quinta-feira, julho 29, 2010

Clássica da Serra da Estrela - 2010

A anual Clássica da Serra da Estrela oferece, na edição deste ano, a possibilidade de opção entre o percurso tradicional, com a subida à Torre antecedida de uma pequena ligação (habitualmente do Fundão) para aquecer motores, e uma verdadeira etapa de alta montanha, com 130 km e três contagens de montanha de 1ª categoria.
A Clássica, a disputar no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro) tem percurso (ver em anexo) que se inicia na Covilhã (parque de estacionamento do McDonald’s) em plena alameda que liga a EN18 ao centro da cidade, e segue-se por esta estrada nacional em direcção a Belmonte, num trajecto com alguns desníveis. Apenas 5 km após esta cidade, e continuando pela mesma estrada, «eleva-se» a primeira subida da etapa, Gonçalo, com 10 km a 4,7%. A inclusão desta ascensão no percurso foi sugerida pelo camarada Manso «Cancellara», dinamizador desta jornada serrana, e sobre ela, adianto, não tenho qualquer conhecimento. Segundo o próprio, arranca com as inclinações mais fortes e vai suavizando à medida em que subimos na cota, sempre com uma pendente que diz ser algo irregular. A subida atravessa as localidade de Gonçalo e de Seixo Amarelo, culminando com a intercepção da N18-1 que liga Guarda a Valhelhas, já em pleno Parque Nacional da Serra da Estrela.
A descida tem 13 km para Valhelhas, que conheci em 2009, na Super-Clássica Guarda-Torre-Guarda, na companhia do Rui Torpes (e da sua mulher), do Xico Aniceto e do Vasa, e tem algumas parte técnicas mas um declive moderado.
A partir de Valhelas, vira-se à direita para Manteigas, onde se chega após 16 km de falso plano (progressivamente) ascendente. Nesta ligação, que convida a velocidade elevadas não convém cometer exageros!
Em Manteigas inicia-se a segunda montanha do dia, Penhas Douradas: 15 km a 4,4%. Ou seja, longa mas suave. Sem dúvida, uma montanha rolante, sem inclinações fortes e uma pendente regular! Conheço-a apenas em descida, e adianto desde já que é... fantástica! Faz a transição da cota de 760 metros para a de 1414 metros, elevando-se praticamente sobre Manteigas através de um emaranhado de pequenas rectas e ganchos e proporcionando um esplêndida visão do Vale Glaciar do Zêzere, que vai ficando debaixo dos nossos pés...
A partir de Penhas Douradas (e da passagem próximo do seu Observatório Meteorológico), desce-se para o Sabugueiro saindo da N232 que continua para Gouveia. Depois deste cruzamento (à esquerda), são 5 km em descida até ao Sabugueiro (a aldeia mais elevada de Portugal Continental) numa estrada com piso irregular e muito desabrigada.
A junção com a subida Seia-Torre faz-se antes do Sabugueiro, ainda em descida acentuada (a tal passagem características desta subida, por onde irá passar uma das etapas da Volta este ano), para logo se iniciar a subida final para a Torre (imediatamente a seguir à aldeia). Serão 17 km a 5,5%, e para o poucos que não conhecem esta subida, a percentagem média de inclinação está longe de reflectir a sua dificuldade.
Nos 5 km seguintes ao Sabugueiro, é a doer e sem tréguas! Surge, então, uma descanso que antecede a passagem pela Lagoa Comprida. Depois, a pendente torna-se irregular, com secções bastante inclinadas e outras brandas, chegando mesmo a descer-se. A aproximação à Torre faz-se por patamares...
No cume de Portugal Continental, estaremos com cerca de 110 km... e etapa praticamente concluída. Todavia, resta voltar «vertiginosamente» para a Covilhã, em descida íngreme e com troços muitíssimo técnicos. Aí, os grandes descedores vão estar em palco privilegiado.

Quanto à data do evento, coloca-se desde já à discussão. Domingo (dia 5) é o dia original, mas a antecipação para sábado permitiria aos que têm de regressar a Lisboa e, especialmente, aos que têm de trabalhar na segunda-feira, desfrutar de um dia de descanso ou uma viagem mais tranquila para as suas casas (alerte-se que a duração da prova não deverá ser inferior a 5 horas, à (melhor) média prevista de 25 km/h).
Em relação à hora do início: aponta-se, inicialmente, para as 9h00 (quer seja no domingo ou no sábado).

quarta-feira, julho 28, 2010

Domingo: Carvoeira (Sra. do Ó)

O fim-de-semana de regresso às lides ciclísticas, após longo período de férias, foi bem preenchido: no sábado quase 100 km em grupo, a ritmo moderado e dois ou três «picos» curtos de intensidade; e no dia seguinte, a volta dominical, para Santo Estevão, com vastíssima planície, para mim sempre desconfortável a ritmos mais elevados e sob calor abrasador. E com a forma em baixo, ainda mais!
Destaco, na volta de Sto. Estevão, alguns sectores realizados a boa velocidade, e a razoável média final a rondar os 34 km/h. Nomeadamente, a média superior a 37 km/h no extenso troço entre o Porto Alto e a rotunda do Infantado. Até aí, o andamento foi bastante moderado (média de 30 km/h) e após isso situou-se em torno dos finais 34 km/h.
Sem grandes oscilações de ritmo, o pelotão manteve-se quase sempre compacto e só os topos a partir de Sto. Estevão ao Infantado, e mais tarde a passagem na ponte de Vila Franca, provocaram alguma desagregação, compensada, nos primeiros, com a elogiável neutralização do grande grupo.

No próximo domingo, a volta apresenta relevo bastante mais acidentado, com o característico «parte-pernas da região saloia, num percurso que tem como principal ponto quente a subida da Carvoeira para Mafra, desde a Sra. do Ó. (ver itinerário no final da página)

Entretanto, a pouco mais de um mês da Clássica da Serra Estrela (fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro), adianta-se, desde já, que a edição deste ano terá a opção por um percurso diferente, mais longo e com maior desnível acumulado que o tradicional Fundão-Torre (Covilhã)-Fundão. Ficará ao critério de cada ciclista, a escolha entre um e outro traçado. Uma verdadeira jornada de alta montanha, à atenção de todos os apreciadores das provas de superação.

Amanhã, apresenta-se o percurso (grande) e demais pormenores sobre a tirada.

sexta-feira, julho 23, 2010

quinta-feira, julho 01, 2010

Domingo - extra-calendário: Roteiro dos Muros

No próximo domingo, vai realizar-se uma volta extra-calendário: mais uma edição do já celebrizado Roteiros do Muros. O percurso tem cerca de 115 km e constante sobe-e-desce por muitas das subidas, curtas e duras, da nossa região. O percurso tem ligeiras alterações ao original, para passar na sua parte final por Sta. Eulália, de maneira a conciliar os pontos de regresso a Loures e à zona de Mafra (de onde virão alguns dos nossos camaradas do grupo Ciclismo 2640.
O link com o traçado está em abaixo, mas ficam desde já descritas as principais passagens:
Loures para Lousa, à direita para Montachique (cruzamento da A8), Bucelas (direcção Sobral), direita para Serra da Alrota; Bucelas, esquerda para Santiago dos Velhos, esquerda para Contradinha/N. Sra. Ajuda; em frente para Louriceira; esq. para A-dos-Arcos; direita p/ Seramena; direita para S. Quintinho; Sapataria, esq. para Póvoa da Galega; direita para Charneca; Venda do Pinheiro esq. para Ponte de Lousa; dir. p/ Bocal; direita para Choutaria; Montemuro, Lousa, esq. p/ Salemas; esq. p/ Cabeço Montachique; esq. para Lousa; dir. p/ Venda; esq. para (Rua Casais do Vais); Montemuro à dir. para/ Rogel; à esq. Sto. Estevão das Galés; à esq. para Sta- Eulália; à esq. para Ponte de Lousa; à dir. para Loures.

http://www.gpsies.com/map.do?fileId=wfpregojwugbcfrk

Para os interessados, a partida será, como habitual, das bombas da BP, em Loures, mas às 8h00 em «ponto», com saida em direcção a Pinheiro de Loures.

De qualquer modo, para quem não quiser alinhar nos Muros, a volta de Runa mantém-se

Percurso: Loures-Alverca-Vila Franca-Alenquer-Merceana-Carvoreira-Runa-Dois Portos-Feliteira-Pêro Negro-Sapataria-Póvoa da Galega-Vale de S. Gião-Montachique (Cabeço)-Malha Pão (Sete Casas)-Loures.

terça-feira, junho 29, 2010

Crónicas de Montejunto

Devido à minha ausência na recente Clássica de Montejunto, publico as crónicas de dois camaradas dos Duros do Pedal, Tó Monteiro e António Vaqueirinho.

Os trepadores mais fortes:
1º André (Ciclomix)
2º Tapadas (Duro Do Pedal)
3º desconheço
4º Luis Mucifal (Duro Do Pedal)

Antes demais os agradecimentos aos Duros do Pedal, Ciclomix,Pina Bike, Carboom e muitos outsiders que participaram na Trepadela ao Montejunto!!!Ralizou-se no passado Domingo a Trepadela ao Monte junto, sendo esta um sucesso total, sem furos sem quedas!!!Deixando-se desde já os parabens a todos os participantes que teem as suas máquinas bem afinadas e equipadas dignos de prós!!!
Em aventuras destas tudo tem que correr na prefeição ou corre-se o risco de ficarmos a tirar bilhete !!!Pouco passava das 8h quando tamanho comboio se fáz á estrada!!! Tenta-se uma cadencia suave de maneira a pormos a palestra em dia, ouvindo por veses as conversa animada por parte do Freitas (Pinabike) que ainda trazia alguma adrenalina do Quebra Ossos, a sua aventura do fim de semana passado!!!Em Bucelas entram no comboio alguns homens da equipa Carboom e depressa chegam os 11kms que nos separavam do Sobral!!!
O vento sempre de frente fazia adivinhar as dificuldades que viriam pela frente!!! Tó monteiro, Vaqueirinho, Freitas, Francisco e mais uns que não sei precisar os nomes (desculpem) deram o peito ao vento na subida e não era fácil, numa rendição amigável pois havia que trabalhar em prol do andamento do comboio!!!
Mas o sol é de pouca dura e pouco depois de arranhó surge uma espécie de silencio e o ritmo sobe mais 6 ou 7 kmh !!! Foi o Freitas (pina Bike) dando uma de Quebra canetas salta para a frente e desligaram-se os ``radios´´ !!! Foi dificil acompanhar até ao topo com aquele vento sempre de frente!!!Na descida para o Sobral quando tentamos reagrupar os mais atrazados houve um pequeno grupo de 4 ou 5 elementos onde ia o Rui Mucifal que fêz uma fuga talvêz consentida mas que viria a dar algum trabalho para ser anulada!!!
Passado o Sobral e assim que a estrada endireita em Freiria foi um rolar de 50 e 60kmh, o vento de frente leva a algumas carruagens saltarem sem sequer darmos por elas!!! Atalaia e salta a corrente á máquina do Luis chipolinni, que vinha a rolar bem até aqui pena, e este já mais viria a reagrupar pois nesta altura um pequeno grupo havia feito uma fuga levando todo o grupo a não ter descanso!!! Subida com eles e era para isso que lá estávamos!!!
O nevoeiro tornava-se mais intenso conforme se subia, deixava aquelas belas paisagens num segundo plano, vislubrando nós pequenas silhuetas que se apagavam ao lonje, uma vêz que não conseguia-mos acompanhar o ritmo dos mais fortes trepadores daquele comboio!!! Admirados com o solinho que se fazia sentir lá no alto bem perto do Céu aproveitámos um pouco do seu reconfortante calor depois daquele sofrimento fernético!!!
Bate-se uma na Polaroid claro, e desce-se até Vila Verde para atestar de agua!!! Sai-se a conta gotas e o medo de se perder o comboio leva-me a mim, ao Tapadas e Vaqueirinho a um ritmo bem aceso pois o comboio já ia lá bem lonje, e por azar um Trator daqueles bem grandes não nos deixava recolar!!! Sobral, feliteira quando faço alguns pedidos para se reduzir o ritmo, e antes do Milharado sou obrigado a largar o ilastico, pois o francisco estáva diabólico!!! Daqui para a frente ficam as sensações do Vaqueirinho!!!

TÓ MONTEIRO

É sempre a somar ou a sumir loll. Cumprida mais uma bela aventura na qual participaram os Duros do Pedal, Pina Bike, Ciclomix Carboom entre outros. Como previsto encontro na BP de Loures às 8.00h, partida às 8:05h. Pelotão com cerca de 50 ciclistas deram inicio à aventura a rolar num ritmo moderado.
Na passagem por Bucelas juntaram-se mais ciclistas não sei precisar quantos. A partir da Bemposta começa-se a subir, ou seja são 11km no total de subida, que parece nunca mais acabar, mas que todos bem conhecem e desde que sejam feitos a um ritmo moderado fazem-se na boa! Já no alto fazia-se sentir vento muito forte com neblina (nevoeiro) à mistura ao passarmos por baixo da copa das árvores levava-mos uma chuveirada. Apesar dos avisos constantes, para que não se rolasse a ritmos demasiado altos.
A partir de Sobral de Monte Agraço surgiam na frente uns mais nervosos, que não se conseguiam controlar e foi sempre a bombar até um pouco antes de Vila Verde dos Francos, resultado: foram ficando alguns elementos para trás. Para quem pensa que fomos sempre devagar a média que fizemos desde a BP de Loures até Vila Verde dos Francos prova o contrario. Total: km 48.08, média 28km/h, para um sobe e desce constante, aliás mais sobe do que desce não está nada mau! O pior mesmo foi quando começou a subida.
Muita energia já tinha sido gasta até nas próprias descidas, para não se perder o comboio o que se viria a revelar fatal, para alguns menos preparados para a serra.
Inicio da subida para Montejunto de imediato se destacaram 2 grupos. O Tapadas e Luis Mucifal seguiam no grupo da frente com 4-5 elementos, eu no grupo perseguidor com mais 5, até ao km 4, consegui manter-me no grupo perseguidor e por pouco alcançava-mos o grupo da frente. A partir desta altura talvez por falta de uma boa recuperação de alguns treinos que fiz ao longo da semana fui obrigado a descolar e não mais consegui manter o meu ritmo ideal. Já na parte final desejei ter a cassete da minha btt com 32 dentes loll. Penso, mesmo assim ter chegado entre os 10 primeiros e o nosso Trepador – mor fez segundo lugar. Bem bom!
Apesar deste no regresso se ter vindo sempre a lamentar. Carlos Tapadas fica para a próxima, não chores mais loll. Lamento não falar nos nomes dos ciclistas tanto mais que muitos não conheço e grande parte da subida fi-la sozinho.
Nos 7,86 km de subida gastei 27” média de 17,46km/h.No regresso fez-se o reagrupamento junto ao chafariz de Vila Verde dos Francos. Mais uma vez se apelou a andamentos moderados o pessoal já tinha levado dose quanto baste!!! O ciclista do dia André, o Francisco o Marco e mais alguns sempre que encabeçavam o pelotão não davam descanso. A única forma que arranjei para que estes se mantivessem mais calmos foi pôr-me na frente e ficavam proibidos de me ultrapassarem, mas como já não há respeito pelos mais velhos lá se desfragmentou o comboio e deixei de ver e ouvir o amigo Tó ao qual tinha prometido não deixar para trás. (Tó peço desculpa, mas não damos conta destes Bru...).
No alto de Santa Eulália mais uma picardia com o Tapadas a responder ao ataque do Luis Mucifal e a levar a melhor sobre este, mas o 1º mais uma vez foi o Homem do dia André. Aqui também houve lugar a uma pequena escaramuça entre mim e o Nuno Silvestre que por pouco quase me levava a melhor a “Dogma” está a evoluir bastante, mas Nuno ainda lhe tens de dar mais uns biscoitos, para que possa competir com a “SL3”. (Estou a contar contigo e outros, para o audax 200km).
De Vila Verde dos Francos até ao alto de Santa Eulália foram 55.78km feitos à média de 32km/h. (Não há-de um gajo de sofrer loll). Aqui esperámos para o reagrupamento, mas o atraso de alguns era grande e já não os cheguei a ver espero que tenham chegado bem!!! Até Aruil fizera-me companhia 3 Homens (2-ciclomix), um deles o empeno era tão grande, que na subida de Albogas teve de vir a reboque no carro de apoio. (Peço desculpa não sei o vosso nome, posso dizer é que gostei bastante da vossa companhia e quando quiserem apareçam, serão sempre bem vindos).
Resta-me concluir. Agradeço mais uma vez terem aderido em massa a esta magnifica aventura e muito obrigado pela vossa sempre agradável companhia. No regresso a partir de determinada altura fez-nos companhia, o nosso companheiro e amigo Álvaro de Negrais, ficamos satisfeitos por estares de regresso!!!

António Vaqueirinho

quinta-feira, junho 24, 2010

Domingo: Clássica de Montejunto

No próximo domingo, realiza-se a Clássica de Montejunto. O percurso é o tradicional: Loures (bombas da BP), Bucelas, Forte do Alqueidão, Sobral, Merceana, Atalaia, Vila Verde dos Francos e subida ao Montejunto (por esta vertente), com o regresso pelo traçado inverso. A distância é de 110 km.
Como é habitual, após a descida, deverá proceder-se a reagrupamento em Vila Verde dos Francos, junto à fonte, antes de se iniciar o trajecto de regresso, que terminará em Loures (bombas da BP).

Nota (1): a hora de partida é às 8h00
Nota (2): o grupo dos Duros do Pedal vão juntar-se ao nosso nesta Clássica. Está previsto passarem cerca das 8h00, e recomenda-se que o andamento seja moderado até ao início da subida de Montejunto, em respeito à maior distância que eles acumularão.


quinta-feira, junho 17, 2010

Domingo: Abrigada

A volta do próximo domingo é a da Abrigada:

O percurso é o seguinte: Loures-Tojal-Vialonga-Alverca-Vila Franca-Carregado-Alenquer-Cheganças-Ota-Marés-Abrigada-Eiras-Paúla-Penedos de Alenquer-Labrugeira-Atalaia-Freixial de Cima-Merceana-Carmões-Freiria-Sobral-Seramena-Forte de Alqueidão-Arranhó-Bucelas-Tojal-Loures

quarta-feira, junho 09, 2010

Domingo: Carmões - 2

A volta do próximo domingo é a de Carmões-2. Ao trajecto original (ver quadro) teve de ser introduzir ligeira alteração devido a corte da estrada entre Carmões e Dois Portos. Assim, após Carmões segue-se para o Sobral (estrada da Merceana/Freiria) e depois do Sobral desce-se para a Feliteira, onde se retoma a traçado original, em direcção a Pêro Negro, Sapataria, Póvoa da Galega, Vale de S. Gião e Cabeço de Montachique.

Pontos de neutralização sugeridos:
- Alto de Carmões: km 63,5
- Sobral: km 69,8

sábado, maio 22, 2010

Domingo: Clássica Marginal-Sintra (Peninha)

Hora de partida: 8h30
Ver o percurso aqui

sexta-feira, maio 14, 2010

quarta-feira, maio 12, 2010

Crónica d'A Especial

A volta de domingo teve um percurso estrondoso, em substituição da Clássica de Fátima, e que nada fica a dever a este concorrido evento de ciclismo anual. A única diferença foi precisamente a adesão: a volta que denominou de Especial, teve participantes em número incomparavelmente inferior ao que é tradicional na (entre nós) famosa Clássica. E se não bastasse o menor prestígio da nova volta para justificar a mais fraca participação, outro motivo muito forte houve, que veio de cima.. e não teve a mão do Papa. A «ordem» surgiu ainda mais acima, do próprio S. Pedro: chuva, pois claro. Não uma borrasca incessante, apenas madrugadora, mas inclemente e mesmo a jeito de desencorajar os que tiveram mais dificuldade em erguer-se do quentinho vale dos lençóis.

Em dia de encontro (mais um) com os camaradas do Ciclismo2640, nem assim foi fácil arrancar os poucos que compareceram de baixo do resguardo do posto de abastecimento de Loures. Quando finalmente se decidiu enfrentar a intempérie, formou-se um grupo pequeno de encharcados (eu, Freitas, Capitão, Jony, Duarte e Gonçalo) mas empenhados em lutar contra os factores naturais e as inclinações da estrada, desde logo a caminho de Guerreiros, Lousa e Venda do Pinheiro.

Nesta ligação, deu-se a perceber quem é que estava mais forte. A forma autoritária como o Duarte assumiu a despesa após a subida de Guerreiros foi o primeiro de uma série de sinais (esclarecedores) do seu bom momento de forma. Na subida da Freixeira apenas se mantiveram, na sua «picante» roda, apenas eu e o Freitas. De resto, quando cheguei ao topo senti-me logo... maltratado, com péssimas sensações para uma jornada que se antevia bem dura. Apesar de, finalmente, ter deixado de chover. Definitivamente.

Na Venda, entrou o Manso Cancellara, o único representante do «directivo» de Mafra (como o próprio carinhosamente o apelida) num raio de 40 km a partir de Loures: o Paulo Pais (o seguinte) e o duo Dario e Xico já entraram muito perto de Torres Vedras. Fizeram bem retardar a saída, poupando-se, assim, à chuva das primeiras horas da manhã e a... muitos quilómetros.

Rapidamente e ao seu estilo, o Cancellara não pediu licença para passar à liderança do pelotão, e os seus recém-chegados comparsas não demoraram muito a coadjuvá-lo. Passou-se a subida de Catefica em regimes médios, em perseguição (controlada) ao Xico e foi a intensidade mais baixa que se percorreu toda a variante de Torres e os primeiros quilómetros da estrada do Bombarral.

Nessa altura, as minhas más sensações agravam-se com fortes dores musculares, ao ponto de ter de bater nos quadriceps para tentar atenuar as picadas. Teria sido do efeito da chuva – em dose dupla neste fim-de-semana? A verdade é que desde o início não tive boas pernas e havia de chegar o momento, na volta, em que isso ficaria bem explícito.

O que veio a suceder à primeira mudança forte de ritmo, depois do Vilar, na subida para Vila Verde dos Francos. O Duarte mexeu à frente e motivou um corte no pelotão à saída do Vilar. Com ele: Freitas, Xico e Cancellara. Na rotunda do Rodeio, quando já tinham 200 metros de vantagem, decidi assumir a perseguição. Até ao início da subida, a distância não aumentou, mas, logo após, começou a alargar, motivando a reacção do Dario, que me rendeu em grande estilo. Ainda me mantive 100/200 metros na sua roda, mas o seu ritmo era demasiado para as minhas capacidades e ao «largá-lo» rebentei com estrondo! Felizmente, o PP deu-me a sua roda «profissional», ajudando-me a encontrar o ritmo na subida, atenuando os prejuízos.

À frente, no final da subida, o quarteto ameaçava desfazer-se à custa do andamento do Duarte e impedindo o Dario de consumar o seu excelente esforço de recuperação. E foi já foi em contacto visual (mas com bons 30/40 segundos de atraso) para o grupo da dianteira que entrámos na estrada da Abrigada, onde se previa o reagrupamento. Este sucedeu, embora forçado, devido a uma série de incidentes que marcaram definitivamente o decurso da volta. Alguns chegaram a fazer... sangue, embora com causas bem distintas.

Tudo começou com a queda do Manso e do Duarte. Ao que se sabe, o Manso distraiu-se e embrulharam-se. Para o primeiro resultaram escoriações e a roupa esfarrapada; para o segundo, não sabemos, porque não mais foi visto, tal como o Freitas.

Neste impasse, houve quem descobrisse um porco num quintal. Um porco, sim. Suíno preto e sem nada de amigável. Como os porquinhos... cor-de-rosa. Dava ares de javali! E alguém achou o animal esfomeado e decidiu alimentá-lo. Este não enjeitou a oferenda mesmo tratando-se, por certo, de dieta pouco convencional: barras energéticas, talvez com cafeína.

Entendeu-se, então, ser oportuno registar o momento com solenidade, em fotografia. Voluntário a modelo, o PP, naturalmente, por ser o mais elegante dos presentes. Todavia, com a pose distraiu-se no acto e o porco filou-lhe os dentes... nos dedos. Resultado: ferimento ligeiro, mas com hemorragia abundante. Por precaução, decidiu-se recorrer a auxílio médico. Pouco provável. À falta deste, sugeriram-se os préstimos dos bombeiros mais próximos, na Abrigada. Também nada feito, quartel encerrado. Resta à vítima tratar das próprias feridas, ao estilo de Rambo. Pele arrepanhada cortada à força dos incisivos (uii!!) e desinfecção com água de chafariz. Num instante, o destemido PP estava restabelecido, e pronto a fazer-se, de novo, à estrada.

E agora, não para voltar a ser mordido, mas para roer um osso bem duro - chamado serra da Ota: 2,5 km a 8%.

Com tantos contratempos e contas quase a descoberto, antevia-se (no meu caso) um mau bocado. Nas primeiras rampas, fico logo para trás (e com os detrás: PP, Jony e Gonçalo), observando os mais afoitos a trepar... mas também sem grande fulgor. O mais regular foi o Xico, que acabou por se isolar, à frente do Dario e do Cancellara. Em posição intermédia, o irmão do Miguel da Ota, num ritmo incerto.

Nas inclinações mais fortes, o Dario ganhou ligeira vantagem sobre o Cancellara, e eu, cerca de 200 metros atrás, decidi... ou vai ou racha! Numa movimentação pouco habitual (em mim) em subida, acelerei de esticão e cheguei rapidamente «à beira» do Cancellara - não ainda na sua roda... e caí sobre o guiador, contorcendo-me sobre a bicicleta. Péssima ideia, pensei.

Recuperei a pedalada (baixa, baixa) e acabei por alcançar (e ultrapassar) o Cancellara já perto do final da fase mais íngreme da subida. Incentivei-o a agarrar a roda, e ele correspondeu muito bem, rendendo-me mesmo, pouco antes de alcançarmos o «mano» do Miguel e o Dario. Terminámos, em quarteto, a cerca de 200 metros do imperturbável Xico.

E lá no alto, só de lembrar que ainda a procissão estava no adro, que faltava grande parte do percurso, e nada acessível! Sobral, Alqueidão, uf, nem pensar! No cruzamento da Espinçandeira, resolvi mobilizar alguns compinchas também em má estado para atalharmos para Alenquer, Vila Franca e Alverca. E assim, o empeno não foi tão grave como se afigurava se a decisão tivesse sido completar o percurso.

Durante o regresso, ainda deu para gozarmos, desde Alenquer, da companhia do muito fresco Nuno Garcia. Que escapara à chuva... e ao porco!

quinta-feira, maio 06, 2010

Tróia-Sagres Primaveril: o programa das festas


O camarada Tó Monteiro, dos Duros do Pedal, passou-me a cartilha da logística para o Tróia-Sagres Primaveril (dia 30 de Maio), que este grupo organiza. E pediu-me, para lhe enviar, o quanto antes, os nomes dos interessados em assegurar lugar no autocarro de regresso.
O preço, por pessoa, com transporte da bicicleta em carrinha (à parte), é de 35 euros.
Peço, então, brevidade nas confirmações.


quarta-feira, maio 05, 2010

Domingo: Volta... Especial


A Volta do próximo domingo, devido às razões de existir, pode ser denominada de... Especial. Porque vem substituir – pretende-se à altura – uma das Clássicas mais prestigiadas do nosso calendário: Fátima. Motivo: a visita papal, com todos os transtornos (de trânsito automóvel e de peregrinos) que se prevêem...
A Volta, então, o que tem de... especial? Nada, a não ser as características e a distância que a tornam exigente. São cerca de 140 km em terreno «para todos os gostos», ainda que menos para trepadores.
Esclareça-se, desde já, que NÃO TEM ESTATUTO DE CLÁSSICA.
Isto é, deve respeitar eventuais neutralizações para reagrupamento ou contemporizações por motivos que se justifique. De qualquer modo, não é demais alertar para o grau de dificuldade do percurso, recomendando-se a correcta adequação do esforço.
Além disso, também pela distância do traçado, a hora de PARTIDA DE LOURES (bombas da BP) será antecipada para as 8h00.

Para ver o percurso, clicar aqui.

terça-feira, maio 04, 2010

Trepadores: a crónica

A volta dos Trepadores revelou uma espécie de esquizofrenia do nosso grupo. Ora, num domingo qualquer e sem motivo conhecido debanda em peso; ora noutro fim-de-semana, quando seria previsível nova razia pela comprovada dificuldade do percurso, afinal adere massivamente. Vá lá compreender-se o motivo desta bipolarização! Mais: a essa adesão junta uma forte atitude nas lides e a sua esmagadora maioria a enfrentar, com contagiante empenho, as agruras do relevo altamente desnivelado e de alguns andamentos proibitivos, como sucedeu, no último domingo, na Volta dos Trepadores. Apesar da estranheza, realço-o com enorme satisfação. Por isso e muito mais, foi uma volta fantástica!
A consciência de autoavaliação das capacidades físicas próprias e a adequação do esforço às exigências, bem como a aplicação do sistema de neutralizações, contribuíram decisivamente para o sucesso desta jornada recheada de subidas clássicas da nossa região. Que se faz dura, bem dura!
E para começar, que grande ventania fez na longa subida para o Forte de Alqueidão! Tão agreste, que exigiu que o comando do grupo se restringisse aos verdadeiramente... fortes. E disponíveis, é importante que se diga... Vieram de fora, do Ciclismo2640 (grata honra por mais uma presença... massiva), mas não deveriam esmorecer os demais, tratando-se de ciclistas como o João Aldeano ou o Marco Silva. Foi passo de «pro» (não na intensidade, mas na racionalidade...) que impuseram, em contínuo, até ao topo do Alqueidão, com breve passagem do Jorge no quilómetro final, um dos elementos mais assíduos do grupo de Loures (quando é que vestirá, finalmente, de cinzento – perdão, às bolas?).
No Sobral, a primeira neutralização, porque houve quem não resistisse ao andamento da subida e outros que preferiram claramente resguardar-se.
No reatamento, por uma questão de segundos na pressa de seguir viagem, o pelotão deixou-me «apeado». Felizmente na companhia do Manso e do Paulo Pais. Tratei de relativizar a pressão se habitualmente se cria nos retardatários perante a iminência de uma perseguição exigente (e que maus tratos por vezes lhes provoca) para ajudar a que trio regressasse ao seio do grosso da coluna, sem desgaste adicional. A bem dizer, fluímos a favor do vento encosta abaixo, na ligação a Arruda dos Vinhos, e no sopé da Mata alcançámos o grande grupo – que aguardava.
Aproveitando a embalagem, passei directo estabelecendo (o meu) andamento de... subida. No primeiro quilómetro nem dei por companhia. Pouco depois, assomou-se o Marco Silva, forte, excelente atleta, que deixara boas indicações em pretérita volta, na Carnota. Fora os resultados que se conhecem em BTT, a sua especialidade. Questionou-me sobre as características da subida. Esclareci-o. E não demorou muito a assumir o comando. Num primeiro momento, passei para a sua roda, mas à passagem pela povoação da Mata (metade da ascensão) forçou o andamento e eu coloquei-o imediatamente à vontade, dando-lhe guia de marcha. Mas refreou o ímpeto e agradeci.
Todavia, o regresso ao «meu» andamento foi de pouca dura. O Aldeano surgiu de trás e meteu «uma velocidade acima», com o André na marcação. Durante 200/300 metros aguardei para ver se era iniciativa passageira, Negativo. E mesmo ouvindo o Freitas gritar-me de trás para me «agarrar», larguei o trio (Aldeano, André e Marco) na aproximação ao último descanso da subida. Por instantes, o Jorge ficou na minha roda, mas também este saltou para o grupo principal, que se manteve coeso até aos metros finais.
Cheguei com cerca de 15/20 segundos de atraso para o quarteto, em tempo que igualou a minha melhor marca naquela subida, deixando-me, desde logo, dois indicadores: 1º, subi ao meu melhor nível; 2º não tive capacidade de «aproveitar» a boleia para me superar. A confirmar, no desenrolar da volta. Porque a procissão ainda estava no adro.
Mas palco que se seguia, Ribas, fiquei limitado a confirmar a primeira ilação. Mais uma vez, o pelotão não se apercebeu da minha falta (desci para resgatar o último ciclista) e zarpou a caminho de Santiago dos Velhos, «deixando-me» irremediavelmente para trás. Na descida, mantive-me com o Zé Henriques, contribuindo para atenuar o seu esforço solitário e de grande abnegação (sempre acompanhado com o seu carro de apoio privado) e deixei-o em Bucelas na companhia do Carlos (saudada presença). Entregues a si próprios, de resto, tal como eu...
Fiz a subida de Ribas literalmente ao meu ritmo, sem influência de terceiros. Os únicos (terceiros), fui dobrando até ao alto, com enorme diferença de andamentos. O tempo que realizei aproximou-se do meu limite (feito «a solo»): 10m08s. (o meu recorde absoluto é 9m33s, de 2007, nesta mesma volta com o forte contributo do Rui Torpes). Ou seja, apenas consegui reforçar a primeira ilação retirada da Mata: ter subido bem.
Além disso, lamentei igualmente o facto de ter ficado fora da «luta» (embora não saiba se houve realmente), tanto mais que se confirmou a tentativa do Freitas em repetir a façanha do ano passado: isolar-se na descida para Bucelas e entrar isolado na subida. Desta vez, parece que não teve o mesmo sucesso.
Para Montemuro, não poderia deixar escapar o ensejo de voltar a experimentar-me (e de experimentar a «concorrência»...). Entrei na subida, em Lousa, com cerca de 100 metros de atraso para o primeiro grupo, que incluía, entre outros, o Freitas, o André, o Nuno Garcia e o João Rodrigues. Alcancei-os rapidamente, com o Jorge na minha roda, e passei directo, ainda e sempre ao meu «passo». Apercebi-me que fraccionara o grupo, mas apenas comprovei a presença do André (estavam apenas mais o Jorge e o João Rodrigues). Levei a contenda até à fase final da fase mais íngreme da subida, quando o André passou para a frente e se destacou. Eu não pude segui-lo, mas o João Rodrigues parecia disposto a tentar. No entanto, demorou e quando o fez, ficou a meio caminho. O Jorge imitou-o e ficou em posição intermédia, entre mim e o João. Entre os quatro, as distâncias não eram superiores a 30 metros. Mas assim ficaram...
Por isso, questiono: porque é que quando alguém (forte, por exemplo, como o André) acelera em subida, para se isolar, os outros não se mantém juntos em cooperação na perseguição? Em vez disso, a tendência é para se lançar, cada um por si, num esforço que só beneficia quem vai escapado. Principalmente, quando ficam em posições intermédias. Em subidas com alguns quilómetros, como as que fazem parte desta volta, é plausível organizar uma perseguição, como em terreno plano. Porque é que não se faz? Será a intensidade do esforço que tolhe o discernimento? Mas é só um reparo.
Tempo de subida: 10m «redondos», a 10 s do meu melhor. Conclusão: tese da Mata reforçada.
Do nosso grupo para os restantes ainda se cavaram diferenças algo significativas, que são naturais pelo acumular da fadiga. Houve um grupo, encabeçado pelo Aldeano, que, a atentar ao significativo atraso, deverá ter subido em clara gestão de esforço.
Uma vez mais reagrupados, fizemo-nos ao encadeamento S. Estêvão das Galés-Sta. Eulália. Subida curta e intensa, «inflacionada» pelo passo rijo do Aldeano e ligação velocíssima até ao início da rampa final para Sta. Eulália. Apesar de tudo, o pelotão manteve-se agrupado, aproveitando o Manso para se distanciar. Só muito bom rolador o conseguiria. E só em muito boa forma, para chegar isolado ao topo, como fez. A gerir uma vantagem que nunca foi mais de 150 metros. Foi obra! Para o alto, sprint musculado, com o Aldeano a destacar-se do Freitas e este de mim do André.
Enfim, restava o pitéu final: Salemas. Antevia-se sofrimento pelo evidente cansaço que imperava na maioria dos elementos do pelotão. E acentuado, a partir de Ponte de Lousa, em subida contra o vento. Percebeu-se que um leve esticão faria partir a corda. Ninguém o experimentou, de facto, embora o Freitas tivesse ameaçado. Mas foi só isso.
Entrada dantesca nas Salemas. Rampas a 15%. Toda a gente à procura dos andamentos, pelotão esfrangalhado. Na frente, o André, decido a fazer um «grand finalle», teve breve companhia do Aldeano, disparando em solitário, irresistível. Pouco mais atrás, o Jorge, no seu ritmo. No encalço deste, eu, com o surpreendente Manso na roda. Acompanhou-me em mais de metade da subida, destacado dos não-trepadores. E quando cedeu, despediu-se... agradecendo a boleia. A minha melhor retribuição será enaltecer, uma vez mais, o seu grande momento de forma, sem dúvida, sem precedentes.
O André «voava» a 10%, o Aldeano aliviava e entrava em perda, com o Jorge a juntar-se. Eu estava cada vez mais perto do duo. Antevia-se trio, mas o alverquense, quando a pendente baixou, ganhou alma nova. Depois de apanhar o Aldeano, com este na sua roda, saíram do meu alcance. No final, estavam à vista, mas demasiado longe...
Tempo de subida: 8m04s. Mais uma vez a roçar o meu melhor: 7h55m (2007). Ganhou a primeira tese!
Na retina ficou ainda o Capitão aos «esses» nas primeiras rampas das Salemas. Dessa imagem, uma única conclusão se deve retirar, além de se dar a naturais brincadeiras: é ciclismo! Foi grande, o militar, em terreno que lhe é aziago. Elogio que estendo a todos os participantes nesta poderosa jornada.

NOTA: No próximo domingo não se realiza a Clássica de Fátima, devido à visita do Papa (a cidade e as estradas vão estar cheias de peregrinos). No entanto, haverá volta (grande), em terreno misto para proporcionar uma manhã de fantástico ciclismo, com fugas, perseguições... Enfim, divertimento! Percurso (em elaboração) revelado em breve.

quinta-feira, abril 29, 2010

Domingo: Trepadores

No próximo domingo, a volta é «daquelas» à medida de quem aprecia as subidas: é a Volta dos Trepadores, que não permite esconder fraquezas. O nível de dificuldade é elevado, apesar da distância ser inferior a 90 km.
O traçado inclui alguns dos «cumes» mais famosos da nossa região: Forte de Alqueidão, Mata, Ribas, Montemuro, Sto. Estevão das Galés e Salemas. Concluir todas as ascenções, atingindo o alto das Salemas é o corolário de um desempenho meritório, já não é invulgar haver muitas «desistências» com o acumular do desnível (que fica pouco abaixo de 2000 metros!). Uma boa gestão do esforço adquire especial importância.
E porque são prováveis (ou mesmo inevitáveis) diferenças de andamento, procede-se a neutralizações no final de cada ascensão, para reagrupamento.

A saber:
Sobral (Praça de Touros)
Alto da Mata
Alto de Ribas
Montemuro (rotunda)
Sta. Eulália
Alto das Salemas

Para ver percurso interactivo, clicar aqui

quarta-feira, abril 28, 2010

Tróia-Sagres Primaveril

Recebi esta mensagem, à atenção dos interessados em participar no Tróia-Sagres Primaveril, no próximo dia 30 de Maio, sob organização dos nossos camaradas Duros do Pedal.

«Faltam praticamente 4 fins-de-semana até ao Tróia e o pessoal tem-se esquecido da inscrição para o autocarro. Não deixem para a ultima semana senão vou ter de anular o aluguer do Bus, pois não vou pagar do meu bolso os lugares vazios...
Amigos aqui vão alguns dados: duches pagos na hora (3 €) no parque de Campismo ORBITUR, para quem quiser e não precisa de pré-inscrição. Para o almoço, convém que os interessados avisem para termos a refeição guardada depois do duche, uma vez que em Sagres não há muitos sitios por onde escolher e depois seria perder tempo arranjar um sítio da treta, como de costume.
Almoço: 7 € pagos na hora (sopa, 2 bifanas, sumo de carica) é preciso marcar para termos a refeição à chegada. Os interessados têm que me avisar!!!»

TÓ MONTEIRO (www.durosdopedal.blogspot.com)

domingo, abril 25, 2010

Cumprimentos domingueiros

Malta, espero que a volta domingueira pelas planicies ribatejanas (Infantado) tenha sido boa e concorrida. O dia soalheiro convidava...
A minha falta deveu-se a compromissos profissionais. Mesmo assim, treinei bem cedo, realizando um treino de 3 horas com algumas subidas. Estava uma temperatura óptima para a bicicleta!
Na próxima semana, conto já estar presente, na volta dos Trepadores, que aprecio bastante.

quinta-feira, abril 22, 2010

Domingo: Infantado

No próximo domingo, a volta é a do Infantado. Percurso totalmente plano e boa quilometragem.


terça-feira, abril 20, 2010

Domingo molhado com o Ciclismo2640

No passado domingo acedi a convite com vários meses para participar numa das saídas domingueiras do grupo Ciclismo2640, de Mafra, «animado» pelo nosso amigo Manso «Cancellara». Não foi, sem dúvida, a melhor ocasião, pelas condições climatéricas inclementes que se fizeram sentir durante toda a manhã, levando a que a mobilização para a volta tivesse sido reduzida e causando naturais contratempos ao desenrolar da mesma.
Mas só isso, que não chegou para colocar em causa, ou sequer ameaçar, a grande satisfação pelo encontro com camaradas como o já referido poderoso rolador mafrense, mas também com o Dario e o Xico Aniceto. Na ocasião, ainda estiveram o Sérgio (que acabei de conhecer) e em última hora, o André. Entre as ausências mais notadas, o Paulo Pais, o Rocha e o Pedrix (ambos «retidos» no vale dos lençóis), e também o Aldeano (em competição).
Para este dia, que amanheceu desde logo cinzento carregado, tinha a intenção de fazer 6 horas de bicicleta. Por isso, fui ao encontro do grupo, no Gradil, saindo de casa já montado na «burra». Passavam 10 minutos das sete da matina fiz-me à estrada tomando o caminho mais curto para as bandas do Oeste: subindo o Cabeço da Rosa. Na altura, a água apenas cobria o asfalto, aguentando-se lá por cima. Ainda! Para não entrar nas fortes inclinações a frio, fiz uma pequena volta de aquecimento pela Verdelha e passei a bom ritmo os 2 km a 8% da agreste subida sobranceira a Alverca.
No alto, neblina cerrada e os primeiros pingos de chuva. Mas caíam só aí. Na descida subsequente o tempo até se apresentava mais risonho que na vertente oposta. E a partir de Bucelas rumo ao Vale de S. Gião, Milharado e Pêro Negro, fui brindado pelo astro-rei durante as pedaladas mais agradáveis daquela manhã. Sol de pouca dura, pois então, já que na ligação ao Gradil o céu voltou a fechar para não voltar a abrir... tão cedo.
Com hora e meia decorrida, juntei-me ao pessoal, num momento que coincidiu praticamente com o início da borrasca diluviana. Em Pêro Negro, surgiu o André como que envolto na névoa e confirmou-se, via telefone, que o Rocha tinha preferido o resguardo.
Rumou-se a Dois Portos e à direita para a estrada de Carmões. A tal que se sabia estar cortada. Mas nem todos... Logo, quando passámos o cruzamento para a subida da Folgorosa, estranhei a confiança do «Cancellara», mesmo depois de ouvir o André assegurar que mais à frente ninguém passava. Um grupo de peregrinos (tão devotos como nós...) que seguir aquela direcção ainda lançou a dúvida, mas ao depararmo-nos com o cenário de obras veio a certeza. Não para o «Cancellara», que pegou na bike às costas e estava disposto a enfrentar o lamaçal. A ninguém convenceu. E a alternativa (única) foi dar meia-volta. Mas por onde atalhar? Pela Folgorosa, pois claro, no percurso que estava delineado. A empinar! Estrada má, com porções sem asfalto. E a chuva que teimava em não aliviar.
Desde logo, o Dario meteu um passo de super poupança, tal como o André, também a acusar fraqueza. Mas não era dia para cavalgadas. Adiante, de atalhos metemo-nos em trabalhos por caminhos rurais com relevo acidentado, que nunca mais desaguavam (é esse o termo) na estrada principal. Quando o fez, permitiu-nos acelerar, a descer, para a Merceana.
Aqui, decidiu-se alterar o percurso previsto. A maioria estava com pouca vontade de enfrentar a distância. Assim, metemo-nos para a Carvoeira em direcção a Torres, sempre com alterações de ritmo para manter a coesão com os mais debilitados. De Torres fez-se a ligação ao Turcifal, deixando o Dario em casa, após uma ligeira paragem para despedidas.
De novo em andamento, agora a caminho de Vila Franca do Rosário, o «Cancellara» instigou ao aumento da velocidade, numa altura em que há algum tempo que não chovia e a estrada se apresentava menos escorregadia. Contra o vento, o rolador, com a ajuda do Chico, meteu o mini-grupo a carburar como ainda não o fizera naquela manhã, e desde logo o André acusou dificuldades. Aliviou-se para que reunisse. Mas voltou-se a acelerar bastante, por iniciativa do duo Manso/Sérgio, numa toada que me chegou a ser desconfortável... mesmo na roda. As molhas e os arrefecimentos tinham-me deixado os músculos entorpecidos. Creio que a todos...
Na subida de VFR, as sensações não melhoraram. O ritmo foi puxado, primeiro pelo Sérgio, depois pelo André (numa espécie de dar tudo até partir...), mas ambos abdicaram antes do Vale da Guarda, deixando-me, na frente, na companhia do Manso – que estava com passo rijo e autoritário. Sempre «embrulhado», apenas me consegui assomar a seu lado, numa ou outra ocasião antes da rampa final. Nada mais. Por consequência, nos derradeiros metros para a rotunda da AE (Malveira) entendi não forçar uma eventual ruptura, que, convenhamos, era perfeitamente dispensável.
Após a volta à rotunda, vimos chegar o André. Mais ninguém... Por isso, segui o «Cancellara» pela descida ao encontro do Xico e do Sérgio. Nada. Parámos no falso plano após o Vale da Guarda (sentido Malveira) e esperámos, esperámos... Nada. O meu companheiro decide telefonar ao homem do Carvalhal mas o aparelho estava... afogado. Por isso, contactei-o. Do outro lado da linha, o Xico, que à minha dúvida sobre o seu paradeiro, responde: «Estou na Malveira, às voltas na rotunda. E vocês?» Como? Simples. Tinham chegado, encobertos, quando eu e o Manso dávamos a volta à rotunda. Ou seja, logo atrás. Foi o momento do dia!O encontro estava prestes a terminar, o que sucedeu na Malveira, com o Manso e o Sérgio a seguirem para Alcainça e, por último, ao André deixei-o no Cabeço de Montachique. Daí, do alto, a sós, desci por Ribas para Bucelas e Alverca, completando as 6h00 (e 2000 metros de desnível acumulado) subindo até A-dos-Melros com o termómetro marcar bem mais calorosos 24º C. Mesmo a apetecer-me... sentar à mesa do almoço.

quarta-feira, abril 14, 2010

Domingo: Nossa Sra. da Ajuda

No próximo domingo, dia 18, realiza-se a volta de Nossa Sra. da Ajuda.
Ver o percurso interactivo, aqui

Os pontos de neutralização previstos são os seguintes:
- alto da Mata (km 43,5)
- alto de Nossa Sra. Ajuda (km 51,3)
- Alto de Ribas (km 69,5)