terça-feira, fevereiro 12, 2013

Crónica de S. Pedro da Cadeira


A primeira volta do ano com «desníveis» (que se vissem...) foi o primeiro teste ao estado de forma do pelotão. As confirmações de maior ou menor apuro foram algumas, mas a generalidade dos que se apresentaram para a jornada que nos levou lá para as bandas de S. Pedro da Cadeira passou com distinção, até com sujeição aos ritmos elevados que amiúde se impuseram. Para mim, objetivo bem definido: empenhar-me em todas as subidas – meter o meu andamento quando me fosse permitido; ou quando não, tentar seguir os mais rápidos.

Com Guerreiros para aquecer, aproveitámos a boleia que começa a ser habitual do Ricardo Gonçalves até à subida da Venda do Pinheiro (Freixeira), onde o meu passo se revelou «suficiente» para os mais fortes nessa altura, em que se incluíam, à chegada ao topo: Ricardo «Grande», Filipe Arraiolos, André, Jony, Jorge, Capela, Bruno de Alverca e o Felizardo. Subida em 3m50s para mim não é mau registo.

No entanto, no momento em que era suposto (sugerido) aguardar pelos restantes, um pequeno grupo manteve o «passo» (Ricardo Gonçalves, André, Jony e os Brunos) e a partir daí passou a seguir adiantado. O pelotão reuniu-se às portas da Malveira – já com o camarada Paulo Pais na nossa companhia - e até à rotunda da Abrunheira, passando pela subida de Alcainça, a condução voltou a estar quase sempre a meu cargo. Na aproximação ao topo avistámos os «adiantados», com cerca de 1 minuto de vantagem, mas mais uma paragem prevista (na rotunda) dilatou-a ainda mais.

A partir de Mafra, foi a dupla Filipe Arraiolos e João Silva a liderar, fazendo a ligação Paz-Murgueira-Picanceira a muito bom ritmo, em descida mas contra o vento. Depois, na base da subida para a Encarnação voltei ao trabalho e, uma vez mais, conduzi, a solo, o grupo de cerca de 10 unidades até ao alto. Até S. Pedro da Cadeira, os que se atrasaram ligeiramente reentraram graças ao andamento moderado de novo imposto por aquela dupla – e que assim o manteve no pitoresco e irregular troço de ligação à EN8, junto ao Turcifal.

De qualquer modo, nos dois ou três topos mais íngremes do trajeto, o Capela «mostrou-se» pela primeira vez naquele dia, deixando antever que estaria com ideias de «avaliar» as forças até àquele momento em aparente equilíbrio.

Na ligação a Barras, na iminência da longa subida de Vila Franca do Rosário para a Malveira, alcançámos o trio Jony e os Brunos, que, pelos vistos, tinha deixado a companhia do duo Ricardo e André ainda na Encarnação! A cerca de 2 km do arranque da subida, os dois condutores, Arraiolos e João Silva, abandonaram finalmente a missão, reservando-se para a ascensão. Compreensivelmente, após um trabalho meritório. Deixaram-me, a mim e ao Capela (por estarmos nas posições imediatamente atrás), com o «menino nos braços», e numa posição desconfortável, pois que era evidente que ambos pretendíamos dedicar-nos à última subida.

Então, por algumas mas preciosas centenas de metros, surgiu a ajuda do Carlos do Barro, que lamentou, depois, não ter conseguido levar o grupo até mesmo ao início da subida. Mas valeu! Quem o fez (e rendeu) foi o Capitão! Os dois estão em muito boa forma... – e no caso do Carlos saúda-se a sua presença no Grupo (com G grande!), que tem sido, desde há alguns anos, muito mais intermitente que a do militar.

A partir das primeiras inclinações, mais do mesmo: meti andamento e pelo avançado da jornada não surpreendeu que o grupo se selecionasse. Desta vez, não estive à frente muito tempo, já que também previsivelmente o Capela rendeu-me ainda antes de entrarmos em Vila Franca do Rosário, impondo um ritmo exigente. Até que, na rampa para o Vale da Guarda, houve de facto uma surpresa: o Bruno de Alverca ataca! Não foi muito eficaz – ainda era cedo... – mas bastante corajoso e a demonstrar que estava com forças. Todavia, no topo, os jovens atacam: João Silva e Arraiolos. Em sprint, ganhando folgada margem, mesmo ao Capela, o único que respondeu. Mas como não prosseguiram, no final da descida o quarteto já estava de novo reunido. O Bruno atrasou-se com a quebra, mas voltpu a surpreender ao passar direto e mais decidido do que antes. Naquele «longo» quilómetro até à não menos «longa» subida final, manteve-se com uma vantagem de cerca de 20/30 metros, sob perseguição conduzida por... mim (!) e que, apesar de não ter sido fácil, permitiu manter o fugitivo sob controlo. Até à aceleração final dos mais rápidos e pujantes, Arraiolos e João, mas com o Capela a recuperar bem na fase terminal e ainda a alcançá-los.  

n.d.r. (1): logo que chegámos ao alto reconheci ao meu conterrâneo (Bruno) que deveria ter deixado os mais novos e/ou preparados e/ou folgados a tarefa de o perseguir naquela fase final da subida; teria sido mais justo com o seu brilhante esforço; mas, ao invés, com isso ele acabou por ganhar em mim um aliado que fará questão de se redimir em futura ocasião.

n.d.r. (2): o louco do Jorge enganou-se e virou para o Gradil. Quando eu e o Jony (de)esperavamos por ele na Venda, ainda estava a sair de... Mafra. O que é que lhe passou pela cabeça!? Fomos ao seu encontro e apanhámo-lo quase em Alcaínça, acrescentando alguns quilómetros à nossa contabilidade – que na minha foram demasiados...                                      

2 comentários:

Paulo Rosa disse...

Isso é que foi um acumulado de; kilometros, reboques, e muita animação junta. ADoro visitar a vossa pagina é escrita como sempre "disse" quando aqui deixo os meu comentarios.
Abraços com pedalada a todos.

Pedro Fernandes disse...

Meus caros
Para quem não sabe:
A volta ao Algarve é transmitida em resumos de 30 minutos às 09h30m (última etapa)e 22h30m (etapa do dia) todos os dias na Eurospot2.
Divirtam-se
Boas pedaladas
Pedro Fernandes (Carregado)