Espaço aberto à opinião dos ciclómanos sobre ciclismo. De simples entusiastas da modalidade aos que a praticam. Sítio de tertúlia, onde fluem conversas de ciclistas sobre ciclismo.
terça-feira, junho 29, 2010
Crónicas de Montejunto
Os trepadores mais fortes:
1º André (Ciclomix)
2º Tapadas (Duro Do Pedal)
3º desconheço
4º Luis Mucifal (Duro Do Pedal)
Antes demais os agradecimentos aos Duros do Pedal, Ciclomix,Pina Bike, Carboom e muitos outsiders que participaram na Trepadela ao Montejunto!!!Ralizou-se no passado Domingo a Trepadela ao Monte junto, sendo esta um sucesso total, sem furos sem quedas!!!Deixando-se desde já os parabens a todos os participantes que teem as suas máquinas bem afinadas e equipadas dignos de prós!!!
Em aventuras destas tudo tem que correr na prefeição ou corre-se o risco de ficarmos a tirar bilhete !!!Pouco passava das 8h quando tamanho comboio se fáz á estrada!!! Tenta-se uma cadencia suave de maneira a pormos a palestra em dia, ouvindo por veses as conversa animada por parte do Freitas (Pinabike) que ainda trazia alguma adrenalina do Quebra Ossos, a sua aventura do fim de semana passado!!!Em Bucelas entram no comboio alguns homens da equipa Carboom e depressa chegam os 11kms que nos separavam do Sobral!!!
O vento sempre de frente fazia adivinhar as dificuldades que viriam pela frente!!! Tó monteiro, Vaqueirinho, Freitas, Francisco e mais uns que não sei precisar os nomes (desculpem) deram o peito ao vento na subida e não era fácil, numa rendição amigável pois havia que trabalhar em prol do andamento do comboio!!!
Mas o sol é de pouca dura e pouco depois de arranhó surge uma espécie de silencio e o ritmo sobe mais 6 ou 7 kmh !!! Foi o Freitas (pina Bike) dando uma de Quebra canetas salta para a frente e desligaram-se os ``radios´´ !!! Foi dificil acompanhar até ao topo com aquele vento sempre de frente!!!Na descida para o Sobral quando tentamos reagrupar os mais atrazados houve um pequeno grupo de 4 ou 5 elementos onde ia o Rui Mucifal que fêz uma fuga talvêz consentida mas que viria a dar algum trabalho para ser anulada!!!
Passado o Sobral e assim que a estrada endireita em Freiria foi um rolar de 50 e 60kmh, o vento de frente leva a algumas carruagens saltarem sem sequer darmos por elas!!! Atalaia e salta a corrente á máquina do Luis chipolinni, que vinha a rolar bem até aqui pena, e este já mais viria a reagrupar pois nesta altura um pequeno grupo havia feito uma fuga levando todo o grupo a não ter descanso!!! Subida com eles e era para isso que lá estávamos!!!
O nevoeiro tornava-se mais intenso conforme se subia, deixava aquelas belas paisagens num segundo plano, vislubrando nós pequenas silhuetas que se apagavam ao lonje, uma vêz que não conseguia-mos acompanhar o ritmo dos mais fortes trepadores daquele comboio!!! Admirados com o solinho que se fazia sentir lá no alto bem perto do Céu aproveitámos um pouco do seu reconfortante calor depois daquele sofrimento fernético!!!
Bate-se uma na Polaroid claro, e desce-se até Vila Verde para atestar de agua!!! Sai-se a conta gotas e o medo de se perder o comboio leva-me a mim, ao Tapadas e Vaqueirinho a um ritmo bem aceso pois o comboio já ia lá bem lonje, e por azar um Trator daqueles bem grandes não nos deixava recolar!!! Sobral, feliteira quando faço alguns pedidos para se reduzir o ritmo, e antes do Milharado sou obrigado a largar o ilastico, pois o francisco estáva diabólico!!! Daqui para a frente ficam as sensações do Vaqueirinho!!!
TÓ MONTEIRO
É sempre a somar ou a sumir loll. Cumprida mais uma bela aventura na qual participaram os Duros do Pedal, Pina Bike, Ciclomix Carboom entre outros. Como previsto encontro na BP de Loures às 8.00h, partida às 8:05h. Pelotão com cerca de 50 ciclistas deram inicio à aventura a rolar num ritmo moderado.
Na passagem por Bucelas juntaram-se mais ciclistas não sei precisar quantos. A partir da Bemposta começa-se a subir, ou seja são 11km no total de subida, que parece nunca mais acabar, mas que todos bem conhecem e desde que sejam feitos a um ritmo moderado fazem-se na boa! Já no alto fazia-se sentir vento muito forte com neblina (nevoeiro) à mistura ao passarmos por baixo da copa das árvores levava-mos uma chuveirada. Apesar dos avisos constantes, para que não se rolasse a ritmos demasiado altos.
A partir de Sobral de Monte Agraço surgiam na frente uns mais nervosos, que não se conseguiam controlar e foi sempre a bombar até um pouco antes de Vila Verde dos Francos, resultado: foram ficando alguns elementos para trás. Para quem pensa que fomos sempre devagar a média que fizemos desde a BP de Loures até Vila Verde dos Francos prova o contrario. Total: km 48.08, média 28km/h, para um sobe e desce constante, aliás mais sobe do que desce não está nada mau! O pior mesmo foi quando começou a subida.
Muita energia já tinha sido gasta até nas próprias descidas, para não se perder o comboio o que se viria a revelar fatal, para alguns menos preparados para a serra.
Inicio da subida para Montejunto de imediato se destacaram 2 grupos. O Tapadas e Luis Mucifal seguiam no grupo da frente com 4-5 elementos, eu no grupo perseguidor com mais 5, até ao km 4, consegui manter-me no grupo perseguidor e por pouco alcançava-mos o grupo da frente. A partir desta altura talvez por falta de uma boa recuperação de alguns treinos que fiz ao longo da semana fui obrigado a descolar e não mais consegui manter o meu ritmo ideal. Já na parte final desejei ter a cassete da minha btt com 32 dentes loll. Penso, mesmo assim ter chegado entre os 10 primeiros e o nosso Trepador – mor fez segundo lugar. Bem bom!
Apesar deste no regresso se ter vindo sempre a lamentar. Carlos Tapadas fica para a próxima, não chores mais loll. Lamento não falar nos nomes dos ciclistas tanto mais que muitos não conheço e grande parte da subida fi-la sozinho.
Nos 7,86 km de subida gastei 27” média de 17,46km/h.No regresso fez-se o reagrupamento junto ao chafariz de Vila Verde dos Francos. Mais uma vez se apelou a andamentos moderados o pessoal já tinha levado dose quanto baste!!! O ciclista do dia André, o Francisco o Marco e mais alguns sempre que encabeçavam o pelotão não davam descanso. A única forma que arranjei para que estes se mantivessem mais calmos foi pôr-me na frente e ficavam proibidos de me ultrapassarem, mas como já não há respeito pelos mais velhos lá se desfragmentou o comboio e deixei de ver e ouvir o amigo Tó ao qual tinha prometido não deixar para trás. (Tó peço desculpa, mas não damos conta destes Bru...).
No alto de Santa Eulália mais uma picardia com o Tapadas a responder ao ataque do Luis Mucifal e a levar a melhor sobre este, mas o 1º mais uma vez foi o Homem do dia André. Aqui também houve lugar a uma pequena escaramuça entre mim e o Nuno Silvestre que por pouco quase me levava a melhor a “Dogma” está a evoluir bastante, mas Nuno ainda lhe tens de dar mais uns biscoitos, para que possa competir com a “SL3”. (Estou a contar contigo e outros, para o audax 200km).
De Vila Verde dos Francos até ao alto de Santa Eulália foram 55.78km feitos à média de 32km/h. (Não há-de um gajo de sofrer loll). Aqui esperámos para o reagrupamento, mas o atraso de alguns era grande e já não os cheguei a ver espero que tenham chegado bem!!! Até Aruil fizera-me companhia 3 Homens (2-ciclomix), um deles o empeno era tão grande, que na subida de Albogas teve de vir a reboque no carro de apoio. (Peço desculpa não sei o vosso nome, posso dizer é que gostei bastante da vossa companhia e quando quiserem apareçam, serão sempre bem vindos).
Resta-me concluir. Agradeço mais uma vez terem aderido em massa a esta magnifica aventura e muito obrigado pela vossa sempre agradável companhia. No regresso a partir de determinada altura fez-nos companhia, o nosso companheiro e amigo Álvaro de Negrais, ficamos satisfeitos por estares de regresso!!!
António Vaqueirinho
quinta-feira, junho 24, 2010
Domingo: Clássica de Montejunto
Como é habitual, após a descida, deverá proceder-se a reagrupamento em Vila Verde dos Francos, junto à fonte, antes de se iniciar o trajecto de regresso, que terminará em Loures (bombas da BP).
Nota (1): a hora de partida é às 8h00
Nota (2): o grupo dos Duros do Pedal vão juntar-se ao nosso nesta Clássica. Está previsto passarem cerca das 8h00, e recomenda-se que o andamento seja moderado até ao início da subida de Montejunto, em respeito à maior distância que eles acumularão.

quinta-feira, junho 17, 2010
Domingo: Abrigada
A volta do próximo domingo é a da Abrigada:O percurso é o seguinte: Loures-Tojal-Vialonga-Alverca-Vila Franca-Carregado-Alenquer-Cheganças-Ota-Marés-Abrigada-Eiras-Paúla-Penedos de Alenquer-Labrugeira-Atalaia-Freixial de Cima-Merceana-Carmões-Freiria-Sobral-Seramena-Forte de Alqueidão-Arranhó-Bucelas-Tojal-Loures
quarta-feira, junho 09, 2010
Domingo: Carmões - 2
sábado, maio 22, 2010
sexta-feira, maio 14, 2010
quarta-feira, maio 12, 2010
Crónica d'A Especial
A volta de domingo teve um percurso estrondoso, em substituição da Clássica de Fátima, e que nada fica a dever a este concorrido evento de ciclismo anual. A única diferença foi precisamente a adesão: a volta que denominou de Especial, teve participantes em número incomparavelmente inferior ao que é tradicional na (entre nós) famosa Clássica. E se não bastasse o menor prestígio da nova volta para justificar a mais fraca participação, outro motivo muito forte houve, que veio de cima.. e não teve a mão do Papa. A «ordem» surgiu ainda mais acima, do próprio S. Pedro: chuva, pois claro. Não uma borrasca incessante, apenas madrugadora, mas inclemente e mesmo a jeito de desencorajar os que tiveram mais dificuldade em erguer-se do quentinho vale dos lençóis.
Em dia de encontro (mais um) com os camaradas do Ciclismo2640, nem assim foi fácil arrancar os poucos que compareceram de baixo do resguardo do posto de abastecimento de Loures. Quando finalmente se decidiu enfrentar a intempérie, formou-se um grupo pequeno de encharcados (eu, Freitas, Capitão, Jony, Duarte e Gonçalo) mas empenhados em lutar contra os factores naturais e as inclinações da estrada, desde logo a caminho de Guerreiros, Lousa e Venda do Pinheiro.
Nesta ligação, deu-se a perceber quem é que estava mais forte. A forma autoritária como o Duarte assumiu a despesa após a subida de Guerreiros foi o primeiro de uma série de sinais (esclarecedores) do seu bom momento de forma. Na subida da Freixeira apenas se mantiveram, na sua «picante» roda, apenas eu e o Freitas. De resto, quando cheguei ao topo senti-me logo... maltratado, com péssimas sensações para uma jornada que se antevia bem dura. Apesar de, finalmente, ter deixado de chover. Definitivamente.
Na Venda, entrou o Manso Cancellara, o único representante do «directivo» de Mafra (como o próprio carinhosamente o apelida) num raio de 40 km a partir de Loures: o Paulo Pais (o seguinte) e o duo Dario e Xico já entraram muito perto de Torres Vedras. Fizeram bem retardar a saída, poupando-se, assim, à chuva das primeiras horas da manhã e a... muitos quilómetros.
Rapidamente e ao seu estilo, o Cancellara não pediu licença para passar à liderança do pelotão, e os seus recém-chegados comparsas não demoraram muito a coadjuvá-lo. Passou-se a subida de Catefica em regimes médios, em perseguição (controlada) ao Xico e foi a intensidade mais baixa que se percorreu toda a variante de Torres e os primeiros quilómetros da estrada do Bombarral.
Nessa altura, as minhas más sensações agravam-se com fortes dores musculares, ao ponto de ter de bater nos quadriceps para tentar atenuar as picadas. Teria sido do efeito da chuva – em dose dupla neste fim-de-semana? A verdade é que desde o início não tive boas pernas e havia de chegar o momento, na volta, em que isso ficaria bem explícito.
O que veio a suceder à primeira mudança forte de ritmo, depois do Vilar, na subida para Vila Verde dos Francos. O Duarte mexeu à frente e motivou um corte no pelotão à saída do Vilar. Com ele: Freitas, Xico e Cancellara. Na rotunda do Rodeio, quando já tinham 200 metros de vantagem, decidi assumir a perseguição. Até ao início da subida, a distância não aumentou, mas, logo após, começou a alargar, motivando a reacção do Dario, que me rendeu em grande estilo. Ainda me mantive 100/200 metros na sua roda, mas o seu ritmo era demasiado para as minhas capacidades e ao «largá-lo» rebentei com estrondo! Felizmente, o PP deu-me a sua roda «profissional», ajudando-me a encontrar o ritmo na subida, atenuando os prejuízos.
À frente, no final da subida, o quarteto ameaçava desfazer-se à custa do andamento do Duarte e impedindo o Dario de consumar o seu excelente esforço de recuperação. E foi já foi em contacto visual (mas com bons 30/40 segundos de atraso) para o grupo da dianteira que entrámos na estrada da Abrigada, onde se previa o reagrupamento. Este sucedeu, embora forçado, devido a uma série de incidentes que marcaram definitivamente o decurso da volta. Alguns chegaram a fazer... sangue, embora com causas bem distintas.
Tudo começou com a queda do Manso e do Duarte. Ao que se sabe, o Manso distraiu-se e embrulharam-se. Para o primeiro resultaram escoriações e a roupa esfarrapada; para o segundo, não sabemos, porque não mais foi visto, tal como o Freitas.
Neste impasse, houve quem descobrisse um porco num quintal. Um porco, sim. Suíno preto e sem nada de amigável. Como os porquinhos... cor-de-rosa. Dava ares de javali! E alguém achou o animal esfomeado e decidiu alimentá-lo. Este não enjeitou a oferenda mesmo tratando-se, por certo, de dieta pouco convencional: barras energéticas, talvez com cafeína.
Entendeu-se, então, ser oportuno registar o momento com solenidade, em fotografia. Voluntário a modelo, o PP, naturalmente, por ser o mais elegante dos presentes. Todavia, com a pose distraiu-se no acto e o porco filou-lhe os dentes... nos dedos. Resultado: ferimento ligeiro, mas com hemorragia abundante. Por precaução, decidiu-se recorrer a auxílio médico. Pouco provável. À falta deste, sugeriram-se os préstimos dos bombeiros mais próximos, na Abrigada. Também nada feito, quartel encerrado. Resta à vítima tratar das próprias feridas, ao estilo de Rambo. Pele arrepanhada cortada à força dos incisivos (uii!!) e desinfecção com água de chafariz. Num instante, o destemido PP estava restabelecido, e pronto a fazer-se, de novo, à estrada.
E agora, não para voltar a ser mordido, mas para roer um osso bem duro - chamado serra da Ota: 2,5 km a 8%.
Com tantos contratempos e contas quase a descoberto, antevia-se (no meu caso) um mau bocado. Nas primeiras rampas, fico logo para trás (e com os detrás: PP, Jony e Gonçalo), observando os mais afoitos a trepar... mas também sem grande fulgor. O mais regular foi o Xico, que acabou por se isolar, à frente do Dario e do Cancellara. Em posição intermédia, o irmão do Miguel da Ota, num ritmo incerto.
Nas inclinações mais fortes, o Dario ganhou ligeira vantagem sobre o Cancellara, e eu, cerca de 200 metros atrás, decidi... ou vai ou racha! Numa movimentação pouco habitual (em mim) em subida, acelerei de esticão e cheguei rapidamente «à beira» do Cancellara - não ainda na sua roda... e caí sobre o guiador, contorcendo-me sobre a bicicleta. Péssima ideia, pensei.
Recuperei a pedalada (baixa, baixa) e acabei por alcançar (e ultrapassar) o Cancellara já perto do final da fase mais íngreme da subida. Incentivei-o a agarrar a roda, e ele correspondeu muito bem, rendendo-me mesmo, pouco antes de alcançarmos o «mano» do Miguel e o Dario. Terminámos, em quarteto, a cerca de 200 metros do imperturbável Xico.
E lá no alto, só de lembrar que ainda a procissão estava no adro, que faltava grande parte do percurso, e nada acessível! Sobral, Alqueidão, uf, nem pensar! No cruzamento da Espinçandeira, resolvi mobilizar alguns compinchas também em má estado para atalharmos para Alenquer, Vila Franca e Alverca. E assim, o empeno não foi tão grave como se afigurava se a decisão tivesse sido completar o percurso.
Durante o regresso, ainda deu para gozarmos, desde Alenquer, da companhia do muito fresco Nuno Garcia. Que escapara à chuva... e ao porco!
quinta-feira, maio 06, 2010
Tróia-Sagres Primaveril: o programa das festas

quarta-feira, maio 05, 2010
Domingo: Volta... Especial

A Volta, então, o que tem de... especial? Nada, a não ser as características e a distância que a tornam exigente. São cerca de 140 km em terreno «para todos os gostos», ainda que menos para trepadores.
Esclareça-se, desde já, que NÃO TEM ESTATUTO DE CLÁSSICA.
Isto é, deve respeitar eventuais neutralizações para reagrupamento ou contemporizações por motivos que se justifique. De qualquer modo, não é demais alertar para o grau de dificuldade do percurso, recomendando-se a correcta adequação do esforço.
Além disso, também pela distância do traçado, a hora de PARTIDA DE LOURES (bombas da BP) será antecipada para as 8h00.
terça-feira, maio 04, 2010
Trepadores: a crónica
A consciência de autoavaliação das capacidades físicas próprias e a adequação do esforço às exigências, bem como a aplicação do sistema de neutralizações, contribuíram decisivamente para o sucesso desta jornada recheada de subidas clássicas da nossa região. Que se faz dura, bem dura!
E para começar, que grande ventania fez na longa subida para o Forte de Alqueidão! Tão agreste, que exigiu que o comando do grupo se restringisse aos verdadeiramente... fortes. E disponíveis, é importante que se diga... Vieram de fora, do Ciclismo2640 (grata honra por mais uma presença... massiva), mas não deveriam esmorecer os demais, tratando-se de ciclistas como o João Aldeano ou o Marco Silva. Foi passo de «pro» (não na intensidade, mas na racionalidade...) que impuseram, em contínuo, até ao topo do Alqueidão, com breve passagem do Jorge no quilómetro final, um dos elementos mais assíduos do grupo de Loures (quando é que vestirá, finalmente, de cinzento – perdão, às bolas?).
No Sobral, a primeira neutralização, porque houve quem não resistisse ao andamento da subida e outros que preferiram claramente resguardar-se.
No reatamento, por uma questão de segundos na pressa de seguir viagem, o pelotão deixou-me «apeado». Felizmente na companhia do Manso e do Paulo Pais. Tratei de relativizar a pressão se habitualmente se cria nos retardatários perante a iminência de uma perseguição exigente (e que maus tratos por vezes lhes provoca) para ajudar a que trio regressasse ao seio do grosso da coluna, sem desgaste adicional. A bem dizer, fluímos a favor do vento encosta abaixo, na ligação a Arruda dos Vinhos, e no sopé da Mata alcançámos o grande grupo – que aguardava.
Aproveitando a embalagem, passei directo estabelecendo (o meu) andamento de... subida. No primeiro quilómetro nem dei por companhia. Pouco depois, assomou-se o Marco Silva, forte, excelente atleta, que deixara boas indicações em pretérita volta, na Carnota. Fora os resultados que se conhecem em BTT, a sua especialidade. Questionou-me sobre as características da subida. Esclareci-o. E não demorou muito a assumir o comando. Num primeiro momento, passei para a sua roda, mas à passagem pela povoação da Mata (metade da ascensão) forçou o andamento e eu coloquei-o imediatamente à vontade, dando-lhe guia de marcha. Mas refreou o ímpeto e agradeci.
Todavia, o regresso ao «meu» andamento foi de pouca dura. O Aldeano surgiu de trás e meteu «uma velocidade acima», com o André na marcação. Durante 200/300 metros aguardei para ver se era iniciativa passageira, Negativo. E mesmo ouvindo o Freitas gritar-me de trás para me «agarrar», larguei o trio (Aldeano, André e Marco) na aproximação ao último descanso da subida. Por instantes, o Jorge ficou na minha roda, mas também este saltou para o grupo principal, que se manteve coeso até aos metros finais.
Cheguei com cerca de 15/20 segundos de atraso para o quarteto, em tempo que igualou a minha melhor marca naquela subida, deixando-me, desde logo, dois indicadores: 1º, subi ao meu melhor nível; 2º não tive capacidade de «aproveitar» a boleia para me superar. A confirmar, no desenrolar da volta. Porque a procissão ainda estava no adro.
Mas palco que se seguia, Ribas, fiquei limitado a confirmar a primeira ilação. Mais uma vez, o pelotão não se apercebeu da minha falta (desci para resgatar o último ciclista) e zarpou a caminho de Santiago dos Velhos, «deixando-me» irremediavelmente para trás. Na descida, mantive-me com o Zé Henriques, contribuindo para atenuar o seu esforço solitário e de grande abnegação (sempre acompanhado com o seu carro de apoio privado) e deixei-o em Bucelas na companhia do Carlos (saudada presença). Entregues a si próprios, de resto, tal como eu...
Fiz a subida de Ribas literalmente ao meu ritmo, sem influência de terceiros. Os únicos (terceiros), fui dobrando até ao alto, com enorme diferença de andamentos. O tempo que realizei aproximou-se do meu limite (feito «a solo»): 10m08s. (o meu recorde absoluto é 9m33s, de 2007, nesta mesma volta com o forte contributo do Rui Torpes). Ou seja, apenas consegui reforçar a primeira ilação retirada da Mata: ter subido bem.
Além disso, lamentei igualmente o facto de ter ficado fora da «luta» (embora não saiba se houve realmente), tanto mais que se confirmou a tentativa do Freitas em repetir a façanha do ano passado: isolar-se na descida para Bucelas e entrar isolado na subida. Desta vez, parece que não teve o mesmo sucesso.
Para Montemuro, não poderia deixar escapar o ensejo de voltar a experimentar-me (e de experimentar a «concorrência»...). Entrei na subida, em Lousa, com cerca de 100 metros de atraso para o primeiro grupo, que incluía, entre outros, o Freitas, o André, o Nuno Garcia e o João Rodrigues. Alcancei-os rapidamente, com o Jorge na minha roda, e passei directo, ainda e sempre ao meu «passo». Apercebi-me que fraccionara o grupo, mas apenas comprovei a presença do André (estavam apenas mais o Jorge e o João Rodrigues). Levei a contenda até à fase final da fase mais íngreme da subida, quando o André passou para a frente e se destacou. Eu não pude segui-lo, mas o João Rodrigues parecia disposto a tentar. No entanto, demorou e quando o fez, ficou a meio caminho. O Jorge imitou-o e ficou em posição intermédia, entre mim e o João. Entre os quatro, as distâncias não eram superiores a 30 metros. Mas assim ficaram...
Por isso, questiono: porque é que quando alguém (forte, por exemplo, como o André) acelera em subida, para se isolar, os outros não se mantém juntos em cooperação na perseguição? Em vez disso, a tendência é para se lançar, cada um por si, num esforço que só beneficia quem vai escapado. Principalmente, quando ficam em posições intermédias. Em subidas com alguns quilómetros, como as que fazem parte desta volta, é plausível organizar uma perseguição, como em terreno plano. Porque é que não se faz? Será a intensidade do esforço que tolhe o discernimento? Mas é só um reparo.
Tempo de subida: 10m «redondos», a 10 s do meu melhor. Conclusão: tese da Mata reforçada.
Do nosso grupo para os restantes ainda se cavaram diferenças algo significativas, que são naturais pelo acumular da fadiga. Houve um grupo, encabeçado pelo Aldeano, que, a atentar ao significativo atraso, deverá ter subido em clara gestão de esforço.
Uma vez mais reagrupados, fizemo-nos ao encadeamento S. Estêvão das Galés-Sta. Eulália. Subida curta e intensa, «inflacionada» pelo passo rijo do Aldeano e ligação velocíssima até ao início da rampa final para Sta. Eulália. Apesar de tudo, o pelotão manteve-se agrupado, aproveitando o Manso para se distanciar. Só muito bom rolador o conseguiria. E só em muito boa forma, para chegar isolado ao topo, como fez. A gerir uma vantagem que nunca foi mais de 150 metros. Foi obra! Para o alto, sprint musculado, com o Aldeano a destacar-se do Freitas e este de mim do André.
Enfim, restava o pitéu final: Salemas. Antevia-se sofrimento pelo evidente cansaço que imperava na maioria dos elementos do pelotão. E acentuado, a partir de Ponte de Lousa, em subida contra o vento. Percebeu-se que um leve esticão faria partir a corda. Ninguém o experimentou, de facto, embora o Freitas tivesse ameaçado. Mas foi só isso.
Entrada dantesca nas Salemas. Rampas a 15%. Toda a gente à procura dos andamentos, pelotão esfrangalhado. Na frente, o André, decido a fazer um «grand finalle», teve breve companhia do Aldeano, disparando em solitário, irresistível. Pouco mais atrás, o Jorge, no seu ritmo. No encalço deste, eu, com o surpreendente Manso na roda. Acompanhou-me em mais de metade da subida, destacado dos não-trepadores. E quando cedeu, despediu-se... agradecendo a boleia. A minha melhor retribuição será enaltecer, uma vez mais, o seu grande momento de forma, sem dúvida, sem precedentes.
O André «voava» a 10%, o Aldeano aliviava e entrava em perda, com o Jorge a juntar-se. Eu estava cada vez mais perto do duo. Antevia-se trio, mas o alverquense, quando a pendente baixou, ganhou alma nova. Depois de apanhar o Aldeano, com este na sua roda, saíram do meu alcance. No final, estavam à vista, mas demasiado longe...
Tempo de subida: 8m04s. Mais uma vez a roçar o meu melhor: 7h55m (2007). Ganhou a primeira tese!
Na retina ficou ainda o Capitão aos «esses» nas primeiras rampas das Salemas. Dessa imagem, uma única conclusão se deve retirar, além de se dar a naturais brincadeiras: é ciclismo! Foi grande, o militar, em terreno que lhe é aziago. Elogio que estendo a todos os participantes nesta poderosa jornada.
NOTA: No próximo domingo não se realiza a Clássica de Fátima, devido à visita do Papa (a cidade e as estradas vão estar cheias de peregrinos). No entanto, haverá volta (grande), em terreno misto para proporcionar uma manhã de fantástico ciclismo, com fugas, perseguições... Enfim, divertimento! Percurso (em elaboração) revelado em breve.
quinta-feira, abril 29, 2010
Domingo: Trepadores
O traçado inclui alguns dos «cumes» mais famosos da nossa região: Forte de Alqueidão, Mata, Ribas, Montemuro, Sto. Estevão das Galés e Salemas. Concluir todas as ascenções, atingindo o alto das Salemas é o corolário de um desempenho meritório, já não é invulgar haver muitas «desistências» com o acumular do desnível (que fica pouco abaixo de 2000 metros!). Uma boa gestão do esforço adquire especial importância.
E porque são prováveis (ou mesmo inevitáveis) diferenças de andamento, procede-se a neutralizações no final de cada ascensão, para reagrupamento.
A saber:
Sobral (Praça de Touros)
Alto da Mata
Alto de Ribas
Montemuro (rotunda)
Sta. Eulália
Alto das Salemas
Para ver percurso interactivo, clicar aqui
quarta-feira, abril 28, 2010
Tróia-Sagres Primaveril
«Faltam praticamente 4 fins-de-semana até ao Tróia e o pessoal tem-se esquecido da inscrição para o autocarro. Não deixem para a ultima semana senão vou ter de anular o aluguer do Bus, pois não vou pagar do meu bolso os lugares vazios...
Amigos aqui vão alguns dados: duches pagos na hora (3 €) no parque de Campismo ORBITUR, para quem quiser e não precisa de pré-inscrição. Para o almoço, convém que os interessados avisem para termos a refeição guardada depois do duche, uma vez que em Sagres não há muitos sitios por onde escolher e depois seria perder tempo arranjar um sítio da treta, como de costume.
Almoço: 7 € pagos na hora (sopa, 2 bifanas, sumo de carica) é preciso marcar para termos a refeição à chegada. Os interessados têm que me avisar!!!»
TÓ MONTEIRO (www.durosdopedal.blogspot.com)
domingo, abril 25, 2010
Cumprimentos domingueiros
A minha falta deveu-se a compromissos profissionais. Mesmo assim, treinei bem cedo, realizando um treino de 3 horas com algumas subidas. Estava uma temperatura óptima para a bicicleta!
Na próxima semana, conto já estar presente, na volta dos Trepadores, que aprecio bastante.
quinta-feira, abril 22, 2010
terça-feira, abril 20, 2010
Domingo molhado com o Ciclismo2640
Mas só isso, que não chegou para colocar em causa, ou sequer ameaçar, a grande satisfação pelo encontro com camaradas como o já referido poderoso rolador mafrense, mas também com o Dario e o Xico Aniceto. Na ocasião, ainda estiveram o Sérgio (que acabei de conhecer) e em última hora, o André. Entre as ausências mais notadas, o Paulo Pais, o Rocha e o Pedrix (ambos «retidos» no vale dos lençóis), e também o Aldeano (em competição).
Para este dia, que amanheceu desde logo cinzento carregado, tinha a intenção de fazer 6 horas de bicicleta. Por isso, fui ao encontro do grupo, no Gradil, saindo de casa já montado na «burra». Passavam 10 minutos das sete da matina fiz-me à estrada tomando o caminho mais curto para as bandas do Oeste: subindo o Cabeço da Rosa. Na altura, a água apenas cobria o asfalto, aguentando-se lá por cima. Ainda! Para não entrar nas fortes inclinações a frio, fiz uma pequena volta de aquecimento pela Verdelha e passei a bom ritmo os 2 km a 8% da agreste subida sobranceira a Alverca.
No alto, neblina cerrada e os primeiros pingos de chuva. Mas caíam só aí. Na descida subsequente o tempo até se apresentava mais risonho que na vertente oposta. E a partir de Bucelas rumo ao Vale de S. Gião, Milharado e Pêro Negro, fui brindado pelo astro-rei durante as pedaladas mais agradáveis daquela manhã. Sol de pouca dura, pois então, já que na ligação ao Gradil o céu voltou a fechar para não voltar a abrir... tão cedo.
Com hora e meia decorrida, juntei-me ao pessoal, num momento que coincidiu praticamente com o início da borrasca diluviana. Em Pêro Negro, surgiu o André como que envolto na névoa e confirmou-se, via telefone, que o Rocha tinha preferido o resguardo.
Rumou-se a Dois Portos e à direita para a estrada de Carmões. A tal que se sabia estar cortada. Mas nem todos... Logo, quando passámos o cruzamento para a subida da Folgorosa, estranhei a confiança do «Cancellara», mesmo depois de ouvir o André assegurar que mais à frente ninguém passava. Um grupo de peregrinos (tão devotos como nós...) que seguir aquela direcção ainda lançou a dúvida, mas ao depararmo-nos com o cenário de obras veio a certeza. Não para o «Cancellara», que pegou na bike às costas e estava disposto a enfrentar o lamaçal. A ninguém convenceu. E a alternativa (única) foi dar meia-volta. Mas por onde atalhar? Pela Folgorosa, pois claro, no percurso que estava delineado. A empinar! Estrada má, com porções sem asfalto. E a chuva que teimava em não aliviar.
Desde logo, o Dario meteu um passo de super poupança, tal como o André, também a acusar fraqueza. Mas não era dia para cavalgadas. Adiante, de atalhos metemo-nos em trabalhos por caminhos rurais com relevo acidentado, que nunca mais desaguavam (é esse o termo) na estrada principal. Quando o fez, permitiu-nos acelerar, a descer, para a Merceana.
Aqui, decidiu-se alterar o percurso previsto. A maioria estava com pouca vontade de enfrentar a distância. Assim, metemo-nos para a Carvoeira em direcção a Torres, sempre com alterações de ritmo para manter a coesão com os mais debilitados. De Torres fez-se a ligação ao Turcifal, deixando o Dario em casa, após uma ligeira paragem para despedidas.
De novo em andamento, agora a caminho de Vila Franca do Rosário, o «Cancellara» instigou ao aumento da velocidade, numa altura em que há algum tempo que não chovia e a estrada se apresentava menos escorregadia. Contra o vento, o rolador, com a ajuda do Chico, meteu o mini-grupo a carburar como ainda não o fizera naquela manhã, e desde logo o André acusou dificuldades. Aliviou-se para que reunisse. Mas voltou-se a acelerar bastante, por iniciativa do duo Manso/Sérgio, numa toada que me chegou a ser desconfortável... mesmo na roda. As molhas e os arrefecimentos tinham-me deixado os músculos entorpecidos. Creio que a todos...
Na subida de VFR, as sensações não melhoraram. O ritmo foi puxado, primeiro pelo Sérgio, depois pelo André (numa espécie de dar tudo até partir...), mas ambos abdicaram antes do Vale da Guarda, deixando-me, na frente, na companhia do Manso – que estava com passo rijo e autoritário. Sempre «embrulhado», apenas me consegui assomar a seu lado, numa ou outra ocasião antes da rampa final. Nada mais. Por consequência, nos derradeiros metros para a rotunda da AE (Malveira) entendi não forçar uma eventual ruptura, que, convenhamos, era perfeitamente dispensável.
Após a volta à rotunda, vimos chegar o André. Mais ninguém... Por isso, segui o «Cancellara» pela descida ao encontro do Xico e do Sérgio. Nada. Parámos no falso plano após o Vale da Guarda (sentido Malveira) e esperámos, esperámos... Nada. O meu companheiro decide telefonar ao homem do Carvalhal mas o aparelho estava... afogado. Por isso, contactei-o. Do outro lado da linha, o Xico, que à minha dúvida sobre o seu paradeiro, responde: «Estou na Malveira, às voltas na rotunda. E vocês?» Como? Simples. Tinham chegado, encobertos, quando eu e o Manso dávamos a volta à rotunda. Ou seja, logo atrás. Foi o momento do dia!O encontro estava prestes a terminar, o que sucedeu na Malveira, com o Manso e o Sérgio a seguirem para Alcainça e, por último, ao André deixei-o no Cabeço de Montachique. Daí, do alto, a sós, desci por Ribas para Bucelas e Alverca, completando as 6h00 (e 2000 metros de desnível acumulado) subindo até A-dos-Melros com o termómetro marcar bem mais calorosos 24º C. Mesmo a apetecer-me... sentar à mesa do almoço.
quarta-feira, abril 14, 2010
Domingo: Nossa Sra. da Ajuda
Ver o percurso interactivo, aqui
Os pontos de neutralização previstos são os seguintes:
- alto da Mata (km 43,5)
- alto de Nossa Sra. Ajuda (km 51,3)
- Alto de Ribas (km 69,5)
segunda-feira, abril 12, 2010
Clássica de Santa Cruz: a crónica
Por este motivo, é de todo merecedor a sua apresentação: eu e Freitas (Pina Bike), Jorge (de Alverca), Carlos Gomes, Gil, Vítor Pirilo, André, Paulo Pais, Rocha, Chico e Manso (Ciclismo2640).
Esses temperos começaram a ser adicionados desde a partida de Loures. O andamento não demorou a levantar fervura e a partir do Tojal, sob a liderança do Freitas e do Jorge. Até Bucelas, a média aproximou-se dos 30 km/h e a entrada na longa subida para o Forte de Alqueidão não abrandou o lume. O Jorge assumiu definitivamente a contenda e monopolizou a condução do grupo a bom ritmo e sem dar mostras de pretender colaboração que não fosse à altura do seu desempenho.
Estranhou-se, no seio do mini-pelotão, a abnegação do alverquense numa fase tão madrugadora da tirada, expondo-se a desgaste importante num percurso longo e difícil. Mas pode encontrar-se (e encontra-se...) explicação no excelente momento de forma que o franzino trepador atravessa. O pelotão chegou compacto mas não descansado ao alto do Alqueidão (média de 26 km/h) e «picou» rapidamente para as descidas seguintes: Seramena e Sobral para Dois Portos.
Na transição, um trio ganhou algum avanço: Freitas, Rocha e Chico. Atrás, não se fez impasse, e na velocíssima perseguição houve quem arriscasse demasiado: o Vítor Pirilo esteve perto de uma queda que, segundo o próprio e testemunhas oculares (Gil), poderia ter tido consequências gravosas. Aliás, o protagonista demorou algum tempo a recompor-se do susto e o pelotão, solidário, temporizou à saída de Dois Portos, aguardando pela sua chegada.
A ligação a Torres decorreu sem mais incidentes e ao ritmo mais tranquilo (ainda assim, devido às descidas, a 36,3 km/h) desde o arranque de Loures. Foi esse aparente relaxe que o Freitas aproveitou para se isolar na rampa para rotunda da A8, na aproximação à cidade. Saiu com alguma discrição e total permissividade do pelotão, que já era controlado pelos homens da Ciclismo2640. No entanto, a todos deverá ter surpreendido a facilidade com que «o» Pina Bike ganhou avanço. De tal modo, que à saída de Torres, a caminho de A-dos-Cunhados, começaram a gerar-se dúvidas, na equipa de Mafra, sobre se o fugitivo estaria na rota certa. A confirmação veio pouco depois, na fase final da subida para a estrada para a Lourinhã, quando a tentativa de «caçada» já estava em marcha. O ritmo a que a decorria a perseguição movida pela formação 2640, com breves colaborações do André e do Carlos Gomes, e a aparente falta de contacto com o fugitivo, fazia prova cabal do andamento e do empenho deste. A tal ponto, que entre A-dos-Cunhados e Vimeiro voltaram as dúvidas sobre eventual erro de percurso do escapado. Vide a média entre Torres e o Vimeiro: 37,5 km/h!
Neste ponto, devido ao desgaste que começava ser provocar aos perseguidores, a corajosa iniciativa do Freitas já estava coroada de êxito. E forçou mesmo a equipa de Mafra a expor o seu «joker»: Paulo Pais, que teve de participar no esforço colectivo. O co-equipier de serviço foi quase sempre o Manso «Cancellara», exemplo de disponibilidade e espírito de equipa.
Finalmente, na passagem pela Praia de Sta. Rita, o fugitivo da Pina Bike estava em linha de mira e com naturalidade a perder algum fulgor. Mas também os líderes do pelotão... estavam! E o principal contributo para a precipitação do final da fuga veio do Carlos Gomes, que comandou o grupo, face ao vento, nas longas rectas onduladas junto à costa e depois na variante de Santa Cruz, para que na Silveira (mas só aí!...) se consumasse a longa e difícil perseguição. Muito mais longa e difícil do que a concorrência previa.
No entanto, a intervenção do Freitas não se ficou por aí. Bastaram alguns quilómetros para voltar meter-se noutra aventura, correspondendo ao ataque do Rocha em Casalinhos de Alfaiate. Eu próprio fiquei surpreendido... mas ainda mais agradecido!
Os dois ganharam rapidamente avanço, com o pelotão, uma vez mais, na expectativa. Só que, agora, o terreno mudava definitivamente de figurino: entravam as subidas, e estavam para ficar.
O duo manteve-se sempre à vista e deu para assistir à cedência precoce do Rocha ao passo mais forte do Freitas em S. Pedro da Cadeira. Surpreendeu a escassa resistência face a um parceiro desgastado por longo esforço em solitário. Mas este continuou a sua (segunda) cavalgada, passando, inclusive, destacado a subida da Encarnação, face a um pelotão comandado pelo incansável «Cancellara» e a, agora, a espaços pelo Jorge, que regressava às lides após interregno desde o Alqueidão.
Nas primeiras rampas da Picanceira, finalmente (!!!) o empenho do Manso resultava na segunda absorção do mesmo fugitivo. Só que o cariz da toada estava prestes a alterar-se e não havia tempo para contar cartuchos. O terreno era de selecção e urgia fazê-la o quanto antes, dando seguimento ao extraordinário trabalho do Freitas. Por isso, logo que se estabeleceu a hierarquia da montanha nos primeiros postos, acelerei. Não foi brusca a aceleração, por isso surpreendeu-me a vantagem averbada em poucos metros. O objectivo era, como disse, apalpar terreno e, de preferência, levar (boa) companhia. Mas como a distância alargava, decidi... continuar a insistir.
Às tantas, a meio da subida, verifico que era um grupo muito restrito que fazia a perseguição. Um trio: André, Jorge e Carlos Gomes. Os homens de Mafra não tinham representante. Definitivamente para trás. Alcanço o topo da Barreiralva e faço a ligação à Murgueira e depois ao Gradil sempre a alta intensidade e sem aparente sinal de recuperação efectiva dos perseguidores.
No início da subida final, de Vila Franca do Rosário, ao tentar aperceber-me da situação, fico com a ideia que a vantagem seria suficiente para geri-la até à Malveira. Ilusão de óptica ou... fenómeno! Às primeiras rampas de VFR, o André surgia no meu encalço (vinha só) e até à junção foi breve, consumada no interior da localidade, onde trocámos dois dedos de conversa antes de eu retomar o meu andamento.
Nos metros finais do topo do Vale da Guarda, ele pisa mais duro nos crenques e ganha alguns metros, sem que eu tivesse capacidade para responder à altura. Ganhou cerca de 100 metros na descida e preservou-os, com naturalidade, até ao topo da Malveira. Média final: 32 km/h para 106 km.
O Jorge foi o terceiro a chegar, em defesa das cores da mui nobre cidade de Alverca. E depois, o Carlos Gomes. Os demais acumularam um atraso muito significativo, com os mafrenses a optarem por acudir ao camarada Chico, que há muito tinha ficado em dificuldades devido à discrepância entre o intenso trabalho a que se submeteu e a sua actual condição física. O Vítor Pirilo, o Pedro Fernandes (chegou ao nosso convívio apenas em Santa Cruz) e o Freitas (merecido prémio da combatividade, com um trabalho solidário indiscutivelmente fantástico, que colocou a fasquia bem alta, não me restando alternativa que não fosse dar também o máximo no seu seguimento), ainda chegaram à Malveira antes do levantamento do... controlo de chegada.
Nota de homenagem especial: a todos os participantes, e em especial aos camaradas da Ciclismo2640 (Manso, PP, Rocha e Chico), pelo contributo nesta jornada espectacular de ciclismo – de resto, assim considerada pela esmagadora maioria dos presentes. É um prazer vê-los «em serviço» e partilhar desses momentos. São grandes!
Elogio extensível à malta da Ciclomix, que desde há muito não faltava a uma chamada para uma clássica. Pelo que sei, por motivos de força maior.
quarta-feira, abril 07, 2010
Clássica de Santa Cruz: Domingo
O percurso sofre algumas alterações em relação ao do ano passado, mais precisamente na segunda parte: o regresso, depois do sector A-dos-Cunhados/Vimeiro/Santa Cruz, não se fará por Torres Vedras/Catefica/Turcifal/Vila Franca do Rosário, mas por Ponte do Rol/Coutada/S.P. da Cadeira/Encarnação/Picanceira/Murgueira/Gradil e Vila Franca do Rosário. A distância total aumenta apenas 3 km e o desnível acumulado acentua-se em 300 metros.
Como é habitual nas Clássicas, o horário de partida é às 8h00 (em ponto!).
IMPORTANTE:
Tal como sucedeu em 2009, a prova será NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 103,3 - rotunda do nó da A21 Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como objectivo zelar pela segurança dos ciclistas – em especial no atravessamento sempre muito congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro; e já perto do final, de Pinheiro de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento de elementos retardatários.
A morfologia do percurso desta Clássica nada tem a ver com o das anteriores já realizadas este ano (Santarém e Évora). Obviamente, é mais acidentado, com sucessão de subidas dignas de registo, como são os casos do Forte de Alqueidão (de Bucelas), Encarnação, Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e Vila Franca do Rosário.
Deste modo, alerto para o interesse do exemplo do recente Ota-Fátima-Ota, assertivamente apontado pelo camarada Pedro Fernandes em comentário à crónica deste evento, que considero dever ser seguido à letra nas «nossas» Clássicas, desde já na de Santa Cruz. Refiro-me à formação de grupos do mesmo nível (compostos por elementos com o mesmo nível de desempenho e/ou com interesses comuns) durante a prova, que cooperem no seu decurso para atenuar as dificuldades impostas pela distância e o relevo.
Se, em Santarém e, em especial, em Évora, essa partilha de esforços tenha tido menor relevância pela menor altimetria dessas clássicas, no caso de Santa Cruz (e da maioria das que ainda se realizarão esta temporada), esse entendimento volta a fazer todo o sentido.
Ou seja, é altamente recomendável e de todo o interesse para os participantes, a observação criteriosa das suas capacidades e a sua adaptação ao desenrolar da jornada, e procurar reunir (de preferência, acordando previamente à prova) com os demais ciclistas que pratiquem o mesmo andamento.A Clássica de Santa Cruz tem um traçado muito interessante, completo e belo, e suficientemente exigente para que apenas o facto de o concluir significar a concretização de um objectivo de superação física e psicológica. De preferência, evitando situações em que se ultrapassam os limites e se atinge a fadiga extrema. Terminar com «elan», é a melhor das sensações!
segunda-feira, abril 05, 2010
Crónica do Oeste
Pela segunda semana consecutiva, foi pouco numeroso o pelotão que arrancou de Loures, tal como para Sintra, há sete dias, enfrentando logo de início a subida de Guerreiros. Aqui, surpreendeu que um dos «peregrinos» da jornada de antevéspera e das suas principais figuras, o Jony, tivesse chamado a si a condução do grupo com tanto empenho. Em parceria com o André, meteu um «passo» de respeito, acentuando, em mim, os efeitos da insuficiente recuperação. Nem após o topo de Guerreiros o ritmo foi muito confortável, agora com o André a levar até ao alto da subida da Venda, onde, por prevenção, deixei-me descair do grupo. Deste também se atrasou o Filipe, do Infantado. Mas fomos os únicos.
Entre Venda e Malveira, entrou a malta do Ciclismo2640, com o Paulo Pais, o Rocha e o Pedro (Pedrix) a assumirem a representação na ausência do camarada Manso «Cancellara» (1), em estágio, diz-se de hipotermia, na Serra da Estrela.
No início da descida de Vila Franca do Rosário gerou-se imprevista desestabilização, provocada pela chegada, de rompante, do Nuno Garcia, que teve o condão de estimular o Jony à perseguição. Os restantes fizeram-se à vida para não perder de vista o comboio.
Em Barras, felizmente (digo-o...), a cavalgada sofreu uma providencial interrupção: o Filipe fura, inaugurando uma série de três neutralizações com motivo idêntico, que marcaram mais de metade da tirada.
Reparada a primeira roda, ganhou-se velocidade até à subida de Catefica, que não teve a intensidade que se poderia prever pela agitação até aí registada. Apenas o André e o PP se destacaram alguns metros, sob perseguição conduzida... por mim. Bom, fi-la preservando uma alguma margem para o limite imposto pela dor muscular. O fundamental era não forçar para prevenir o empeno, porque o mais difícil do percurso ainda estava para chegar. E nestas ocasiões de debilidade, o homem da marreta espreita.
Na Variante de Torres Vedras, o Rocha ganha ligeiro avanço, consentido pelo grupo. Perante a passividade, ganha vantagem com rapidez e a iniciativa ganha estatuto de fuga à entrada da estrada de Santa Cruz. E mais definitivamente, quando o irmão do André (ainda mais novo que este...) fura. Voltando a furar alguns quilómetro adiante, pouco antes da Coutada.
Após isto, fomos até ao fim sem mais interrupções... por avaria. E como se estava claramente fora do horário, convinha apertar. Mau! Mas menos-mal, porque o vento estava de feição e funcionou como analgésico... de curta duração. Na subida de S. Pedro da Cadeira experimentei para ver até onde chegava o efeito das «agulhas» nas pernas, mas, pouco depois, quando entrou a Encarnação, tive de procurar o meu andamento perante a aceleração vigorosa do grupo conduzido pelo André e o Jony (livra, a este as agulhas não picavam!), que subiam a mais de 30 à hora, com o PP, o Ruben e o Jorge nas suas rodas! De qualquer modo, eu e o Nuno Garcia não perdemos muito tempo para a frente e na descida no interior da Encarnação recolámos sem forçar.
No entanto, não se aguardava que o relaxe se prolongasse com a Picanceira tão próxima. A entrada de cordeiro da dupla de malfeitores do dia (André e Jony) estava longe de ser tranquilizadora. Felizmente, o andamento só começou a animar depois da fase mais inclinada da subida, e não foi com as ganas que temia, acabando por não sentir grandes dificuldades para seguir na retaguarda do grupo, sempre muito espicaçado por iniciativas breves de vários elementos: André, Jorge, Jony, PP... De resto, à chegada ao topo da Barreiralva (rotunda), com o grupo esfrangalhado com as múltiplas acelerações e contra-respostas, ainda tive o ensejo de fechar o espaço aberto pela explosão final do Jony.
À excepção do Pedrix, do Salvador e do irmão «casula» do André, todos se reagruparam nos primeiros metros do troço para a Murgueira, onde se juntaram ainda, vindos de sentido contrário, o Chico, o Runa, o Vasa e o... fugitivo à força: Rocha.
Na Murgueira, a paragem da ordem sem a Coca-Cola sacramental, pois o tempo urgia e convinha, em domingo pascal, continuar sem mais delongas, sob risco de se perder o repasto familiar.
O Gradil passou-se tranquilamente, com o Vasa a impor o ritmo, mas logo nas primeiras inclinações de Vila Franca do Rosário voltou-se a carregar nos crenques. Aqui, houve abordagens díspares. À frente, destacou-se um grupo comandado pelo André e o Chico reunia o Ruben, o Jorge, o Rocha e o Paulo Pais. Este foi o último resistente do andamento muito selectivo do duo e abdicou quando «apanhou» a boleia amigável do «velho» Filipe (Trek). Já antes o Jorge e o Rocha tinham cedido, empenhando-se na perseguição ao grupo da frente, reduzido ao André e ao Ruben depois do Chico ter dado meia-volta no início da rampa do Vale da Guarda.
Bem, eu assistia a isto, a cerca de 200 metros, subindo, uma vez mais, sob gestão das limitações físicas. Mas ganhava terreno para a dupla Jorge-Rocha, que por sua vez estava prestes a alcançar o duo André-Ruben. Mas fê-lo antes de mim. Por isso, quando o quarteto recém-formado abordou a última rampa para a rotunda da AE, na Malveira, ainda estava a algumas dezenas de metros e apenas consegui chegar ao Rocha, quem mais perdeu «elan» na sequência da imparável aceleração final do André.
No «grupetto» que regressou comigo a Alverca pelo eixo Venda/Bucelas/Cabeço da Rosa, e que integrava o Jony, o Salvador, Ruben e Jorge, este ainda me «irritou» ao subir a Romeira (Cabeço da Rosa) em pedaleira grande, sobre os crenques, e ainda com a afronta, face à debilidade dos demais, de forçar discretamente nos últimos 100 metros para «partir» quem lhe fez concorrência. Outro dos peregrinos, a quem as pernas não pesaram. Está em forma! E está aí a Clássica de Santa Cruz!
(1) Não posso deixar de referir a vitória de Fabian Cancellara no Tour de Flandres, por tão categórica. Só pode ter impressionado quem viu, não apenas a forma como fulminou Tom Bonen, seu respeitável companheiro de fuga, mas também pela perfeição entre estética e eficácia da sua «relação» com a bicicleta. A posição (típica de contra-relogista), com o tronco quase sempre alinhado em paralelo ao chão e a pedalada redonda e fluida. Alta velocidade a rolar e o «forcing» irresistível no «muro» de empedrado, no momento certo! Uma inspiração para a Clássica de Santa Cruz...
domingo, abril 04, 2010
Crónica do Ota-Fátima-Ota
Na primeira parte do percurso, até ao início da subida de Minde, o ritmo foi moderado. A excepção foi mesmo a fase inicial, no carrossel da Espinheira, onde o João Santos (Jony) impôs um ritmo intenso madrugador que forçou o pelotão a estirar-se para se manter compacto. Quem esperava um aquecimento progressivo, enganou-se. Segundo se sabe, a única «vítima» foi o Carlos (da Quinta da Piedade), que cedo ficou para trás, com todas as consequências que, para si, daí advieram.
A aproximação à subida de Minde trouxe as primeiras alterações no figurino da jornada, depois de, até aí, se ter cumprido uma bem razoável média de 32 km/h. A cerca de 5 km no início da ascensão, o Freitas decidiu atacar aproveitando um momento de extrema acalmia no andamento do pelotão e ganhou rapidamente vantagem. Todavia, era muito perto da subida, e com a forte mudança de intensidade no ritmo do pelotão logo nas primeiras inclinações, a fuga não se pôde solidificar. E no topo de Minde (antes de descer para a localidade) estava mesmo anulada. O trabalho na subida pertenceu, a maior parte, aos elementos da Benebike, dos betetistas Marco Sousa e seu irmão, à excelente média de 26,2 km/h. Nesse local, a primeira selecção estava feita, acentuando-se com a entrada quase imediata na mais difícil subida do Covão do Coelho. Aqui, as despesas voltaram a pertencer aos Benebike, levando a que apenas um quarteto em que eu estava incluído tivesse chegado ao final da fase mais dura da subida ligeiramente destacado (subiu-se à boa média de 23 km/h). Contudo, até ao ponto mais alto, juntaram-se outros elementos vindos de trás. Entre eles: Jony, Carlos Cunha, Jorge, Duarte (Carb Boom), Marco Almeida (Carb Boom), Fábio (Carb Boom) – não sei quem (ou se) mais.... Foi este o primeiro grupo a atingir a rotunda dos Pastorinhos, em Fátima, após uma ligação do topo do Covão a 39 km/h de média.
Após uma ligeira pausa, partiu-se para a segunda fase do percurso, sem os Benebike, mas com o Ricardo (BH), novo recruta da Pina Bike (que esteve muitíssimo bem), e o Freitas, ambos provenientes de um segundo grupo.
No início deste derradeiro trajecto, cruzámo-nos com um numeroso grupo, liderado pelos «cinzas» Pina e Capitão, mas que também incluiria o Salvador e o Pacheco, e também o Edgar e o Alexandre (Ciclomoinas), o Pedro Fernandes, entre outros.
Até ao início da rampa da Espinheira, realizou-se uma média de 32,5 km/h, desta vez, ao contrário do que sucedeu na edição de 2009, sem ter beneficiado de esquema de colaboração no grupo principal, que bem cedo «perdeu» o Freitas, mantendo todas as restantes unidades. Foi uma segunda fase do percurso interessante, com muito «ciclismo», marcada por andamento vivo e exigente e várias movimentações de desgaste protagonizadas pelo duo da Carb Boom: Duarte e Marco Almeida. Na maioria, vi-me na contingência de responder e perseguir... à custa de muitas energias. Na construção desse objectivo, os Carb Boom foram perfeitos. E colheram frutos...
De resto, o Fábio (Carb Boom) e o Carlos Cunha e muito especialmente o Jorge (ambos em muito boa forma!) também participaram amiúde na liderança do mini-pelotão, contribuindo para o bom ritmo.
O Jony chegou a rolar ligeiramente destacado com o Marco Almeida, numa das diversas iniciativas deste (outra foi já perto do final, em Vale de Judeus) e do Duarte (à chegada a Rio Maior), que mesmo não resultando em fuga definitiva, foram experientes manobras de desgaste que resultaram muito bem. As forças que despendi fizeram-me muita falta no final...
A cartada decisiva da prova jogou-se no topo da Espinheira. O Jorge fez quase toda a subida à frente, a bom ritmo, depois rendi-o a cerca de 300 metros, mantendo-o, mas o Jony fez uma aceleração nos últimos 100 metros com resposta eficaz apenas do Duarte. Embalados, ambos ganharam algumas dezenas de metros logo no início da descida que, em excelente colaboração, conseguiram reforçar e assim colocarem-se à distância da perseguição, pouco cooperante, que foi movida pelo quarteto: Marco Almeida, Fábio, Carlos Cunha e eu...
Os dois fugitivos da Espinheira rolaram acima dos 40 km/h de média e chegaram destacados, com todo o mérito, ao final.
Ainda acabei «vítima» de uma manobra de eliminação do Marco, num dos revezamentos e justificada pelo espírito de feroz competitividade. Fica-me a lição, num dia em que as sensações foram boas, especialmente nas subidas e no disputado regresso, mas que fica marcado pela maior dose de fadiga da temporada. Grande parte, devo-a aos... Carb Boom.
Média final (a minha) de 32,5 km/h para 5h12m. O grupo que incluía vários elementos da Pina Bike fez apreciáveis 31,5 km/h (5h28m).


