quinta-feira, junho 23, 2011

Roteiro dos Muros fantástico; Clássica do Bombarral no domingo

O Roteiro dos Muros preencheu, uma vez mais, uma manhã extraordinária de ciclismo. Excelente grupo, recheadíssimo de trepadores, e alguma gente com créditos firmados na matéria. Acima de tudo, empenho, coragem, espírito de sacrifício e companheirismo. A minha homenagem a todos os participantes e, em especial, aos que, comigo, concluíram o clássico trajecto dos 13 «muros: André, Jorge «Contador», Carlos Cunha e Pedro «ex-Kuota»

E não há tempo para «desaceleramentos» (como diz o outro), pois já no próximo domingo há Clássica do Bombarral. Uma opinião pessoal: o percurso é fantástico (ver em cima), mas exigente... Partida de Loures (BP) às 8h00. Façam-no por mim, que estarei retirado algumas semanas, a... banhos.

domingo, junho 19, 2011

Rescaldo de Sintra e Roteiro dos Muros

Este domingo, realizou-se a volta de Sintra, Lagoa Azul.
Pelotão com poucas mas abnegados ciclistas, ritmo intenso, de muito bom nível, a colocar a média final nos 31 km/h - que, numa volta com este perfil, é assinalável. Subidas «atacadas», a ritmos elevados, e só o exigente encadeamento Lagoa Azul-Cabo da Roca fez diferenças mais significativas, entre dois pequenos em que se dividiu o pelotão na Lagoa Azul.
«Caliente» chegada a Sintra, com o Pedro ex-Kuota, agora Cannondale, a «carimbar» e a mostrar que a troca de montada constituiu, também, um up-grade ao seu rendimento.

Excelente preparação para o Roteiro dos Muros, na próxima quinta-feira.
Partida das bombas da BP, em Loures, às 8h00
O percurso tem 98 km e 13 célebres subidas. Para se irem riscando, conforme se forem ultrapassando, a aqui fica a lista:
1ª Serra da Alrota
2ª Bucelas (antenas)
3ª Santiago dos Velhos
4ª N. Sra. da Ajuda
5ª S. Quintino
6ª Casais de S. Quintino
7ª Molhados (Sapataria)
8ª Charneca
9ª Choutaria
10ª Alto da Urzeira
11ª Monte Gordo
12ª Salemas
13ª Ribas de Baixo (Fanhões)

Nota: esta é, por excelência, uma prova de superação extremamente exigente. A todos os participantes ressalva-se a importância de adequarem o seu ritmo às suas capacidades. As boas sensações que se poderão ter na primeira fase não, de todo, são fiáveis - a qualquer momento, tudo poderá mudar. É assim neste tipo de percurso, em que, ora se sobe (e de forma geralmente abrupta) ou se desce... da mesma maneira.
Como é tradicional, esta é uma prova marcada pela filosofia de interajuda, de incentivo. Durante o maior número de subidas deve respeitar-se neutralizações no alto para reagrupamento de eventuais retardatários. De qualquer modo, igualmente a estes se pede que tenham noção que não podem «atrasar» demasiado e sistematicamente os demais, bem como o normal desenrolar do evento. A todos, pede-se a consciência que, a qualquer momento, poderão ter de abdicar e seguir em autosuficiência, ou até, naturalmente, optar por não prosseguir.
O Roteiro dos Muros tem a sua mística muito especial - iremos respeitá-la e perpectuá-la!

sexta-feira, junho 17, 2011

Domingo: Sintra (Lagoa Azul)

Eis o percurso da volta do próximo domingo, Sintra (Lagoa Azul)

* e não esquecer: na quinta-feira Roteiro dos Muros. Info em breve





quarta-feira, junho 15, 2011

Crónica da Serra já disponível

A crónica da inesquecível edição de 2011 da Clássica da Serra da Estrela já está disponível em http://www.classicaserradaestrela.blogspot.com/
A todos os participantes, a merecida homenagem!

Entretanto, na passada semana e fim-de-semana, acumularam-se muito quilómetros, de treino e em saídas de grupo. Na sexta-feira, dia 10, bem composto pelotão fez a volta da Ota, a um ritmo muito bom, mas sem esticões e acessível à maioria - com oportunidade para «forçar» nos pontos apropriados. O único neste percurso é a «famosa» subida do Vale do Brejo, que foi realizada em tempo recorde (pessoal): 4m02s. Depois de um excelente trabalho do Carlos Cunha na ligação desde a Ota, passei a imprimir o ritmo, lançando a aceleração final. O Jorge «Contador» foi o mais rápido, destacando-se algumas dezenas de metros (e assim fez tempo ainda abaixo daquele que referi), mas teve o surpreendente Zé-Tó, a vir de trás, e a acabar a morder-lhe a roda. Como há muito tempo (anos!) não se via...
Depois, no regresso, os «limitados» em horário que prescindiram de paragem para café em Aveira de Cima imprimiram um andamento muito bom, com médias impressionantes: De Aveiras ao Carregado: 41,5 km/h; do Carregado a Vila Franca (calcule-se!), 43 km/h!

No domingo seguinte, cumpriu-se a volta da Abrigada dentro do mesmo registo: ritmo bom, mas certo durante a maior parte do percurso, a permitir ao imenso pelotão manter TODAS as unidades. Ressalvo a presença de alguns elementos que se têm tornado hábito não acompenharem o grupo principal e que estiveram de «corpo inteiro» nesta volta. De resto, só a partir da Merceana para o Sobral, e depois do Sobral para o Forte do Alqueidão, seguindo de descida alucinante para Bucelas, marcaram intensidades altas - mas ficou bem provado que este é o período em que o nível global do grupo está mais alto. Isso só contribui para que as voltas sejam mais concorridas... e os participantes se envolvam mais.
No domingo, há um bom pitéu: Lagoa Azul (Sintra). O percurso é bem conhecido, mas em breve será aqui publicado.
E marquem já nas vossas agendas: na quinta-feira, dia 23, feriado nacional, estão todos convocados para a edição de 2011 do celébre Roteiros dos Muros. Mais informações nos próximos dias.

quinta-feira, junho 09, 2011

Amanhã, feriado, volta da Ota

Amanhã, sexta-feira, feriado, haverá volta. A da Ota. Partida de Loures às 8h30.

Percurso: Loures-Tojal-Vialonga-Alverca-Vila Franca-Carregado-Alenquer-Ota-Vale do Brejo-Aveiras de Cima-Aveiras de Baixo-Azambuja-Carregado-Vila Franca-Alverca-Vialonga-Tojal-Loures.

sexta-feira, junho 03, 2011

quarta-feira, maio 25, 2011

Domingo: Carmões

No próximo domingo, a volta é a de Carmões, na sua versão mais «elaborada». O percurso ao lado.
nota: para os mais distraídos, recorde-se que estamos a menos de semana e meia do grande repto da temporada - ou, pelo menos, da primeira metade, porque ainda haverá muitos mais desafios por desbravar no ano. Refiro-me à 2.ª Clássica da Serra da Estrela, no próximo dia 4 de Junho, na Covilhã. Pelos ventos que sopram de vários quadrantes, o entusiasmo é crescente para o ataque à Torre pela interminável subida de Seia.

ATENÇÃO: os balneários no final do evento serão, como no ano passado, os do Complexo Desportivo Municipal da Covilhã (estádio). Eis o trajecto desde o parque de estacionamento do Pingo Doce/Mc Donald's (local de concentração, partida e chegada).

(todas as informações (actualizadas diariamente até ao dia do evento, em http://www.classicaserradaestrela.blogspot.com/)

sexta-feira, maio 20, 2011

Domingo: À Volta da Serra

Domingo, a volta é... À Volta da Serra. Eis o percurso

sábado, maio 14, 2011

Domingo: Barril

A volta do próximo domingo (dia 15) é a do Barril. O percurso interactivo é o seguinte:




quinta-feira, maio 05, 2011

Domingo: Clássica do Cartaxo

No próximo domingo (dia 8) teremos mais uma Clássica, a quarta da tempoada 2011: Cartaxo!
O percurso é o que foi realizado em 2009 e 2010
O horário de partida de Loures (BP) é, como habitualmente, nas Clássicas, às 8h00!

sábado, abril 16, 2011

Domingo: Ereira

Amanhã, domingo, a volta é a da Ereira. O percurso.

sábado, abril 09, 2011

Domingo:Clássica de Santa Cruz - 8h00

A Clássica de Santa Cruz 2011 realiza-se amanhã domingo. O terceiro evento do género nesta temporada tem partida e chegada a Loures (posto de abastecimento da BP, junto ao nó da A8) e distância de 125 km, com partida às 8h00

A Clássica de Santa Cruz tem um percurso muito interessante, suficientemente exigente. A morfologia do percurso desta Clássica nada tem a ver com o das anteriores já realizadas este ano (Santarém e Évora). Obviamente, é mais acidentado, com sucessão de subidas dignas de registo, como são os casos do Forte de Alqueidão (de Bucelas), Encarnação, Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e Vila Franca do Rosário.

Como nas anteriores edições desta Clássica, a tirada será NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 103,3 - rotunda do nó da A21 Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como objectivo zelar pela segurança dos ciclistas – em especial no atravessamento sempre muito congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro; e já perto do final, de Pinheiro de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento de elementos retardatários.




domingo, abril 03, 2011

Clássica de Évora 2011: a crónica

Um ano depois de a Clássica de Évora se ter «nacionalizado» - mercê de pontual integração no Desafio Audax da Federação de Cicloturismo –, o regresso às origens locais trouxe ao evento a confirmação de um estatuto intermédio: regional. Pelos indicadores verificados no domingo passado – mais de sete dezenas de participantes, responsabilidade colectiva pela segurança, velocidade, competitividade, desportivismo -, não parecem restar dúvidas de que a «nossa» Clássica das Clássicas reforçou saudável processo evolutivo, sem «muleta» federativa.

Outra prova da projecção e do interesse crescente desta tradicional jornada primaveril de ciclismo puramente amador, organizada pelo grupo Pina Bike, é a adesão cada vez maior de participantes de elevado nível (sem qualquer desprimor dos menos treinados; trata-se apenas de um indicador), facto que não deixa de ser curioso, tratando-se, indiscutivelmente, de um percurso acessível – em distância e desnível acumulado -, em que as superiores capacidades físicas dos atletas não sobressaem (tanto…) como noutros traçados com relevo mais acidentado e/ou maior quilometragem. A verdade é que, embora havendo protagonistas a destacar entre o extenso grupo que partiu de Loures (sob ameaça de chuva que, felizmente, não se confirmou), cada vez mais «gente que anda bem» adere a esta Clássica que tem vindo, ano após ano, a diluir as diferenças entre participantes. Pela terceira edição consecutiva, o evento teve final em pelotão compacto (cerca de uma vintena de ciclistas), ao sprint.

Antes de passar à habitual crónica, um ponto prévio: em resposta ao repto deixado pelo camarada Carlos Cunha em recente comentário, vou procurar voltar «ao registo antigo», empregando um tom mais opinativo, crítico, quiçá acutilante. Comprometendo-me mais, pois claro! Por isso, aos mais susceptíveis, peço que relevem a importância das minhas afirmações, porque, naturalmente, não passam disso mesmo... A ver.

O arranque da descrição pode, desde já, ser controverso. Creio que não! Tomei a decisão de destacar o «resultado final» da Clássica, sem olhar aos meios. Ou seja, valorizando a vertente competitiva. Por isso, dedico mérito maior ao Freitas (Pina Bike), que teve uma prestação perfeita para os seus assumidos intentos: ser o primeiro a cruzar a «passadeira» de meta, em Évora. Para tal, comportou-se como um verdadeiro sprinter, protegido durante todo o percurso (apesar de envolvido em queda) para surgir nos últimos metros a fazer a dificílima diferença para os demais, aplicando superior velocidade terminal, a sua explosão muscular.

Reforço: conseguiu o objectivo a que se propôs (reforço) e isso é indiscutível. Reforço ainda mais: as Clássicas não têm fins competitivos, mas há entre a elite de participantes quem procure ser o primeiro. Certamente, a maioria dos ciclistas que integravam o grupo principal à chegada ambicionava esse feito, mas sabia que só um poderia atingi-lo. Prova disso, o sprint massivo, concorrido e vigoroso!

Mas a história desta Clássica começou a ser ganhar contornos ainda na ponte de Vila Franca, quando o Hugo Ferro (Carb Boom), depois de passar o incómodo empedrado «dinamitou» o pelotão pela travessia acima. A velocidade a subir roçou os 40 km/h e a embalagem da descida mais de 70 km/h: dá para ter uma ideia! Foi o mote para disparar o ritmo da Clássica: a partir daí, o comboio nunca mais abrandou – e já vinha a cumprir a média muito simpática de 35 km/h...

Quem começou a meter «lenha», não posso precisar (eu estava longe da cabeça do pelotão), mas apercebi-me que por lá passaram alguns elementos da Carb Boom, talvez mais amiúde o Hugo e certamente já o Renato Hernandez, a irresistível locomotiva desta Clássica. Sobre o desempenho deste, todos os elogios não chegam, podendo resumir-se, para quem o conhece, numa frase esclarecedora: foi ao seu melhor estilo (ponto!).

Não sei se foi por alturas da passagem pela recta do Cabo, se um pouco mais à frente, o certo é que ele tomou o comando do imenso grupo e foram poucos os que ousaram (sequer!) partilhá-lo. Foi assim até Montemor! E mesmo depois, só rendido ao cansaço e à dureza dos ataques sucessivos, se viu forçado a baixar a guarda. Até então, rendê-lo foi impossível; ir simplesmente ao seu lado era demasiado castigador! Opção mais coerente: deixá-lo na sua tarefa hercúlea e continuar a rolar, na sua roda, a mais de 40 km/h na planície. Não será exagero considerar que a média final, superior a 39 km/h em 135 km, podia ter sido ele a estabelecê-la… em contra-relógio individual!

Mas houve quem não estivesse pelos ajustes. Quem? O João Aldeano, pois claro!, presença destacada na edição de 2011. Antes do Infantado, lança um ataque e ganha cerca de 200 metros. Mas só: o Renato não lhe permitiu mais liberdade. Houve quem discordasse, que devia tê-lo deixado ganhar terreno, criar a ilusão da fuga para o desgastar. Afinal, era um dos homens fortes, dos mais «perigosos». Não foi isso que aconteceu. Nem mesmo quando o Duarte (com as cores Pina Bike – dá para repetir!?) se juntou a ele, saltando bem nas barbas do pelotão. Não era para todos. Coisas de Masters…

Durante cerca de 5 quilómetros, o duo não teve mais de 300 metros de avanço do pelotão, sempre à vista (e como isso é importante para quem persegue...). O Renato foi tendo ajuda, principalmente do Hugo (Carb Boom), mas pertenceu-lhe sempre as maiores despesas. Até que a fuga foi anulada... coincidindo com a grande queda da jornada que envolveu meia dúzia de ciclistas, numa rotunda escorregadia, felizmente sem consequências graves. Apesar de algumas escoriações, todos os acidentados puderam retomar.

Montemor

Pelotão novamente compacto e a impressão geral que não havia possibilidades de escapar enquanto o Renato tivesse força (aquela toda...). Foi assim, mesmo depois de Pegões e a entrada em terreno mais ondulado (o vento favorável também foi seu bom aliado), prosseguindo até à famigerada subida de Montemor – por que todos esperavam...

Andamento rijo imposto pelo Aldeano e pelo Renato, mas suficientemente acessível aos mais fortes. Muitos! Creio que havia «espaço» para experimentar ataques, mas ninguém tomou a iniciativa. Certamente, estaria condenada ao malogro. O «Mata a Velha» ainda passou no alto com cerca de cinco metros de vantagem, sem grande esforço para o próprio e com total permissão do pelotão. Não seria ali, a 30 km de Évora, que as principais figuras iriam jogar os seus trunfos.

Mas também não foi muito mais adiante... Num dos topos à saída da cidade o Aldeano arranca, forte, decidido a fazer estragos. Quiçá a provocar um corte decisivo no grupo. Quebrava-se, finalmente, a ordem imposta pelo Renato, que partir daí sentiu muito mais dificuldades para manter o controlo das operações (entenda-se, a impor o ritmo). E não foi por não ter tentado… O protagonismo que exacerbou durante 100 km faltou-lhe nos derradeiros e decisivos 30. Com toda a naturalidade. Não é um reparo, muito menos crítica, apenas o desejo de saber se aquela força colossal, que parece inesgotável, teria capacidade de «triturar» a concorrência. Noutro tipo de terreno, estou convencido que sim. Talvez, já numa próxima Clássica…

Voltando à estrada: respondi, de pronto, à iniciativa do Aldeano e cheguei à sua roda nalgumas centenas de metros a grande intensidade. Uff… Mas, tal como eu, chegou a reboque todo o pelotão – ou o que já dele restava... Com isso, o Master abdicou, mas não voltou ao conforto do grupo, estava empenhado em desgastar, desgastar... e meteu o ponteiro muito acima dos 40, por vezes, 50... e tal! O Tiago Silva e o seu compadre Dario cooperaram. O primeiro estava a confirmar excelente prestação na segunda parte do percurso e o Dario o seu muito momento de forma.

E eis que, num dos topos mais extensos, houve uma movimentação estranha, casual, que deixou à frente do pelotão uma mancha amarela e negra: os Duros (Hélder e Francisco) e os Ciclomix (Hugo Arraiolos e Feijão). A situação foi bem aproveitada por ambas as formações, que lançaram pouco depois ataque forte, por intermédio do Hélder e do Feijão. Ao que o Francisco procurou juntar-se, com muito esforço e em vão (refira-se que estes dois Duros estiveram mais discretos que na Clássica de Santarém, pelos vistos porque iriam regressar a Loures de… bicicleta, mas acima de tudo pelo «factor» Renato-Aldeano).

Esta iniciativa também foi sol de pouca dura. Eu voltei a assumir as despesas à frente do pelotão, agora levando o Freitas na minha roda. A partir desta altura não podia haver descuidos, nem espaço aos mais fortes. De qualquer modo, quem fechou os últimos metros foi o Tiago Silva, igualmente a rebocar uma coluna que se formara atrás de si.

Até final, foi só… guiar, nada mais havia a fazer para tentar escapar ao grande grupo lançado a velocidade «pornográfica». A média entre Montemor e Évora foi de 43,2 km/h!, para um registo total de 39,4 km/h. Digno de provas de elite.

Na aproximação à chegada, o sprint foi antecipado – ainda a cerca de 500/600 metros do final, motivado pela necessidade de resposta a uma última cartada do Aldeano, sorrateiro junto à berma. Ganhou preciosos 10/15 metros sobre a cabeça do pelotão e parecia conseguir resistir à perseguição.

Disse quem o conhece das lides da competição, que é uma movimentação habitual do João que, por vezes, surpreende toda a gente, obrigando a um sprint menos clássico. Como neste caso, que quase resultava não fosse o derradeiro golpe de força do Freitas, explosivo e muito mais defendido ao longo de toda a jornada, e lançado a grande velocidade pelo seus «co-equipiers», com destaque para o Rui Torpes. São assim os finalizadores natos.

ATENÇÃO: No próximo domingo, Clássica de Santa Cruz (espectacular em 2010!!).

Partida de Loures: 8h00

Mais informações nos próximos dias

sábado, abril 02, 2011

Domingo: Runa

A volta de amanhã, domingo, é a de Runa.

Pontos de neutralização para reagrupamento:
-Cruzamento de Runa (EN9)
-Forte de Alqueidão

TAMBÉM, AMANHÃ, A PUBLICAÇÃO DA CRÓNICA DA CLÁSSICA DE ÉVORA




quinta-feira, março 24, 2011

Tudo a posto para a Clásica de Évora!

Tudo a postos para a Clássica de Évora, do próximo domingo. Depois do recorde de participação no ano passado, a edição de 2011 deverá continuar a manter o evento como verdadeiro fenómeno de participação.Os preparativos estão em marcha e as inscrições na loja Pina Bike aumentam a cada dia. À semelhança dos últimos anos, vai ser disponibilizado autocarro para transporte dos participantes de regresso a Loures (local de partida), e das respectivas bicicletas, logo após o almoço de convívio (organização e inscrições na loja Pina Bike). No final, serão disponibilizados banhos no complexo desportivo do clube Lusitano de Évora (1 euro). Os interessados devem inscrever-se o quanto antes.Para que se assegure o sucesso crescente de anos transactos, e devido à numerosa lista de participantes que se prevê, pede-se a todos os ciclistas que cumprem escrupulosamente as regras de trânsito, como o respeito pela circulação mais próxima da berma possível, para facilitar a ultrapassagem dos veículos. E nunca ultrapassar o eixo central da faixa de rodagem.
ATENÇÃO: EM NENHUM PONTO DO PERCURSO A CIRCULAÇÃO ESTARÁ CORTADA.
Grande vantagem desta prova, em termos de segurança, é a (quase ou mesmo total) inexistência de cruzamentos durante o percurso. De qualquer modo, deve impor-se, sempre, a máxima precaução em rotundas ou noutros locais em que o convívio com os demais agentes rodoviários se afigure mais complicada.É igualmente tradição deste evento, não haver paragens ou neutralizações obrigatórias previstas. Todavia, não querer dizer que não se pare, como, aliás, sucede quase sempre, em casos de força maior: furo, avaria ou para satisfazer necessidades fisiológicas – em que o pelotão pára em bloco, tal como volta a partir.
Em todas as situações, pede-se, uma vez mais, para não se promoverem saídas antecipadas, à socapa, ou desrespeitar eventuais paragens colectivas.
RECORDE-SE: NÃO É COMPETIÇÃO!
ATENÇÃO ACOMPANHANTES
Pede-se a todos os participantes que levem acompanhantes ou/e apoio de automóvel, que solicitem aos seus condutores para que não sigam em caravana atrás do pelotão. Estas filas são causadoras de congestionamentos de trânsito que se pretendem evitar, e que podem gerar problemas com as autoridades.
Pede-se, pois, que os veículos aompanhantes deixem distância suficiente para o pelotão, para permitir que os restantes utilizadores da via possam ultrapassá-los.
LOCAL DE PARTIDA
Devido ao elevado número de participantes, o local de partida da Clássica de Évora será, como em 2010, o PARQUE DE ESTACIONAMENTO marginal à AV. DAS DESCOBERTAS, NO INFANTADO (LOURES).
HORÁRIOS:
A partir das 7h15: concentração dos participantes
8h00: Partida para a Clássica de Évora
A chegada será, como habitualmente, em frente ao hipermercado Feira Nova (km 135,6), a cerca de 2 quilómetros da entrada na cidade de Évora. A linha de chegada (para contabilização do tempo no caso do Audax) é a SEGUNDA TRAVESSIA DE PEÕES (PASSADEIRA), no final da fachada do referido centro comercial (em frente ao parque de estacionamento), antes de um «refúgio» para paragens de emergência na berma da estrada.
O percurso
O percurso tem a distância de 135 km e é praticamente plano, atravessando o baixo Ribatejo até ao alto Alentejo. Talhado à medida de roladores fortes e possantes, e a sua distância longa não permite contemplações aos menos bem preparados. O perfil altimétrico é curioso: vai subindo gradualmente de Vila Franca a Évora, com alguns picos mais acentuados antes e depois de Montemor-o-Novo, nos últimos 30 km, tornando o final da tirada bem mais selectivo. Tanto mais que, nessa altura, o cansaço se vai acumulando. E depois, como diz a velha máxima ciclista, «as dificuldades também se ditam pelo andamento», além que tradicionalmente há que contar com um adversário adicional: o vento lateral após Vendas Novas.
Ver percurso da Clássica:
Ver rota para os banhos:

sexta-feira, março 18, 2011

Domingo: Infantado, ensaio geral para Évora

No próximo domingo, a volta é a do Infantado. Trata-se de um percurso totalmente plano, com 113 km, cujos primeiros 50 km coincidem com o traçado da Clássica de Évora, a realizar no fim-de-semana seguinte (domingo, dia 27). Também, por esse motivo, esta volta poderá funcionar como ensaio geral para jornada alentejana, que deve ser abordada numa perspectiva qualitativa pelos que planeiam participar, em particular, pelos elementos do nosso grupo.

quarta-feira, março 16, 2011

Clássica da Serra da Estrela 2011: aí está!

Todas as informações no blog oficial: www.classicaserradaestrela.blogspot.com

segunda-feira, março 14, 2011

Clássica da Serra da Estrela 2011: o anúncio amanhã

AMANHÃ, APRESENTAÇÃO DO PERCURSO
DA CLÁSSICA DA SERRA DA ESTRELA 2011

(apresentação no blog oficial do evento: classicaserradaestrela.blogspot.com)

sexta-feira, março 11, 2011

Domingo: Gradil

No próximo domingo realiza-se a volta do Gradil, na versão estreada no ano passado, ligeiramente mais longa. Confira-se, então, o percurso.

terça-feira, março 08, 2011

Clássica de Santarém: a crónica

Santarém, a primeira clássica da época, confirmou o bom estado de maturação destes eventos. Teve elevada adesão e decorreu (quase) perfeitamente! O contributo mais importante veio, naturalmente, dos seus participantes, em número de mais de cinco dezenas, a maioria agrupados segundo as cores das suas camisolas domingueiras, mas muitos outros como «individuais», nem por isso menos bem integrados que os demais. O espírito de equipa está cada vez mais forte e salienta a competitividade, como num verdadeiro pelotão de corredores, mas não belisca o companheirismo, a saudável convivência e o respeito pelo esforço do próximo.
Foi o que prevaleceu no passado domingo. Na estrada, houve cordialidade, civismo, zelo pela segurança, acima de tudo. Não se entrou em loucuras, mesmo quando a adrenalina disparou – e como esteve bem alta nos quilómetros finais! – e o exemplo dessa consciência foram as duas passagens pelo empedrado de Vila Franca. Concordou-se com uma travessia prudente: todos respeitaram. Nos semáforos e cruzamentos, idem.
O único parêntesis (o quase) foi a queda do Jorge Damas, junto à Ota, que, pelos vistos, ninguém viu?! – que custa a acreditar num grupo tão numeroso. No entanto, é nisso que quero crer, porque seria total falha de carácter de tivesse assistido... e nada dito! Felizmente, não resultou males maiores que o atraso irremediável (já foi muito!!), mas é uma situação de todo lamentável, para a qual peço ao vitimado, em nome de todos que «não viram e nem foram avisados», as mais sinceras desculpas.
À excepção deste incidente, bom exemplo que deve ser seguido em jornadas vindouras, desde já na Clássica-rainha, o Loures-Évora, no dia 27 deste mês.
Além da nota introdutória, no plano «desportivo» houve outros destaques:

Primeiro: a alteração do percurso original (pelos motivos conhecidos) só não afectou o desenrolar da clássica, como (opinião pessoal) acrescentou-lhe mais interesse. De qualquer modo, como se constatou pelo desenrolar da tirada, a «nova» primeira parte não veio a modificar o figurino da Clássica quando, pelo traçado normal, chega a Santarém (com cerca de 70 km). Ou seja: em pelotão compacto. O primeiro corte no pelotão ocorreu na subida de Assentiz (com cerca da mesma distância percorrida) e o mesmo sucederia, em condições de normais, na subida para Santarém (Portas do Sol).
Mantiveram-se, assim, as características principais desta Clássica: maioritariamente plana e favorecendo o equilíbrio de forças em pelotão compacto até muito perto do final. De resto, foi o que se viu, com a passagem por Alverca (últimos 16 km) de um grupo ainda numeroso, de 20 a 30 unidades. Por outro lado, diz bem do bom nível médio dos participantes. E isso só favorece a Clássica.
Contudo, a alteração foi pontual. Para o ano, logo a ponte de Santarém volte a estar transitável, cumprir-se-á o trajecto habitual.

Segundo: ainda sobre a mudança de percurso e o que (se esperava, mas não se confirmou) pudesse afectar o decurso da Clássica, nomeadamente, o relevo mais acidentado, logo após Alenquer, com os topos das Marés e o carrossel da Espinheira. Afinal não causaram os estragos que se poderiam antever. Motivo: o andamento foi moderado ou, pelo menos, não atingiu patamares suficientemente selectivos. Essa toada manteve-se, inclusive, na «temida» subida de Assentiz – onde ninguém quis mexer (decisão acertada, tendo em conta a larga distância para o final) e só largou, nessa altura, quem se apresentou abaixo das exigências mínimas para integrar o grupo principal num evento com estas características - embora tenha sido um grupo ainda numeroso.

Terceiro: o extraordinário desempenho de dois elementos dos Duros do Pedal (Francisco e Esteves), que lideraram o pelotão longos quilómetros, com total descomprometimento pela «factura» - que, de resto, nem sequer vieram a «pagar», tal o nível de forma que exibiram. Impressionou o trabalho, por eles dividido, na imensa ligação, em terreno plano, entre o Cartaxo e Alverca, mantendo velocidade de cruzeiro muito próximo dos 40 km/h. Poucos (ousaram) passaram na frente e os que o fizeram foi por pouco tempo... Já na primeira fase do percurso o grupo de Algueirão tinha estado bastante activo (destemido como nunca, prova de confiança nas capacidades próprias), demonstrando que os Duros estão cada vez mais... Por isso, homenagem totalmente merecida!

Quarto: o aguardado «grande final» não defraudou as expectativas. Quebrou uma certa monotonia que se prolongava (entenda-se, o ritmo imposto quase exclusivamente pelos Duros do Pedal) e deu lugar a movimentações diversas que fizeram as delícias dos «puncheurs» e a muito divertimento. Quem teve de esperar pelo final para entrar em ataques e picardias, não ficou defraudado. Logo ainda estivesse com forças...
As hostilidades abriram-se no final da subida da cervejeira (para Vialonga), com o aumento progressivo de ritmo à cabeça, imposto pelo Freitas e a que dei seguimento com uma aceleração, nos últimos 400 metros, para o topo. O pelotão esticou-se, houve cortes entre os elementos que tinham as forças mais contadas, mas manteve-se um grupo de cerca de 15 unidades que se lançou a grande velocidades pela Variante, em direcção ao Tojal.
Até lá, sucederam-se as movimentações, com o Manso, ao seu estilo, a mostrar a fibra dos homens do Ciclismo 2640 – até à altura sempre bem protegidos no seio do pelotão e ainda com todos os restantes elementos que alinharam à partida no grupo da frente (Rocha, Sérgio, Jonas e Paulo Pais, que se apresentou equipado e montado a rigor, com as cores da Move Free). As tentativas de fuga do exímio rolador de Mafra, no entanto, foram condenadas ao malogro, por um lado, devido a falta de cooperação dos pontuais parceiros; e por outro, porque naquele falso plano descendente, a tão alta velocidade, é dificílimo abrir espaços para tão fortes perseguidores.
E foi assim (em grupo) que se abordou a famigerada rampa da Variante, no Tojal, onde não se teve de esperar que a pendente atingisse a percentagem máxima para se passar à ofensiva. Um, dois, três ataques desbarataram o grupo, até que o Vítor (sub-23 da equipa do Cartaxo) lançou a primeira cartada, em contra-ataque, ganhando alguns metros. Respondi, chegando-me à direita da faixa de rodagem, e cheguei à sua ilharga perto do topo. O Freitas correspondeu bem, mas a maioria teve de se esforçar mais. E só meia dúzia não descolou definitivamente.
Os últimos trunfos ficaram, então, para o topo de S. Roque, a menos de 1 km do final. Após a primeira centena de metros parecia que ninguém estaria em condições de fazer a diferença, mas eis que o Vítor (Cartaxo) lança um derradeiro ataque irresistível, de trás, deixando os restantes sem reacção (à altura). Aliás, qualquer esperança dos perseguidores caiu por terra quando, na ânsia da recuperação, tocámo-nos, perdendo metros decisivos.
Foi, assim, em vão, o meu esforço desesperado (e terminal) pela descida e em parte da ascensão para a rotunda do Infantado, a rebocar os mais resistentes. Entre estes, três Duros (Vaqueirinho, e os «super» Francisco e Esteves), o David, o Carlos Cunha e o Freitas, que se apresentaram muito bem na parte final.
Para o Vítor, corredor, necessariamente com outro «andamento», todo o mérito de conseguir fazer a pequena mas efectiva diferença, quando já se pensava improvável.