quinta-feira, agosto 28, 2014

Domingo: Ericeira-Carvalhal

A volta do próximo domingo mantém a tendência neste período para os percursos rijos: é a da Ericeira-Carvalhal, com o seguinte traçado.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Domingo: A-dos-Loucos

A volta do próximo domingo (dia 24) é a de A-dos-Loucos. Um regresso saudado! O percurso (94 km) é o seguinte... e não é propriamente pêra doce! 

quarta-feira, agosto 20, 2014

Crónicas resumidas no Facebook

Por falta de tempo para crónicas mais alargadas, deixo aqui os resumos das últimas voltas que tenho feito no Facebook (na página do Grupo Ciclismo).

Clássica de Montejunto (dia 15 de agosto)

Clássica de Montejunto, por Pragança, dos camaradas Duros, «cheia» de vento e para mim algo atribulada ou mais do que isso! Logo a sair de Loures, o Strava deixou de funcionar... (não é fundamental mas sem ele não tem a mesma piada...), depois a descer para a Merceana partiu-se um raio, e entre abrir o travão e o «resto» perdi o comboio para não mais voltar a apanhá-lo... até ao alto de Montejunto. Tentei, mas sabe-se como a locomotiva anda nestas clássicas! Quase uma h...ora de cara ao vento foi excelente treino, mas sem a maralha não teve tanta piada. Subi já desgastado, mas com boas sensações.
Depois, no regresso, quando descia a toda a velocidade pela mesma vertente, na companhia do Bruno de Alverca, na última curva antes do cruzamento para a Abrigada rebenta-se a câmara de ar. Temi logo pelo pneu. Mas foi pior. Foi o rebordo do aro da roda de (carbono) a ceder e o pneu saiu da jante. Aro para o lixo! Mas qual foi o motivo?! Sobreaquecimento?! Não estava assim tanto calor (apesar do aro estar a escaldar quando lhe toquei). Talvez tenha sido isso, agravado por ter enchido o pneu com pressão excessiva (a minha bomba tem o manómetro pifado e encho o pneu até ficar tipo... pedra).
Agora, com pressão baixa e muito cuidado nas descidas (os dois travões totalmente abertos) segui...
Para terminar, quando rolavámos a boa velocidade, a favor do vento, na rotunda do Terminal de Mercadorias (entre Carregado e Castanheira), o Bruno cai violentamente devido a óleo/gasóleo na estrada. Felizmente, apenas umas escoriações e forte hematoma no braço esquerdo, mas como sucede em quase todas as quedas, deve dar graças ao capacete, qual anjo da guarda.
Apesar destes precalços todos (e prejuízos também), sublinho a ideia: muito bom treino, e apesar dos 35 km «a solo», contra o vento, também a média de 30 km/h!


Sintra-Lagoa Azul (dia 17 de agosto)

Sintra-Lagoa Azul com um grupo (principal) ainda mais restrito do que para a Carnota, mas a refletir algo mais do que a justificação das férias. Poucos mas uma vez mais... bons. Dos habitués do grupo Pina Bike - que são cada vez menos! -, apenas a ausência do sinistrado Bruno, certamente a recuperar das mazelas da queda de sexta-feira. Alinharam: eu, o Jony, o Renato Ferreira, Ricardo Afonso, Luís Veloso, João Polícia, Amândio e Salvador. Saúda-se a presença do Renato Ferreir...a, que mostrou credenciais nas diversas subidas exigentes da jornada, em especial na Lagoa Azul, em que não tirou o 50! E mais tarde, na Várzea para Sintra, 'recuperando' nos últimos metros do atraso na descida do Pé da Serra, uma 'partida' minha e do Jony. A este pertence grande parte do mérito da média final de 30 km/h. Mas todos tiveram um contributo bastante ativo, menos na reprimenda coletiva, bem merecida, do comandante da GNR de Pero Pinheiro!! Felizmente ficou por aí. Mas não abusemos da sorte... nos vermelhos.

quinta-feira, agosto 14, 2014

Domingo: Sintra- Lagoa Azul

No próximo domingo, dia 17, a Volta é a Sintra-Lagoa Azul, uma das mais antigas do nosso calendário. O percurso é o seguinte. Esperemos que, depois da Clássica de Montejunto de amanhã, sexta-feira), as pernas estejam «católicas» para aproveitar bem um traçado que tem tanto de espetacular como de exigente, com destaque para a dura subida da Lagoa Azul (da vertente da Penha Longa). 

terça-feira, agosto 12, 2014

Crónica de Santana da Carnota


No passado domingo, primeiro teste a sério à minha condição física após o regresso do interregno de três semanas durante as férias. Ainda não está «no ponto», nem perto e nem deveria, mas os progressos, para já, são bastante positivos, a atentar aos indicadores retirados desta Volta da Carnota, com 90 km e 1250 metros de acumulado, cumprida à esclarecedora média de 34,2 km/h. Muitas fases de intensidade média alta e... muito alta; momentos de descanso, muito poucos! Andamento seletivo praticamente desde o arranque de Loures – o que, sublinho, seria (e é) dispensável -, a definir, entre um pelotão bem composto, um grupo muito restrito que fez quase toda a jornada, apenas com mais uma «perdas» com o decorrer dos quilómetros e das dificuldades do revelo, causadores de natural agravamento da fadiga.

À passagem pelo Tojal, já a locomotiva ia aumentando o vapor, pela mão do maquinista Jony, desde logo correspondido pelo Augusto Vitorino e o Ricardo Gonçalves, o trio que mais estimulou o andamento em toda a volta – no caso do Jony até deixar de integrar o grupo, na subida da Carnota. O resultado foi uma média de 36,5 km/h até Alverca, ao início da subida de A-dos-Melros – a estabelecer diversas taças e KOM’s no Strava -e nesta não menos intensos 31,5 km/h (4.º melhor tempo), a sacudirem os últimos resistentes num grupo em que permaneceram, estoicamente apenas oito elementos: Jony, Augusto, Ricardo Gonçalves, André, Duarte Salvaterra, Ricardo Afonso, Bruno de Alverca e eu. Do alto de A-dos-Melros a Alenquer, 40 de média! Mas não sem alguns ímpetos excessivos e outras ameaças: logo na descida para Alhandra, quando o Jony «Martin» meteu o acelerador a fundo, levando o Augusto na roda, destacando-se cerca de 100 metros do grupo, surgiram algumas «desinteligências» devido ao comportamento rodista do André, a arriscarem quebrar a harmonia ainda numa fase madrugadora da volta. Com escaramuças, os prejudicados seriam os mais «fracos»: entre eles, eu! Felizmente, ficaram por aí, após a recolagem com o duo que se adiantara, e foram definitivamente sanadas entre Alhandra e Alenquer, antes da entrada na subida de Perrotes.

Aqui, na abordagem o Gonçalves imprimiu um ritmo muito bom e manteve-o na dura rampa em empedrado, mas foi o Vitorino a provocar a maior seleção, ficando apenas com a companhia daquele e a do André. Eu vi-me forçado a abdicar a meio da subida e meter o meu passo, para respirar, enquanto o Duarte fez o mesmo cerca de 300 metros mais adiante. Ambos aguardámos pela reintegração dos que vinham de trás. «Reanimado», puxei até ao alto, onde tínhamos o trio da frente quase a perder de vista. Todavia, com a enorme disponibilidade do Jony (Martin) voltámos a reentrar em Santana da Carnota, mesmo a tempo de nos fazermos à terceira subida do dia.

Esta foi iniciada a um ritmo bastante moderado, mas curiosamente após o Duarte ter pedido para moderá-lo ainda mais o duo Gonçalves-Vitorino voltou a meter lenha, acabando por seu eu (com muito melhores sensações do que em Perrotes) a terminar a ascensão. Resultado: o Jony e o Ricardo Afonso cederam. E quando seria previsível que aguardássemos, carregou-se em direção ao Sobral. Parte da culpa (por não pedir para refrear o andamento) assumida!

Reduzido a seis elementos - mas em breve a cinco com o «abandono» do Vitorino, sem aviso, na descida (ou antes) da Cabeda -, o grupo continuou a andamento vivo em direção a Sapataria, agora com as despesas entregues exclusivamente ao (imparável) Gonçalves e mim. Parceria que continuou na subida de Sapataria, mas quebrada logo a seguir (para aliviar a carga, que começava a pesar nas pernas), deixando o comando entregue ao matulão na aproximação ao Vale de S. Gião.

Na subida final, para Montachique, voltei à dianteira e «levei» o grupo até ao café do Ovo Frito, altura em que o Duarte cortou em direção a Lousa e o Gonçalves voltou a castigar os crenques. No topo, apenas ele e o «discreto» André, abrindo 10 metros para mim e o Bruno, forçando lançarmos numa cooperante perseguição (o André deu meia-volta no cruzamento das Salemas) até Loures, a velocidades que, amiúde, superaram os 70 km/h na descida de Malha Pão.     

quinta-feira, agosto 07, 2014

Crónica da N. Sra. Ajuda e percurso da Carnota

Volta da Nossa Sra. Da Ajuda com um pelotão numeroso e com excelente nível que elevou bastante o grau de exigência. No terreno plano inicial, entre Sacavém e Vila Franca, fases de grande velocidade, destacando-se os trabalhos de Augusto Vitorino, Jony Martin (Santos), João Silva, Rui Torpes e Ricardo Gonçalves. Depois, na abordagem ao Alto do Agruela, surpreendente iniciativa do Mário Kiryenka, que levou o pelotão a um ritmo de respeito, e já seletivo, no que foi rendido pelo... Freitas, que manteve e até meteu 'um nível acima' até à entrada do último km. Apenas um reparo ao seu bom trabalho: poderia ter sido menos forte e mais duradouro, por exemplo ao nível do que o Mário acabara de fazer; acima de tudo porque era a primeira subida do dia... Ao topo já chegou um grupo restrito.
E o ritmo não aliviou na ligação a Arruda. Todavia, a entra na Mata foi muito mais branda. Só após as 'casas' aumentou, pelo Augusto. Então, o grupo foi-se fracionando até ao alto, mas com diferenças escassas.
A seguir, descida rápida para Santiago dos Velhos e estávamos na rampa de Nossa Sra. da Ajuda, realizada com moderação. E no alto, a informação que o Ricardo Gonçalves tinha furo ainda à saída de Santiago. Então, eu e o Torpes descemos em auxílio e quando o "resgatámos" fui eu o acidentado: um cão tresloucado e sem a devida responsabilidade do seu dono, que o libertou sem cautela, abalroou-me literalmente. Felizmente e com sorte por ir devagar, resultou apenas uns arranhões nos cromados.
Em seguida, os três fizemos a ligação a Bucelas e ao Freixial, para subir Ribas. Estava a sentir-me bem e ti o andamento na fase inicial, até Ribas de Baixo, mas depois os meus parceiros tomaram o controlo das operaçõs e tive de cerrar os dentes nas suas rodas, só perdendo o contacto após a curva grande do parque de Montachique. No alto, os restantes do grupo aguardavam-nos.
Reunidos, descemos a toda a velocidade para Fanhões em direção a Loures, com um final musculado em S. Roque, onde o Augusto, o João Silva, Duarte Salvaterra e o Ricardo Gonçalves mostraram mais chispa, mas até às bombas, o Jony Martin e eu ainda fechámos os espaço.
Grande jornada, em que continuei a sentir evoluções e apesar do contacto com o asfalto.


DOMINGO, VOLTA DA CARNOTA - COM ALTERAÇÃO NO PERCURSO

No próximo domingo, Volta da Carnota, com ALTERAÇÃO AO PERCURSO, pelo motivo de a estrada, a partir dos Cadafais para a Carnota, estar cortada devido a obras. Assim, o PERCURSO segue do Carregado até Alenquer e sobe por Perrotes (subida conhecida) e depois do alto liga-se a Santana da Carnota, para a subida final. Mais tarde, a seguir ao Sobral, desce-se pela CABEDA, para a estrada de Sapataria e acaba-se na subida de Montachique (desde Vale de S. Gião). Alerte-se, ainda, que, no início, a partir de Alverca, sobe-se A-dos-Melros e desce-se por A-DO-FREIRE-S. JOÃO DOS MONTES, para ALHANDRA.

quarta-feira, julho 30, 2014

Domingo: Nossa Sra. da Ajuda


Uma semana volvida da Clássica do Cartaxo, para o próximo domingo, Volta da Nossa Sra. Da Ajuda. Esta edição com uma ligeira alteração no percurso habitual, para acrescentar mais alguns quilómetros (ainda assim, a rondar os 85 km). Sobe-se de Vila Franca para o Alto do Agruela (subida do hospital) – em vez de Alverca para A-dos-Melros -, e depois da N. Sra. da Ajuda desce-se para Bucelas e não pelo setor da Tesoureira, antes de enfrentar Ribas.

Uma volta mais curta do que é habitual, mas com condimentos suficientes para «saciar a gula», principalmente aos trepadores, com três subidas interessantes no menu: Agruela-Mata-Ribas; não excluindo ex-líbris da jornada, a rampa dura da N. Sra. da Ajuda. Mas não agradará só àqueles: o longo setor da EN10 (Sacavém-Vila Franca – 25 km) servirá muito bem aos mais roladores, que certamente terão oportunidade de «desgastar» os trepadores.     

Atenção, o início é por Frielas/Unhos/Sacavém!

quinta-feira, julho 24, 2014

Domingo: Clássica do Cartaxo

No próximo domingo, Clássica do Cartaxo, uma das 'grandes' da nossa temporada. O percurso é o tradicional (clicar para ver) e a saída de Loures (bombas da BP) é às 8h00. 

quinta-feira, julho 17, 2014

Domingo: À Volta da Serra

A Volta do próximo domingo é a À Volta da Serra. Para os que não irão estar (como eu, infelizmente) no Skyroad da Serra da Estrela, o percurso é o seguinte

sábado, julho 12, 2014

Domingo: Reguengo

A Volta do próximo domingo (amanhã) é a do Reguengo. O percurso é o seguinte.

sexta-feira, junho 27, 2014

Domingo: Gradil

A volta do próximo domingo é a do Gradil. O percurso é o seguinte

quinta-feira, junho 19, 2014

Domingo: Topos de Alenquer

A Volta do próximo domingo não podia fazer melhor rescaldo do Grandfondo do Gerês. Ou então, não... É inédita no nosso calendário e denomina-se, de forma quase insuspeita, de Topos de Alenquer. Diz-se insuspeita, porque de topos... têm pouco.
Espere-se, por isso, dureza na altimetria, que a acrescentar à distância, no limiar dos 120 km, elevam o nível de exigência para o de «digestão difícil» da jornada minhota da semana passada. E como ela tem sido difícil... (no meu caso pessoal!).
O percurso é o seguinte; e inclui cinco «Topos» na zona de Alenquer - refira-se que o pensei a «pedido» do camarada Pedro Fernandes no defesa da último temporada -, a maioria bastante «picante», como a Serra da Ota, Casais de Marinela, a subida dos Bombeiros de Alenquer, além da subida para Canados e as Cachoeiras. A primeira parte do trajeto, todavia, é praticamente a rolar, de Loures a... Alenquer!
Tem tudo para ser uma grande jornada, para alguns já a preparar o Grandfondo da Serra da Estrela     

quinta-feira, junho 05, 2014

Crónica da Clássica Pina Bike


Que proveitoso foi ter sido o elemento mais fraco (ou quase) do grupo que se destacou a partir da primeira subida maior da Clássica Pina Bike de 2014, realizada no último domingo, talvez uma das mais interessantes e mais exigentes dos últimos tempos, reunindo um extenso lote de participantes de indiscutível craveira e proporcionando uma jornada excelente de ciclismo. Digo-o, porque serviu de teste quase perfeito de preparação para o Grandfondo do Gerês, que é já no próximo dia 15.

O percurso desta clássica foi a condizer com estes objetivos e o nível qualitativo e motivacional da maioria dos elementos que esteve presente compôs o resto. Um recheado pelotão zarpou de Loures para um desafio de quase 140 quilómetros e mais de 2000 metros de desnível positivo acumulado, por apanhado de algumas das subidas mais exigentes e simbólicas da nossa região.

Na fase inicial do trajeto, todavia, cerca de 50 km em terreno mais acessível, quase sempre plano, até Alenquer, e depois em suave ondulado até Ribafria, onde se iniciou a primeira subida do dia: Pereiro de Palhacana. Até lá, muita disponibilidade na condução do pelotão, embora com a moderação que o traçado montanhoso lá mais para a frente recomendava. O Freitas foi um dos que mais se destacaram no trabalho no seu terreno predileto, mas não foi o único a colaborar para que a média em Ribafria se situasse em apreciáveis 35 km/h. De resto, a partir de Alenquer, e principalmente do cruzamento da Espiçandeira, para o falso plano ascendente que liga a Ribafria, o andamento subiu um bom nível, para disparar na rampa íngreme de entrada na subida de Palhacana (3,6 km a 4,5%).

Então, aqui, a separação definitiva. Ao contrário do que tinha sugerido/aconselhado na apresentação da Clássica, mas previsível pelo contingente de nível que nela figurava, logo na primeira rampa o andamento foi forte ao ponto de separar desde logo as águas... Mesmo entre os que se destacaram formaram-se dois grupos, que a irregularidade da vertente ajudou a reunir no derradeiro quilómetro da ascensão. No cume, talvez menos de um terço dos que integravam o pelotão no sopé: eu, Rui Torpes, Renato Ferreira, Tiago Silva, Ricardo Gonçalves, Augusto Vitorino, André, Ricardo Afonso, Capela, Duarte Azenha, Carlos Santos e, entrando mais tarde, Tiago Martins. Para mim, 175 de pulsação média. Uff...

Na ligação ao Sobral, recuperação. Mas a acalmia não chegou sequer à vila. Pelo menos, para mim, vítima (ou afortunado) de mim próprio... Ainda para mais tinha acabado de «ordenar» ao Afonso que não passasse mais pela frente (fê-lo por breves instantes no início da subida que terminara), que nos poupássemos para as (muitas) agruras que ainda se seguiriam. Mas eu aprecio quando o ritmo nas transições é morno e por isso passei para a frente para o estimular. Mas só isso. Ainda acenei para que me seguissem, e o que ganhei foi... a parceria do Torpes. Ui! Abeirou-se e lançou-me o desafio da fuga algo dissimulado (para meio entendedor...) e eu não podia fazer-me rogado. O mais que se disse foi: «queres lixar-me!». Presente envenenado! Mas muito proveitoso. A partir daí metemos um ritmo forte, em colaboração, embora sentindo-o sempre a não entrar em sobre-regimes. Eu nem tanto, principalmente desde que entrámos na subida da Cabeda (178) até ao Alqueidão (177). Não vislumbrarmos o grupo de perseguidores encorajava-nos. Estariam a ser permissivos. O Torpes alertava: «já vi fugas resultarem assim...»

No entanto, a resposta tardou mas foi eficaz. Pelos vistos, começou ainda na Cabeda e culminou já em plena descida da Louriceira. Nestas coisas há sempre «estranhezas», como a de o esforço da perseguição ter sido exclusivamente do Tiago Silva, num grupo tão bem composto. De qualquer modo, o facto de nos ter retirado quase 1 minuto no setor Cabeda-Alqueidão! Por esse motivo, apesar de ter durado cerca de 40 minutos (e muitas forças preciosas!), a nossa aventura não foi mais longe...

Então, para mim, era tempo de ver como era «recebido» no grupo. Não foi com hostilidade, o que agradeci, aproveitando para recuperar algumas forças na descida para Monfalim e Arruda. Mas a fuga tinha sido um estímulo e na abordagem à Mata voltei a encabeçar o grupo, no que tive rápida parceria do Augusto. Aí fiquei até ao primeiro gancho, quando o Tiago tomou as rédeas, fazendo grande parte das despesas até perto do alto, quando houve uma mudança de velocidade que deixou em dificuldades alguns elementos, entre eles, eu... (após 177 de batidas médias). Mas houve quem perdesse o comboio. Não definitivamente, porque a descida foi «sem pedalar» e seguiu-se uma paragem para reabastecimento na N. Sra. Da Ajuda.

A partir daí (já com as ausências do Afonso, Capela, Duarte e do Paulo Pais que nos intercetou na subida para o Alqueidão) e com o Tiago Martins reintegrado, rumámos à Tesoureira.

E novamente, para mim, o mesmo figurino (ou figurinha...). Entrei cheio de alma, como um lobo, como se não houvesse amanhã, com o ímpeto de manter todos aqueles poderosos na roda, mas apesar de não ter tido saída de sendeiro, tive de suar as estopinhas para me agarrar na fase final da subida (172). Nova baixa: André.

Seguiu-se Ribas, e pelas sensações que vinha a ter, não esperava que após a rampa de entrada, com o andamento estimulado por uma iniciativa do Torpes e do Augusto, não tivesse mais capacidade para seguir o grupo. As pernas não respondiam e tive de meter andamento de contenção, sempre a perder terreno. Na dianteira, só via o grupo perseguidor com o Tiago Martins em evidência – renascido das cinzas e mais dinâmico do que nunca! Os primeiros, não sei quanto tempo fizeram, mas o melhor registo do Strava foi o do Ricardo Gonçalves com 8m42s. O 3.º melhor! Muito bom! O Tiago, o último contabilizado, 9m17s, excelente! Eu, mesmo assim, 10m02s.

No Alto do Andrade, embora sem grande esperança de voltar ao grupo, não abdiquei e lancei-me a caminho de Lousa, para Montemuro. À entrada, o local incentiva-me: «eles vão mesmo aí à frente!». E iam... Após o cemitério, estavam a 200 metros e pareciam tranquilos. Por isso, carreguei (o que podia...). Só que... a pouco menos de 50 metros, (pareceu-me) o Tiago mexeu na frente (enormíssima parte final de Clássica: temos homem para o Gerês!) e levou o Torpes e o Augusto. Os restantes ainda hesitaram, mas creio que preferiram aguardar por mim. De qualquer modo, as forças já iam justas para todos. O Carlos Santos recuou e deu-me a sua roda para me recolocar. Mas a aproximação ao topo foi rapidíssima e levou-me a energia que restava até à reserva.

Resultado, logo que entrou a subida (e é suave) das Galés não deu mais, fiquei definitivamente sozinho, limitando-me a gerir o (pouco) que restava, porque ainda me faltava... chegar a Alverca!

Em Loures, 4 minutos de atraso para os primeiros. Mas, à chegada a casa, total de 170 km e 5h45m de grande treino – e estimulante ciclismo!

O TPC está feito, agora recuperar bem, e que venha o Gerês!

Alteração à Volta do próximo domingo

Novamente a pedido de «várias famílias» interessadas no Grandfondo do Gerês, altera-se a volta do próximo domingo, que seria a de Belas. Em sua substituição uma menos «áspera»: Ota que, por hábito, desenrasca este tipo de situações, embora na sua versão mais longa, com 116 km, com início por Frielas, Unhos e Sacavém. O percurso.
Fica então a alteração.

Já para a próxima terça-feira, feriado, a volta eleita é a do Reguengo. O percurso

terça-feira, maio 27, 2014

Clássica Pina Bike


A pedido de várias «famílias» e, em especial, do nosso patrão, Pina, a Clássica Pina Bike de 2014 será subordinada a ultimar a preparação dos diversos participantes no Granfondo do Gerês, que se realiza já no próximo dia 15 de junho.

Logo, conte-se com um percurso rijo, com cerca de 2000 metros de acumulado e com uma distância importante, à imagem do grande desafio minhoto (138 km; no Gerês mais 20 km), simulando em número de subidas (5 ou 6), aquele traçado. De qualquer modo, respeitando o que é tradicional nas nossas Clássicas, a primeira parte será mais acessível, permitindo haver mais probabilidades de o pelotão rolar compacto, atenuando as diferenças que certamente se farão na segunda parte do trajeto. De resto, o percurso do Gerês também tem este mesmo aspeto na sua fase inicial.

Então sim, surgem as dificuldades e serão a condizer com as exigências de um teste de preparação para o Granfondo. Após 48 km quase sempre planos, à saída de Ribafria a primeira subida: Pereiro de Palhacana, com uma entrada agreste e uma inclinação irregular. Em seguida, Cabeda (2.ª ao km 64), com o encadeamento com o Forte de Alqueidão, antecedendo a Mata (3.ª; km 87) e Ribas (4.ª; km 109) e finalmente Montemuro (5.ª; km 117) com o seguimento por Sto. Estevão das Galés. Em Loures estaremos com 138,5 km.

A hora de saída de Loures (bombas da BP) é às 8h00
Recorde-se que o andamento é livre (conceito de Clássica) e recomenda-se que cada um o adeque à sua condição física. Arrisco a sugestão/conselho para se moderar o ímpeto na primeira fase do percurso, incluindo nas primeiras abordagens montanhosas, cabendo aos interessados manter um passo de desgaste - como, aliás, se vê os profissionais fazer nas grandes Voltas... ;)    

quarta-feira, maio 14, 2014

Domingo: Sobral da Abelheira

A Volta do próximo domingo é a do Sobral da Abelheira, um regresso ao nosso calendário.
O percurso é o seguinte.

Pontos de neutralização para eventual reagrupamento:
- Sobral (rotunda da Praça de Touros)
- Catefica (após a descida do Figueiredo)

Fase de «andamento de referência»: Loures-Bucelas

ATENÇÃO: no percurso há um erro, após a rotunda da Barreiralva segue-se pela estrada nacional 9 até à Murgueira (o trajeto habitual) e não pela via rápida, como está no mapa.

quinta-feira, maio 08, 2014

Domingo: Marginal-Sintra (Penina)

A volta do próximo domingo é a da Marginal-Sintra (Penina). O percurso é o seguinte.

Nota: no mesmo dia os camaradas dos Duros do Pedal realizam a sua Clássica de Montejunto (por Vila Verde dos Francos), com percurso idêntico ao nosso, o que efectuámos na semana passada. O pelotão passa por Loures sensivelmente às 8h30 - hora em que saímos para a nossa volta. Logo, é possível escolher entre as duas! 

sábado, maio 03, 2014

Crónica do Évora Granfondo Challenge


Segue-se a crónica do Évora Granfondo Challenge, através do meu por vezes turvo olhar...

Procedimento prévio: intromissão «à cara podre» no aglomerado de concorrentes na formação de partida, para ficar o mais próximo possível dos primeiros! Má ação? Admito, mas, agora, analisando friamente a prova, garanto que foi providencial para o meu desempenho, salvaguardando-me de uma recolocação durante os quilómetros iniciais que seria muitíssimo desgastante, tanto mais que é um dos meus piores dramas nestes eventos. E ainda mais neste, em que seria especialmente agravado pela velocidade vertiginosa com que se percorreram os primeiros quilómetros – incluindo os que supostamente foram neutralizados dentro da cidade. A prova cabal do que me refiro foi a dificuldade de outros (relatada pelos próprios) que partiram mais recuados, e que muito melhor do que eu se sabem colocar (o Jony ou Freitas). De resto, o que dizer mais quando os primeiros 50 km foram feitos à média de 45 km/h? Ainda que beneficiando do vento estar a favor – na única parte do percurso em que esteve...

De qualquer modo, até Monsaraz, ao início da curta mas picante subida (1,8 km a 7%), embora tivesse integrado sempre o grande pelotão principal, nunca estive onde gostaria de estar, obrigando-me a suportar algumas mudanças de ritmo (esticões...) habituais na parte mais recuada, que me mantiveram a pulsação elevada (média de 157) ainda assim mais baixa do que a quase «hard core», no Granfondo do Gerês-2013, até à primeira subida (165). Mas, reforço, não foi tão mau como eu temia. Mais: tenho de admitir que, para a minha «nabice»/falta de capacidade, até foi... bom!

No entanto, entrei na primeira subida muito para trás. E na parte em que esta fica mais inclinada, quando os homens da frente começaram a mexer-se, bumba: no elástico! Para ser sincero, nem sequer me recordo bem quando e onde me encontrei! Para avivar a memória, pensei em «descobrir-me» nas fotos oficiais da prova. Vejo e revejo cada «frame» e identifico quase todas as caras conhecidas, mas, de mim, nem a sombra. Com’é?! Onde é que eu parava? Da subida lembrava-me apenas do essencial: que, na fase final, após ter forçado para recuperar, fico com o Jony em ponto de mira e esforcei-me por caçar-lhe a roda antes de começar a descida, pois sabia que seria uma ajuda fundamental nesse terreno – o que consegui, embora à custa de 180 ppm médias! Bom, quanto às fotos, lá me descobri, quase totalmente tapado na imagem, num grupo onde estava o Paulo Pais e o Tiago Martins. Para a frente, todas as minhas referências no pelotão: Rui Torpes, Ricardo Gonçalves, Carlos Cunha, Pedro Capela, Duarte Azenha, Nuno Mendes e o referido Jony.

Como calculei, na roda deste último (creio que nem se apercebeu), picamos vertiginosamente pela curta descida, entrando sem dificuldade no grupo principal, que, aliás, tinha «parado». E assim se manteve, ao ponto de a maioria dos elementos que o integravam no início da subida terem voltado a entrar. Nessa altura também fiquei com a noção que, mesmo efetuando uma subida atabalhoada, no final da descida estava entre os primeiros 20-30. Bom indicador.

No entanto, bastaram três quilómetros de acalmia (a cerca de 30 km/h) para o grupo voltar a engrossar e assim manteve até à Serra da Ossa, a segunda dificuldade da jornada, num longo «passeio», ou quase, interrompido por duas passagens em falsos planos ascendentes, ou pouco mais do que isso, o primeiro ao km 60 (1,3 km a 3%), sem exigir muito anaeróbio (173); e o segundo ao km 70, um pouco mais longo, duro (1,8 km a 4%) e atacado (178), que deve ter «vitimado» alguns que estavam, nesta altura, mais curtos de forças.

Então, quase aos 100 km, a famigerada Serra da Ossa, que, no fundo, é uma subida em duas (ou vice-versa...). A primeira fase, mais suave (2 km a 2,5%), que se passou estranhamente devagar (mas desconfiadamente também...); e a segunda, então já com inclinações de... serra (7%), embora com a mesma curta distância da primeira (2 km). Aqui, sim, os «tubarões» (Gamito, José Silva) imprimiram um andamento voraz à cabeça do grupo, deixando a maioria em dificuldades. Agora, felizmente, estava muito melhor colocado, o que me permitiu gerir o esforço no controlo das rodas-referência: desde logo, Cunha, Capela, Gonçalves e Duarte. O Torpes estava mais fora do alcance, integrado nos primeiros. À média de 182 de pulso, agarrei-me ao grupo certo até ao final da subida (que desconhecia totalmente) e não foi necessário muito da descida para que alcançássemos o que estava imediatamente à frente e, juntos, não demorou nada a apanhar os primeiros. Fizemo-lo muito antes de terminar a descida (de 6 km).

Então, sucedeu o mesmo que em Monsaraz: «paragem» no grupo principal, que já se encontrava reduzido a não mais de 20-25 unidades. De tal modo que, num topo que não distava mais de 2 km depois da descida, voltou a entrar o grosso da coluna, de uns 60 elementos. E que se manteve agrupado até Évora, apesar de mais uma subida ou topo mais exigentes (o mais, em Évoramonte, aos 130 km, com 2 km a 4,6%) que me fizeram disparar o pulso (neste, média de 178). Na aproximação à cidade, as figuras e as respetivas equipas começaram a preparar a chegada, anulando quaisquer tentativas de fuga, num terreno muito acidentado (ondulado), o que também fez crescer a tensão e risco de queda. Pouco ou nada sucedeu de anormal, excetuando um ciclista que embateu de frente num veículo estacionado, felizmente sem gravidade.

Assim, na subida final, em piso empedrado, curta mas íngreme, libertaram-se as feras – como quem diz, os mais interessados na melhor classificação. Apesar de me incluir nestes (embora não sendo... fera! (brinco), devido ao perigo de queda e o piso não ser ao meu jeito, «desliguei» à entrada da muralha, cumprindo o quilómetro que restava com o conforto... possível.

Em resumo, outra fantástica experiência em provas de Granfondo, que felizmente estão para durar em Portugal, graças a organizações competentes que promovem adesões até ao limite das inscrições. Apesar de considerar este tipo de percurso tão plano gerador de uma certa monotonia (para mim, uma vez com capacidade para integrar o grupo principal, mesmo após as subidas mais seletivas, que foram oásis de emoção naquela imensa planície, e sem capacidade de ser me assomar à frente, o meu desempenho limitou-se a prevenir quedas e outros percalços). Venha o Gerês!                      

quinta-feira, maio 01, 2014

Domingo: Montejunto (Vila Verde dos Francos)


No próximo domingo realiza-se a Clássica de Montejunto, pela subida de Vila Verde dos Francos. O percurso é o seguinte (ida e volta idêntico).
Hora de partida das bombas de Loures: 8h00

quarta-feira, abril 30, 2014

Dia 1 de maio: Abrigada

Para amanhã, dia 1 de maio, feriado, sugere-se a volta da Abrigada. O percurso é o seguinte