aproximação ao Ameal), arrisco afirmar que
foi o homem do dia! Justifico-o, desde logo, ao comparar a sua prestação como a
minha, uma vez que, em Óbidos, tínhamos o mesmo nível de exposição ao desgaste:
no final, a partir do Turcifal, eu entrei claramente na reserva, enquanto o
novo reforço da equipa Pinabike ainda teve pilhas para integrar o grupo da
dianteira e liderá-lo até à derradeira rampa. Para mim, o homem da Clássica! Mais
uma vez, impressionante! Uma enorme promessa para 2015, mas também uma
expectativa de ver como reage ao longo de uma época desgastante.
No entanto, e perdoem-me continuar «a puxar a brasa à
(nossa) sardinha», estendo a homenagem à presença massiva de elementos Pinabike,
que corresponderam não só ao compromisso/dever de representar um dos grupos
domingueiros de maior nomeada da nossa região, mas, acima de tudo, de gratidão e
honra à camaradagem, disponibilidade e simpatia de sempre do mentor desta
Clássica, o insuperável PP. A todos eles (nós), uma vénia!
Voltando à estrada, eis o rescaldo do regresso, a parte
«competitiva», a partir de Óbidos, em que desde logo o andamento foi «livre», e
não só após o Bombarral (também contrariamente ao que tem sucedido em
pretéritas edições - cuja mudança aplaude-se, embora tenha havido algum excesso
de nervosismo, e não só durante este trajeto). Assim, média de 37 km/h contra
apenas 32 em 2013, com diversos elementos empenhados em puxar pelo extenso e
agora muito mais alongado pelotão. Todavia, foi com a entrada no falso plano
ascendente para o Outeiro da Cabeça que se «libertaram os cavalos», embora sem
a selvajaria dos piores anos. Foi, de resto, muito à imagem de 2013: andamento
certo, sem ataques ou esticões. E com a média idêntica: 37,5 km/h.
Ao invés, na descida rapidíssima que se segue, começaram as
movimentações, que animam a toada mas, naturalmente, condenadas, sem exceção,
ao insucesso. No topo seguinte, um dos mais desabrigados deste troço até
Torres, o andamento elevou-se uns bons furos, e uma solicitação mais forte para
fechar um espaço fez-me atingir o pulso máximo do dia (185). Mas quando a
contenda parecia definitivamente lançada, ocorre uma queda no meio do pelotão,
devido a um furo (rebentamento), que motivou a indispensável paragem.
No reatamento, embora com o grande grupo fracionado pela
saída a conta-gotas de alguns elementos, que se meteram ao caminho durante a
neutralização, os momentos mais altos estavam reservados para a parte final do
trajeto, a partir de Torres, como é habitual. O primeiro topo da Variante daquela
cidade foi em ritmo progressivo, não «atacado» desde o início, deixando para o
topo final e ligação a Catefica as maiores intensidades. Naquele, meti o
andamento mas sem grande seletividade, por dois motivos: primeiro, o Freitas
pediu-me para não forçar; segundo, as pernas já não estavam boas para fazê-lo...
A seguir, na passagem pelos stands, o Mário rendeu-me e teve a mesma recomendação
do Freitas. A este fez bem pedir!... O mesmo já não podia ao Duarte Salvaterra ou
ao elemento do Movefree (azul), atacantes, à vez, na rampa final para Catefica,
a obrigarem a cerrar fileiras nas suas rodas. A mim, o esforço de fechar espaço
de alguns metros acabou-me com o resto...
Na ligação ao Turcifal e à rampa final do Livramento, apenas
o corte no grupo da frente, com cerca de 10 unidades (5+5), como resultado,
primeiro, de um forcing longo do João Silva e, depois, de mais uma iniciativa intensa
do Duarte, e definitivamente, devido a outro ataque do Movefree. Eu e o Duarte
ficámos no 2.º grupo; o Freitas e o Mário no 1.º. Na rampa final queimaram-se
os últimos cartuchos. Por ter ficado à distância, não sei quem ganhou a
camisola de Campeão do Mundo. Mas merece-a, certamente! Será que a partir do próximo
ano haverá essa «graça», que propus ao PP?! – haver um jersey arco-íris para
«defender» na edição seguinte. Tinha a sua... piada!
quarta-feira, outubro 22, 2014
Coróna da Clássica dos Campeões
A Clássica
dos Campeões proporcionou um encerramento de temporada excelente. Permitiu
reunir um pelotão respeitável, em número e protagonistas, promover a
convivência na primeira fase do percurso e, após esta, viverem-se momentos de
ciclismo fantásticos, ao nível dos melhores do ano!
De Loures a
Vila Franca cumpriu-se o pré-estabelecido: andamento moderado para evitar «nervosismos»
e eventuais cortes que impedissem que se celebrasse, com harmonia e em convívio,
a última Clássica de 2014. Mais, esta toada acessível manteve-se até Alenquer.
Naquele primeiro troço, sensivelmente até Vila Franca, o pelotão foi liderado
principalmente pelo Rui Torpes, Ricardo Gonçalves e António Prates, e a partir
daquela cidade, pela dupla inseparável, Freitas e Mário. Foi esta que levou o
grande grupo até Alenquer, mas, na Variante, o Torpes passou para a frente para
impos, pela primeira vez no dia, um andamento rijo, que culminou com a chegada fortíssima
à rotunda do topo da Variante, causando os primeiros cortes mais «graves» no
pelotão. Todavia, logo a seguir o Gonçalves parou na berma e fez-se um compasso
de espera que permitiu o rápido reagrupamento.
Nessa
circunstância, o Freitas e o Mário voltaram, sem hesitação, para a frente do
pelotão, liderando com um ritmo muito bom (não excessivo; não leve - recomendável
para manter uma toada consistente para o grande grupo) Fizeram-no até à entrada
na Espinheira, onde comuniquei-lhes que os renderia na tarefa. No entanto, o Gonçalves
antecipou-se e foi ele que impôs o andamento naquele «carrossel», estirando o
pelotão e exigindo que se cerrassem fileiras nas rodas. No topo da Espinheira,
a média total fixa-se em 32,5 km/h, a mesma que ficara estabelecida até Vila
Franca.
Este foi
apenas o mote para o que restava... Desde logo, na subida para o Cercal-Barriosa,
as maiores intensidades da jornada, com o Torpes a abrir e o Mário a levar
praticamente até ao alto, em mais um desempenho de grande nível que demonstrou
que o rolador pode «surfar» também fora da sua «praia»: a planície.
Contudo, com
o ritmo seletivo, a partir do topo desta curta subida, na frente ficou um grupo
restrito formado pelos seguintes elementos (salvo erro ou omissão): eu, Torpes,
André, João Santos, Bruno de Alverca, Pedro Pires, Tiago Branco e Carlos Santos
(creio que o Gonçalves já não estava...). Mas, agora, ao contrário do que
sucedera em Alenquer, não se parou mais... De tal modo, que desde ao alto desta
subida até à viragem no cruzamento de Martim Joanes (N-115-1) – onde pouco
depois se juntaram os Anicolor do Oeste liderados pelo camarada Paulo Pais -, a
média disparou para 41 km/h, com revezamento coletivo na condução do grupo.
Grande nível!
A partir
daqui, e até já perto da Aldeia Grande, o trabalho passou a ser partilhado exclusivamente
entre mim e o Bruno de Alverca, e desde aí fomos rendidos pela coluna do
Anicolor até à entrada na subida da Ermegeira-Sarge. Os Anicolor estiveram
muito bem e o andamento subiu ainda uns furos... Até ao início da subida média
de 40 km/h. Nesta ascensão, 35 km/h até ao topo, com diversos ataques finais,
tendo o André como um dos intervenientes. De qualquer modo, após a descida, nas
rotundas de Torres, toda a gente reagrupada.
Seguiu-se
para Runa, agora com o vento mais frontal, a recomendar (e a impor) moderação. De
tal modo, que, nas imediações desta localidade, quando pretendia passar pela
frente «vi-me» isolado, o que levou a que entrasse «nestas condições» na dura rampa
à saída. Esta situação teve o condão de modificar definitivamente o
«establishment», levando a que alguns elementos se lançassem, também
isoladamente, na perseguição. O primeiro a chegar a mim foi o Tiago Branco, e
logo a seguir o André, que passou direto, motivando o Tiago a tentar
apanhar-lhe a roda. Mas não conseguiu... e foi com a minha contribuição que
alcançámos o puto já a descer para a Ribaldeira, onde «parámos»... para
respirar. No nosso encalço, finalmente o Torpes, com o Pedro Pires na roda, os
primeiros a alcançar-nos. Pouco depois, também o Bruno de Alverca. Mas mais
ninguém. Todos os restantes, ficaram definitivamente para trás. Foi, assim, uma
espécie de despedida antecipada ao abnegado e coeso grupo do Anicolor, que certamente
voltaremos a rever no próximo domingo, no imperdível Livramento-Óbidos (dia 26,
com partida às 9h00).
Em Dois
Portos, nas primeiras inclinações em direção ao Sobral decidi voltar à frente e
levar até onde as pernas deixassem. No entanto, rapidamente percebi que não
seria longe, ao sentir o quadríceps a prender. De qualquer modo, contrariei a
dor e continuei até que à entrada da fase mais aguda da subida, quando o André
mudou o andamento, e o Torpes a ser o único a seguir-lhe a roda. O Pedro ainda
tentou mas ficou em posição intermédia (creio que não deveria ter insistido, aguardando
por mim, e assim poderíamos cooperar). O Tiago e o Bruno estavam recuados. Os
dois da frente, todavia, pareciam ter celebrado um pacto de não-agressão e (pareceu)
por iniciativa do puto aliviaram o ritmo para que recolássemos – o que só
aconteceu já depois do Sobral.
Na subida final
para o Alqueidão, o Torpes entrou moderado mas enrijeceu progressivamente o
ritmo, ao ponto de no último quilómetro voltar a ficar sozinho com o André. Sem
dúvida os mais fortes. Desta vez, o Pedro deu-me a roda e, com a permissão
daquele duo, conseguimos chegar em quarteto ao topo. Após isto, tréguas! E a descida para Bucelas foi...
a deslizar!
Grandíssima
Clássica!
quarta-feira, outubro 15, 2014
Domingo: encerramento da época com Clássica dos Campeões
No próximo domingo, para encerrar a temporada de 2014 (do grupo Pinabike, porque na semana seguinte ainda há o muito especial Livramento-Óbidos do nosso grande comparsa Paulo Pais – que mais uma vez lançou um convite generalizado!), realiza-se a Clássica dos Campeões, que, mais do que as últimas cavalgadas de elevado nível esta época velocipédica, pretende-se que promova o convívio de consagração de um mais um ano recheado de desafios, animadas voltas domingueiras, emocionantes Clássicas e Granfondos carregados de fortíssimas sensações.
O percurso é
idêntico ao de 2013, e apresenta-se equilibrado, com uma primeira fase longa totalmente
plana, de Loures à Ota; depois um ondulado na passagem pela Espinheira até ao
Vilar; a seguir uma ligação novamente mais rápida até às proximidades de Torres
Vedras, interrompida pelo «topo» do Sarge; e a partir daquela cidade até Dois
Portos (com a rampa de Runa até lá); e daqui em diante entram as maiores
dificuldades do relevo, com as subidas para o Sobral e para o Forte de
Alqueidão, antes da descida para Bucelas e o regresso a Loures.
Sugere-se que o andamento seja moderado, pelo menos, até à saída de Vila Franca. Moderado não tem de ser... em passeio! - apenas que se evitem acelerações que rompam com a «filosofia» que se pretende para esta Clássica, a de celebrar o final de temporada em convívio. Além disso, previnem-se ameaças segurança (e à multa) principalmente nos semáforos de Alverca e Alhandra.
No total:
130 km e cerca de 1600 metros de acumulado.
HORA DE PARTIDA da BP de Loures: 8h00
domingo, outubro 12, 2014
Skyroad da Lousã
O Skyroad da
Lousã-2014 teve, para mim, um sabor agridoce. Embora mais ácido do que… doce! No
meio do azar (embora quem facilita com o material não se pode queixar muito…),
muita felicidade por ter concluído a prova.
A história
tem contornos novelescos. Logo aos 2 km, ainda o andamento acabara de se tornar
“livre”, pneu rebentado (o mesmo que tinha saído do aro há uns tempos e estragado
uma roda de carbono. Estupidez assumida!) com enorme estoiro no meio do
pelotão, tão audível que, no final, toda a gente com que falei recordava-se!
Parei e quando vi o estrago, pensei logo que era o fim… Ainda tive a esperança de
que a fechar o imenso pelotão viesse um carro de apoio técnico, mas apenas a ambulância
e o carro-vassoura. Este parou e o condutor informou-me que não podia levar-me
para a zona da partida/meta, só a bicicleta durante todo o percurso e eu um
autocarro à disposição… para “acompanhá-la”. Mau já era desistir, fazer todo o
percurso num autocarro seria masoquismo puro! Por isso, “implorei” e convenci o
simpático senhor a levar-me até mais perto possível daquela zona, mesmo enfrentando
o ralhete dos “chefões”, como ele disse. Entrámos para o camião (eu e a bike) e
fomos deixados a cerca de 100 metros da “zona”, num local a salvo dos olhares
dos “chefões”.
Agradecido,
saí do veículo, e desolado comecei a caminhar em direcção à “zona” a pensar
como iria passar 6 horas à espera dos meus parceiros de viagem, Ricardo Afonso
e Duarte Salvaterra. Principalmente, com que estado de espírito…
Mas eis que
acontece o milagre da Nossa Sra. dos Desafortunados da Lousã: aproxima-se de
mim um grupo de jovens e um deles pergunta-me: «Precisa de alguma coisa,
amigo?». Respondo-lhe com o ânimo de que ele seria último a poder ajudar-me.
«De um pneu…». E ele atira: «Sim, arranja-se, venha ali comigo à minha loja». À
minha direita, do outro lado da rua, lá estava ela. A «Biciclataria». O sentimento
que me invadiu é indescritível por palavras e apenas posso referir que a partir
desse momento não pensei em mais nada do que fazer a prova, custasse o que
custasse.
Passados cerca
de 30 minutos desde que tinha sido dada a partida, parti… eu, sozinho, por
minha conta e risco, sabendo que tinha quase 170 km e mais de 4000 metros de
acumulado para ultrapassar, mas muito mais motivado do que início por ter saído
surpreendentemente feliz deste infortúnio.
O resto é
ciclismo, uma espécie de epopeia de superação pessoal, uma das maiores que já
vivi neste desporto. Fiz-me à estrada e só depois de alguns quilómetros “a solo”
é que cai em mim… Contas de cabeça: tinha de fazer a gestão mais meticulosa do
esforço que alguma vez já fizera. Mesmo assim, estaria a arriscar muito, quiçá
demasiado. Pensamento que se atenuou quando alcancei os primeiros concorrentes
(os últimos), quase todos aos pares, amena cavaqueira. Teriam decidido passar
umas 10 horas desta maneira…
Quando
cheguei à separação do Gran com o Mediofondo, passou-me pela ideia fazer o mais
pequeno. Ainda virei na direção deste, mas 100 metros mais adiante
arrependi-me. Parei (aproveitei para “aliviar peso”) e voltei a subir para o
percurso grande, perante o ar perplexo dos organizadores e dos concorrentes com
que me cruzei.
Desci a toda
a velocidade com o mote de “a partir de agora não valer mais a pena pensar nisso”.
E ao entrar na subida de Góis senti que era o início da aventura. Nas primeiras
centenas de metros e, inclusive, nos 20 km de parte-pernas que se seguiram até
à grande subida do Carvalhal do Sapo, inclusive durante grande parte desta,
tive dificuldade em meter um ritmo certo. As pernas estavam bem, o pulso
controlado mas não tinha referências. Passava por todos, ninguém ao meu andamento
até ao alto das eólicas, que fiz com a cara ao vento, a passar de grupo em
grupo. Nunca visto em mim. Dois ou três que me acompanharam alguns quilómetros acabavam
sempre por me perguntar: “Furaste, não?!”.
E resumiu-se
a esta toada quase todo o restante percurso. Até à aproximação à subida de
Picha fiz tudo por minha conta, nem uma roda de abrigo. Por azar, nem a descer.
Algures por aquela zona, alcancei o grupo em que seguia o Nuno Garcia, cerca de
meia dúzia, mas ele o único a cooperar comigo na condução do mesmo. Ainda antes
da subida, apanhámos o Armando Guedes, companheiro de longa data nestas
andanças, que se juntou ao trabalho já nas vertentes de… Picha. Nesta altura,
já sentia as pernas muito doridas. Alimentei-me o mais e melhor que podia para
não cair no “vazio”. Às tantas apanhámos o camarada Paulo Pais, com outro
ciclista. Chamei-o, e antes de o encorajar seguir-nos, afirmou peremptoriamente,
ao seu estilo: «Isto é muito duro!».
Na parte
final da subida, senti-me melhor e voltei para a frente, fazendo também toda a
descida e toda a subida da Serra da Lousã, ficando apenas com o Guedes (que me
rendeu durante o penúltimo quilómetro). Depois de “fechar” a subida, mandei-me
a caminho da Lousã completamente no “vermelho” e, agora sim, com sintomas irreversíveis
de desfalecimento, desligando a 5 km da meta, que cruzei com 6h19m, 35 minutos
mais do que em 2013. “Descontando” os 30 minutos que perdi à partida e todos
que “derreti” por ter feito quase todo o percurso à minha conta, não posso
deixar de reconhecer que o pecúlio foi satisfatório. Uma jornada para recordar,
pelos bons motivos, mas também pelos maus que estiveram na sua origem…
Homenagem,
pelos excelentes desempenhos, ao Duarte Salvaterra, ao Ricardo Afonso, ao Nuno
Garcia, e uma muito especial ao Paulo Pais, porque mais uma vez deu uma “lição”
de humildade e coragem – e de profunda paixão pelo ciclismo -, com mais uma
participação neste dificílimo Granfondo, enfrentando-o sem receios mesmo com uma
preparação que está a anos-luz da média! E com uma prestação honrosa. Por isso,
é um exemplo que respeito e aprecio, e que deve inspirar a todos!
quinta-feira, outubro 09, 2014
Domingo: Sacavém-Azambuja-Ota
No próximo domingo, Volta de Sacavém-Azambuja-Ota. O percurso é o seguinte, com 113 km maioritariamente planos.
quarta-feira, outubro 08, 2014
Crónica do Infantado
Regressaram
as voltas totalmente planas e quase por magia (ou talvez não...) o pelotão
tornou-se massivo e os andamentos dispararam sem queixumes – sem espanto, está
mesmo a ver-se! De qualquer modo, esta tirada do Infantado-2 teve momentos
relevantes além da impressionante média de 38 km/h que se fixava na segunda passagem
por Vila Franca de Xira, com 90 km percorridos. Para esta, contribuíram
sobremaneira meia dúzia de elementos – não muitos mais... – de um grupo que
terá saído de Loures com quase duas dezenas. Mas vamos à história.
Nesta volta
com cerca de 120 km no total, os referidos 90 foram os «aproveitáveis» e que
concentraram a animação, iniciada pouco depois do arranque e que, em Vila
Franca, fez com que a média já alcançasse 35 km/h. Todavia, mesmo esta fase
madrugadora pouco se fez em pelotão compacto. Primeiro, o Ricardo Gonçalves a
isolar-se logo nos primeiros quilómetros, despoletando uma perseguição liderada
pelo António Prates (montado numa «cabra»; tal como o Mário). E não se parou
mais...
Movimentações
diversas até que, na descida da Sagres, ocorreu um corte importante, com o
pelotão a dividir-se em partes iguais, com muitos poderosos à frente, o que não
era recomendável para a parte que seguia atrás, embora nesta pontificassem
elementos com capacidade para fechar o espaço. Entre estes, tarefa de apenas
um: o Rui Torpes. A partir de Alverca assumiu a perseguição e concretizou-a em
Alhandra, após 4 km a 42 km/h. Poderia (e deveria) ter contado com ajuda mas nunca
aliviou (seria o sinal para os restantes), e àquela velocidade a vontade/capacidade
de rendê-lo era escassa. Prestes a concluir a missão com êxito, levava a
adrenalina ao máximo e reagiu, compreensivelmente, quando alguns que vinham à
sua boleia (eu incluído) fecharam os últimos 10 metros para os fugitivos. Não
foi por mal...
De Vila
Franca ao Porto Alto, 40 km/h de média e... mais uma fuga. O Prates deu o mote e
o Mário – os dois «contrarelogistas» do dia – correspondeu, iniciando, a dois,
a fuga mais duradoura da volta, que obrigou o pelotão a uma perseguição
esforçada – quase sempre liderada pelo Ricardo Gonçalves, o Rui Torpes e o
Duarte Salvaterra. Do Porto Alto até ao cruzamento do Campo de Tiro de
Alcochete, 42,5 km/h de média! Facilidades, só para quem foi na roda... Antes
deste ponto, fuga anulada. De qualquer modo, tanto o Prates como o Mário, ora voltavam
a tentar isolar-se, ora colaboravam na condução do grupo: grande desempenho,
que não foi só as máquinas apropriadas a justificar!
A partir
daquele cruzamento, mudança de direção, agora com o vento mais desfavorável.
Desde logo, a velocidade baixou. Mas foi algures neste troço até ao Infantado
que sucederam os momentos mais agressivos para quem seguia na roda, e foram por
iniciativa do Torpes nos topos, deixando alguns (entre eles eu) em desconforto.
De qualquer modo, coube ao Gonçalves a parte esmagadora do trabalho de condução
do pelotão, já mais reduzido.
Do Infantado
ao Porto Alto, novamente o Mário imparável. Ataque-fuga-fim de fuga-novo
ataque-fuga e assim sucessivamente. Duas ou três repetições. Excelente forma,
ótimas qualidades de rolador! Setor a 38,5 km/h de média.
Na reta
final até Vila Franca, então deixei-me «convencer» a passar pela frente (não o
tinha feito uma única vez... e foi um descanso!), primeiro a responder a mais
uma iniciativa do Mário, depois a colaborar com ele e mais dois ou três na
condução do pelotão até Vila Franca. Com vento contra: 37,5 km/h e 163 de pulso
durante 16 minutos. As pernas corresponderam melhor do que em qualquer volta domingueira
desde o início de setembro (após o regresso após a paragem de férias). A uma
semana do Skyroad, boas notícias. Finalmente! Veremos!
Em Vila Franca, paragem
retemperadora de forças e a promover invulgar momento de convívio em voltas com
outro relevo. Há pouco ou nada fazer para que nestas suceda o mesmo. É pena...
quinta-feira, outubro 02, 2014
Domingo: Infantado-2 (sentido Porto Alto-Alcochete)
O próximo domingo marca a chegada das voltas planas que serão a toada no defeso que se avizinha, como é habitual no nosso calendário. Com a Volta do Infantado (percurso que a partir do Porto Alto segue no sentido de Alcochete, ao contrário do que se pode ver no gráfico, que está no sentido original) entra-se definitivamente na reta final da temporada-2014, que terá encerramento simbólico com a Clássica dos Campeões, no dia 19.
Todavia, uma semana antes, para quem participar no Skyroad da Lousã (no sábado, dia 11), haverá ainda importante desafio a superar. No domingo seguinte à Clássica dos Campeões realiza-se o já bastante popular Livramento-Óbidos, organizado pelo camarada Paulo Pais, que juntará ciclistas oriundos de várias paragens em saudável convivência até à vila histórica e numa entusiasmante cavalgada de regresso ao ponto de partida. Mais perto do evento serão fornecidas mais informações (concentração no Livramento às 8h30; saída às 9h00), mas, em nome do PP, fica desde já o convite à «geral»!
Todavia, uma semana antes, para quem participar no Skyroad da Lousã (no sábado, dia 11), haverá ainda importante desafio a superar. No domingo seguinte à Clássica dos Campeões realiza-se o já bastante popular Livramento-Óbidos, organizado pelo camarada Paulo Pais, que juntará ciclistas oriundos de várias paragens em saudável convivência até à vila histórica e numa entusiasmante cavalgada de regresso ao ponto de partida. Mais perto do evento serão fornecidas mais informações (concentração no Livramento às 8h30; saída às 9h00), mas, em nome do PP, fica desde já o convite à «geral»!
terça-feira, setembro 30, 2014
Crónica da Volta do Barril
A temporada
aproxima-se do final e o nosso pelotão começa a engrossar. Por agora apenas se
mantém (grosso!) por pouco mais de uma dezena de quilómetros desnivelados, mas
pela qualidade dos “reforços”, alguns a regressarem de longa (demasiado!)
ausência, não se desmembrará tão facilmente durante muito mais tempo. Com
elementos da galhardia do Nuno Mendes e do Bruno Felizardo a afinarem a máquina,
certamente seremos mais do que a meia dúzia de “gatos pingados” que no último
domingo ficou na dianteira entre Alcainça e a Abrunheira, e depois daí definitivamente
até ao final da volta, ainda com menos de um terço do trajeto (do Barril)
percorrido. Situação que se repete (quase) todos os domingos. O motivo,
habitual, logo previsível, de o andamento ser demasiado forte desta vez não “cola”.
Então, porque é que se meteu passo tão rijo desde a subida de Guerreiros, não
se aliviou a caminho de Lousa e atacou-se a rude rampa da Venda do Pinheiro ao
nível do top-2 do Strava (está lá, Ricardo Afonso!) – o que é obra, na ocasião
apenas ao alcance da boa forma (e do ímpeto de curta duração) daquele, só acompanhado
pelo Capela e por um jovem “forasteiro” com o equipamento antigo (e bem!) da
LA. Os dois primeiros, depois da neutralização, voltaram à carga na subida de
Alcainça até à Abrunheira, dinamitando o que restava do grupo. Excesso, talvez,
mas não mais do que outras situações naqueles troços. O que se lamenta é a demissão
da maioria dos demais elementos (e repito, eram bastantes à partida de Loures)
de continuar a (tentar) integrar o grupo da dianteira ainda numa fase tão
madrugadora da volta, desprovendo de sentido (e de sucesso) qualquer tentativa
de neutralizar ou moderar significativamente o andamento para reagrupamento.
Se é para
ficar para trás logo aos 15 km, porque é que se inflaciona o andamento desde
início? Se é para dar meia volta ao cavalo tão cedo, porque é que se ataca as primeiras
subidas seletivas, deixando quase todos no vermelho, os mais débeis ainda mais,
e além disso, desmotivados pela noção de incapacidade e o sofrimento em vão?
Enfim...
No pequeno
grupo que integrei a partir da Abrunheira, com o exemplar Bruno de Alverca, os
poderosos (em muito boa forma) Capela e Duarte, o ascendente Tiago Branco e o jovem do LA (que anda
muito bem) e o esforçado e abnegado Mota, faz-se bom ciclismo, com oscilações
de ritmo e cooperação na frente. No meu caso, as limitações físicas causadas por
um súper treino na sexta-feira anterior aumentaram a exigência com tão forte
companhia e um percurso bastante acidentado, e no final, a constatação que, além
do referido Bruno, não restava mais elementos do núcleo de «assíduos» do grupo
Pina Bike. Mas, como antecipei na primeira parte desta crónica, tenho a
esperança que, apesar de a temporada estar a dar as últimas (eu incluído), há
reforços a chegar. Ou então, as voltas sempre a rolar, já no próximo domingo. Aguardemos...
quinta-feira, setembro 25, 2014
Crónica da Volta do Oeste
Aproveitando a “deixa”,
resumo a Volta do Oeste a mais uma excelente tirada, bastante concorrida, em
dia de contra-relógio por equipas Alverca-Reguengos, com presença meritória da
equipa Pina Bike.
O ritmo foi bom desde a
saída de Loures, sempre certinho por Guerreiros até Lousa, mas a partir daqui tornou-se
mais irregular devido ao empertigamento de alguns, em curtas mas fortes
acelerações. Foi o caso do Jony na subida após Lousa, com esticão a que apenas
o Tiago Martins e o André conseguiram responder. Mas foi só isso, uma explosão ao
estilo do mecânico de S. João da Talha! Maior consistência, ele guardou para
mais tarde...
Na subida da Venda do
Pinheiro, as primeiras intensidades a sério, com os mesmos protagonistas mas
com papéis invertidos. O Martins e o André a imporem o ritmo e o Jony a
responder na parte final para fechar o espaço. O pelotão ficou, pela primeira
vez, fracionado – mas a neutralização que se seguiu reuniu-o.
A descer para Vila Franca
do Rosário, elevadas velocidades e mais cortes, que fizeram alguns deixarem
alguma energia desnecessariamente na estrada (eu incluído!). O ímpeto
manteve-se e parecia, agora, com harmonia e mais colaboração – pelo menos com
os que tinham mais “pedal” disponíveis para não deixar o andamento baixar a
caminho de Torres. Por estas alturas juntou-se o Paulo Pais e o seu camarada
Nelinho, e pouso depois, no Carvalhal, o André partiu um raio e ficou apeado...
A subida de Catefica foi,
por isso, moderada, para que o pelotão ficasse, de novo, compacto – mas depois
voltou-se à toada veloz. E de que maneira! Primeiro ajudada pela planura do
terreno – e pelo músculo do Jony – mas também depois, quando o relevo se tornou
mais acidentado. De Torres a Encarnação, 36 km/h de média! Pelo meio, na subida
de S. Pedro da Cadeira, o Tiago Pereira (até aí discreto e até remetido à cauda
do pelotão...) entrou ao ataque mas rapidamente aliviou, pegando eu no andamento,
e na parte final também o Capela. Na Encarnação, subida mais repartida: os
Tiagos a meterem o passo inicialmente e o Paulo Pais a... meter todos no
vermelho até à aceleração final que desmembrou o grupo da cabeça. De tal forma,
que só houve reagrupamento pouco antes de voltar a... desagrupar – no início da
Picanceira – a subida “grande” da jornada.
À entrada desta, passei novamente
a meter o ritmo, o melhor que podia..., mas distante de ser top! Falta de pernas
“oblige”. De qualquer modo, houve seleção imediata – apenas os Tiagos e o
Capela se mantiveram - e só depois da aldeia da Picanceira as primeiras mexidas,
quando o Pereira ensaiou mais um ataque. Todavia, o Tiago contra-atacou bem e
partiu “a solo”, mas não definitivamente. O Capela procurou fechar o espaço mas
só conseguiu que a distância não aumentasse, e não demorou a que as posições
estabilizassem, ficando o seguinte figurino: Martins na dianteira, com cerca de
30 metros de vantagem para o Capela e este à mesma distância do Pereira; e idêntica
entre este e eu. Com o atenuar da inclinação da subida, as diferenças começaram
a esbater-se e os três da dianteira juntaram-se, embora sem depois haver
colaboração e beneficiou a minha reaproximação. Foi isso o que lhes disse
depois de os alcançar e de recuperar o fôlego antes da descida e da rampa final
(para a rotunda da Barreiralva). De tal modo que fui eu fazê-la... a puxar o impávido
trio! O Bruno de Alverca não demorou muito mais, também ele tirando proveito do
impasse entre os (que pareciam!) mais fortes.
A subida foi intensa, mas nada
brilhante, e não creio que apenas para mim (às voltas com as limitações
musculares). Senti que os restantes (refiro-me o trio da dianteira) também não
estavam nos seus melhores dias.
Após o topo, durante o
relaxe até à Murgeira, o Capela, ao seu estilo, lançou-me a crítica/conselho:
«Tens de te defender mais dos mais novos» – referia-se os Tiagos! Tinha (tem) toda
a razão, mas em ocasiões em que eu não tiver interesses de treino/sentir as
sensações, como nesta! Por sinal, nada boas...
Domingo: Volta do Barril
No próximo domingo, Volta
do Barril (!!) - ver percurso. É assim que se chama, de facto, e trilha alguns caminhos da
Volta do Oeste que se realizou na passada semana. Nomeadamente a fase inicial,
até à Malveira (por Guerreiros) e numa fase mais adiantada, a partir de S.
Pedro da Cadeira (por Encarnação, Picanceira e Murgueira). A partir de daqui, desce-se
o Gradil e termina-se a subir Vila Franca do Rosário, a contrário da anterior,
que seguir em direção a Mafra. Não é um percurso fácil, está mesmo a ver-se!
De certo modo, os que
participaram na Volta do Oeste terão oportunidade de repetir/retificar
desempenhos e sensações nos troços partilhados dos dois percursos, em especial
a passagem pelo setor S. Pedro da Cadeira-Encarnação-Picanceira – acima de tudo
este.
sexta-feira, setembro 19, 2014
Domingo: Oeste
A volta do próximo domingo é a do Oeste, num dia em que alguns dos nossos camaradas participam no contra-relógio por equipas Alverca-Reguengo. Desde já, muito boa sorte, rapazes! O percurso da Volta do Oeste é o seguinte.
quarta-feira, setembro 10, 2014
Domingo: Enxara do Bispo
No próximo domingo, dia 14, a Volta é a da Enxara do Bispo. O percurso é o seguinte e em constante sobe e desce. Hajam pernas (que por aqui estão 'escassas'...) e será uma tirada prometedora!
Sábado, Paulo Pais convida...: Caneira-Vieira-Caneira (240 km)
No próximo sábado, dia 13, o camarada Paulo Pais promove
mais uma ida (e volta) a Vieira (de Leiria), a partir da sua morada, na Caneira
Velha, jornada que já vai no quarto ano com sucesso. O percurso não apresenta
grandes dificuldades de relevo, mas é uma autêntica maratona, com 240 km. Um
enorme desafio, está visto!
sábado, setembro 06, 2014
Domingo: Sintra-Pé da Serra
A volta de amanhã, domingo, é a de Sintra-Pé da Serra, e o percurso é o seguinte
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