segunda-feira, dezembro 31, 2012

Olá 2013!

(clicar na imagem para aumentá-la)

Aí está o calendário para a temporada de 2013! Entre voltas, clássicas e «outras que tais», aguardam-nos mais de 6000 km de asfalto para «bater». Bastante!

A época que se avizinha tem grandes novidades, apesar de se manter o esquema dos últimos anos, com as voltas «normais» domingueiras, as mais competitivas Clássicas e as ditas «especiais» que, pelas suas características e interesse, conquistaram lugar no alinhamento tradicional. Mas já lá iremos.

O que será novo na próxima temporada (ano) é uma espécie de desafio ao grupo ou, em particular, aos seus elementos mais ativos, e que consiste na participação em alguns eventos de caráter nacional (que estão confirmados) fora do âmbito das saídas normais, organizados por empresas certificadas e especializadas. Ou seja, a sério! São os casos das provas de Granfondo, como o pioneiro Skyroad da Lousã, realizada em outubro deste ano (com indiscutível sucesso) e que voltará em 2013 sensivelmente na mesma data. Além deste, outro Grandfondo está igualmente certo, o do Gerês (dia 16 de junho; ver http://geresgranfondo.com), a prometer níveis de organização e de espetacularidade idênticos (pelo menos) aos do da Lousã. Ou ainda o igualmente interessante Póvoa de Varzim-Srª. da Graça, Memorial Bruno Neves (dia 5 de Maio) (ver www.bikeservice.pt). Fica então o repto, tanto mais que é importante ajudar a impulsionar este tipo de iniciativas de promoção do ciclismo amador, por que há tanto tempo ansiávamos em Portugal, e que, finalmente, parece começar a «pegar».   

A natureza do calendário-2013 privilegia a primeira metade do ano, em que se concentra a maioria dos eventos mais populares e estimulantes. O motivo desta preferência deve-se à tendência, verificada nos últimos anos, para muito maior atividade naquela fase da temporada, que resulta de níveis superiores de motivação e se repercute no de participação. A este facto não será alheio as datas da Clássicas de Santarém e Évora - entre março e abril, e a imporem necessário período de preparação desde janeiro; com a novidade de a Clássica de Santa Cruz (24 março) chegar primeiro do que a de Évora (7 abril), e também a da Serra da Estrela (2 junho), praticamente a encerrar aquele período de maior euforia, que se espera dure, pelo menos, até ao dia 16 seguinte, ao Granfondo do Gerês. Espere-se, pois, entre março e junho, três meses de grande atividade e intensidade!

De resto, julho tem marcado a transição da época (até essa altura está também a Clássica do Cartaxo, que tem vindo a aumentar de popularidade), com agosto a revelar-se mês sabático, ou quase, e setembro a marcar o pico desta fase (Clássicas dos Campeões e Pina Bike) e outubro, dependendo das condições meteorológicas, a refletir uma motivação decrescente e também menor adesão que advêm, em grande parte, do cansaço e da saturação física e anímica que exige o ciclismo, mesmo no «nosso», puramente amador.

As lides voltarão a intensificar-se a partir de setembro, com mais voltas interessante, as duas Clássicas finais (Campeões e Pina Bike) e, por fim, o Granfondo da Lousã, previsto para 12 de outubro.

Regressando às voltas ditas «especiais», serão duas e como a sua denominação indica constituirão jornadas com características peculiares. São elas: o já célebre Roteiro dos Muros e a Supertrepadores. Distinguem-se, assim, das Clássicas, em virtude destas terem, no seu formato, andamento livre de início (ou quase) ao fim. Não se pretende que privilegiem a performance e a competitividade (que todos apreciamos, apenas a dose varia), mas outras componentes essenciais da nossa modalidade de eleição. Com a sua filosofia pretende-se, definitivamente, aproximá-las o mais possível do conceito de superação individual ou de treino, conforme as preferências e objetivos de cada participante, com percursos exigentes, longos e de «montanha», para se irem fazendo..., e estão estrategicamente calendarizadas, entre finais de abril e meados de maio para poderem constituir oportunidades para apurar a forma para a Clássica da Serra da Estrela, para o referido Grandfondo do Gerês, ou para as «internacionais» Quebrantahuesos ou Etape du Tour, e outras, entre junho e julho.

Os desafios estão lançados, desde já com a certeza de mais uma temporada bem preenchida!
Boas pedaladas!

sábado, dezembro 29, 2012

Volta de amanhã, domingo

A volta de amanhã, domingo, a última de 2012 é a seguinte:

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Crónica de Alcoentre


Na volta do último domingo acusei um ligeiro retrocesso de forma no rescaldo de uma semana aziaga, marcada pela acumulação de fadiga após as primeiras três semanas de pré-temporada de bicicleta e, reconheçamos, uma certa dose de preguiça. Como alguém disse sabiamente: «o nosso corpo é mandrião!». Assim, resolvi compensar, castigando-o para aliviar a alma, expondo-me a trabalho mais extensivo do que o habitual, a espaços até intensivo, à frente do pelotão. Ou melhor, do grupo mais numeroso de dois que, uma vez mais, se formaram desde muito cedo em consequência de percalços (avarias e furos e não de andamentos díspares) que ocorreram nos primeiros quilómetros da jornada que nos levou até lá para às bandas da Espinheira, Alcoentre e Aveiras, na respeitável distância de 120 km.
Destaque-se, em mais uma semana consecutiva, a adesão numerosa, com a presença de participantes dos mais diversos «quadrantes» e com objetivos diametralmente opostos, desde os competidores aos domingueiros. O camarada Rocha (não é que faça parte destes últimos!!) foi agradável surpresa, proveniente das profundezas saloias, e o Renato Hernandez (este, claramente os primeiros!) lá estava também, à partida de Loures, tendo sido dos poucos (apenas mais o Ricardo Gonçalves) que aguardaram pela minha saída tardia (e a do Jony) devido a um café que demorou dois ou três minutos para lá das 8h30. Ao quarteto juntaram-se o Carlos do Barro e o Filipe Arraiolos, também com atraso na chegada à concentração. De qualquer modo, o grupo numeroso que saiu, em ponto, manteve-se a um ritmo lento q.b. que permitiu, sem necessidade de forçar a perseguição, a recolagem no final da Variante de Vialonga.

O reagrupamento foi, todavia, breve e fugaz. No início da descida da Cervejeira uma avaria (corrente partida) originou o primeiro impasse. Os que acabavam de chegar (exceto eu) imediatamente partiram (definitivamente devido ao atraso provocado pela reparação), levando com eles um ou outro elemento do grupo que acabávamos de alcançar. Lamenta-se, mas compreende-se. Está difícil partilhar a saída domingueira em pelotão único, principalmente com o Renato, que, realça-se, tem marcado presença assídua às voltas nesta pré-temporada, o que também se saúda.

Cá atrás, após o reatamento, não demorei a assumir as despesas, ainda que com as pernas presas e ainda maçadas de um trabalho aturado de musculação (por eletroestimulação). Estava em plena labuta, até que à passagem por Castanheira deparámo-nos com o Jony: furado. Mais uma paragem, demorada, e o subsequente retomar da pedalada, ainda com a minha predisposição para o sacrifício (entenda-se, generosidade... – afinal é Natal!) na liderança de um grupo com cerca de 15 unidades, que se satisfazia com o andamento que eu impunha. O Jony, entretanto, também não demorou a emparceirar. A ele, tal como a mim, também faltam quilómetros neste início de época.

A abordagem ao carrossel da Espinheira foi moderada, com o Norberto a surgir à dianteira, tal como o Jony e o Freitas, este último a fechar, lá no topo, um espaço criado pelo ligeiro adiantamento do Zé, que apareceu empertigado para esta volta e não perdeu ensejo de, amiúde, espicaçar o ritmo – e a ordem vigente. Sangue na guelra, que se espera e recomenda que corra nas veias da maioria, mas, de preferência, lá mais para a frente... De qualquer modo, o andamento nunca foi baixo, com a média a rondar, desde o início, 30/32 km/h (Espinheira, à parte, mas ainda assim com 28,5 km/h), e a atingir já apreciáveis 35 km/h entre Alcoentre e Aveiras, onde se parou para tomar retemperador café.

E para não quebrar o ritmo de intensa queima de calorias para compensar as mesas fartas desta quadra, continuou-se a pedalar com empenho na longa planície de regresso, com o esforço um pouco mais (mas não muito...) partilhado entre os elementos do pelotão. Alguns puxados quase pelas... orelhas. 
 
Boas Festas e Boas Pedaladas                        

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Domingo: Alcoentre

A volta do próximo domingo é a de Alcoentre, na distância de 119 km. O percurso é maioritariamente plano, logo acessível, embora a referida «quilometragem», já respeitável, possa vir a impor maiores dificuldades, em especial aos que ainda carecem de endurance nesta fase de pré-temporada. De resto, os maiores desníveis do traçado encontram-se na passagem pela Espinheira.
Por esse motivo, sugere-se um ponto de neutralização para eventual reagrupamento
- Rotunda antes de Alcoentre
    

terça-feira, dezembro 18, 2012

Crónica de Santo Estevão


A última incursão de 2012 a Santo Estevão foi a duas velocidades. Ou seja, desde muito cedo se estabeleceram dois grupos com andamentos distintos, que rolaram separados durante todo o percurso, com mais de uma centena de quilómetros. Inevitável, a lei dos diferentes estados de forma e/ou das pretensões de treino dos vários participantes nesta fase da pré-temporada. E quando se acrescenta algum espírito/regime pré-competitivo entre os mais aptos – não se aliviar um ritmo elevadíssimo durante, pelo menos, 70 km, o que é senão precoce nesta altura do ano –, as diferenças tornam-se impossíveis de conciliar ou mesmo de atenuar.

Por isso, bastou dois ou três quilómetros (ainda o pelotão, mais uma vez numeroso, mal saía do Tojal), já o andamento à cabeça causava o primeiro e definitivo corte. Quem quis ou pôde, agarrou-se à dianteira; os que não... (em que me incluía), resignaram-se a um grupo de retaguarda, cujo ritmo era bem mais moderado. Mas que não era lento! E mais vivo se tornou quando, ainda na Variante de Vialonga, passei a assumir as despesas, conduzindo o «grupetto» de cerca de uma dezena de unidades à bem razoável média de 35 km/h até Vila Franca. Fi-lo «desprendido» de uma perseguição efetiva, mas com a fundada esperança que, com um abradamento à frente, não demoraríamos a reagrupar-nos. Serve, isto, para demonstrar que a decisão, voluntária, de temporizar atrás naquela fase inicial não traduziu qualquer «desprendimento» com a preservação do pelotão. Mas, estabelecido o corte, seria impossível a recolagem com o andamento que se imprimiu à frente.   
E assim, infelizmente, não mais se avistou os homens da dianteira. E nem com a reposição do andamento ao mesmo nível até Benavente - após uma passagem serena pelo empedrado e a ponte Marechal Carmona -, e daí em diante, pela vasta lezíria de Sto. Estevão, houve outro desfecho. Então, com o contributo repartido entre os elementos que compunham o grupo, destando-se o Jorge, o Freitas, o Nuno Garcia e o Pina, este após Sto. Estevão (onde nos aguardava para tomar café). Na dianteira rolava-se, com certeza, muito mais depressa – e sem aliviar.

Embora bastando algum alívio do andamento à frente para, como se percebe, ter permitido que o pelotão reagrupasse (antes da paragem em Sto. Estevão, obviamente), há que reconhecer que o mesmo seria desnecessário face às discrepâncias (de forma física, de abordagem à saída de grupo, ao treino que esta poderá constituir) referidas no início desta crónica, pois não originaria mais do que uma breve e fugaz «reconciliação» entre grupos. Tanto mais que, segundo rezam também as crónicas dos que foram sendo recolhidos no terreno, lá para os lados de Sto. Estevão instalou-se entre os mais fortes (Renato Hernandez, Renato Ferreira, André e João Silva - ou em alguns destes), o tal regime pré-competitivo que igualmente mencionei.

Por esse motivo, à passagem por Alverca, na dianteira, já só restavam mesmo aqueles quatro! Os outros (muitos!) foram peças que se foram desmontando ao longo do trajeto, que se tornou ainda mais seletivo devido ao vento frontal desde Benavente e, depois, lateral, desde o cruzamento do Infantado até Vila Franca (média inferior a 32 km/h), agravando desgastes aos que ainda estão pouco rodados nesta fase madrugadora da época.
 
Anúncio do calendário da temporada 2013: na próxima sexta-feira, dia 21       

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Domingo: Sto. Estevão

A volta do próximo domingo é clássica sem ser uma... Clássica: clássica, porque é uma das mais antigas, tradicionais e quase sempre mais participadas do nosso calendário, e que tem algumas reedições no mesmo ano, estatuto que só a Ota (outra já clássica) partilha.
O percurso é bem conhecido de quase toda a gente, com os seus 113 km totalmente planos e no sentido mais «batido», e é o seguinte.
Pontos de neutralização para reagrupamente... só em casos de necessidade!

Já tinha falado sobre o calendário de 2013..., e já figuram nele os (meus) principais objetivos!  

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Crónica de Sobral-Merceana-Alenquer


A volta do último domingo cumpriu os requisitos de um bom treino de pré-temporada, com algum sobe e desce à mistura para estimular o «cardio», para a maioria ainda pouco musculado. O percurso teve a maior parte do desnível acumulado no primeiro terço, com a ligação entre o Tojal e o Forte do Alqueidão (Sobral), principalmente a longa subida desde Bucelas, cumprida a um ritmo que, no meu caso, ainda com a condição física debilitada pela escassez de treino neste arranque de época, foi de endurance alto.

De qualquer modo, os primeiros quilómetros após a saída de Loures foram brandos e marcados por resquícios ainda da volta do domingo anterior (Ota), nomeadamente sobre algumas incidências por mim relatadas na crónica e posterior comentário do Pedro Fernandes. O contraditório partiu do Zé-Tó, o que se destaca pela positiva, por vir de uma das personalidades mais antigas do grupo, por isso com responsabilidades atribuídas e que devem ser (e creio que são) por ele reconhecidas. Foi uma elogiável troca de opiniões, amiúde divergentes em alguns pontos de vista mas unânimes em prol do interesse coletivo. Sinal de vitalidade, à atenção de outros elementos com semelhante peso no seio do grupo, a quem se pedia maior intervenção.

Voltando ao relato da volta, como se previa o Alqueidão foi seletivo e desde logo muito cedo provocou a formação de dois grupos, com andamentos distintos. No primeiro, comandava o Renato Hernandez (que, pelo segundo fim de semana consecutivo escolheu a nossa voltas domingueiras para cumprir o seu plano de preparação nesta fase, o que se ressalva), a impor um ritmo, ainda que pausado, suficiente para criar a cisão no pelotão, e com ele levando cerca de uma dezena de elementos. Atrás, foi o Freitas, até a Arranhó, a liderar o grupo mais lento, em que me incluía e que passei a encabeçar a partir daquela localidade. Numa e noutra posição, o meu registo cardíaco, como já referi, oscilou entre patamares sempre abaixo do limiar anaeróbio, e obviamente na segunda, em que assumi as despesas, esteve muito perto deste.

Após o reagrupamento no Sobral (ainda havia mais elementos que se encontravam para trás), o pelotão desceu rapidamente para as proximidades da Merceana (Aldeia Gavinha) mas no topo da «Quinta», antes do cruzamento de Ribafria, uma aceleração do Jony voltou a quebrar a coluna. Para trás, voltei a ficar eu (as pernas, se bem que «rolam» relativamente à-vontade, ainda não correspondem quando o terreno inclina...) e mais uns quantos: Freitas, o Pedro, o Zé-Tó, e mais tarde integrámos o Jorge e o João Silva, que se tinham «soltado» da dianteira.

Para a frente, num grupo que mantivemos quase sempre à vista até Alenquer, embora sem o conseguirmos alcançar (as despesas estiveram-me quase sempre entregues, e apesar das boas sensações que este facto reflete, não senti disponibilidade física para esse esforço, e admito que preferi não insistir...). À parte do inevitável Renato, no espevitamento do andamento entre os mais rápidos parece ter-se destacado também o Capitão, que está a rentabilizar, sem dúvida, um momento de forma superior à maioria dos demais.

Em Alenquer, a paragem para tomar café separou, em definitivo, os dois grupos, tendo o nosso rolado moderadamente de regresso, agora sob a batuta do Freitas e do João Silva, outro corredor repetente no segundo domingo de dezembro.

 
Próxima saída (dia 16), Santo Estevão, para cumprir mais uma etapa da estação Outono/Inverno.
Em meados da semana que vem será também publicado o calendário da temporada de 2013, com todas as voltas, as famosas clássicas e restantes desafios da época!

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Domingo: Sobral-Merceana-Alenquer

Embora já tenha sido divulgada no «post» da crónica da volta do último domingo (Ota), não é demais relembrar que a jornada do próximo domingo, que sofreu uma alteração ao percurso para torná-lo mais curto e, acima de tudo, mais acessível. Esclareça-se que é apenas uma sugestão que, de qualquer modo, creio que será bem aceite pela maioria dos participantes.
Então, o trajeto definitivo é o seguinte. E mais uma nota: a parte final, a extensão entre Alverca e Sacavém (EN10), fica igualmente dependente da vontade de cada um e/ou do coletivo. Obviamente, a alternativa seria o regresso direto pela Variante de Vialonga e Tojal.
Uma vez que a saída é em direção a Bucelas e Sobral, mesmo que o andamento seja moderado, como se recomenda nesta fase de pré-temporada, é provável que a subida do Forte de Alequeidão se torne seletiva e haja quem se atrase ou quem pretenda adiantar-se (o que é perfeitamente natural), sugere-se uma neutralização à chegada ao Sobral (rotunda da Praça de Touro) para eventual reagrupamento. A partir daí parece-me que só se justificaria (e bem) mais uma paragem em Alenquer, mas para tomar café!

P.S. São atitudes como a que o Pedro Fernandes preconiza no seu comentário (crítico) à crónica da Ota que promovem a coesão, organização e espírito de camaradagem que se pretende para os grupos ditos domingueiros, e que, no nosso em particular, como o próprio refere e elogia, é reconhecida como bom exemplo, tanto dentro como fora do grupo, o que é ainda mais relevante e meritório para todos os que para essas virtudes contribuem. Bem hajam!   

quinta-feira, dezembro 06, 2012

«Quebraossos»-2013: pré-inscrições a decorrer!

Desde dia 3 de dezembro até 4 de janeiro, está a decorrer a fase de pré-inscrição para a próxima edição da Quebrantahuesos, a rainha das clássicas para ciclismo amador (ciclodesportivas) em Espanha, que se irá realizar no dia 22 de junho de 2013. Como nos últimos anos, o processo é ingrato, com a confirmação da participação a depender de sorteio (por números) até ao limite determinado pela organização, cerca de 8000 participantes.

Este ano, os espanhóis estão a abusar nos custos. Só para fazer a pré-inscrição, «nuestros hermanos» exigem 4 euros por candidato e, imagine-se, 60 euros para formalizar, posteriormente, a inscrição. Os organizadores asseguram que irão compensar este inflacionamento dos preços – que já justificou uma nota explicativa no site oficial da prova, pudera! - com o aumento do IVA no seu país, a drástica redução das subvenções estatais e a subida em geral das despesas. Resumindo: os reflexos da crise também lhes chegaram... Garantem, por outro lado, compensar os participantes com mais e melhores préstimos.

Eis a mais uma prova que é momento de oportunidade para os organizadores deste género de eventos de ciclismo de estrada em Portugal, e de que o recente Sky Road Granfondo, da Lousã foi um óptimo exemplo!   

Datas do processo de inscrição para o «Quebraossos»:
3 dezembro: início da fase de pré-inscrições
4 janeiro: fim da fase de pré-inscrições
8 janeiro: sorteio dos lugares
11 janeiro: início do período de inscrições
12 fevereiro: fim do período de inscrições

Outras provas internacionais com interesse:
Clássica Lagos de Covadonga (Cangas de Onis, Astúrias, Espanha): 18 de Maio (inscrições a partir de meados de fevereiro)
Etapa do Tour (Annecy-Semnoz, Alpes, França): 7 de julho (inscrições abertas no site da prova)

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Crónica da Ota


A primeira saída simbólica do início da pré-temporada foi bom augúrio para o que nos espera em 2013. Desde logo, uma numerosa participação, numa manhã ensolarada que convidava a experimentar as primeiras pedaladas mais duradouras para muitos e, para outros, já mais vigorosas. De qualquer modo, ao arranque de Loures surpreendeu que o pelotão tivesse menos bicicletas do que as que estavam paradas minutos antes, no ponto de encontro matinal. Estranho? Razão simples: houve saídas antecipadas, logo no primeiro dia, o que, neste caso, é mau pronuncio... Tanto mais, que os adiantados juntaram-se a outros que aguardavam mais adiante e formaram um segundo pelotão que rolou destacado durante quase o percurso, nunca se reunindo com o primeiro. Enfim.

De qualquer modo, o grupo (diga-se principal) em que estive integrado durante a primeira metade da volta era bem recheado o suficiente para se cumprir os objetivos desta inicial saída de grupo no inverno. Passo certo, moderado, sempre sob o comando do Renato Hernandez, já num nível de forma que dá para os gastos de locomotiva, mesmo a meio vapor, e perfeito para mim, que estava ali a completar as primeiras duas centenas quilómetros. Os restantes, na ordem da dezena, também não tiveram grandes dificuldades em seguir o ritmo de... pré-temporada. E devem ter agradecido a boleia, sem oscilações, avanços ou recuos bruscos: 100% recomendável para esta fase do ano. Aliás, não se esperava outra coisa num grupo em que pontificava a experiência: Torpes, Ricardo Gonçalves, João Silva, Freitas, Jorge, Arraiolos, Nuno Garcia, e ainda o jovem Tiago, o Pedro Ricardo, regressado (bem-haja) Carlos do Barro, entre outros. O único momento em que o grupo perdeu algumas peças foi na subida do Vale do Brejo, que não propriamente... a passar apenas. Mas logo a seguir voltou a reunir-se.

Entretanto, a malta que rolava adiantada parou para café na Ota, desviado da rota, e a partir de então inverteram-se as posições na estrada, ainda e sempre sem fusão dos grupos. Contudo, eu, o Freitas e o Jorge deixámos o nosso, em Aveiras, e aguardámos pelos restantes, que incluíam a esmagadora maioria dos habituais domingueiros: Pina, Capitão, Felizardo, Pedro Mendes, Gonçalo, Jony, Bruno e outros mais.

Porém, que esperar de um grupo sem ditos poderosos?! Andamento ainda mais tranquilo? Puro engano. Precisamente o contrário. As qualidades que elogiámos ao andamento do primeiro grupo passaram a defeitos do segundo, e desde logo que o integrámos, ainda mal saíramos de Aveiras. Esticões, acelerações... e as consequentes fraturas. A partir de Azambuja, só restávamos 4 ou 5 (eu, Jorge, Freitas, Jony, Pedro...) a fechar a estrada. Menos, quis dizer mais esforço, e daí ao Carregado gastei mais energia do que em toda a volta...

Até final, acentuou-se o desgaste, naturalmente, pela insuficiência de forma nesta altura, culminando uma primeira sessão de pré-temporada que, no meu caso, teve duração/km (3h45/108 km) acima do recomendável. Felizmente que a intensidade foi mais adequada. À chegada a Alverca as perninhas já estavam bambas...
 
ATENÇÃO: a volta do próximo domingo tem uma alteração no percurso. Será Sobral-Merceana-Alenquer-Vila Franca-Alverca e opcionalmente Sacavém (EN10) ou logo para Vialonga-Tojal. O percurso é o seguinte.        

sábado, dezembro 01, 2012

Amanhã, arranque da pré-temporada de 2013

Chegou finalmente o dia! Acabou-se, para mim, a preguiça e o ócio já duradouros neste defeso calão. Amanhã arranca a pré-temporada de 2013, com simbólica volta domingueira (por ser a primeira de dezembro). Para alguns também deverá sê-lo; para outros apenas mais uma saída numa fase de preparação que já vai longa. Destes, bom exemplo para alento dos primeiros.
A volta de amanhã é a Ota, uma das mais tradicionais do nosso calendário. O percurso é bem conhecido: Loures-Tojal-Vialonga-Alverca-Vila Franca-Carregado-Alenquer-Ota-Vale do Brejo-Aveiras-Azambuja-Carregado-Vila Franca-Alverca-Tojal-Loures.
Distância: aprox. 105 km
Sugere-se uma paragem para tomar café (típica de pré-temporada) no sítio do costume, à saída de Aveiras.
E ainda, tão ou mais importante: andamento moderado durante toda a volta! A cavagalgas ainda vêm longe. Endurace, endurance... recomenda-se!

Bom regresso camaradas!   

sábado, novembro 24, 2012

Domingo: Marginal-Alcoitão

Para os que se arriscarem a enfrentar a intempérie, aqui fica a volta do próximo fim-de-semana: Marginal-Alcoitão. Alguns devem recordar-se da mesma volta, em 2011? Pois é, este ano S. Pedro está impiedoso! Mas não se pense que a malta se detém. O defeso já ficou para trás e não se poupam esforços nesta pré-temporada. São cada vez mais e mais empenhados. Basta vê-los, aos molhos, debaixo de chuva e vento. Bom sinal para o ciclismo que se faz por aí! Para o ciclismo amador. 2013 promete elevar ainda mais o «nível». 

quinta-feira, novembro 15, 2012

Domingo: Sto. Isidoro

A volta do próximo domingo é a de Santo Isidoro. O percurso é o seguinte

sábado, novembro 10, 2012

Domingo: A-dos-Arcos

A volta do próximo domingo, dia 11, é a de A-dos-Arcos. O percurso é o seguinte

quarta-feira, outubro 24, 2012

Domingo: Livramento-Óbidos-Luvramento


A «Concentração de Ciclistas Livramento-Óbidos-Livramento» de 2012, uma vez mais organizada pelo camarada Paulo Pais – com maior competência, a cada ano que passa... -realiza-se este domingo, dia 29, com concentração às 8h30 - ATENÇÃO OS RELÓGIOS ATRASAM-SE UMA HORA NESTE DIA!! -  e partida às 9h00 do Livramento (Azueira), junto ao pavilhão gimnodesportivo, local que coincidirá com a chegada após percurso e ida e volta à lindíssima vila de Óbidos.

Como é apanágio desta iniciativa anual que já se tornou uma clássica do ciclismo amador da nossa região, está prevista a adesão de várias dezenas de ciclistas de diversas paragens, entre competidores e meros praticantes entusiastas da modalidade, uns mais empenhados, outros menos, e ainda outros que tais...

Na primeira metade do trajeto o andamento será (mais) moderado (ou melhor, controlado) em pelotão compacto para promover a convivência – que é, sem dúvida, o «espírito» que preside a este evento -, ao que se seguirá breve pausa programada em Óbidos e o regresso em ritmo livre, após o Bombarral e até à chegada ao Livramento. Então, sim, a complementar a jornada velocipédica com a indispensável e sempre salutar dose de competitividade – sempre, como desde o início -, com respeito às regras do desportivismo.
 
Entretanto, a partir de  Loures, realiza-se mais uma volta domingueira, com arranque às 8h30. O percurso é o seguinte  

quarta-feira, outubro 17, 2012

Skyroad Granfondo: a crónica


Nota prévia: no próximo domingo realiza-se a Clássica Pina Bike, que encerra a temporada. O percurso é o seguinte. Hora e local de partida: 8h00, nas bombas de BP de Loures.
Reviver uma grande clássica internacional de ciclismo amador. O ambiente próprio e o aparato de toda a logística que envolve um evento de grande dimensão desta modalidade, o percurso serrano muitíssimo interessante, enquadrado numa beleza paisagística arrebatadora, a elogiável competência dos organizadores (portugueses...), a forte adesão de participantes de diversas paragens - não terá faltado aliciantes à edição de 2012 do SkyRoad Aldeias do Xisto. Eis o que poderá (e deverá) ser o embrião de novas iniciativas deste tipo no nosso país, por que há tento tempo se (des)esperava, e que se deseja se multipliquem nos tempos vindouros. Uma experiência certamente a repetir pela esmagadora maioria dos ciclistas que cumpriram no passado dia 13, na Lousã, as provas de Granfondo e Mediofondo, nas distâncias de 154 km e 95 km, respetivamente. Fui um deles e asseguro, desde já, que tudo farei regressar em 2013!

A «estória» da minha participação, todavia, não é tão rica em experiências – boas e menos boas, e também... más - como é habitual em participações em eventos desta natureza, nos diversos em que estive presente, em Espanha e França, ao longo dos últimos 14 anos. De qualquer modo, o rescaldo do grandfondo é, do ponto de vista pessoal, 100% positivo – um objetivo cumprido sem mácula. Expliquemos, então, a razão deste sabor agridoce.

Boa posição ao arranque, que foi, desde logo, em ritmo animado à cabeça do pelotão de oito centenas de unidades, pautado pelas suas principais figuras. E eram muitas, algumas do primeiro plano nacional, casos de Vítor Gamito e de José Silva (vencedores das duas «modalidades» da prova, mediofondo e grandfondo, respetivamente), mas também David Rosa, atleta olímpico de BTT, entre outros, em que se poderão incluir, sem exagero, os nossos camaradas Renato Hernandez e Rui Torpes, cujos desempenhos na prova justificam esse estatuto.
Primeiros quilómetros logo a subir, pendente suave (4%) mas em andamento longe de ser confortável (a rondar os 25 km/h de média). Não tardou a fazer-se a seleção. À cabeça, cerca de 70 a 80 ciclistas, e eis que a coluna começa a fracionar-se... quase à minha frente! Momento nevrálgico da (minha) prova – digo-o à posteriori, porque naquele momento não o vislumbrava tão determinante -, em que renego ao esforço, que seria por algum tempo elevado, para recolar, quando o meu CPU biológico recomendava que não o fizesse, mas que antes mantivesse um ritmo mais cómodo, num grupo menos «vivo», porque muito havia a percorrer. As sensações eram boas, mas a pulsação estava no limiar anaeróbio. Decisão voluntária, portanto. Arrependimento? Talvez, um pouco, sabendo agora o que viria a suceder no desenrolar da prova. Estavam decorridos pouco mais de 12 km, de uma primeira ascensão que só terminaria aos 40... Falta-me o sentido de competição!

Ultrapassado este momento (que considero) crucial, sigo num grupo restrito, com cerca de uma dezena de unidades, que entre os «conhecidos» incluía apenas o Tiago Martins. Com o elevar da cota do terreno, com o desgaste da subida e do andamento bastante bom que se levava, somavam-se as «vítimas» no meu «grupetto». Então, a minha perceção dos acontecimentos começou a mudar... No último terço, até ao alto da Serra do Açor, quedo-me na interessante roda do Marco Romão, da MoveFree, camarada do Paulo Pais, incansável trabalhador naquela fase, a impor um andamento vivo e a reduzir a um trio o que fora um grupo bem composto (o Tiago era o único a resistir, com tenacidade e o meu constante incentivo).

Depois de atingirmos, por duas vezes, a cota máxima, a quase 1000 metros de altitude – demonstrativo do relevo irregular da primeira subida, descemos (os três) vertiginosamente (velocidade máxima na prova: 83 km/h) para os 600 metros, ao nível do paredão da barragem de Sta. Luzia, a vertente inclina-se abruptamente, em direção ao céu. Um muro! Como ameaçava o road book: 1,6 km a média de 12%! 36x25 requerido! O Tiago fica-se logo nos primeiros metros, deu tudo, tinha de encontrar o seu próprio ritmo. O Marco, ao invés, parecia bem, adiantara-se alguns metros, quando apanhamos o Xico Aniceto, em perda ao não conseguir seguir no grupo mais adiantado em que seguia. Integrámo-lo antes de começarmos a descer novamente, durante 17 km, para Pampilhosa da Serra.
E foi por aí que se a «coisa» mudou totalmente. Depois do Xico ter esclarecido que iria parar no próximo abastecimento (Pampilhosa) e por isso descesse mais relaxadamente, estava longe de esperar que o Marco, pura e simplesmente perdesse também o contacto. Eu não me apercebi, vinha a marcar o ritmo sem forçar/arriscar um milímetro na descida, e só me dei conta da sua falta já à saída da Pampilhosa, após o muro em empedrado com que se inicia a subida seguinte, a única que tem inclinações mais aproximadas às de montanha (7% em 5 km). Quando me apercebo onde parava o meu parceiro, que perspetivava ser o meu (fiel) comparsa para o que restava da jornada, eis que o vejo... distantíssimo! Miséria, penso! Fico sozinho aos 78 km, a meio do percurso!! Procuro alguém para apanhar, vislumbro dois ou três, espaçados na subida. Não tenho grandes esperanças no seu contributo, estariam certamente em perda. Mas eis que reparo num grupo de cerca de 10 a 15 unidades... do outro lado da encosta. Seria complicado alcançá-los. Meço as distâncias: cerca de 2 minutos. Recuperáveis. Sinto-me bem, no melhor momento até então. Carrego nos crenques com violência: faço a subida a 174 de pulso médio, sem quebras. Pondero sobre as consequências. Atiro as reservas às malvas, já me causado esta situação. Atinjo o cume ainda isolado, depois de ter dobrado três ou quatro elementos – pareciam parados...

Na passagem para a pedaleira grande, a corrente salta para fora do prato grande. Fd....-se! Paro. Cerca de 30 segundos perdidos. Uma eternidade naquela altura fundamental. Não desisto. Estou com a «alma» toda. Lanço-me na descida a toda a velocidade. Esta é longa e como sempre neste percurso, irregular, com uma sucessão de topos, nem um metro a direito. Mais do que as subidas é esta característica de sobe e desde do relevo que torna esta prova exigente. E claro, o andamento que adota! Continuo a dobrar alguns ciclistas, todos em andamento muito inferior. Nem 200 metros seguem comigo, e a descer... Faturas pesadas que se pagam por se querer seguir ritmos desadequados. Quem me dera tê-lo arriscado no início, penso. E só depois esperar que a fatura chegasse. Agora estou entregue a mim próprio, nem para trás, nem (muito) para a frente! Deveria ter forçado nos quilómetros iniciais para me integrar no (tal) primeiro grupo, que depois também se selecionou, naturalmente. Talvez tivesse mais probabilidades de estar entre elementos do meu nível, e acima de tudo a desfrutar do mais «fator ciclismo» da prova.
A cada ciclista que encontrava, perguntava: «Vai algum grupo aí mais à frente?» Resposta invariável: «Sim, mas já está longe»; «Sim, mas está a andar bem, desde que a equipa profissional do Tavira o alcançou e começou a puxar». Tinham parado num abastecimento. [Ressalva para uma crítica construtiva: os profissionais, cuja presença se saúda e contribuiu para prestigiar a prova, proporcionando oportunidade única aos amadores partilharem a estrada com os melhores; uma ideia em tudo acertada da organização. Contudo, dispensava-se que eles, os prós, interferissem das incidências da prova, que influenciassem o seu normal desenvolvimento, por exemplo, impondo andamentos nos grupos/pelotões ou perseguindo fugas. A rever em futuras edições]. 
Perante esta última informação, não havia mais nada a fazer, a não ser continuar a aproveitar as boas sensações, a levar-me por elas. À medida que ia apanhando elementos mais adiantados, as respostas começavam a ser mais... azedas. «Sim, sim, mas nunca os vais apanhar, vão a andar nas horas...», desabafou um dos ciclistas de um duo do Mortágua. Ainda alcanço um do Tavira, a subir para... Picha. Nem fez um esforço por me acompanhar.

Só na fase final desta subida, longa mas suave (10 km a 3,5%), começo a demorar mais a alcançar outros elementos. Dois deles, finalmente, agarram a minha roda e descemos, em trio, para Castanheira de Pera. Para a subida final, à Serra da Lousã. Estou ansioso pelas primeiras pendentes, assinaladas, km a km, com a inclinação média de cada um (cortesia da organização, à imagem dos «cols» pirenaicos, e mais uma demonstração de esmero dos responsáveis da UltraSpirit). Durante a primeira metade da subida (total: 13,8 km a 4%) meti o passo, mantendo os dois companheiros na roda. Excesso de confiança: as forças não poderiam durar, em alta, para sempre... A 5 km do alto começo a descarregar, sou forçado a baixar o ímpeto. Os dois não demoram a assumir o comando, revezando-se. Deveria ter promovido esta partilha de esforço desde o início da subida, mas, enfim, insisto: já tinha a minha dose de parcimónia naquele dia.

Do km 4 para 3, sou forçado a ceder, perco alguns metros, que se vão acumulando até ao cume, onde cruzo com duas ciclistas (Celina Carpinteiro e Mónica Magro) em animada cavaqueira. Descontraídas, quase as abalroo. Encontro-me novamente sozinho, agora na interminável descida para a meta. Faço-a sem stress. Desfrutando. Está feito! Ultrapasso, ainda, diversos retardatários do circuito mediofondo e, às tantas, também um dos dois com quem fiz a subida: partira o pedal. Infortúnio, mas felizmente numa altura em que quase já não precisava dele...
Desço bem, depois de tomar mais um gel passaram as más sensações. Chego à meta com o segundo elemento (Bruno da Silva, da Motorreis) à vista. Tempo final: 5h07, à média de 30,2 km/h; desnível acumulado: 2900 metros;  pulso médio 154, máximo: 180. Classificação absoluta: 50º; na categoria (Master): 12º.

O bom é inimigo do ótimo. Poderia ter sido melhor, certamente. Mas foi muitíssimo positivo. Fantásticas sensações, prova superada, objetivo cumprido com distinção. Contudo, mais importante do que ter feito melhor tempo ou ficado mais acima na classificação foram as vivências da prova que foram de menos, as estórias dos pelotões que ficaram por contar. Por isso, um nadinha de depressão «pós-laboral». Para o ano há mais! Ou muito mais!

Nota final para as destacadas presenças, extraordinárias performances e o saudável espírito de camaradagem dos nossos bem conhecidos: Jorge Garção, Paulo Pais, Xico Aniceto, Dario Teixeira, Pedrix, Renato Hernandez, Rui Torpes, Ricardo Gonçalves, Tiago Martins, Hugo Arraiolos, Hugo Silva (Feijão), Jorge Damas, Nuno Garcia, Miguel Marcelino (bem hajas!), Marco «Cancellara» e Jerónimo Cruz. Para o ano seremos mais ainda!

sexta-feira, outubro 12, 2012

Domingo: Ericeira/Terrugem

A volta do próximo domingo é a de Ericeira/Terrugem. O percurso é o seguinte (clicar):

quarta-feira, outubro 10, 2012

Granfondo Sky Road é já no sábado!



Chega tardio, mas está aí, para muitos, o maior objetivo da temporada de 2012: o Granfondo Sky Road, Aldeias do Xisto, a realizar no próximo sábado na distância de aproximadamente 150 km e em percurso montanhoso. O evento, único no nosso país dedicado ao ciclismo puramente amador, que se saúda pelo pioneirismo, reunirá à partida da serrana cidade da Lousã quase 800 participantes nas duas vertentes: Mediofondo e Granfondo, diferindo na quilometragem e no desnível do traçado.
Estará presente uma numerosa representação de ciclistas oriundos da nossa região que não quiseram deixar de responder ao interessante e exigente desafio, o qual, reforce-se, poderá ser embrião de outras iniciativas do género de que se espera serem, por esta primeira, exemplo a seguir. As condições para que tal aconteça parecem estar todas reunidas no evento da Lousã.

Pela frente os participantes do Granfondo, um percurso ao nível das clássicas ciclodesportivas espanholas e francesas, embora sem o «peso» da alta montanha, como o da mais exigentes provas do género que se realizam naquelas paragens, casos das célebres Quebrantahuesos ou Etapa do Tour, entre as principais referências. De qualquer modo, cinco subidas em destaque: Açor, Barragem de Sta. Luzia, Pampilhosa da Serra, Picha e Serra da Lousã. Nenhum colosso, é certo, mas a exigência sentir-se-á com o acumular da distância e o acidentado do relevo, naturalmente com a relação entre o andamento e a condição física de cada participante a impor-se.
Numa apreciação mais cuidada ao percurso, mais do que a importância da primeira ascensão não demorar mais de 5 km e prolongar-se por mais 31 (!), certamente propiciadora de imediata seleção no enormíssimo pelotão, considero determinante a segunda fase, precisamente partir dos 75 km, com isso adquirindo especial relevância a criteriosa gestão de esforços até este ponto - quando, sublinhe-se, já estarão percorridos 75 km, em que, além da trintena da Serra do Açor haverá uma agreste passagem por um muro de 1,6 km a 12%, na barragem de Sta. Luzia – iniciando-se com a subida de Pampilhosa (5,3 km a 6,7%), a que se seguirá cerca de 15 km rápidos até ao duplo encadeamento final, das subidas de Picha e da Serra da Lousã, desde Castanheira de Pera, que juntas somam 23 km a uma inclinação média próxima dos 4%, intercaladas por nova descida abrupta. Aos 130 km, no alto da serra, o mais difícil estará então superado, restando descer, sem mais interrupções, para a meta, embora ainda durante longos 20 km, em que a fadiga poderá proporcionar desconcentrações perigosas.

A todos os participantes, muito boa sorte          


sexta-feira, outubro 05, 2012

Domingo: Belas

A volta do próximo domingo é a de Belas, num percurso extremanente interessante, diversificado e com um grau «respeitável» de exigência, com a extensão de 103 km. A melhor maneira de encerrar um fim de semana prolongado de... pedal!
Deste modo, sugerem-se os seguintes pontos de neutralização para eventuais reagrupamentos:
- Rotunda do Vale de S. Gião (km 44)
- Venda do Pinheiro, rotunda da A8 (km 55)
- Carapinheira, rotunda (km 63)
- Pêro Pinheiro, após alto de Cheleiros (km 73)
- Belas (km 87)

Hora e local de saída: 8h30 nas bombas da BP de Loures

Nota: por motivos de indisponibilidade (ainda) não foi publicada a crónica da Clássica dos Campeões, realizada no último domingo, e que teve momentos de muito bom ciclismo! Em breve... 

quarta-feira, setembro 26, 2012

Domingo: Clássica dos Campeões!

Aí está a penúltima Clássica da temporada - a pretensionamente chamada «Dos Campeões». O percurso é a condizer com a denominação, não apenas pelo grau de exigência (sem ser exagerado para a altura da época, creio), como pela sua espetacularidade.
Para vencer três dificuldades «maiores», como se pode observar no gráfico da altimetria: Forte de Alqueidão (desde a Bemposta), Vila Verde dos Franco (desde o Rodeio), Sobral (desde o cruzamento da EN9 para Ribafria) e finalmente, Pontes de Monfalim. No resto, é um relevo parte pernas, sem grandes troços totalmente planos. Distância total: aprox. 120 km.
A hora de partida das bombas da BP de Loures é às 8h00 (como em todas as Clássicas).
Uma grande jornada de ciclismo em perspetiva!