Espaço aberto à opinião dos ciclómanos sobre ciclismo. De simples entusiastas da modalidade aos que a praticam. Sítio de tertúlia, onde fluem conversas de ciclistas sobre ciclismo.
quinta-feira, março 28, 2013
quarta-feira, março 20, 2013
Clássica de Santa Cruz: antevisão
A Clássica de Santa Cruz realiza-se no próximo domingo, dia
24. O segundo evento do género nesta temporada, após a concorrida e espetacular
Clássica da Santarém, tem partida e chegada a Loures (posto de abastecimento da
BP, junto ao nó da A8), e a distância total de 124,7 km. A partida é às 8h00. O percurso é o seguinte.
A Clássica de Santa Cruz tem um percurso interessante e exigente,
atravessando paragens pouco ou nada frequentadas pelo nosso grupo nas voltas
tradicionais ao longo do ano, nomeadamente o setor a partir de Torres Vedras, por
A-dos-Cunhados, Vimeiro, Porto Novo, STA. CRUZ, Silveira e Casalinhos de
Alfaiate. A morfologia do relevo não tem nada a ver com o da Clássica de
Santarém, é bem mais acidentado, com muito mais acumulado e sucessão de subidas
que, com a quilometragem já avançada, se tornam seletivas, como são Encarnação,
Picanceira, Gradil (vertente Oeste) e finalmente Vila Franca do Rosário; sem
esquecer a inicial, para o Forte do Alqueidão.
Como nas anteriores edições desta Clássica, a tirada será
NEUTRALIZADA à chegada à MALVEIRA (km 106 – na rotunda do nó da A21
Malveira-Ericeira), no final da subida de Vila Franca do Rosário, após o que se
seguirá a conclusão do percurso estipulado até Loures. A neutralização tem como
objetivo salvaguardar a segurança – em especial no atravessamento sempre muito
congestionado da Malveira e Venda do Pinheiro, e já perto do final, de Pinheiro
de Loures e Barro - e não pressupõe, forçosamente, paragem para reagrupamento
de elementos retardatários.
sábado, março 16, 2013
Domingo. Carvoeira, Sra. do Ó
A volta de amanhã, domingo, é a da Carvoeira, Sra. do Ó, com a distância de 95,6 km
O percurso é o seguinte.
Sugerem-se os seguintes pontos de neutralização para reagrupamento.
-Venda do Pinheiro (rotunda da Venda do Valador)
-Abrunheira (rotunda)
-Mafra (após a subida)
O percurso é o seguinte.
Sugerem-se os seguintes pontos de neutralização para reagrupamento.
-Venda do Pinheiro (rotunda da Venda do Valador)
-Abrunheira (rotunda)
-Mafra (após a subida)
quarta-feira, março 13, 2013
Crónica da Ereira
No rescaldo de uma
Clássica exigente e rijamente disputada, como a de Santarém, e perante
fortíssima ameaça de intempérie – que felizmente não se confirmou –, era
previsível que a volta do passado domingo, da Ereira, registasse reduzida
adesão. Uma das mais fracas da temporada: não mais do que eu, o Jorge, o Duarte
Salvaterra, os Brunos de Alverca e Felizardo e o Fernando Duarte, além de, em
breves quilómetros apenas, o Pina (até à saída de Bucelas...), o Gonçalo, o Jorge
de Vialonga e o Pedro Fonseca (apanhados algures entre Malveira e Torres, e só
até esta cidade...).
De qualquer modo, para quem
ainda tinha bem presente as intensidades da Clássica escalabitana, certamente que
esta volta, cujo percurso é bem acidentado, com destaque para a subida que lhe
dá o nome, a da Ereira, não ficou muito aquém. Arrisco afirmar que, a espaços, sob
a oposição do vento forte que se fez sentir e com o empenho colocado nalgumas
subidas, chegou a superar-se os pontos máximos de dificuldade da estrondosa
jornada de Santarém.
O principal dinamizador do
ritmo foi o Fernando Duarte, visitante repetente (após ter estar presente na
recente Clássica), a ultimar a preparação para a primeira corrida da época dos
Masters, tal como o seu homónimo de apelido Salvaterra. Desde Bucelas tomou o comando
do grupo com ímpeto, depois de eu tê-lo levado de Loures, mas mais
moderadamente... E esse entusiasmo foi a razão de o Pina ter tido uma passagem
tão fugaz no nosso convívio (ele que já estava condicionado pelo horário de
regresso): ficou na primeira rampa após Bucelas em direção ao Freixial, sob ritmo
forte imposto pelo FD, em parceria com o Bruno de Alverca. Ambos meteram os
restantes em respeito, «fechados» na sua roda, durante toda a longa ascensão até
à Venda do Pinheiro, feita à excelente média de 28 km/h e com uma desaceleração
devido à «oportuna»... para todos nós!: a queda da corrente da Bianchi do Bruno
alverquense antes do Forno do Coelho. Deu para respirar!
Da Venda até ao início da
subida de Catefica, agora num terreno maioritariamente em «rolante» cumpriu-se
uma média de 37,5 km/h, mantendo assim acesa a chama, e que se avivou logo de
seguida, a «trepar» para Torres. O FD, que não abdicara da frente do grupo,
manteve a toada da primeira subida e causou uma seleção maior: apenas eu
cheguei na sua roda... Os demais preferiram certamente poupar algumas energias
para o (muito) que ainda faltava. E não tardou. Desde logo, o Sarge, comigo a
abrir caminho e o FD a rematar, enquanto os quatro restantes revelavam-se
firmes no nosso encalço.
Até que chegou a Ereira, e
aí o homem mais ativo do dia mostrou credenciais de trepador, especialmente pela
forma como recuperou cerca de 200 metros para mim e para o Jorge, que nos adiantámos
no início da subida. O Master não se limitou a fechar esse espaço, passou
direto e abriu rapidamente algumas dezenas de metros, e mesmo com um ou outro
compasso de espera (dúvidas sobre a direção do percurso) mostrou estar uns bons
furos acima dos mais diretos perseguidores. No alto, após nós os três (com o
Jorge a desbravar caminho para a boa forma), o Bruno de Alverca não demorou
muito mais, tal como o Duarte e o Felizardo.
Encarrilados rumo à Merceana,
esperava-nos mais um pitéu do dia: a subida para o Sobral, com uma fortíssima
agravante: o vento! Dureza, principalmente a parte final, quando o inevitável
FD voltou a forçar o ritmo, comigo a sofrer à sua ilharga – «contra» a ventania
que parecia tornar a suave pendente numa de 10%! A coesão do quinteto à chegada
ao Sobral foi prova da boa condição física de todos.
E, por último, quando se
poderia prever que a subida final para o Alqueidão – para mais batida a vento
como estava! – voltasse a elevar os regimes cardíacos, foi a descida para
Bucelas que o fez. Motivo: proporcionou-se um corte logo no início, que desencadeou
a perseguição. À frente, o trio Felizardo, FD e Duarte; atrás eu e os meus
conterrâneos. Mas estes duraram pouco na caçada, deixando-me por conta e risco ainda
antes de Arranhó. Pouco depois alcançava os fugitivos à custa de «mil esforços»,
e estes contavam com o instigador na sua melhor fase do dia: o Felizardo. No
entanto, quase em simultâneo com a minha chegada, o Duarte abriu um espaço, e
deixou-me com ele, novamente «cortado». Logo voltei à carga, agora beneficiando
da sua preciosa para voltar a encostar ao duo, já perto da Bemposta. Neste, o
FD agora era agora muito mais levado pelo Felizardo, ao contrário o fizera até
esta descida, embora compreensivelmente após tanta energia que desbaratara.
Está em boa forma!
Para ele e para todos os Masters da nossa região, boa sorte
para a Abertura, já este fim de semana.
sexta-feira, março 08, 2013
Domingo: Ereira
A volta do próximo domingo é a da Ereira, oportunidade, não muito frequente durante o ano, de passar por essa subida muito interessante, com um grau de dificuldade a impor algum respeito. Aliás, tal como o resto do percurso, que é o seguinte.
Jornada a não perder, se as condições climatéricas assim o permitirem. O que desde já não parece fácil!
Jornada a não perder, se as condições climatéricas assim o permitirem. O que desde já não parece fácil!
terça-feira, março 05, 2013
Clássica de Santarém: a crónica
Só quem não tem estado atento
às «movimentações» nestes primeiros meses da nova temporada terá ficado surpreendido
com a participação recorde na primeira Clássica de 2013, Santarém, a rondar os oitenta
ciclistas. Mas não só. Também, só quem não tem feito a rodagem em grupos de
nível poderá ter-se espantado com o do impressionante pelotão multicolor que se
apresentou à partida de Loures, no último domingo. Responderam ao irresistível apelo
da competitividade que estes eventos cada vez mais provocam inúmeros elementos de
diversas paragens, individualmente ou em grupo, figuras e equipas com nome na
praça que prestigiam estas iniciativas totalmente amadoras e sem quaisquer meios
organizativos.
Não faltaram Pina Bike, Pássaros,
Duros do Pedal, Roda 28, Ciclismo 2640, Almodôvar, muitos outros individuais federados
de Estrada e de BTT, e ainda os domingueiros mais e menos treinados – no que
foi, muito provavelmente, o pelotão melhor recheado dos últimos anos!
Dia de vento, que soprou
sempre lateral – nunca de cara ou de costas – causando um fator adicional de
grande relevância à jornada. Desde logo, estar à frente implicou um esforço
ainda maior, mas permanecer na roda não significava forçosamente estar em conforto.
Impunha-se, para este, correto posicionamento para melhor se abrigar daquele
opositor natural que soprou de Sudeste. Ou seja, na primeira parte do percurso,
do lado direito; no regresso, do lado esquerdo. Tendência: no primeiro caso,
encarreirar para o eixo da via, o que gerou situações menos recomendáveis em
que o pelotão chegou a passar os limites da sua faixa, não só aumentando as
dificuldades para os veículos em ultrapassar, como o perigo de colisão com os
que se cruzavam de frente. Felizmente, não há nada de especial a lamentar, a
não ser inevitáveis quedas (sem gravidade) e furos. No regresso, toda a gente
queria estar mais à berma possível, mas a redução do pelotão em número
facilitou estas operações e não houve mais situações arriscadas.
A média final foram
excelentes 37,7 km/h, considerando o vento e o escasso número elementos com
capacidade (ou disponibilidade) para «meter» o andamento. De qualquer modo, os
primeiros 22 km até Vila Franca foram relativamente moderados (33,6 km/h) e só
a partir daí o ritmo se elevou para o patamar descrito. A passagem do empedrado
trouxe o caos, mas não, como por vezes sucede, pela velocidade excessiva, mas pela
obstrução a esta... Expliquemos: um veículo parado nos metros finais fez com
que grande parte do pelotão tivesse de praticamente parar (cheguei a por o pé
no chão...), o que poderia, desde logo, deixar muita gente apeada. Muitos - entre
eles, eu! - não ficaram porque tiveram de gastar força preciosa para recolar ao
grosso da coluna que se alongava já pela ponte Marechal Carmona. Travessia com
subida a 40 km/h e descida a 65 km/h, com o pulso a roçar os 180, foi o
necessário para não ficar, logo aí, fora de jogo...
Uma vez recolocados – os que
o conseguiram... -, rolou-se a 40 à hora até ao Porto Alto, felizmente sem
oscilações de ritmo. Nessa altura, já controlavam as operações os que mais o
fizeram ao longo da tirada: Sérgio Marques, impressionante na sua «cabra»; e o
Renato Hernandez... igual a si próprio. Outros, amiúde, assomaram-se à
liderança, como o Tiago Silva, o Ricardo Gonçalves ou o Vítor «Mata a Velha»,
mas de forma pontual. Houve algumas situações em que, um ou outro aventureiro,
chegou a arriscar adiantar-se ao pelotão, mas nunca foram mais de um ou dois
minutos de fama. Numa dessas ocasiões, lá para as bandas de Benavente e Salvaterra,
o Tiago Silva chegou a ganhar cerca de uma centena de metros, recebendo a
companhia do Vítor Faria (Almodôvar), após rápida aceleração, mas o Renato
Hernandez não demorou a reagir e a anular a fuga (ou a tentativa...). Mostrando
quem mandava! Numa toada inibidora de mais individualismos (38,5 km/h) se fez a
ligação de quase 50 km de planura batida a vento lateral até Almeirim e, logo
de seguida, ao primeiro ponto quente desta Clássica: a subida para Santarém.
Aí, tal como em 2012,
corações a mil por hora! Não só pelo esforço mas também pela adrenalina. Um
momento delicado para quem não se posicionou bem no início da curta subida (1,7
km a 4,6%), uma vez que muita gente que o fez (e bem), depois não suportou o
ritmo dos mais primeiros e provocou sucessivos cortes. Nunca se soube quando é a corda partia
à nossa frente. Tal como outros, também eu deveria ter entrado melhor e voltei
a ter deixar muitas energias naquelas rampas após duas ou três recuperações
forçadas. Subiu-se a uma média 30 km/h, e eu a 170 de pulso... – até o pelotão,
já selecionado (em parte, definitivamente), alongar-se pelas ruas da cidade
escalabitana, antes de se lançar a toda a velocidade em direção ao Vale de
Santarém. Pouco antes da abordagem, um dos homens fortes, o Renato Ferreira,
teve de abdicar devido a furo. Pouca sorte.
Na subida «do» Vale, mais
intensidade! E os mesmos problemas já referidos para quem não seguia entre os
20/30 primeiros. Tal como eu, o Bruno de Alverca, que está em ótima forma mas
provou da sua ainda curta experiência nestas andanças... a fundo! Aqui, novo
ponto de seleção – e seleção feita! O pelotão emagrecia quase à sua expressão
mínima do dia: os tais 20/30 elementos que fizeram a quase totalidade da
ligação de regresso, aos últimos e novamente (definitivamente, reforça-se) quilómetros
do percurso. Registo impressionante: 40 km de Santarém ao Carregado a... 40
km/h de média! Em Vila Franca, o grupo da frente ainda mais diminuto, ainda
assim com 20 abnegados. Aplausos para alguns dos «nossos» domingos: Capitão,
Evaristo, António (Rodinhas), Capela, Carlos Cunha, Brunos (de Alverca e o
Felizardo), entre os incansáveis Hernandez, Ricky Gonçalves, Rui Torpes, e
todas as grandes figuras presentes nesta Clássica.
Até Alverca... «só» 36
km/h. Os carregadores de piano – quase sempre os mesmos... - tinham finalmente de
respirar e também já se faziam contas de cabeça... para o grande final.
Grande final, que se «jogou»
como sempre nos topos da cervejeira, da variante (Tojal) e no de S. Roque,
principalmente nos dois últimos. Após o primeiro não ter provocado mais do que
um «abanão» com o sprint vigoroso para a rotunda do Cabo de Vialonga que deixou
um elemento adiantado... mas ainda demasiado cedo! Não consegui identificá-lo
(estava com equipamento idêntico ao do Vitor Mata a Velha mas não creio que
fosse o próprio...) Com os perseguidores a 50 km/h, a sua aventura tinha prazo
de validade, e teve fim abrupto com a entrada no topo do Tojal, onde foi uma
correria desenfreada (felizmente a faixa de rodagem é dupla e tem separador de
betão!) com diversos ataque e contra-ataques, malta que procurou agarrar-se à
roda certa, umas sim, outras nem tanto; e outros ainda pura e simplesmente
estoiraram. No alto, o figurino era o seguinte: o Hugo Feijão bem destacado e
cerca de uma dezena de perseguidores – a que se notava forças quase no
limite... Aproveitou o jovem fugitivo, que não mais foi alcançado até ao final
(das hostilidades, entenda-se!), à entrada para rotunda do Infantado. Resistiu,
mesmo aos mais rápidos e vigorosos caçadores, que chegaram mesmo na sua roda. Foram
os que melhor passaram o topo de S. Roque, apenas 6/7 unidades, em representação
de quase todas as principais formações referidas no início desta crónica.
Para estes, 4h00 certinhas!
Para os restantes, que chegaram a conta-gotas, a mesma «realização» pelo dever
cumprido, de mais um empolgante teste de superação física e anímica, como deve
ser encarado o ciclismo, mesmo a... brincar às Clássicas!
Homenagem a todos os
participantes desta enormíssima jornada de ciclismo, que abriu o apetite para a
próxima Clássica, de Santa Cruz, no dia 24 deste mês, num percurso muito mais
seletivo que o de Santarém. Estão todos convocados!
domingo, março 03, 2013
Clássica de Santarém: grande jornada de ciclismo!
Primeira Clássica da temporada, Santarém, e eis primeira grande jornada de ciclismo do ano, com praticamente uma centena de participantes e o melhor nível de sempre nesta ronda inaugural do calendário. A média fantástica, a roçar os 38 km/h, mesmo com vento adverso, foi mérito de um punhado de atletas de elevadíssimo nível, que conduziu o fortíssimo pelotão, recheado de «nomes», pelas onduladas lezírias ribatejanas. A abnegação, a coragem e o sofrimento foram de todos...
Depois desta «enchente» de... ciclismo, anseia-se desde já pela segunda Clássica da época, Santa Cruz, no próximo dia 24 de março, com um percurso que, como se sabe, tem uma «natureza» bem diferente do de Santarém. E antes da rainha das Clássicas, Évora, no primeiro domingo de abril (dia 7). A época está lançada - e pelo que se viu hoje, em grande andamento!
A crónica da Clássica em breve
Depois desta «enchente» de... ciclismo, anseia-se desde já pela segunda Clássica da época, Santa Cruz, no próximo dia 24 de março, com um percurso que, como se sabe, tem uma «natureza» bem diferente do de Santarém. E antes da rainha das Clássicas, Évora, no primeiro domingo de abril (dia 7). A época está lançada - e pelo que se viu hoje, em grande andamento!
A crónica da Clássica em breve
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Clássica de Santarém: antevisão
É já no
próximo domingo, dia 3, a primeira Clássica da temporada de 2013: Santarém.
O percurso é
o tradicional, a partida de Loures (posto de abastecimento da BP) às 8h00 (em
ponto!) e a chegada no mesmo local. Recomenda-se início neutralizado (ritmo bastante moderado) pelo menos até à última rotunda do Infantado, antes de começar a descer para S. Roque.
Nunca é
demais recordar que a filosofia das Clássicas é de andamento livre e sem
paragens previstas/estipuladas para neutralização de reagrupamento (como nas
voltas tradicionais). De qualquer modo, isso não invalida de o pelotão, por
acordo do coletivo, fazer compassos de espera e/ou paragens devido a incidente
(furo, queda) ou outros motivos que os justificarem – como já sucederam em
edições anteriores.
Reforce-se
que este evento não tem fins competitivos e deve ser escrupulosamente
respeitada, sem compromissos, a salvaguarda da segurança na estrada e da
convivialidade, a fim de evitar múltiplos perigos. NÃO VALE A PENA ARRISCAR
AVIDA E A DOS OUTROS POR UMA RODA, POR QUALQUER VANTAGEM...
A realização
de eventos deste tipo (Clássicas) tem sido, desde há vários anos, um exemplo de
promoção ao ciclismo puramente amador, à saudável competitividade entre grupos
domingueiros e até de corredores. A preservação e o próprio incremento desta
«receita» de sucesso passa, exclusivamente, pela boa consciência, civismo e a
máxima responsabilidade de todos os participantes. Aqui não se ganha nada mais
que a recompensa pela superação física e psicológica, a noção de pelotão e das
incidências inerentes à prática do ciclismo com «empenho elevado», mas pode
perde-se MUITO!!
Também, por isso, recomenda-se, vivamente, que esse
respeito se estenda à presença e saída no local e hora da partida, e a saída em
simultâneo com o pelotão, além de não se atalhar caminho. Aos que decidirem
fazê-lo, quer na ida, quer no regresso, pede-se que se respeite os cumpridores,
não interferindo no normal desenrolar do evento.sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Domingo... à escolha
A volta do próximo domingo é a do Infantado (percurso), que,
recorde-se aos menos «atentos», será o último teste para a Clássica de
Santarém, a primeira da temporada de 2013, que se realiza no domingo seguinte, dia 3 de
março.
Também este domingo, o camarada Paulo Pais vai reunir as
tropas na sua terra, Caneira, para a já tradicional Volta do Arroz Doce.
Concentração às 8h45, início às 9h00. Eis o percurso
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Domingo: À Volta da Serra
A volta do próximo domingo é a À volta da Serra, que é como quem diz... dar a volta à Serra de Montejunto sem tocá-la... Uma tentação?! Nesta altura, nem tanto...
O percurso é irregular e a distância já respeitável, por isso sugere-se, pelo menos, um ponto de neutralização para reagrupamento, se necessário (e para quem quiser...)
- Após o final da descida, após a passagem pela Espinheira, até ao cruzamento para o Cercal
O percurso é irregular e a distância já respeitável, por isso sugere-se, pelo menos, um ponto de neutralização para reagrupamento, se necessário (e para quem quiser...)
- Após o final da descida, após a passagem pela Espinheira, até ao cruzamento para o Cercal
terça-feira, fevereiro 12, 2013
Crónica de S. Pedro da Cadeira
A primeira volta do ano com «desníveis» (que se vissem...) foi o primeiro teste ao estado de forma do pelotão. As confirmações de maior ou menor apuro foram algumas, mas a generalidade dos que se apresentaram para a jornada que nos levou lá para as bandas de S. Pedro da Cadeira passou com distinção, até com sujeição aos ritmos elevados que amiúde se impuseram. Para mim, objetivo bem definido: empenhar-me em todas as subidas – meter o meu andamento quando me fosse permitido; ou quando não, tentar seguir os mais rápidos.
Com Guerreiros para
aquecer, aproveitámos a boleia que começa a ser habitual do Ricardo Gonçalves
até à subida da Venda do Pinheiro (Freixeira), onde o meu passo se revelou «suficiente»
para os mais fortes nessa altura, em que se incluíam, à chegada ao topo: Ricardo
«Grande», Filipe Arraiolos, André, Jony, Jorge, Capela, Bruno de Alverca e o
Felizardo. Subida em 3m50s para mim não é mau registo.
No entanto, no momento em
que era suposto (sugerido) aguardar pelos restantes, um pequeno grupo manteve o
«passo» (Ricardo Gonçalves, André, Jony e os Brunos) e a partir daí passou a seguir
adiantado. O pelotão reuniu-se às portas da Malveira – já com o camarada Paulo
Pais na nossa companhia - e até à rotunda da Abrunheira, passando pela subida
de Alcainça, a condução voltou a estar quase sempre a meu cargo. Na aproximação
ao topo avistámos os «adiantados», com cerca de 1 minuto de vantagem, mas mais
uma paragem prevista (na rotunda) dilatou-a ainda mais.
A partir de Mafra, foi a
dupla Filipe Arraiolos e João Silva a liderar, fazendo a ligação
Paz-Murgueira-Picanceira a muito bom ritmo, em descida mas contra o vento. Depois,
na base da subida para a Encarnação voltei ao trabalho e, uma vez mais,
conduzi, a solo, o grupo de cerca de 10 unidades até ao alto. Até S. Pedro da Cadeira,
os que se atrasaram ligeiramente reentraram graças ao andamento moderado de
novo imposto por aquela dupla – e que assim o manteve no pitoresco e irregular
troço de ligação à EN8, junto ao Turcifal.
De qualquer modo, nos dois
ou três topos mais íngremes do trajeto, o Capela «mostrou-se» pela primeira vez
naquele dia, deixando antever que estaria com ideias de «avaliar» as forças até
àquele momento em aparente equilíbrio.
Na ligação a Barras, na
iminência da longa subida de Vila Franca do Rosário para a Malveira, alcançámos
o trio Jony e os Brunos, que, pelos vistos, tinha deixado a companhia do duo
Ricardo e André ainda na Encarnação! A cerca de 2 km do arranque da subida, os
dois condutores, Arraiolos e João Silva, abandonaram finalmente a missão, reservando-se
para a ascensão. Compreensivelmente, após um trabalho meritório. Deixaram-me, a
mim e ao Capela (por estarmos nas posições imediatamente atrás), com o «menino
nos braços», e numa posição desconfortável, pois que era evidente que ambos pretendíamos
dedicar-nos à última subida.
Então, por algumas mas
preciosas centenas de metros, surgiu a ajuda do Carlos do Barro, que lamentou,
depois, não ter conseguido levar o grupo até mesmo ao início da subida. Mas
valeu! Quem o fez (e rendeu) foi o Capitão! Os dois estão em muito boa forma...
– e no caso do Carlos saúda-se a sua presença no Grupo (com G grande!), que tem
sido, desde há alguns anos, muito mais intermitente que a do militar.
A partir das primeiras
inclinações, mais do mesmo: meti andamento e pelo avançado da jornada não
surpreendeu que o grupo se selecionasse. Desta vez, não estive à frente muito
tempo, já que também previsivelmente o Capela rendeu-me ainda antes de
entrarmos em Vila Franca do Rosário, impondo um ritmo exigente. Até que, na
rampa para o Vale da Guarda, houve de facto uma surpresa: o Bruno de Alverca
ataca! Não foi muito eficaz – ainda era cedo... – mas bastante corajoso e a demonstrar
que estava com forças. Todavia, no topo, os jovens atacam: João Silva e
Arraiolos. Em sprint, ganhando folgada margem, mesmo ao Capela, o único que respondeu.
Mas como não prosseguiram, no final da descida o quarteto já estava de novo
reunido. O Bruno atrasou-se com a quebra, mas voltpu a surpreender ao passar
direto e mais decidido do que antes. Naquele «longo» quilómetro até à não menos
«longa» subida final, manteve-se com uma vantagem de cerca de 20/30 metros, sob
perseguição conduzida por... mim (!) e que, apesar de não ter sido fácil,
permitiu manter o fugitivo sob controlo. Até à aceleração final dos mais rápidos
e pujantes, Arraiolos e João, mas com o Capela a recuperar bem na fase terminal
e ainda a alcançá-los.
n.d.r. (1): logo que
chegámos ao alto reconheci ao meu conterrâneo (Bruno) que deveria ter deixado
os mais novos e/ou preparados e/ou folgados a tarefa de o perseguir naquela
fase final da subida; teria sido mais justo com o seu brilhante esforço; mas,
ao invés, com isso ele acabou por ganhar em mim um aliado que fará questão de
se redimir em futura ocasião.
n.d.r. (2): o louco do
Jorge enganou-se e virou para o Gradil. Quando eu e o Jony (de)esperavamos por
ele na Venda, ainda estava a sair de... Mafra. O que é que lhe passou pela
cabeça!? Fomos ao seu encontro e apanhámo-lo quase em Alcaínça, acrescentando
alguns quilómetros à nossa contabilidade – que na minha foram demasiados...
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
Domingo: S. Pedro da Cadeira
No próximo domingo chegam os primeiros desníveis dignos
desse nome... com a volta de S. Pedro da Cadeira. Pela frente, um menu já com
alguns condimentos. Desde logo, a saída do percurso em direção à Malveira, com Guerreiros e
a Venda do Pinheiro para «aquecer». Depois a ligação a Mafra, a descida da
Pincanceira, a subida da Encarnação e a partir de S. Pedro da Cadeira (no
cruzamento à esq.), a estrada campestre que liga à EN8 perto do Turcifal – e
que inclui dois ou três topos respeitáveis. Para culminar, a subida de Vila
Franca do Rosário – que já tem muitas histórias para contar...
Pela natureza da volta, sugerem-se os seguintes pontos de
neutralização:
-Venda do Pinheiro (ou rotunda da Venda do Valador, antes de
chegar a Malveira)
-Rotunda da Abrunheira (antes de descer para Mafra)
-Malveira (na rotunda da AE, no final da subida de V. F.
Rosário)
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Crónica de Sto. Estevão
A volta de Sto. Estevão
foi uma das mais concorridas desta ainda jovem temporada. As condições
meteorológicas convidavam – finalmente! – e também já se contam os dias para os
primeiros desafios do ano. Por isso, encurta-se o tempo para apurar a forma. Entre
as muitas figuras, destacava-se o jovem Fábio Silvestre, que foi a sua primeira
aparição no nosso grupo esta época.
Por todos estes fatores não
espantou que, à saída e durante vários quilómetros, o pelotão preenchesse bem a
sua faixa de rodagem. E também que o andamento não demorasse a colocar-se a bom
nível de cruzeiro. Praticamente desde o arranque Loures dei o mote para que tal
sucedesse, liderando a grande coluna. Mas não demorou muito a que os homens
fortes do momento tomassem as rédeas. Neste caso, tornou-se inevitável, por ser
um deles também um dos mais disponíveis para as despesas: já aqui o referimos,
em crónicas anteriores, o Ricardo Gonçalves. Desde Vialonga até Vila Franca
comandou as hostes praticamente sem ajuda – ponto em que a média de 32 km/h
refletia o bom ritmo, certo e perfeitamente suportável que se mantinha desde o
início. Mas, deparava-se-nos passagem no empedrado e a subsequente travessia da
ponte Marechal Carmona, sempre imprevisíveis... Afinal, nada de especial, a não
ser uma aceleração quase no topo da ponte a lançar o pelotão para a delicada ligação
ao Porto Alto pela reta do Cabo – tanto mais, que fazia vento lateral. De
qualquer modo, já não tinha memória de ter passado tão bem, naquele local que
me causa sempre tantos azedumes. Boa colocação, sim, mas não só. Boas sensações...
e poucos esticões à frente, sem dúvida! E não tanto por se ter rolado devagar,
como demonstra a média naquele setor: 41 km/h.
De qualquer modo, o enorme
pelotão fracionou-se, dividindo-se em três grupos com cerca de 15 unidades cada.
E após natural (e habitual) abrandamento no Porto Alto voltei à cabeça para não
deixar o andamento esmorecer demasiado. Levei-o até à saída de Samora, numa
fase em que o vento soprava mais frontal. Até que, a cerca de 3 km de Benavente,
um buraco «mal avisado» pelos que seguiam nas posições dianteiras causou um
furo (felizmente não mais...) ao Bruno de Alverca e a consequente paragem do
pelotão. Mas não passou de uma intenção, de um breve abrandamento que deixaria
o meu conterrâneo definitivamente para trás, isolado, se ninguém lá ficasse...
Eu e o Jony – e um
camarada não identificado – fomos os únicos que aguardámos. Durante cerca de 7
minutos, antes de retomarmos. Assim, a sentença sobre o (bastante) que nos
restava do percurso estava ditada: com atraso tal estávamos condenados a
perpétuo isolamento!
No entanto, perdeu-se o
convívio, a proteção do pelotão (naquele momento de impasse o segundo que se
atrasara na Reta do Cabo reentrou), mas ganhou-se um extraordinário e muito
produtivo treino em ótima companhia. Elogio, sem imodéstia, ao esforço contínuo
em entreajuda constante que permitiu manter uma velocidade de cruzeiro elevada
(médias de 38 km/h até Santo Estevão; e de 35 km/h até Vila Franca), apenas com
dois ou três ligeiros «alívios» para tentar manter – embora apenas adiar... - um
quarto elemento que «apanhámos» algures na lezíria (o outro quarto que referi
também ter parado aquando do furo já chegou a Benavente em dificuldades...).
Naqueles dois períodos, para mim boa intensidade: 153 e 151 de pulsação media,
respetivamente.
Outro «bónus» deste
treino: a partir de Vila Franca passámos a ritmo de desintoxicação, e durante
uma boa hora, em que chegámos aos arredores de Sta. Iria e voltámos a Alverca
para um retemperador café para «celebrarmos a união».
Antes, porém, quando ainda
chegámos a Alverca (1ª passagem) cruzámo-nos com o António que deixara o primeiro
pelotão algures na Verdelha/Forte da Casa. Juntou-se à toada de descompressão e
admitiu ter ficado surpreendido por já estarmos ali... Prova que ao atraso inicial
de 7 minutos acumulámos pouco mais... Ou mesmo quase nada! O que, admitamos, foi
outra prova e uma boa recompensa para o nosso esforço solidário.
Para a semana, a primeira
volta fora da planície: S. Pedro da Cadeira, lá para as bandas do Oeste. Oportunidade
para quem quiser tirar o azimute. Em breve, a publicação do percurso e demais informações.
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
quinta-feira, janeiro 31, 2013
Crónica da Volta do Paulo Pais... e próximo domingo!
Eis os apontamentos mais
relevantes sobre a volta do último domingo, organizada pelo camarada Paulo
Pais, lá para as bandas do Oeste:
2. Ricardo Gonçalves: o betetista começa a fazer jus à sua alcunha de «Ricardo Grande» e vai-nos brindando, neste início de temporada, com demonstrações de boa forma impressionantes. O último domingo não foi o primeiro que, em saídas de grupo neste período invernal, foram escassos os períodos em que se manteve ao ritmo daquele, por imprimir andamentos sempre uns bons furos acima. Creio que este facto se deve à sua planificação de treino, e a verdade é que ele pouco parece importar-se por não demorar muito a ficar isolado...
E desde logo nos primeiros
quilómetros, à passagem nos topos do Turcifal e motivando «inevitável» aumento
da intensidade na perseguição na subida de Catefica. Depois, novamente «a solo»
no troço entre Torres e o Bombarral, embora devido a um furo que «forçou» a uma
paragem da maioria dos restantes. Mas, mais impressionante foi, após o
Bombarral, o andamento que imprimiu. Apesar de alguns dos demais já se
encontrarem massacrados por um castigo severo naquele troço – já lá iremos... -,
mal se pôs a carregar nos crenques ninguém encontrou forças/coragem para lhe agarrar
a roda (houve ainda quem tentasse...) e, mais do que isso, num ápice
desapareceu da vista...
Das duas, uma: ou está já num
patamar de forma muito próximo do «pico» (desconheço a calendarização dos seus
objetivos para arriscar dizer que será algo prematuro), marcando por isso uma acentuada
diferença de performance para a maioria; ou sabendo-se que tem um volume/qualidade
de treino ao nível dos seus pressupostos competitivos, considerando a sua
exponencial evolução nos últimos tempos, estará na forja mais um excelente
atleta na nossa região. Muito à imagem e estilo do Renato Hernandez. A
confirmar.
3. Menos surpreendente mas
igualmente impressionante foi mais uma demonstração de força do João Aldeano, semelhante
a tantas outras ao seu melhor... Após o «tal» furo em Torres (que levou a uma
paragem de uns bons 10 minutos), retomámos a rota em direção ao Bombarral. Lado
a lado, cedo imprimimos um bom ritmo com gradual aumento da intensidade de
acordo com as inclinações do relevo, como, primeiro, na passagem pelo Ameal.
Mas, até aí, ainda a «meias», depois, na descida, o Arraiolos rendeu-me. Nos 5
km seguintes a velocidade aumentou significativamente, não permitindo grande
alívio. Mas o «pior» (ou segundo o meu ponto de vista, o «melhor»...) estava
para vir: a parte final, em falso plano ascendente para o Outeiro da Cabeça, onde
nunca se baixou dos 35 km/h! – sempre com o mesmo a puxar! De facto, foi precisamente
essa capacidade - de puxar àquela velocidade e tanto tempo - que impressionou
mais, e não tanto (mas também...) eventual «sufoco terminal» provocado pelo
andamento, embora apenas tenhamos chegado três (eu, Arraiolos e Runa) ao topo,
na sua roda.
Mas não foi só. Depois de
aguardarmos pelos que se atrasaram. Pouco. Eu e o Arraiolos voltámos a animar o
andamento, agora no longo falso plano descendente para o Bombarral. Até aos
últimos 2-3 km, onde o Aldeano voltou a tomar o comando, desta feita raramente
baixando dos... 50 km/h! Os últimos 5 km foram a 47 km/h de média! No Bombarral
aguardava-nos o Ricardo. Disse que nos esperava há 5 minutos... ou seja, tínhamos-lhe
«rapado» outros tantos. No mínimo!
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Domingo: Valada; ou Paulo Pais convida...
A volta do próximo domingo é a e Valada (Muge), com a
tradicional passagem pela ponte férrea. O percurso é o seguinte, embora
ressalve-se a importância das condições climatéricas e/ou o estado do piso (se
estiver molhado) na travessia. Sugere-se que, perante esta eventualidade (que
não é improvável, pelas previsões meteorológicas atuais), possa ser equacionada
a alteração da volta. Por exemplo, para a do Infantado, cujo percurso é o
seguinte. A ver...
Nesse mesmo dia, o camarada Paulo Pais
organiza uma saída lá para as suas bandas (do Oeste), com partida do Livramento
(às 9h00), rumo ao Bombarral por Torres Vedras e regresso pelo Vilar e Sarge.
Esclareça-se (a propósito do comentário/dúvida do Pedro Fernandes ao «post»
anterior, Crónica de Pontével) que não se trata da já afamada (e adocicada...
no final!) Volta do Arroz Doce, que está prevista para o dia 24 de fevereiro.
Esta será apenas um aperitivo...
Eu estou a pensar, se não estiver a chover, em estar
presente e lanço o repto a quem quiser alinhar também. O Paulo Pais merece-o
por muito... Arrancarei de bicicleta, de minha casa (Alverca), cerca das 7h40, e
passarei em Bucelas (vindo do Cabeço da Rosa) o mais tardar às 8h00, em direção
ao eixo Freixial/Venda do Pinheiro/Malveira. Quem estiver interessado, estarei
contactável pelo telefone 92.6523234.
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Crónica de Pontével
E ao terceiro domingo do
ano, as coisas puseram-se sérias... Aos que arriscaram, e bem, desafiar a
ameaça do clima após a atemorizadora tempestade do dia anterior, a saída de
grupo para Pontével proporcionou alguns dos condimentos das melhores e mais
disputadas jornadas da época «alta», lá mais para diante na temporada, já sob o (desejado)
sol da primavera.
O arranque de Loures até
foi tímido, pouco promissor, apenas com menos de meia dúzia a fazer-se aos mais de 120
km a enfrentar naquela fria e cinzenta manhã, ainda com o piso molhado. No entanto, pouco mais tarde, no cada vez mais
costumeiro encontro na Variante, o grupo não só se compôs em número (na ordem
das 15 unidades), como desde logo o andamento passou a um nível bem acima. O
mote foi dado pelo António (Prates) de Vialonga, que quando foram recolhidos os
derradeiros elementos, perto da rotunda do Cabo de Vialonga, já tinha metido a
comboio a boa embalagem. E não demorou a que o primeiro condutor recebesse
ajuda dos mais disponíveis, com destaque para o Carlos Santos (Azuribike), o Capela,
Nuno Mendes, Bruno Felizardo e o seu homónimo de Alverca. Até aos 40 km/h de
velocidade de cruzeiro foi um ápice, e à chegada a Vila Franca já a média
(desde o início) atingia simpáticos 34 km/h – com 38 km/h desde os semáforos do
Pingo Doce do Morgado.
E que bem aviada ia a malta! Depois das cautelas no empredrado
molhado de Vila Franca, desde aqui ao Carregado meteu-se o ponteiro nos 36,
chegando aos 40 até a Azambuja (de média!). Refira-se que as responsabilidades
continuaram a ser repartidas pelo quinteto que rendeu o António, que desde
aquela altura se... apagou.
À passagem da Azambuja, na
iminência de uma ligeira alteração do relevo (para mais ondulado) houve um
(previsível, digo eu) abrandamento do ímpeto dos cinco, então, agora com cada
elemento a mostrar-se reservado a assumir das despesas. Assim, decidi dar o
meu contributo (o primeiro nesse dia, após longos 40 km), e meti alguma
intensidade nos topos até ao cruzamento de Cruz do Campo, o último dos quais, o
mais exigente (após o cruzamento de Aveiras), contando com o estímulo e depois
a... roda do Capela – que iniciava aí uma espécie de «específico», carregando
nalguns pontos exigentes do percurso, demonstrando (e exercitando) a sua
boa forma já nesta altura. Chegámos a ganhar alguns metros – custando-me o pico cardíaco do dia
(183 bpm) – e por vontade do meu conterrâneo a coisa tinha ido até... dar. Mas,
«dar»... mais, era coisa que eu, definitivamente, já não podia!
Esta passou a ser a toada
da volta: sem prolongados momentos de descanso e muito mais frequentes achaques
de intensidade, embora com cada vez menos protagonistas. Pelo menos até ao
troço parte-pernas, entre Pontével e Aveiras, dividido entre mim e o Capela,
com final musculado no topo de Casais Penedos. Duro!
A partir daí, o alisamento
do terreno desde a Ota teve notória influência na moderação do andamento, até
ao topo da Variante de Alenquer, novamente bem atacado e ainda pelo irrequieto
Capela, que apenas teve resposta, eficaz, do Bruno de Alverca.
Até Vila Franca rolou-se
bem, mas sem mais clímax! E desde aí até Alverca, bem mais repousadamente... a
recuperar. Como tem sido habitual – e bem! - nesta fase da época.
A partir de Alverca alguns
resistentes seguiram pela EN10 até Sta. Iria, transpondo a serra para a
Variante (zona do MARL). Na subida, o Carlos Santos impôs um andamento muito
bom, levando na roda o Capela, eu e um outro elemento com uma bicicleta
«descaracterizada» (talvez um estreante!?), bastante abnegado e que mostrou
estar à altura dos acontecimentos. Promissor! A prestação final do Carlos
Santos confirmou o seu bom momento. Nas derradeiras centenas de metros da
subida, o Capela mudou mais uma vez o ritmo, no culminar de um treino bem
puxadinho...
Nota: no próximo domingo a
volta é a Valada (Muge), com a tradicional passagem na ponte férrea. Facto que
deve ter impor consideração ao estado do tempo nesse dia, e dele depender: é arriscado
transpor a ponte com o piso molhado. Se tal suceder, recomendam-se alternativas ao percurso. Talvez a volta do Infantado.
Nesse mesmo dia, o
camarada Paulo Pais convida a reunir as tropas no Livramento para uma saída
rumo ao Bombarral, Vilar, Sarge, Torres e regresso ao Livramento. Saída às
9h00.
sexta-feira, janeiro 18, 2013
Domingo: Pontevel
A volta do próximo domingo é de Pontevel, na distância de
126 km. Deixa-se, no entanto, à consideração dos participantes a ligação final
por Sacavém e Apelação. Suprimindo-a pelo habitual regresso a Loures, através
da Variante de Vialonga-Tojal, poupam-se cerca de 8 km (e também a subida para a Apelação...).
quinta-feira, janeiro 17, 2013
Crónica da Ota
A volta de
domingo passado, para a Ota, decorreu «sob influência» da forte intempérie que
se abateu nos instantes iniciais, ainda mal o pelotão tinha saído de Loures em
direção a Frielas/Unhos/Sacavém. Uma forte (e previsível) bátega de água
dispersou-o (ou pelo menos uma parte, que me incluía), afetando decisivamente
todo o desenrolar da «tirada».
Após ter arrancado
à frente do grupo à saída das «bombas», perante a simultânea chegada de forte
aguaceiro), desde logo imprimi um andamento que permitisse, estando encharcado,
não arrefecer. Pensei que a maioria me seguisse..., seguindo idêntica «estratégia»,
mas em Frielas (quando a água caía mais intensamente) reparei que estava
sozinho e sem avistar perseguidores. Continuei..., até à entrada de Sacavém,
onde parei por «necessidade». Ninguém! Retomei a marcha e quando dei a volta no
jardim sacavenense, entrando na EN10, finalmente viva’alma! Um grupo
aproximava-se mas..., era pequeno, com não mais de 5 unidades, denunciando que também
o pelotão vinha a duas velocidades.
À passagem pela
Bobadela, fui então alcançado. Mas quando esperava «alguns», apenas se assomou...
um: o Ricardo Gonçalves. Que me colocou rapidamente ao corrente da situação: «A
maior parte da malta parou debaixo do viaduto em Frielas, para se proteger a
chuva, e nós (o tal quinteto) continuámos. Eu vou acelerar um pouco, eles
(ainda o mesmo quinteto) estão quase aí atrás...» E lá foi, com «pressa» tal,
que não demorou a desaparecer!
Chegava,
então, o grupo, com o Torpes e o Hugo Arraiolos na liderança. Mas também lá
estava o Carlos (Azuribike) e o Paulo «Bike». Malta sem medo da chuva! O ritmo
era moderado e certinho, ideal face às condições precárias de aderência do piso.
Aliás, este desfasamento do pelotão acabou por ter essa vantagem: reduzir o
risco de queda/acidente. Mas, na Póvoa de Sta. Iria a sua constituição duplicou
em número com as entradas (vindo ao nosso encontro) do Bruno Felizardo, Nuno
Mendes, Gonçalo e do Jorge, os dois primeiros não demorando a assumir funções
na condução do grupo (onde eu lá passava amiúde) embora, a espaços, provocavam
algumas alterações de ritmo que aumentaram a intensidade à toada – e a sua
dificuldade.
O Jorge foi
o que mais as «sentiu» e antes de Vila Franca já estava distanciado. Perante
isso, e depois de uma paragem coletiva para (mais uma) «satisfação de necessidade»
decidi aguardar pelo meu conterrâneo e companheiro de treino, adivinhando-lhe dificuldades
acrescidas (e irrecuperáveis) naquele dia. Deste modo, acabámos por fazer, praticamente,
o restante percurso apenas os dois, sem paragens, a um ritmo de rigorosa gestão
de esforço. Apenas, à saída do Carregado, fomos um pequeno grupo (mais um!)
composto pelo Bruno de Alverca, Mendes e o inseparável Felizardo (estes dois
últimos após terem parado para tomar café na Ota, deixando então o grupo do
Torpes/Arraiolos [que seguiram], e onde se juntaram aos restantes que seguiam
desde o início atrás [que pararam devido à chuva no viaduto de Frielas], e onde
estavam, entre outros, o Freitas, o Zé-Tó, etc.).
Daqueles que acabam de nos alcançar, foi uma espécie de visita de
médico. Os rapazes vinham endiabrados, principalmente o Mendes e o Bruno de
Alverca (que também lá estava), a exibirem muito boa forma (este último já na
semana anterior, na volta da Valada) e não demoraram a seguir o seu caminho.
Para a frente estaria o grupo do Torpes; para trás o do Freitas – que aqueles (três)
tinham «deixado» lá para as bandas da Azambuja!
Amanhã,
apresentação da volta do próximo domingo: Pontével
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Domingo: Ota (por Sacavém)
A volta do próximo domingo é a da Ota, por Sacavém... ao início. O percurso é por demais conhecido e não apresenta especiais dificuldades de relevo, destacando-se, como sempre, a tradicional passagem pela subida de Vale do Brejo, uma das mais «batalhadas». Quer seja atacada (como há poucas!) ou docemente transposta, acarreta sempre um inevitável momento de frisson...
De resto, o único ponto de neutralização para reagrupamento será, como habitualmente nesta volta, após o topo desta subida.
De resto, o único ponto de neutralização para reagrupamento será, como habitualmente nesta volta, após o topo desta subida.
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