
O Abel não pára de surpreender. A coragem e insuperável espírito de sacrifício com que arrebata os seus companheiros, todos os domingos – e são quase todos os que grupo se reúne durante o ano -, exemplar boa disposição e camaradagem, além de «banhos» de conhecimento e experiência de velho lobo do asfalto. Para todos nós, que queremos evoluir aprendendo mais sobre a arte de bem pedalar, é referência indispensável, todos os fins-de-semana, ali, à mão de semear.
O que passou não fugiu à regra. Num percurso duro, típico da região Oeste, surpreendeu pela inteligência com que lidou com as dificuldades, as limitações físicas próprias da idade e dos milhares de quilómetros que tem a menos (nos últimos anos, que fique bem claro!) que a maioria. E sem esperar tréguas dos «rodados»! Ele sabe disso, é prior nesta paróquia e nunca vai ao engano. Por isso, diverte-se a fazer ciclismo. Quantas vezes sofrendo como ninguém sem exteriorizar sequer uma queixa ou crítica – e não há quem tenha mais legitimidade para o fazer! E chega ao final de cada tirada, cansado, pudera, mas inabalável compostura e galhardia.
Quem o viu, ainda bem cedo, nos topos de Sto. Isidoro a vacilar perante o maior vigor da juventude e o acidentado do terreno poderia ter temido pela sua integridade física com tanto e tão duro que havia por percorrer. Puro engano. Assumo. Estamos face a um resistente. Pois, quem o voltou a ver, muitos quilómetros depois, a chegar no seu passo certinho à Murgueira, depois das exigências da Encarnação e da Picanceira, mudou certamente de opinião. Assumo, mais uma vez! O ciclista, a bicicleta e os factores em perfeita harmonia. Assim se superam as adversidades. E assim, por mais fortes que sejam, não chegam para parar «o» atleta. O caminho de regresso a Lousa foi (para ele) como se não existisse (sabe-se lá à custa de que esforço!...). Despediu-se como sempre. Sem deixar uma palavra por dizer. Com «aquele» sorriso nos lábios! Até para a semana, «grande» Abel!
P.S. Além disto, não posso deixar de referir a excelente forma do camarada Freitas, poderoso na Picanceira, a exigir o máximo das minhas capacidades para chegar na sua companhia à Murgueira. Grande performance, sem dúvida!
A prova (como se faltasse) da sua boa condição atlética actual foi o facto de só ele ter conseguido seguir o Paulo Pais (bem haja, companheiro!) no Gradil. Depois de inverter comigo o protagonismo nas subidas (para já, nas mais curtas e que exigem mais força), o homem está
O que passou não fugiu à regra. Num percurso duro, típico da região Oeste, surpreendeu pela inteligência com que lidou com as dificuldades, as limitações físicas próprias da idade e dos milhares de quilómetros que tem a menos (nos últimos anos, que fique bem claro!) que a maioria. E sem esperar tréguas dos «rodados»! Ele sabe disso, é prior nesta paróquia e nunca vai ao engano. Por isso, diverte-se a fazer ciclismo. Quantas vezes sofrendo como ninguém sem exteriorizar sequer uma queixa ou crítica – e não há quem tenha mais legitimidade para o fazer! E chega ao final de cada tirada, cansado, pudera, mas inabalável compostura e galhardia.
Quem o viu, ainda bem cedo, nos topos de Sto. Isidoro a vacilar perante o maior vigor da juventude e o acidentado do terreno poderia ter temido pela sua integridade física com tanto e tão duro que havia por percorrer. Puro engano. Assumo. Estamos face a um resistente. Pois, quem o voltou a ver, muitos quilómetros depois, a chegar no seu passo certinho à Murgueira, depois das exigências da Encarnação e da Picanceira, mudou certamente de opinião. Assumo, mais uma vez! O ciclista, a bicicleta e os factores em perfeita harmonia. Assim se superam as adversidades. E assim, por mais fortes que sejam, não chegam para parar «o» atleta. O caminho de regresso a Lousa foi (para ele) como se não existisse (sabe-se lá à custa de que esforço!...). Despediu-se como sempre. Sem deixar uma palavra por dizer. Com «aquele» sorriso nos lábios! Até para a semana, «grande» Abel!
P.S. Além disto, não posso deixar de referir a excelente forma do camarada Freitas, poderoso na Picanceira, a exigir o máximo das minhas capacidades para chegar na sua companhia à Murgueira. Grande performance, sem dúvida!
A prova (como se faltasse) da sua boa condição atlética actual foi o facto de só ele ter conseguido seguir o Paulo Pais (bem haja, companheiro!) no Gradil. Depois de inverter comigo o protagonismo nas subidas (para já, nas mais curtas e que exigem mais força), o homem está
«a um bocadinho assim» de fazer uma diferença... real! Os outros (eu principalmente) que se façam...