sexta-feira, janeiro 30, 2009

Menos 900 km!

Hoje voltei a pegar na bicicleta. Não o fazia desde o último sábado. Compromissos de fraldas, pois claro!, e este tempo de cão que fez durante toda a semana e que não há meio de melhorar. Arrisquei pôr-me à estrada mesmo perante a ameaça de intempérie.
Alverca-Vila Franca-Carregado-Cadafais-Santana da Carnota... seco! Mas a chegar ao alto, a chuva começou a cair, primeiro a «molinha», depois cada vez mais forte, tal como o vento, até pegar e não mais largar. Uma borrasca das grandes... que, apesar do mau jeito, não me impediu de cumprir o que tinha programado.

Com o primeiro mês do ano a terminar, confirmam-se as (piores) expectativas em relação aos condicionalismo da paternidade. Mas não só: também as condições climatéricas desencorajadoras que têm feito nas últimas semanas não têm ajudado. Resultado: menos 900 km (!) que em igual período da época passada. Não é preciso dizer mais nada.
De qualquer modo, - estranhamente ou não - as sensações são boas (ou parecem...) e, claro está, os músculos muito menos saturados. Além do descanso (mesmo forçado) também não é alheio o facto de cumprir «algo» de específico sempre que treino. O certo é que, nesta altura do ano, em 2008, já andava a consumir alcatrão às doses de 4 e 5 horas, sozinho! Na verdade, não sei bem porquê, em relação a todo este atraso sinto uma estranha... despreocupação.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Domingo: Santiago dos Velhos

A volta do próximo domingo (dia 1) é de Santiago dos Velhos. Refira-se, desde já, que é primeira abordagem ao relevo montanhoso - ou muito acidentado - nesta temporada 2009. Além do sobre-e-desce que marcará a tirada, há a longa distância (108 km) a acrescentar dificuldade. Recomenda-se, assim, uma toada cautelosa desde o início do percurso - que não é fácil, em direcção à Venda do Pinheiro - e não menos a partir de Bucelas para a extensa subida de Santiago dos Velhos até ao Lameiro das Antas.
Até final, ainda há mais alguns desníveis para «lidar», como a ligação Arranhó-Forte de Alqueidão; Santana da Carnota desde Cadafais; e finalmente, do Sobral (Seramena) para o Forte de Alqueidão. Não será propriamente fácil.
No final do primeiro mês da época, e de uma série de incursões na planície, eis a primeira oportunidade para avaliar o «ponto» de forma em subida. Os homens possantes, roladores, que até agora estiveram no seu «habitat», têm de gerir bem as insuficiências; e os todo-o-terreno e, acima de tudo os trepadores, terão a primeira oportunidade exprimirem as suas capacidades e para afinar baterias, embora com a temporada ainda em fase inicial. A ver vamos se o tempo ajuda.

Clicar em cima do gráfico do percurso para aumentar


quinta-feira, janeiro 22, 2009

Sto. Estevão «fora de norma»

A volta de Sto. Estevão, no passado domingo, foi mais agitada que o habitual nesta clássica com longo percurso plano, quase sempre realizada em grupo compacto, a velocidade de cruzeiro elevada que invalida tentativas de fuga e escaramuças. Desta vez a tirada ribatejana foi mais entusiasmante que o costume, mas, enfim, menos boa para os pressupostos do treino nesta altura do ano. Já se sabe: domingo é sempre domingo!
Para esta mudança de figurino contribuíram dois factores fundamentais: o andamento moderado principalmente entre Alverca e Vila Franca (o pavé molhado poderá ter desencorajado os especialistas) e a predisposição de razoável número de elementos para iniciativas que pudessem ser fracturantes. O Salvador, de regresso apenas uma semana após o acidente da Ota, mostrou-se, a partir de Vila Franca, logo o mais empertigado. Saltou na recta do Cabo e levou companhia, ganhando, ambos, rapidamente vantagem ante a aparente parcimónia do grande grupo. A fuga era corajosa e parecia consolidar-se, mas ficou condenada ao malogro quando o Jony decide «saltar» do pelotão, desencadeando uma reacção conjunta - ainda que sem nenhum dos seus «marcadores» directos (recordando o sagaz comentário do Cancellara na semana passada neste blog), que se mantiveram impávidos.
Bem, impávidos mas não por muito tempo. Eu (sim, um deles!) não perdi tempo em alertar para o risco, e perante a passividade geral dei o mote para a perseguição, inquieto com o galopante aumento da distância entre os dois grupos. O Rocha, muito acusado de ser rodista (diga-se injustamente...), colaborou bem e a perseguição entrou em marcha, mesmo que se afigurasse complicada continuando limitada a dois!
Todavia, à passagem por Porto Alto o Hugo e os seus comparsas Trek e Scott juntaram-se ao trabalho e fizeram-no com muito empenho, tendo sido os principais responsáveis por pouco depois Samora Correia o pelotão voltar a rolar compacto. Foram 6 km a 38 km/h de média! Aquando da junção houve algum espanto lá à frente, que eu bem vi!!!
A partir daí, com Benavente à vista e o longo troço pela mata de Sto. Estevão exposto ao vento frontal (e já sem a presença do sempre ameaçador Hugo), a toada foi quase de passeio, cumprindo-se 31 km/h de média até à vila. Contudo, aí, voltou a animação!, com uma série de esticões nos topos que rodeiam a localidade. Os malfeitores: Jony, eu, Freitas e o Ruben. O resto do pessoal reagiu sempre muito bem, não fosse, na maioria, fortíssimos roladores que dificilmente poderiam ser surpreendidos no seu terreno.
Depois do afogadilho, voltou a calmaria... aparente. À entrada da ligação de regresso a Porto Alto, enquanto o Salvador e o Scott davam sinais de fadiga, enquanto o Manso não se cansava de ameaçar o Rocha... realizou! Zarpou decidido a escapar e -lo rápido e bem nas barbas do grupo, que se conteve tempo suficiente para a fuga consolidar-se. Muito mérito para o autor, porque, por tradição, é improvável que uma fuga resulte naquela fase do percurso, para mais em solitário.
E foi uma verdadeira fuga, a obrigar a uma perseguição relativamente longa, organizada e... esforçada. Mesmo sabendo-se que, mais cedo ou mais tarde, seria anulada antes de Vila Franca.
De qualquer modo, os quilómetros passavam e ninguém pegava nas rédeas do pelotão. Às tantas, parecia ser o único a aperceber-me da desvantagem perigosa e dei o toque a rebate. Só verbalizei... pois as pernas saíram maçadas das «brincadeiras» de Sto. Estevão. Foi o Pina o primeiro a corresponder, metendo andamento de «manutenção». Já era qualquer coisa! Seguiu-se o Manso, que não se coibiu de pôr desde logo ritmo de «caçada», correspondido pelo Jony. Os dois, principalmente, acabaram com a aventura do Rocha à entrada do Porto Alto, ao fim de 15 km de fuga, a uma média que rondou os 35 km/h. Com vento desfavorável e naquele terreno, repito, foi muito boa a sua prestação!
Apanhado o fugitivo, pensou-se em relaxar. Mal! Na recta do Cabo, o Cancellara meteu o turbo e foi à sua vida, ele que há muito se mostrava impaciente por dar um ar da sua graça. Mas só uma parte do grupo perseguiu-o; a outra (que me incluía, além do Jony, do Freitas e do Scott) ficou face às dificuldades do ainda recentemente acidentado Salvador.
Desde essa altura, a história conta-se em separado, sendo que a nossa parte deixou de ter mais factos relevantes a assinalar. Bem, a não ser um «forcing» - penso que apenas ligeiro... - do Freitas na recta da Sagres, a culminar com sprint a três, no alto: ele, eu e o Jony. Mas é dos homens da frente que reza a história! Mesmo que a desconheça de todo...

Próximo domingo: Manique do Intendente


(Clicar em cima do gráfico para abrir)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Próximo domingo: Sto. Estevão

A volta do próximo domingo é Sto. Estevão, uma clássica das etapas planas da temporada que pelas características (ausência de dificuldades de relevo e quilometragem já elevada) realiza-se habitualmente várias vezes durante o ano, constituindo bom treino de apuramento do ritmo nesta importante fase da época.
Eis o perfil (clicar em cima) e o percurso:



segunda-feira, janeiro 12, 2009

Salvador, nova «vítima» da volta da Ota

A volta da Ota é, sem dúvida, uma das jornadas com mais tradição do nosso calendário. Tradição criada por histórias de duras batalhas e infelizmente também de acidentes, alguns graves. No passado domingo, a tradição voltou a cumprir-se na íntegra.
Comecemos pelo pior: os acidentes, que quando são graves ganham maior relevância que as guerras de bicicletas. A data de ontem, 11 de Janeiro, remete para quase coincidência com a manhã chuvosa de 15 de Janeiro de 2006, em que o Miguel Marcelino, também no decurso da mesma volta, colidiu com um automóvel que se atravessou à frente, custando-lhe uma fractura óssea. Já lá vão 3 anos!
Desta vez, não havia chuva, o piso estava sequíssimo mas o acidente voltou a dar-se com outros intervenientes e consequências felizmente não tão graves. Em vez de uma condutora imprudente, foi um cão irrequieto que se soltara. Algures, entre as duas Aveiras, o animal saltou da berma para a estrada, enfrentando o pelotão que seguia a bom ritmo (cerca de 35 km/h). Daí resultou aparatosa queda do Salvador, do Samuel e de um terceiro elemento, estreante (triatlo). O primeiro foi o que mais sofreu: ombro direito muito maltratado (felizmente, após passagem pelo hospital, afastou-se a possibilidade de fracturas) e o quadro da System Six partido – para a sucata! O Samuel ficou com pequenas escoriações, a mais importante junto ao olho esquerdo; enquanto a sua bicicleta saiu da carambola apenas com uma manete entortada. O terceiro, o estreante, escapou ileso.
Responsabilidades? Em princípio serão assumidas pelo dono do cão, que se aprestou rapidamente a dirigir-se ao local do acidente e garantiu ter seguro do animal, um pastor alemão de porte invejável. Tudo isto perante a relutância da GNR em elaborar o fundamental registo da ocorrência em auto. A ver vamos quando a conta do prejuízo chegar...

Descrita a parte da história acidentada, vamos à do ciclismo! E houve muito, antes e depois do que se passou. Primeiro, ainda muito antes da passagem sempre aguerrida pelo Vale do Brejo, com a divisão do pelotão em dois grupos perseguidores ao par de fugitivos, ligeiramente destacados: Salvador e Capitão. Então, o grupo da frente, liderado pelo Jony, obrigou o que seguia atrás (que incluía eu, o Freitas e o Manso, entre outros) a esforços redobrados para o alcançar; o que só sucedeu após Vila Franca.
Fugitivos apanhados e pelotão novamente compacto até ao inevitável Vale do Brejo. Antes, o Hugo já tinha mexido o andamento a partir de Cheganças e voltou a fazê-lo após a Ota, ganhando alguma vantagem levando na roda o Freitas e o Jony – situação perigosa! No pelotão, tive de reagir para fechar rapidamente o espaço antes que pudesse haver colaboração à frente.
Parecia estar lançada a correria na aproximação à subida, mas não havia quem assumisse... Até que o Salvador o fez! E muitíssimo bem. Conduziu em boa parte da subida antes de ser rendido, também de forma excelente, pelo Samuel - curiosamente os dois infortunados do dia!
Mas depois de o Samuel «esgotar», voltou-se à toada de expectativa. Perante isso, decidi acelerar nos últimos 400 metros, desencadeando muito boa reacção do Jony, Freitas e Hugo, todos com explosividade superior à minha.
Pouco depois dava-se o acidente. Mas depois do aparato, quem esperava moderação enganou-se. Tudo devido a uma saída espaçada em grupos do local fatídico. Naquele em que me incluía (com o Steven, o estreante, o Samuel e o Filipe) pensou-se que liderávamos a caravana. Mas não, já havia um grupo bem composto a rolar à frente! Por isso, sem saber deslizámos até a Azambuja, a aguardar pelos que pensávamos ser todos os restantes. Mas eram só a última parte deles (Freitas, Hugo, Manso, Rocha, entre outros).
Quando passaram por nós, vinham afogueados. De tal maneira, que abriram desde logo uma distância que nos fez suar as estopinhas para a eliminar – só em Casal Pinheiro. E mesmo quando, no grupo, deram pela nossa presença, o andamento não caiu. Aliás, pareciam estar com outras preocupações, que não a perspectiva (que eu tinha erradamente) de querer continuar a fugir de grupos mais atrasados. Cumpriram-se 40 km/h de média entre Azambuja e o Carregado; e 39 km/h até Vila Franca! Grande trabalho, principalmente do Hugo, que está a andar muitíssimo!
Para mim estava assumido que quem tivesse ficado para trás, não recuperaria. Mas a verdade é que os únicos que estavam (ou ficavam realmente), eram os que iam pigando do nosso grupo...
Depois de Vila Franca - estranhamente sem que o Freitas se fizesse ao sprint! -, o andamento baixou... Por isso, estava decidido a terminar (o treino) com algumas acelerações nos topos: os dois de Alhandra e o do Sobralinho. Quando me fiz ao primeiro, o Freitas parecia preferir tranquilidade: «Onde é que vais, pá? Tá sossegado...», disse-me. Mas após o segundo, junto à Secil, gritou-me aos ouvidos para manter o andamento alto. Contei-lhe as minhas intenções e que não tinha força para continuar àquela velocidade. Mas ele insistiu: «Vá lá, os outros estão mesmo aí à frente!». Surpreendido com a novidade, até tive dificuldade em compreendê-la. Mas rapidamente me apercebi de que, enfim, os que faltavam estavam para a frente e não para trás, entre eles, o Jony, o Pina, o Capitão e o André, que não tinha feito a primeira parte da volta.
Então, entreguei-me ao esforço e mantive-me, a todo o custo, a 40 km/h para fechar o espaço já na rotunda da Pifertubos, antes de Alverca. Fazia-se luz! Mas não paz... Restava a subida da Central de Cervejas, que, com o Vale do Brejo, constituem os dois únicos pontos de selecção, por relevo, desta volta quase sempre plana. Assumi o comando e fi-la em progressão, carregando cada vez mais nos pedais à medida em que ascendia. Rebentei à chegada ao pequeno descanso, quando senti uma mão nas costas, a auxiliar-me: a do Jony. Apenas ele e um elemento da equipa de Negrais seguiram o ritmo, e os dois disputaram o sprint na rotunda do Cabo de Vialonga.

Rápidas melhoras do Salvador

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O frio, o Duarte e o «puto»

Hoje de manhã, entre duas fraldas, resolvi desafiar a temperatura polar para fazer duas horinhas a rolar. Como deve ser para ir regressando ao ritmo perdido com a paragem. Boas sensações, apesar do frio intenso (4 graus, embora o sol atenuasse o efeito térmico) e alguns sprints com desmultiplicações leves para «desenrolar» as pernas fizeram bem ao corpo e à alma.
Perto de Azambuja cruzei-me com o Duarte, que passeava com um companheiro de equipa (do Salvaterra). Juntei-me ao duo em amena cavaqueira e às tantas ouvi-o tecer rasgados elogios ao «puto» André, às suas capacidades físicas, ao espírito combativo e disponibilidade para a luta. Como dizia o outro, «daqueles que deixa a pele em campo». Neste caso, na estrada...
Digo eu, que não podia estar mais de acordo. O nosso puto-maravilha é um animal de competição e desde que chegou ao grupo rara é a saída que não deixa a sua marca.
Naturalmente que não deve substimar - creio que nunca o fez ou fará - os seus novos companheiros de pelotão, que serão sempre ferozes «oponentes» e também desse modo continuará a crescer como desportista de corpo inteiro. Com a sua idade não lhe faltará margem de progressão!
Todavia, mesmo bem-vindo ao seio do grupo Pina Bike, para o qual constitui uma mais-valia, não restarão dúvidas que é a competição que lhe corre nas veias.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Paragem forçada por motivo fantástico

Eis um período de forçada inactividade desportiva por motivo fantástico: o nascimento de um filho. Neste caso, uma filha, a segunda. Por isso, as faltas aos treinos e às voltas domingueiras dão em falta de «novas» para alimentar as crónicas neste blog.
No entanto, por estar também em falta, não poderia deixar de fazer menção honrosa ao evento organizado no último domingo do ano, na Ota, cuja organização foi elogiável a todos os níveis: desde o percurso, que terminou no Alto de Montejunto, passando pela referida organização, que assegurou abastecimento para todos os participantes a meio do trajecto, desdobrou-se em esforços para garantir a segurança e a boa orientação dos ciclistas, além de promover ambiente de saudável companheirismo. Super! Um enormíssimo exemplo!
Pessoalmente, em termos «desportivos» foi a primeira prova de avaliação de forma da temporada, principalmente pela subida a Montejunto (por Vila Verde dos Francos), e perante a forte concorrência que se apresentava. Conclui, pois, que – há uma semana! – tinha atingido um patamar de forma razoavelmente sólido, que me permitira gerir o percurso (ajudou muito o facto de ter estado sempre resguardado no pelotão, cujo andamento foi moderado, só se tornando mais intenso à chegada ao abastecimento, também em subida) e já com 90 km nas pernas fazer Montejunto a bom nível, tendo em conta a fase ainda muito prematura da época.
Saldo positivo, principalmente por estar a fazer a minha primeira subida «a sério», sem sequer ter iniciado o treino específico de limiar. Desde a entrada, tive boas sensações, que permitiram meter o «meu» passo e isolar-me rapidamente do mini-grupo. Mesmo quebrando (naturalmente!) após a zona dos pinheiros, face ao vento e ao cansaço, acabei por ser alcançado apenas pelo Duarte (Salvaterra), que está com a preparação mais adiantada. Desempenho bastante satisfatório, portanto!

Nota ainda para as presenças do camarada Paulo Pais (sempre activo e presente em Montejunto), do Freitas (trabalhador na frente do pelotão e óptima prestação na subida do Rodeio para Vila Verde, seleccionando o pelotão antes da ascensão a Montejunto) e do sempre simpático Carlos da Quinta da Piedade.

Entretanto, no passado domingo realizou-se a volta de abertura do calendário ciclista Pina Bike, como tradicionalmente com a tirada da Valada (Muge). Bom ano!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

A-dos-Arcos... já aqueceu!

A volta do último domingo, para Azambuja e A-dos-Arcos, decorreu sob o signo do bom tempo. Finalmente, após as borrascas dos pretéritos fim-de-semanas, o sol brilhou durante toda a manhã. Notou-se no tamanho do pelotão e na disposição das suas gentes.

Até Azambuja, rolou-se tranquilamente, mas a partir daí o figurino da tirada mudou. O Cancellara (de regresso às lides, tal como o Rocha. Saúdam-se) e o Ruben (bem aparecido!) decidiram fazer um «mano-a-mano» na condução do pelotão, levando-o aos 40 km/h. Deixou-se de ouvir vozes, só respirações ofegantes. Pior ficaram, quando o Duarte (bem haja, companheiro, já em boa forma e a simpatia de sempre!), em Vila Nova da Rainha, desferiu um bom golpe, destacando-se cerca de 30/40 metros perante a contemplação do grupo, ainda entregue àqueles dois trabalhadores de serviço - e que partilharam dificuldades em manter a perseguição. Então, o Freitas decide saltar, juntando-se ao Duarte. Mas teve efeito de contágio aos demais, que, em bloco, fecharam rapidamente a distância.

Descansou-se, mas pouco. Entre o Carregado e Arruda, o andamento voltou a avivar-se, e quem o impôs foram o Salvador e o Capitão, num excelente trabalho em terreno difícil. Repito, o andamento foi muito bom, suficiente para meter o pelotão em sentido. Naturalmente, na subida de A-dos-Arcos, ambos acusaram o esforço e fizeram-na em ritmo de passeio. Mas o esforço já estava feito, e com nível.

Na subida de A-dos-Arcos, ao início, o andamento foi moderado, mas depois do cruzamento de S. Quintino, o Ruben começou a «tirar», estirando o grupo. A partir daí, foi uma prova de eliminação, que se tornou ainda mais selectiva quando o Freitas rendeu o jovem trepador, mantendo o ritmo elevado. E já foi com um grupo reduzido a 5 unidades (Freitas, André, Ruben, Duarte e eu), que surgiu a alteração de ritmo decisiva... quando o Duarte ataca a 1 km da povoação obrigando os restantes a responderem. Desde logo, foi demais para mim, que vinha muito justo... há muito tempo! Na passagem por A-dos-Arcos o Duarte e o Ruben também cederam, deixando ao Freitas (numa forma já bem apreciável, ou terá sido impressão minha?...) e ao André a discussão da subida. Fizeram-no ao sprint, abrindo cerca de 30 metros para o Duarte e o Ruben, e estes cerca de 50 para mim. O Jony (de regresso aos treinos após forte carraspana) chegou um pouco mais tarde, e não muito depois um grupo que incluia o Pina (muito bem!), o Carlos do Barro e o Rocha.

O tempo de subida em A-dos-Arcos foi de 13.03 m (o meu), ou seja, 1 minuto superior ao que eu tinha realizado no dia 26 de Outubro, na última vez que o grupo por lá tinha passado (na volta em que o Freitas e o André andaram fugidos). Àquele tempo, deve descontar-se aproximadamente 30 segundos para calcular o tempo dos primeiros a chegarem ao alto (curiosamente, os dois fugitivos «caçados» naquele dia). Cerca de 30 segundos é uma diferença ainda significativa para este tipo de subida, mas deve ressalvar-se o facto de os momentos da temporada serem díspares, tal com as voltas terem decorrido em condições também completamente distintas. De qualquer modo, creio que, no domingo, a segunda metade da subida foi muito boa, mais rápida que a de Outubro. O início é que foi mais lento.

Na descida para Bucelas, andou-se outra vez bastante depressa, na peugada do Jony e do Salvador, que se tinham adiantado. Mas a estas incidências já não assisti... por ter perdido o comboio ainda este embalava.

No final, entre Tojal e Alverca, o Ruben foi, uma vez mais, boa companhia na partilha de um empeno. Mas que mais importa são os benefícios deste treino de conjunto com mais de 4 horas.

Aos elementos que sentiram mais dificuldades na parte final, nomeadamente, em A-dos-Arcos, principalmente a alguns que já tinham vindo a trabalhar durante a volta, digo para não retirarem ilações precipitadas desse momento de menor rendimento. É perfeitamente natural e previsível nesta altura da época. A-dos-Arcos pode ter sido, para muitos, a primeira subida da pré-temporada de saídas em grupo, e uma prestação menos boa não traz nada de preocupante.
Dou o exemplo do Salvador e do Capitão, que trabalharam muitíssimo bem no carrossel de Cadafais/Arruda, cumprindo componente importante dos seus treinos. Não se precipitem a mudar a programa de progressão por vós estabelecido em função de não terem sido capazes de acompanhar alguns elementos da sua igualha. A paciência faz parte da base para a óptima forma.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Que tempo de cão!

Tem sido, provavelmente, o pior início de temporada dos últimos anos, em termos climatéricos. Não tenho memória de um final de ano com tanta chuva (principalmente ao domingo), acompanhada de frio gélido e vento forte.
Foi este o cenário, como se sabe, também no último fim-de-semana. Resultado: meia dúzia de gatos pingados a enfrentar a intempérie, e com mais de metade – em que me incluo - a encurtar o percurso. No meu caso pessoal, o mau estar foi agravado por não ter levado protecções para os pés, que ficaram enregelados, com a água, após o primeiro aguaceiro.
Mais: a acompanhar o desconforto juntava-se a debilidade causada por sinais de constipação – dores no corpo e apatia. Mesmo assim, não se perdeu tudo, e ainda deu para duas horas e pouco. Entretanto, acabou-se a chuva, mas o frio e o vento forte ainda perduram - principalmente este...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

O regresso de Lance Armstrong

Uma das grandes expectativas do ciclismo profissional para 2009, quiçá a maior, é o regresso de Lance Armstrong, após três escassos anos de reforma dourada. O heptavencedor do Tour surpreendeu o Mundo ao anunciar que voltaria a competir, e logo querendo reconquistar o ceptro que já foi seu, e em anos consecutivos, tal a hegemonia face aos adversários.
As questões que se colocam à decisão do norte-americano são diversas: desde logo, a razão do regresso à alta competição, depois de tão esmagadora consagração; a razoabilidade da suas justificações, a principal sustentada em motivos humanitários relacionados com a luta contra o cancro, doença a que sobreviveu antes da senda de êxitos; ou os critérios da sua entrada directa para uma equipa onde milita o seu apontado sucessor, Alberto Contador, desde logo provocando controvérsia sobre a natural incompatibilidade da liderança numa prova tão exigente como o Tour. Para mais, tendo em conta que todas as suas vitórias foram alicerçadas na união inquebrável do colectivo em prol de (um único) chefe-de-fila: ele próprio; a controvérsia que já exigiu aos dois «galos» que esclarecessem publicamente das suas (pretensas) boas intenções e franca colaboração – que, como facilmente se adivinha, são apenas politicamente correctas.
Mas antes de ficarmos a saber se o «novo» velho Lance partilhará ou lutará com o ainda jovem, mas já amplamente coroado Contador (Giro, Tour e Vuelta) o poleiro da Astana no próximo Tour, importa observar se o texano tem condições físicas à medida das suas pretensões. Aqui reside, até ver, a maior incógnita deste estimulante regresso e que poderá determinar, mais pacificamente que se prevê, a hierarquia da equipa. Contudo, em que fundamentos baseará a decisão o actual director da equipa Astana, Johan Bruyneel, que está estreitamente ligado à carreira vitoriosa de Armstrong? Serão as provas da temporada, de preparação para a Volta francesa, barómetro para aferir das aptidões do ciclista americano – que sempre as abordou como meras etapas de um meticuloso programa de afinação da forma? Ou Lance fará o tirocínio de forma no Giro? Ou seja, se der garantias de estar ao nível do seu passado glorioso avança para o Tour como um dos dois líderes prováveis (Contador sê-lo-á sempre...), senão apenas como gregário de luxo, ao lado de Leipheimer e Kloden?
Eis as dúvidas que tornarão o próximo ano especialmente interessante para quem acompanha o ciclismo, e acima de tudo, para quem vê, como eu vejo, no vencedor do Tour o melhor ciclista do Mundo. E para quem tem, como eu tenho, em Armstrong referência máxima além do desportista.
Para já, na minha opinião, pelas informações que vou recolhendo, a sua principal dificuldade na optimização do rendimento residirá em transpor para o exercício do ciclismo a potência que está a tentar criar através de um intensivo trabalho de reforço muscular – porque assim tem de ser dado o carácter imediatista de voltar a ganhar força –, mas que poderá afectar a fundamental relação ideal com o peso. Essa dualidade parece clara nas fotos dos recentes treinos com a equipa Astana, em Tenerife, em que é visível a hipertrofia muscular, mas também a sua influência no aumento da massa corporal – é um Lance muito musculado, com as fibras já surpreendentemente definidas para a altura da época, mas muito mais corpulento que nos velhos tempo. Evidente a quem se lembra bem deles. Como eu...

terça-feira, dezembro 09, 2008

Dupla jornada: tempestade e... Ota!

A dupla jornada de fim-de-semana prolongado marcou mesmo o início da minha pré-temporada, embora custando uma homérica molha no domingo. Foram treinos consecutivos, desde sexta-feira, nunca abaixo das 3 horas e com trabalho específico adequado à «reentré».
A volta de domingo, com o grupo, tornou-se complicada devido a condições climatéricas bastante adversas. Chuva incessante, neblina e, acima de tudo, vento forte a acentuarem o grau de esforço num percurso interessante, com cerca de 110 km, com bastante sobe e desce, pelo Sobral, Arruda, Alenquer e regresso novamente pelo Sobral.
A manhã começou logo aziaga. Saí de casa já fora de tempo para nem sequer conseguir interceptar o grupo no Tojal e, por isso, vi-me na contingência de atalhar pelo Cabeço da Rosa. Subida rude, logo a frio! Frio não sentia e valia o tempo estar seco. Ainda... pois mais do que o choque muscular madrugador foi a visão, do lado de lá da serrania, de um autêntico tempo de cão! A intempérie tinha-se abatido sobre o vale de Bucelas e o negrume do céu deixava antever uma jornada molhada e sem perspectivas de haver clemência de S. Pedro.
Ainda tive de fazer alguns quilómetros a aguardar o grupo (ou melhor, do trio Salvador, Freitas e Steven, os únicos que saírem de casa por engano), antes de seguirmos pela longa subida do Alqueidão. E como ela é longa e fatigante quando tocada a vento, principalmente nesta altura do ano em que as forças não abundam.... Os resistentes (ou loucos!) naquela manhã invernosa cumpriram o trajecto tendo como adversário só mesmo factores atmosféricos... e o desnível acumulado que, parecendo que não, foi superior 1200 metros – refiro-me a mim, que tive de fazer dupla ascensão ao Cabeço da Rosa, no início e no final da volta.
O pior estava reservado mesmo para o final, no regresso pela descida do Alqueidão, onde se abateu uma copiosa tempestade, de vento e chuva, daquelas à moda antiga em que não se avança e o batimento cardíaco só sobe ao abordar as curvas com o credo na boca.

No dia seguinte, segunda-feira, feriado, o tempo melhorou significativamente, mas mazelas do dia anterior perduravam no coiro. Com a volta da Ota no programa, perspectivam-se menos subidas, mas mais pedal... e velocidades tradicionalmente elevadas. Desta vez, não foram tanto como se esperava, contando com a presença do Renato Hernandez, cujo andamento triturador não escolhe épocas. Ainda assim, logo nos primeiros quilómetros da Variante de Vialonga ameaçou causar «baixas» no pelotão – mesmo que imprevistas, como a do Freitas, que chegou a desmobilizar ao não ver correspondidos os anseios por um andamento mais conforme às suas pretensões. Talvez não apenas dele, quiçá da maioria em que me incluo, embora não tivesse na disposição de abdicar de um treino de conjunto. Convenhamos que o ritmo não era desencorajador!
Mal ou bem, o grupo acabou por não perder unidades e embora se acusasse algum desconforto em alterações de ritmo – ora se rolava a 30, era acima dos 40 km/h – manteve-se sempre coeso. Foi excepção o topo de Alenquer, em que se forçou bem passo. Sempre o Renato, com alguns a agarrarem-se bem – o Freitas, Capitão e o «outro» Renato (estreante no grupo, utilizando uma bicicleta-relíquia, Reynolds, com várias décadas: lindíssima!) e outros nem tanto – o Pina só perdeu alguns metros, mas tanto eu como o Salvador «patinámos» e cedemos uns 50 metros. Esperou-se pela descida para reentrarmos.
Pareciam abertas as hostilidades para o incontornável Vale do Brejo, mas, estranhamente (ou talvez não!) nada aconteceu. O andamento imposto, ora pelo Renato, ora pelo Freitas (25,5 km/h de média, para um tempo mais de 1 minuto acima do recorde da subida) foi acessível e passou toda a gente. Ficou a ideia que se resistiu à tentação! Deu-me até para sacar um sprint: o primeiro de 2 ou 3 a que me forcei para o «específico».
De resto, o último foi o clássico: em Vila Franca. Agora com o empenho de todos e a vantagem do mais forte: o Freitas. Além da sua superioridade, previsível, destaco o desempenho do Hernandez naquilo que se assemelhou a um vigoroso lançamento do sprint (seria mesmo assim ou quereria fazer o comboio descarrilar?...). Começou por fazer alterações de ritmo ainda antes da rotunda da AE e depois desta esticou, esticou até... «partir», a cerca de 150 metros do final. Tarefa que não me é estranha, em alturas de «outra» disponibilidade física, que agora, de todo, não tenho!
A capacidade de explosão do Freitas, protegido na roda, não seria possível contrariar e, naturalmente, também eu e o Capitão acabámos por beneficiar do esforço (e foi muito bom) do lançador. Os registos não mentem: foi sprint ao nível do «pico» da temporada. Desde da aceleração, depois da rotunda, o comboio não baixou dos 50 km/h, e ainda houve aumento final de ritmo, a cerca de 250 metros, em que ultrapassou os 55 km/h. A ultrapassagem (principalmente a minha e a do Capitão) ao lançador deu-se mais por «esgotamento» deste nos metros finais do que por «explosão» nossa.
Por tudo isso, logo no local rendi, ao digno lançador, Renato, uma merecida vénia pela convincente performance.A média final da volta rondou os 32 km/h, ajudada pelo regresso a favor do vento (Vale do Brejo-Azambuja 36,5 km/h de média; e daí a Alverca 34 km/h).

Nota: curiosa a coincidência do encontro com outros elementos do grupo (ZT e o sr. Zé, Carlos do Barro e o Samuel) numa das rotundas após a Azambuja. Nem combinado! Foi um momento de frisson, pois, na altura, o nosso trem já vinha acima dos 40 e, como disse o Renato, estava a aquecer. Por isso, a surpresa não deverá ter sido muito animadora para a malta que chegava. Felizmente, o maquinista tirou vapor e assim não houve vítimas...

sábado, novembro 29, 2008

Chegou o dia de fazer «reset» a 2008

Amanhã será dia de meter o conta-quilómetros a zero, marcando o início oficial da temporada 2009 com a importante fase da pre-época. Em simultâneo com o «reset» à máquina faço-o também a ano velocipédico que finda, classificando-o de bastante positivo, considerando a concretização dos objectivos propostos: a participação nas clássicas espanholas, em especial, a estreia no Quebrantahuesos.
O balanço global, o que correu bem e o que poderia ter corrido melhor, deixarei para futuro comentário, inclusive a temporada do nosso grupo - que ficou marcada negativamente pela não realização da Clássica de Fátima.
No meu caso pessoal, foi mais um ano de superação dos índices físicos, desde logo compensador do árduo trabalho de meses. Ligeiramente mais treino (cerca de 1000 km em relação ao ano anterior, mas com períodos de inactividade mais longos: cerca de um mês e meio no total) mas, acima de tudo, melhor treino. Ainda assim, logicamente há arestas a limar e, por isso, margem de progressão - quero crer. O próximo ano será promissor, mas cheio de interrogações sobre a disponibilidade, devido a compromissos de segunda paternidade, logo na abertura do novo ano. A ver vamos.
Por ora, o mais importante é estabelecer metas e esquematizar as primeiras semanas de treino, consciente que a superação dos desempenhos da época que agora finda é tarefa complicada - isto, se mantiver níveis físicos semelhantes ou aproximados. Logo, a palavra de ordem é continuar evoluir, optimizando o treino e o planeamento. Para concretizar os principais objectivos a que me proponho - os dos últimos anos e penso que será também do próximo -, é fundamental ter muito endurance, capacidade aeróbia alta e acima de tudo passar bem a alta montanha, subir bem, não apenas subidas curtas, mas as grandes montanhas - e não só uma: um encadeamento delas.
São assim as clássicas estrangeiras, como o Quebrantahuesos, com 205 km, três «cols» e mais de 3000 metros de desnível acumulado. Esse «pico» de forma só se consegue com muito, muito trabalho específico.
O pretendo para 2009 é aumentar a potência média em esforços prolongados, como os que são precisos para a montanha (por vezes superiores a 1 hora). Aí, a relação peso/potência dita as leis e, como tal, além do apuro do «motor» (cardio-vascular e músculo), também é imprescindível atingir o peso ideal - um compromisso delicado. Os registos recolhidos nas provas (através do Polar) demonstram que a capacidade cardio-vascular que atingir em Junho foi bastante satisfatória e a muscular foi capaz de suportar elevadas intensidades durante muito tempo (no Quebrantahuesos, num tempo total de 6h37, passei 52 min. entre as 175 e 195 pulsações/min [em regime anaeróbio] e 2h43 entre 156-176 [em aeróbio alto até ao limiar]).
Agora a meta é aumentar o débito de potência nestes regimes (os watts ou ainda mais em voga watt/kg) Simplesmente... conseguir andar mais depressa às mesmas pulsações, para tal precisando ganhar ainda mais força muscular e não ganhar peso, quiçá perdê-lo (em forma, em 2008: 69-70 kg para 1,81 m de altura).

P.S. Alô Guarda... amigo Cancellara, não te desgraces!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Surpresa ou talvez não!

Surpresa ou talvez não! Quem mais contribuiu, na última semana, para reanimar este espaço de tertúlia ciclista, e que pelos vistos continua, e muito bem, a re-dinamizá-lo – falo do camarada Manso Cancellara, com as suas compreensíveis dúvidas sobre como se meter ao ponto na próxima temporada –, foi também o principal foco de animação na volta do último domingo: S. Pedro da Cadeira.
Digo animação, mas também não desdenharia se afirmasse... de instabilidade. Porque desde o momento que, na Venda do Pinheiro, se juntou ao grupo que saíra de Loures sob o andamento pausado do Freitas, não houve mais calmaria. Primeiro a subir para Alcainça e Abrunheira, e depois para a Murgueira, onde se deu o «corte» decisivo no pelotão – que se dividiu em dois grupos até à Malveira, quase no final, assim decorrendo toda a parte nuclear do percurso.
Na frente, cavou-se ainda mais o fosso na descida da Picanceira, local que tantas vezes é subida de fazer a diferença. Juntando-se, ao referido Cance, nas suas sete quintas, o também regressado Rocha, o Salvador, Carlos do Barro, Evaristo, André, eu, Capitão e um «outsider» com as cores da Liberty. No grupo de trás, onde o grande Abel se debatia com precoces dificuldades, ainda estavam o Freitas, Pina, Steven, o Zé Henrique... não me apercebi de mais.
Entre os que seguiam agrupados na dianteira, a subida de Encarnação causou a primeira dispersão. O Carlos do Barro meteu «passo» e o Capitão foi o primeiro a ceder (definitivamente!), e o Cance e Rocha duraram só até à vila. No alto, o André e eu na frente. logo a seguir o Carlos e o Evaristo.
Demorou até S. Pedro da Cadeira para que reentrasse toda a gente, sendo que os últimos foram o Cance e o Rocha, nesta altura já a pagar a afoiteza desajustada ao dia de regresso às lides após paragem prolongada. Eu, o André e o Carlos do Barros parecíamos os mais firmes, mas lá estava o Salvador e o Evaristo sempre abnegados.
Seguiu-se a interessante ligação pelo troço da Ventosa, com os seus dois rudes topos a voltar a desfazer a unidade do pequeno grupo. Por essas alturas, e a partir daí, apareci mais frequentemente na frente, e quando chegámos ao cruzamento com a EN8 (Serra da Vila/Turcifal) já se contavam as forças entre os mais resistentes. E ainda faltava a longa subida de Vila Franca do Rosário.
Até lá, o Cancellara e o Rocha voltaram a entrar depois de mais uma tenaz recuperação. Mantive-me a puxar. E já foi sem o Liberty (que rumou ao Gradil) e o Carlos do Barro (que deu meia volta à procura do velocímetro perdido) que se abordou as principais rampas do Rosário, aguentaram-se os que puderam. Impus o ritmo, sem forçar, agora com a ajuda do Filipe (ainda fresco, porque nos interceptou em sentido contrário pelas bandas da Caneira), mas logo voltaram a quedar-se os instáveis Cance e Rocha, enquanto o Evaristo e o Salvador demonstravam querer resistir o mais possível – mas claudicaram quando o André mudou, por instantes, o andamento.
Quando voltei às rédeas, sempre a marcar o «Tempo», no topo de Vale da Guarda, só o André permanecia comigo, e manteve-se na roda até à Malveira sem sequer esboçar um golpe da sua habitual «agressividade». Às tantas, estranhei... O «puto» estaria «justo» ou ainda melindrado pelo episódio de A-dos-Arcos. O facto de, no final da subida, ter-me felicitado pelo «bom trabalho» foi a prova cabal do seu desportivismo.
O Filipe chegou logo a seguir, e mais tarde o Evaristo e o Salvador. Só alguns minutos depois o «suicida» Cancellara e o seu fiel companheiro Rocha. O Carlos do Barro, já com o velocímetro, terminou em boa pedalada – demonstrando que se teria contado com ele na subida.

P.S. Em particular, peço desculpa aos elementos que ficaram no grupo de trás pelo eventual contributo que tenha tido para que o grupo da frente não tivesse esperado

segunda-feira, novembro 10, 2008

Espinheira aqueceu...

Na volta de ontem, destaco além de mais uma presença numerosa de elementos a reacção muito positiva da esmagadora maioria às acelerações dos mais «fortes» na Espinheira. Prova disso foi o pelotão ter chegado praticamente compacto ao topo da variante de Alenquer. Apesar de acusar os choques mais violentos – ou pelo menos foram considerando o meu rendimento de final de temporada –, o núcleo do Pina Bike recuperou sempre a distância perdida, impondo-se sempre a sua presença aos da frente. Foram eles: Pina, Steven, Salvador e Carlos do Barro. Este último chegou mesmo a tentar a sua sorte para se isolar, sem êxito, não por falta de mérito mas porque não havia permissão a quem quer que fosse para tal...

De facto, nessa altura (o último terço do percurso) quando terreno se tornou mais acidentado, o quarteto que se formou à cabeça após a Espinheira – Renato, Hugo, Freitas e eu (a espaços também o André, embora este estivesse na ponta do elástico sempre que havia movimentações fortes) – não se desfez, apesar de várias tentativas.

De qualquer modo, foi dele (do André) a derradeira tentativa, de diversas que fez para se isolar logo que chegada ao grupo da frente. Na variante de Alenquer em direcção à rotunda, lançou-se em solitário mas o pequeno grupo respondeu a preceito e manteve a unidade no final.

Até aí, o terreno plano ajudou a rodar em grupo compacto, a boa velocidade (a média esteve sempre acima de 33 km/h), quase sempre conduzido pelo Renato, ao seu estilo, com ou sem ajuda...

Notou-se que, os que têm mais quilómetros nas pernas estão, tal como eu, alguns (bons) furos abaixo da melhor forma – como é admissível.

No próximo fim-de-semana, o percurso é interessantíssimo e muito mais selectivo (S. Pedro da Cadeira). Ficarão mais evidentes, então, os estados de forma. Ainda estamos na segunda semana de Novembro. Pergunto: já alguém iniciou a preparação para a época 2009?

terça-feira, novembro 04, 2008

Sto. Estevão sem aventuras, só sprint...

Na imensa jornada de planura do último domingo, para Santo Estevão, não houve permissão a fugas e poucos foram os momentos em que o andamento foi selectivo, ao contrário do que sucedera na semana anterior por bandas de Azambuja e Arruda.
Mas não se pense que se ficou a dever apenas à maior atenção do pelotão, os aventureiros foram bem menos acutilantes e quase sempre não encontraram a companhia mais desejada. Mas houve tentativas, e várias – uma delas prestes a resultar, à passagem por Santo Estêvão, por ter dividido o grupo. Mas a resposta eficaz dos perseguidores gorou-a. Tal como contribuiu o respeito dos fugitivos pelas dificuldades que ia sentindo o «grande» Abel.
Destaque maior, mais tarde, para o sprint de Vila Franca, no regresso, com o Jony a dar um cheirinho dos seus «velhos» tempos no grupo – e que privilégio de o ver a «disparar»! Mesmo assim, teve de se aplicar perante o efeito surpresa causado por «outsiders»... como, imagine-se!
A partir daí, o pelotão partiu-se no empedrado – o «puto» André não se dava por vencido em tentar a fuga, como várias vezes o fez, sempre sem êxito, durante a tirada –, e depois de o termos alcançado até Alverca conduzi o grupo da frente, raramente baixando dos 40 km/h, e esgotando os depósitos. Foi trabalho sem pretensões que me custou verdadeiramente considerando o meu «abaixamento» de forma actual. Por isso apreciei o elogio dirigido por uma das figuras de proa do nosso grupo. Agradeci! Deveria ser sempre assim...

segunda-feira, outubro 27, 2008

Inesperada intensidade, ou talvez não...

Ontem foi domingo de inesperado ciclismo a alta intensidade, quiçá ainda sob o efeito do Livramento-Óbidos da semana passada. Manhã primaveril de Outono, pelotão numeroso, percurso acessível, cerca de 100 km, plano nos primeiros dois terços e principais dificuldades perto do final. Condições favoráveis a andamento higiénico de fim de temporada. Se bem que isso esteja longe de ser regra neste grupo.
Afinal, a previsível tranquilidade deu em fuga, para mais de «gente» forte, duo imprevisto a exigir perseguição a condizer do pelotão. Ponto de partida: o empedrado de Vila Franca, onde poderia mais ser?! O Freitas a acelerar à frente do grupo, levando o novato André na roda. O pelotão estirou-se. Eu na cauda, a tentar passar o «pavé» com delicadeza... calmamente, mesmo sabendo que estava a arriscar demasiado. Sem surpresa, à saída da cidade tinha cerca de 300 metros de atraso para o pelotão. Iniciei a recuperação paulatinamente – com o sr. Zé na roda. Tentei levá-lo ao grande grupo com menos dano possível. A distância encurtava só muito pouco – mas só estava preocupado que os «tubarões» se apercebessem do meu atraso – sem eu próprio me aperceber que eles já não lá estavam.
Em Castanheira, o sr. Zé «libertou-me» – iria voltar no Carregado para Arruda, poupando-se ao troço de ir e voltar a Azambuja. Só à chegada ao Carregado encostei ao pelotão, e não demorei a perceber que ia nervoso! Por que razão? A resposta foi imediata: faltavam o Freitas e o André. E nem se viam...
O pessoal estava à nora com a perseguição. Eu precisava, primeiro, de recuperar forças. O pelotão não desacelerou e parecia empenhar-se mais na perseguição. Na grande recta de Vila Nova da Rainha, avistámo-los. A recta «toda» de avanço: tirei o tempo: 1.45 minutos. Muito! Estavam a rolar que se fartavam. A perseguição tinha de se organizar melhor e já não havia margem para facilidades. Até a Azambuja, fomos muito bem. Bom revezamento na condução do pelotão, a cerca de 40 km/h, e quando cruzámos com o duo já tínhamos retirado 30 segundos.
Com os fugitivos ali tão perto (do outro lado da estrada, em sentido contrário, mas ao mesmo tempo estavam mais longe do que pareciam) houve laivos de euforia no pelotão – demasiado precoces, na realidade. O trabalho não estava quase feito como poderia fazer crer a ilusão de óptica, e isso ficou provado na 2ª passagem pela recta de Vila Nova da Rainha: a distância praticamente não diminuíra desde Azambuja: 1.10 m.
Mas o mais difícil do terreno estava a chegar, para o pelotão e acima de tudo para os fugitivos, com o acumular da fadiga. Na primeira recta logo a seguir ao Carregado, nova contagem de tempo: surpreendentes 45 segundos. Depois de Cadafais: 30 segundos apenas. O contacto visual facilita os perseguidores e é péssimo para quem está em fuga. Começava agora o terreno ondulado. A coisa estava com boa cara. Logo nas primeiras rampas, a fuga estava controlada. Foi isso que transmiti às tropas, já reduzidas a menos de uma dezena de elementos. À chegada Arruda, havia apenas 200/300 metros – e assim se manteve a distância na recta ascendente em direcção ao Sobral. Havia que agravar o desgaste dos fugitivos, adiando ao máximo a junção. Isso parecia não agradar ao Ruben (grande contributo na perseguição!), que mostrava alguns sinais de impaciência. Procurei tranquilizá-lo. Aqui ou ali, verbalizava alguma fadiga. Momentos que passam! E passaram.
Naquela altura, apenas restavam o Carlos do Barro (boa ajuda nos topos de Arruda) e o brasileiro (limitando-se a aguentar). Pouco antes tinham ficado o Capitão e o Evaristo.
No final da rampa dos semáforos, a fuga foi anulada. Um quarteto formava-se. Tomei o comando sem hesitar, havia que manter a intensidade, pois a subida estava já muito perto. O Ruben correspondeu. O André também. O Freitas parecia abdicar, mas era «táctica»: atacou! Mas o trio respondeu. Entrei na subida à frente, a 36 km/h. Em seguida, novo ataque do Freitas. Novamente com resposta eficaz. E de imediato, contra-resposta excelente do Ruben, a causar estragos. O André perdeu-lhe a roda e «arreou». Eu geri o choque e depois encostei. O Freitas ficou definitivamente. Fomos os dois embora. Até ao alto de A-dos-Arcos, onde ele demonstrou ser mais forte – coroando uma prestação global de muito bom nível. Mereceu-o inteiramente.

Notas de destaque para o esforço dos dois fugitivos: Freitas e André. Capacidade para se destacarem e consolidarem a fuga em terreno plano, onde é tradicionalmente difícil contra o «rolo compressor» que é o pelotão Pina Bike, qual bando de perseguidores esfaimados, numa aventura que durou várias dezenas de quilómetros. O facto de terem claudicado perto do final é perfeitamente justificável, pelo grande desgaste que foram acumulando.

Elogio ao pelotão perseguidor, na sua globalidade, pela entrega ao trabalho e organização acima da média. Nem sempre o mais importante é a colaboração de todos, mas antes o empenho e generosidade.

terça-feira, outubro 21, 2008

«Livramento-Óbidos 2008: um êxito!

A 2ª edição da Clássica «Livramento-Óbidos» – 2008 superou as expectativas, «ameaçando», desde já, abrir janela de novas oportunidades no ciclismo amador, não só regional, mas, porque não, a médio prazo à escala nacional – exemplo de prova ciclo-desportiva de estrada «à séria», que tanto tarda para desespero de muitos milhares de praticantes que gostam de fazer ciclismo que continuam à míngua! Pelo menos, demonstrou que, com empenho e competência (neste caso, sob a liderança de apenas uma só pessoa, imagine-se - o camarada Paulo Pais), é possível ultrapassar o marasmo em que está imerso o ciclismo português na organização de provas não federadas.
O «Encontro de Ciclistas Livramento-Óbidos» não tem fins competitivos nem é «passeio» de cicloturismo: é um «Open» que junta praticantes de todas as idades, sexos e níveis atléticos díspares, de profissional (se fosse esse o caso) a domingueiro, num percurso acessível de pouco mais de 100 km, mas com condições quase sempre muito favoráveis à passagem delicada de uma caravana ciclista com mais de sete dezenas de elementos, sem policiamento ou restrições de trânsito. Há por isso um mínimo de regras – muito bem aceites e amplamente respeitadas –, este ano apuradas para corresponder ao aumento exponencial, para quase o dobro, de participantes em relação a 2007.
Cumpriu-se, praticamente na perfeição, o objectivo proposto para esta jornada-convívio de final de temporada organizada pelo Paulo Pais – a quem, repito, rendo homenagem pela dedicação e espírito de companheirismo inexcedíveis com que soube conduzir as operações. Por tudo isto, iniciativas deste género são sempre de acarinhar.A forte adesão ao evento foi demonstração cabal do seu êxito. O pelotão que se reuniu, às primeiras horas da manhã, no Livramento, contou com mais de 70 ciclistas, entre amigos, velhos e novos conhecidos, federados e não federados, equipas e agrupamentos, que aceitaram o repto, contribuindo, sem excepção, pelo segundo ano consecutivo, para excelente jornada de ciclismo.
Pouco depois das 9h00, o enorme pelotão, dividido em dois grupos, lançou-se à estrada para cumprir os 104 km de ida e regresso à vila histórica de Óbidos. O dia amanheceu enevoado e nos primeiros quilómetros, a ritmo bastante moderado, sentiu-se demasiado a frescura. Até Óbidos, a «temperatura» no pelotão não foi mais do que... amena. Durante a primeira parte do percurso (52 km até Óbidos, onde os grupos pararam durante alguns minutos para reagrupamento e reabastecimento), o andamento foi leve, a espaços mesmo muito leve, ligeiramente abaixo dos 30 km/h de média. Cumpriu-se «regra» estabelecida – a corda deveria soltar-se só no regresso. E soltou-se depois do Bombarral, no início da subida para Outeiro da Cabeça e nunca mais parou – não em Torres, como sucedeu na edição de 2007, mas só no Livramento.
A selecção definitiva deu-se apenas nas principais (e finais) dificuldades do percurso, desde logo à saída de Torres, a caminho de Catefica (rotunda da A8), isolando dois fugitivos e restringindo a perseguição a um pequeno grupo com meia dúzia elementos; até à rampa final da Azueira, aqui tanto entre o duo da frente, como no grupo que o perseguia.
Eis algumas médias horárias nalguns pontos de passagem no regresso de Óbidos. (registadas por mim, integrado entre os elementos da dianteira até à subida de Catefica):
Óbidos-Bombarral: 34,5 km/h; Bombarral-Outeiro da Cabeça (alto): 36,2 km/h; Outeiro-Torres: 44,1 km/h; Torres-Livramento: 37,3 km/h.
Média na 2ª parte do percurso: 38 km/h (demorou-se menos 25 minutos que na 1ª)
Média final: 33 km/h.
Tempo final (meu registo; os primeiros devem ter chegado 30 a 45 segundos antes): 3:09.40 h.

A destacar, em particular, a forte adesão do grupo Pina Bike – e a sua excelente prestação global, aliás, como é habitual mesmo face a fortíssima «concorrência». Mesmo que entre esta, estivessem alguns ciclistas mais empenhados que outros, outros mais «pró convívio», outros em «baixa» no defeso de uma temporada de competição – mas todos, sem excepção, envolvidos em garantir o sucesso de um evento que – repito! – merece continuar a ser acarinhado!
Para o ano há mais!

Agradecimentos da organização: Sra. Salomé, da Herbalife (marca de complementos para alimentação e dietéticos); Bicigal (loja de bicicletas em Torres Vedras), Sporting Clube do Livramento, à Junta de Freguesia de Azueira e à Vitargo (marca de alimentação desportiva).

terça-feira, outubro 14, 2008

Tudo a postos para o «Livramento-Óbidos»


(Clicar na imagem para aumentar)


No próximo domingo, dia 19 de Outubro, vai realizar-se o 2º Encontro Ciclista «Livramento-Óbidos-Livramento», evento promovido e organizado pelo camarada Paulo Pais, que reunirá numeroso e ilustre pelotão, esperando-se mais de 70 participantes.
A concentração está marcada para as 8h30, junto ao pavilhão gimnodesportivo do Livramento, e a partida prevista para as 9h00. O percurso ligará a Óbidos, por Torres Vedras e Bombarral, com regresso a Livramento (local da partida) pelo mesmo trajecto, num total de 107 km.Para evitar aglomerações na estrada nos quilómetros iniciais, para maior segurança está previsto que os participantes partam divididos em grupos (saída Sul do Livramento), com alguns minutos de diferença.
O percurso seguirá pela Estrada Nacional 8 (EN8), por Caneira, Turcifal, Carvalhal, Catefica e Torres Vedras. A passagem por Torres far-se-á pela Radial nova (via rápida), virando à esquerda na primeira rotunda à entrada da cidade, seguindo-se até à última (Sta. Cruz), onde vira à direita; e na rotunda seguinte, junto ao jardim, em frente, para Bombarral/Lourinhã. O desvio, à direita, para a estrada do Bombarral (EN8) far-se-á cerca de 500 metros após a anterior rotunda. A seguir: Ameal, Ramalhal, Outeiro da Cabeça e Bombarral. E daqui para Óbidos, pela EN114.
A organização estabeleceu que, à semelhança de 2007, o andamento do pelotão (ou pelotões), na primeira metade da prova, seja «certo, relativamente moderado», de modo a que o grupo chegue compacto a Óbidos – repetindo a boa experiência do ano transacto. Em Óbidos deverá respeitar-se uma paragem breve, para reabastecimento, antes de dar meia-volta, por percurso idêntico.
No regresso, principalmente a partir do Bombarral, o andamento será «livre», e ao contrário do que sucedeu na edição-2007 não haverá neutralização em Torres Vedras, continuando, em andamento livre, até ao final, no Livramento (local da partida).
O trajecto de regresso, na passagem por Torres Vedras, far-se-á tal como na ida: pela Radial, da primeira à última rotunda, seguindo-se para a Estrada Nacional 8 (EN8), em direcção à «recta dos stands» e posterior subida para Catefica; depois pelo Turcifal e Caneira, onde se sai da EN 8, à direita para o Livramento (entrada Norte).
No final, serão disponibilizados balneários para banhos, seguidos de almoço de confraternização.Depois do êxito do 2007, prevê-se outra jornada de ciclismo muito especial, com o propósito de juntar velhos e novos conhecidos, e a que não deverá faltar dose de competitividade ao nível dos seus participantes.

sábado, outubro 11, 2008

Domingo, 12 - Torres Vedras

Volta de amanhã, domingo, dia 12

Hora de partida: 8h30
Local: Bombas BP de Loures

Percurso:
Loures
Tojal (p/ Bucelas)
Bucelas (p/ Sobral)
Arranhó
Forte de Alqueidão
Sobral (esq. p/ Feliteira, descida perigosa)
Feliteira (dir. p/ Dois Portos)
Dois Portos
Ribaldeira
Runa
Cruz EN9 (à esq. p/ Torres Vedras)
Ordsqueira
Torres Vedras (em frente para p/ rotunda A8)
Rotunda A8 (esq. p/ Torres centro- Arena Shopping)
Torres Vedras (p/ Circular Exterior)
Rotunda (Serra da Vila)
Catefica
Turcifal
Caneira
Barras
Vila Franca do Rosário
Vale da Guarda
Malveira
Venda do Pinheiro (em frente p/ Lousa)
Lousa
Guerreiros
Loures

Distância: 85 km